sábado, 23 de agosto de 2014

Cadê você, Perdigão?

Fala galera!

Conversando com um amigo durante essa semana sobre jogadores folclóricos que atuaram "recentemente" pelos times brasileiros, lembramos de um onde poderia constar tanto na nossa categoria dos "cadê você", quanto na nossa categoria dos "jogadores folclóricos". Se falarmos de Cleilton Eduardo Vicente é bem provável que ninguém saiba se estamos falando de um esportista, de um cantor, de um compositor, de um pedreiro ou de um anônimo. Mas se falarmos em Perdigão, todos vão lembrar daquele jogador cabeludo que atava no meio de campo (ok, alguns vão lembrar de comida, Sadia, Perdigão...).

Muitos não sabem, mas o apelido dele vem justamente pelo fato de seu pai ter sido um funcionário da empresa produtora de aves, Perdigão. Hoje, com 37 anos, Perdigão está aposentado e vive em Curitiba, sem exercer qualquer outra atividade profissional. Cuida da sua esposa e suas duas filhas. Até pensa em se tornar treinador de futebol ou alguma função na área, mas no momento só quer curtir sua família. Ele confirma: "Estou vivendo do que construí na carreira. Não foi muito, mas estou me virando.".

O que muitos não sabem é que existe uma mágoa de Perdigão com Mano Menezes, por não ter tido uma oportunidade no Corinthians. Ele foi atleta do Mano enquanto jogava pelo Caxias e pelo 15 de Novembro. Acabou indo parar no Internacional, onde teve os melhores momentos de sua carreira. Foi vice-campeão brasileiro em 2015 e participou do grupo campeão da Libertadores  e do Mundial Interclubes, em 2006, além da Recopa Sulamericana, em 2007. Depois, foi parar no Vasco, onde ficou por apenas 6 meses e teve seu contrato rescindido. Finalmente, foi para o Corinthians, onde ficou mais conhecido por sua trapalhada épica, digna dos Trapalhões, do que por qualquer outra coisa. Vejam abaixo:


Perdigão também dá altas declarações de que seu esforço e sua técnica não foram devidamente reconhecidos. Diz que foi o jogador de confiança de um técnico que chegou à Seleção (Mano) e que deixava seus companheiros na cara do gol e muitos ficaram ricos (?) por isso. No entanto, ele lembra que mesmo assim era conhecido como "gordinho, fora de forma e barrigudo". E ele conclui, num auto-elogio: "O Perdigão, além de ser parceiro e gente boa, ganhava títulos, chama taças e joga pra caramba. Modéstia a parte, eu jogava pra caral**...fui um jogador mal compreendido".

Pra completar, Perdigão ficou famoso ao dar uma entrevista em "portuñol" para a Fox Sports, onde misturou o português, com o espanhol e com tudo que tem direito. Vejam no vídeo abaixo:


Hoje em dia ele cursa Ciência do Esporte e pensa também, no futuro, em cursar Direito.
Já não se fazem mais cabeleiras como essa...

Até a próxima!
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