terça-feira, 22 de julho de 2014

A Era Dunga - Parte 4

Fala galera! Como já vinha sendo noticiado desde que Gilmar Rinaldi foi anunciado no cargo de coordenador da Seleção Brasileira, Dunga volta a ser o treinador da equipe canarinho. Carlos Caetano Bledorn Verri nasceu em Ijuí, Santa Catarina, e tenta pela quarta vez marcar uma "Era" à frente da seleção, seja positiva ou negativamente.

Convocado por Carlos Aberto Silva em 1987, quando defendia o Vasco da Gama, Dunga se transformou em símbolo da equipe durante a Copa de 1990, quando Sebastião Lazaroni resolveu apostar no futebol de resultados e teve em Dunga seu maior símbolo. Após a derrota para a Argentina nas oitavas de final do Mundial, a chamada "Era Dunga" condenou toda uma geração de bons jogadores.

Vieram as eliminatórias para a Copa de 94 e Dunga mais uma vez começava a despontar como um dos líderes da equipe, mesmo ficando no banco, já que Luis Henrique era o titular de Parreira. Após a derrota para a Bolívia em La Paz, o treinador modificou a equipe titular, e um dos nomes que ganharam espaço foi o do volante de cabelo espetado. Com a vaga na Copa, e a titularidade garantida, era questão de tempo para Raí, o capitão da equipe, sair do time e ceder a braçadeira para que uma segunda Era Dunga, agora vitoriosa, aparecesse.

Depois que encerrou a carreira de jogador, no Internacional de Porto Alegre, mesmo clube em que havia começado a jogar, Dunga ficou um pouco longe dos holofotes. Até que em 2006, após a derrota do Brasil para a França na Copa disputada na Alemanha, a necessidade de um comando técnico linha-dura, o capitão do tetra foi "inventado" como treinador, iniciando assim a 3ª Era Dunga à frente da Seleção.

Em seus 4 anos de comando foram 69 jogos (incluindo a Seleção Olímpica), 50 vitórias, 12 empates e apenas 7 derrotas, um aproveitamento de quase 79% dos pontos disputados. Vencemos de forma convincente seleções do porte de Argentina, Alemanha, Itália, Portugal e Uruguai. Conquistamos a Copa América de 2007, a Copa das Confederações de 2009 e faturamos o bronze olímpico em 2008 (ok, isso não é um grande resultado).

Saímos da Copa africana depois de fazer um ótimo primeiro tempo onde a bola teimou em só entrar uma vez no gol holandês, e no segundo tempo fomos dominados e perdemos a partida, a meu ver, uma injustiça.

Dunga fez o que se esperava dele, resgatou a credibilidade da equipe, acabou com os privilégios, mas ao mesmo tempo criou muita polêmica, principalmente com a imprensa brasileira, e aí é que mora o problema, já que eles são os formadores de opinião.
90, 94, 2010 e 2018?
As 4 Eras Dunga?

A demissão imediata após a Copa mostrou que a Rede Globo tinha total poder sobre as decisões de Ricardo Teixeira, e colocou Dunga com o status de um ex-jogador, já que nem para o cargo de treinador ele era requisitado mais. Veio o ano de 2013, no comando do mesmo Internacional onde encerrou a carreira, ele conquista os dois turnos do Campeonato Gaúcho e evita uma decisão, levando para o Colorado sua 42ª taça.

Com a saída de Luiz Felipe Scolari, muitos nomes eram colocados em pauta como sugestão para o cargo de treinador, mas buscando novamente a linha-dura de 2010, Marín aposta em Dunga. Os brasileiros queriam mudança, queriam uma nova CBF, o que a princípio se torna impossível. Mudar somente o treinador não significaria uma mudança de mentalidade, já que o mesmo continuaria como subordinado.

A entrada de Gilmar na semana passada já deixava claro que Marín e Del Nero não estavam insatisfeitos com a política nem com a administração atual (alguém tinha dúvidas disso?), e a escolha do treinador era questão de preferência e perfil, não havia como inventar muito.

Como gostei do trabalho de Dunga em sua última passagem, continuo apostando que ele é capaz de treinar uma equipe. Como falei acima, "vai do gosto do cliente". A mudança de estrutura na Confederação precisa acontecer, mas isso não passa a princípio pelo cargo de treinador, sua função é apenas colocar o time em campo e fazer jogar, fazer vencer, trazer alegria ao torcedor.

Quem sabe a 4ª Era Dunga não se transforma em uma Era vitoriosa, assim como foi em 94.

Que a essa quarta passagem do capitão do Tetra não seja a Era do Gelo e sim a Era do Hexa!

Fui!
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