segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Intercâmbio

O Brasil fez história no Mundial de Handebol Feminino que terminou ontem. A modalidade que é uma das mais praticadas nas escolas brasileiras não havia nos dado até hoje nenhuma medalha, tanto no masculino, quanto no feminino,seja em Jogos Olímpicos ou Mundiais.

No masculino, nossa melhor colocação havia sido em 1958, quando chegamos em 15º no torneio realizado na Alemanha Oriental. Esse ano faturamos o 13º no Mundial da Espanha. É muito pouco aos nossos olhos, mas uma boa evolução aos olhos de quem pratica profissionalmente o esporte.


No feminino nosso salto foi muito maior. Nossa melhor colocação havia sido em 2011, no Mundial realizado aqui mesmo, no Brasil, quando ficamos em 5º lugar, caíndo para a Espanha nas quartas de final.

Em se tratando de Jogos Olímpicos até conseguimos alguns resultados melhores, mas ainda assim longe do pódio. Um 6º lugar no feminino em Londres, 2012, e um 10º lugar para o masculino em 2004, nos jogos de Atenas.

Agora somos campeões do mundo! Conquistamos de forma invicta, com 9 partidas e 9 vitórias, temos a melhor jogador da competição, Duda, a melhor goleira, Babi, e uma das principais artilheiras, a melhor do mundo em 2012, Alexandra. Temos um treinador de respeito, Morten Soubak, o dinamarques que era mais famoso por ser comentarista do que treinador, trouxe o estilo europeu pra cá, nossas atletas foram pra lá, e deu no que deu.

Mas como o Brasil evoluiu tanto nesses esportes em tão pouco tempo?

Simples, através de intercâmbio.

Querem exemplos mais conhecidos? O que era a ginástica olímpica brasileira antes da chegada do treinador ucraniano, Oleg Ostapenko? E o basquete masculino antes de Rubén Mangnano estava em que nível? Fabiana Murer era conhecida antes de treinar com a equipe de Yelena Ysinbayeva?

Esses são os exemplos. A prova de que o Brasil tem boa mão de obra nos esportes, precisa é de algum com experiência e conhecimento pra lapidar nossos craques. É mais ou menos o que fazemos no futebol quando mandamos um craque pra fora, ou até mesmo no vôlei.

O Brasil é capaz de transformar o esporte em meio de integração social, temos potencial, precisamos investir lá na base, na molecada, trazendo gente gabaritada pra trabalhar nossos treinadores, pois eles poderão um dia ser o elo entre o primeiro mundo e nossos jovens.

Se não tiver esse treinamento, esse ensinamento, se parar por aqui apenas com um resultado, sem repassar para os mais jovens, esportes como handebol, ginástica olímpica e salto com vara, muito em breve deixam de fazer parte das nossas conversas olímpicas e voltam a ser apenas mais um esporte no Brasil. Talvez como aconteceu com o tênis depois da "Era Guga" e com o basquete depois de Oscar.

Espero que isso não aconteça... oportunidade para mudar nós temos, mão de obra também.
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