segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A crise é pior do que se imagina

Fala galera! Desde a goleada que sofremos para a Alemanha em partida válida pela semifinal da Copa do Mundo de 2014 que o assunto mais comentado entre os torcedores e jornalistas está relacionado com estrutura, caos administrativo e renovação do futebol brasileiro.

Analisando os gráficos de público da Série C do Brasileirão, percebemos que o buraco é muito mais embaixo do que imaginamos. Normalmente só nos preocupamos com a Série A, as vezes a B, mas analisem comigo a Série C (e nem to olhando a D ainda hein).

A média de público do torneio é de aproximadamente 2600 pessoas por partida, o que dá em torno de 15% da ocupação dos estádios, levando em conta que o preço médio de um ingresso para os jogos dessa competição é de 15 reais (20 inteira e 10 a meia) podemos calcular um faturamento por partida na base dos 39 mil reais.
Tupi em campo, arquibancadas vazias

Se um clube joga quatro partidas por mês, normalmente duas em casa e duas fora, ele chega a um faturamento bruto na casa dos 80 mil reais (vamos arredondar), e se formos levar em conta as despesas com taxas das federações estaduais, trios de arbitragem, serviços e etc, alguns clubes pagam pra jogar, como já aconteceu durante os campeonatos estaduais.

A CBF banca algumas das despesas desses clubes, segunda ela mesmo informa, mas ainda é muito pouco.

O Tupi de Juiz de Fora tem uma média de público de 800 pessoas e uma folha de pagamento mensal na casa dos 70 mil reais, o que torna qualquer investimento no clube impossível de ser realizado. Se pegarmos o Paysandu, que é o líder da média de público, com cerca de 16 mil pessoas, a situação continua crítica, pois sua folha de pagamento beira os 300 mil reais.

Assim como os clubes das Séries A e B, todos esses 20 clubes da terceira divisão beiram o caos financeiro também, e o pior, não contam com investidores e privilégios do poder público, e muito menos um suporte de verdade da milionária Confederação Brasileira de Futebol.

Lamentável...

Fui!
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