segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O que será da Superliga?

Fala galera! Há muito tempo acompanho a Superliga, antes Liga Nacional de Vôlei, e durante todo esse tempo já vi muitos grandes times em ação, posso citar a Pirelli (era meu time quando criança), Banespa, Olympikus, Frangosul, Suzano, Telemig Celular, Ulbra, Unisul... e isso só falando na ala masculina da Liga.

A estrutura da Liga foi mudando no decorrer do tempo, e de 3 anos pra cá, com a presença do time da UFJF no torneio, passei a acompanhar "in loco" toda a competição. Fiquei impressionado com o que vi, partidas eletrizantes, organização nota 1000, emoção até em jogos onde já sabia que o time de Juiz de Fora perderia.

Veio o segundo semestre de 2013 e junto com ele uma dúvida cruel com relação ao futuro da competição.

O que sempre foi o ponto forte, a organização, ficou em segundo plano. Cedendo a pressão da Rede Globo, as partidas passaram a contar com sets de 21 pontos apenas, prejudicando o torcedor e gerando críticas de dirigentes e jogadores. Além disso, a tabela, antes extremamente bem elaborada, foi detonada nessa edição 2013/2014.

Vou usar a UFJF como exemplo, pelo conhecimento que tenho da situação. Na primeira rodada a equipe de Juiz de Fora deveria jogar contra o Minas, em casa, mas o jogo só foi ser realizado no dia 30/10. Antes disso os juizforanos jogaram contra o Sesi e contra o Cruzeiro, duelos das rodadas 2 e 3 respectivamente.

Não existe uma explicação lógica, são poucos jogos no decorrer do ano e não impediria que uma equipe pudesse realizar 2 partidas em uma mesma semana, caso houvesse coincidência de competições, como vem acontecendo com o Campeonato Mineiro.

Em certa ocasião do torneio o Cruzeiro já havia disputado 5 partidas enquanto que o Minas não havia feito sua estréia ainda. Isso é possível?

Com toda essa desorganização a CBV passou a apostar em Renan Dal Zotto como novo gestor da Superliga. A idéia é que ele seja o intermediário entre clubes (cada dia mais fracos, e por isso aquele primeiro parágrafo) e emissora/federação.

Com a experiência que tem, acredito que pode alterar esse panorama. Só espero que não seja tarde demais para reverter a situação em que o vôlei local se encontra, pois apesar de muitos acharem ótimo, a renovação não é boa, jovens perderam espaço para jogadores estrangeiros que não atrapalham a pontuação da equipe no ranking de clubes da liga, além disso, muitos bons projetos fecharam as portas por falta de patrocínio (Vôlei Futuro é um ótimo exemplo).

Para se ter uma idéia, do ano passado pra esse ano, quando apenas uma equipe seria rebaixada e outra promovida, tivemos a entrada de Montes Claros e Maringá, e a permanência da Funvic, que seria automaticamente rebaixada, por falta de clubes na disputa.

Temo muito pelo futuro do nosso vôlei, pois a organização era o ponto forte dessa diretoria, mas espero também que Renan consiga colocar a Superliga de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído.

Caso ele não consiga, o que será da Superliga?

Fui!
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