segunda-feira, 28 de julho de 2014

Estratégia ou desespero?

Fala galera! Durante a semana presidentes de 12 clubes foram até Brasília para mais uma vez negociar o parcelamento das dívidas com a União, ou até mesmo uma anistia. A proposta inicial consiste no refinanciamento em 300 parcelas (25 anos) do montante de quase 3 bilhões de reais.

Participaram da reunião representantes de Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Corínthians, Coritiba, Flamengo, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Paysandu, São Paulo e Santa Cruz; e do lado do governo participou a presidente Dilma Rousseff, acompanhada dos ministros Aldo Rebelo (Esportes) e Guido Mantega (Fazenda).

Na contrapartida os clubes prometem cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal no Esporte, caso aprovada, e também aderir ao Fair Play Financeiro, que é uma das principais reivindicações do movimento Bom Senso FC.

Não acredito que saia acordo, ou se sair, não acho que vai dar certo.

Primeiro porque não acredito que os clubes possam cumprir tal acordo com o governo. Não podem porque não querem. Sabemos que não haverá punição alguma para o presidente que não cumprir. E segundo porque entrar em fair play financeiro significa enxugar a folha de pagamento, e quando se fala em redução de folha, se fala em redução de salário consequentemente... será que algum jogador vai apoiar a partir da hora que mexer no bolso dele também?

E um fator que me chamou atenção e me fez refletir sobre tal reunião foi a forma como os jogadores do Botafogo entraram em campo na partida de ontem contra o Flamengo, no Maracanã. Empunhando uma faixa com os dizeres "Estamos aqui porque somos profissionais, e por vocês torcedores" os jogadores mandaram um recado para o mundo do futebol.


Na faixa ainda constavam as informações de três meses de salários atrasados, cinco de direitos de imagem e ainda a falta de depósito do FGTS. A atitude surpreendeu a todos e chamou a atenção da mídia e com certeza dos participantes da reunião da semana passada.

Só que analisando friamente, chego a pensar numa jogada estratégica da própria diretoria alvinegra, tentando pressionar o governo para que o acordo proposto seja feito de forma mais rápida (o time de General Severiano tem praticamente todas as suas receitas bloqueadas pela justiça no ano de 2014). Durante a reunião o presidente Maurício Assumpção comentou com a presidente que caso as receitas não fossem desbloqueadas, a equipe poderia abandonar a disputa do Brasileirão.

Será que realmente a atitude partiu dos jogadores e isso é só mais uma teoria conspiratória da minha cabeça ou acreditam que a diretoria possa ter usado a partida para apertar o cerco em favor do acordo?

Fica a pergunta...

Fui!
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