terça-feira, 5 de novembro de 2013

Contratações Naturalizadas

Hoje quem escreve pro Resenha Esportiva é nosso amigo e leitor assíduo Guilherme Carvalho. Em uma discussão sobre a naturalização de Diego Costa gostamos muito da opinião de Guilherme e pedimos para que escrevesse um texto sobre isso. É interessante notar que sua idéia vai totalmente ao contrário do que o Osmar escreveu na sexta passada. Ponto para a democracia do Resenha Esportiva, e bom para o leitor, que vai poder analisar os dois lados da moeda e tirar suas conclusões.

Vamos ao texto!

* por Guilherme Carvalho

E aí Resenheiros de plantão, estou de volta depois de um bom tempo e com uma polêmica bem atual.

Noticia do momento, a “naturalização” do atacante Diego Costa como espanhol. Ok, ele nunca jogou profissionalmente em um clube do Brasil, mas isso não o fez menos brasileiro, o Messi também nunca jogou profissionalmente na Argentina.

A verdade é que o futebol de seleções perdeu faz tempo o seu objetivo que é o de reunir os melhores (na cabeça do treinador) jogadores de um país contra os melhores de outros países. Opa, espera lá, tem jogador brasileiro na seleção de Portugal, na da Espanha, na da Alemanha, já teve na da Bélgica e até na da Polônia já teve um, e disputando Eurocopa.

A meu ver isso é apelação, jogo sujo, já que o país não dispondo de um bom jogador pra determinada posição vai lá, “naturaliza” e “convoca” (contrata no meu entender) algum jogador de outra nacionalidade (geralmente brasileiro) pra suprir essa carência. O caso que explicita melhor isso aí é o do Liedson na seleção portuguesa.

A FIFA permite, claro que permite, existe a regra e as federações fazem uso delas. Mas deveria existir um “acordo de cavalheiros” contra isso. Se eu sou o Fernando Torres, o David Villa, por exemplo, me sentiria desrespeitado como jogador e cidadão espanhol de natureza por ter que dividir, ou em certo caso disputar, vaga na seleção do país que eu nasci e cresci com um cara que é de outro país. Eu pediria pra não ser mais convocado.

Citei lá em cima o nome do Messi que sim, ele sim chegou ainda no inicio de sua adolescência a Espanha frequentou escola lá, se bobear sabe ate cantar o hino espanhol, ele sim pode ser considerado espanhol e não uma pessoa que vai pra lá já adulto e com o intuito de trabalhar. Sabemos bem que nesse caso profissional a identificação e amor dele ao país são totalmente financeiros, duvido que se um clube inglês ou alemão no inicio da temporada tivesse oferecido um caminhão de dinheiro ao Atlético de Madrid, o Diego Costa não teria abandonado rapidinho a Espanha.

Outro caso são de jogadores como Zidane, que é filho de argelinos, mas é nascido e criado em Marselha, na França. Não tem como dizer que ele não é francês. Balotelli, Ozil e Khedira se enquadram na mesma situação. Outro caso é de jogadores que não nasceram no país que defendem, mas foram pra lá muito novos, caso de Podolski que foi com os pais pra Alemanha com dois anos de idade.

E o Thiago Alcântara? Italiano de nascimento, filho de brasileiro e joga pela Espanha.

Enfim, não citando nomes especificamente, mas pegando no geral, todos os jogadores que chegaram já adultos a um país que não seja onde ele foi criado ou o de origem de seus pais ou avós, eu não concordo e não concordarei nunca com suas “naturalizações” e respectiva “convocação”. A pessoa pra ser naturalizada ela tem que crescer adquirindo a cultura e o amor de pátria ao país e não o amor empregatício/financeiro ou por puro oportunismo mesmo.
Comente via Blogger
Comente via Facebook
Comente via Google+

Nenhum comentário:

Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...