quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A verdadeira história da Copa América de 89

Fala galera! Sou nascido em 82 (acreditem) e a primeira competição entre seleções que eu me lembro com detalhes é a Copa América de 1989 (da Copa de 86 eu quase não me lembro de nada, apenas de algumas comemorações e choro, e do Araken, o garoto-propaganda da Globo). Assim como eu, muitos dos nossos leitores devem ter esse torneio como marco inicial da paixão pela amarelinha, pensando nisso resolvi esmiuçar um pouco o que foi essa Copa.

O Brasil não vencia a Copa América desde 1949, quando ainda se chamava Sulamericano, e foi disputado aqui mesmo no país. Até então tínhamos 3 títulos, os 3 em solo brasileiro, era a nossa oportunidade de vencer novamente, afinal, iríamos organizar a competição.

Os torcedores precisavam de uma alegria, desde 70 não ganhávamos nada de expressão, e vínhamos de grandes decepções como as Copas de 82 e 86, e os Jogos Olímpicos de 88. Lazaroni, o treinador, montou um timaço! Taffarel, Romário, Bebeto, Silas, Mauro Galvão, Branco, Dunga... só fera!

Na primeira fase foram divididos 2 grupos de 5 equipes. O Brasil ficou com Paraguai, Colômbia, Peru e Venezuela. Um caminho fácil para a classificação, já que 2 equipes passavam de fase. Os jogos aconteceriam em Salvador, na Fonte Nova.

 Porém, pelo fato de Lazaroni não ter levado Bobô, o grande astro do título brasileiro do Bahia, e de não colocar Charles, o centroavante do time campeão, em campo, a torcida baiana passou a vaiar a seleção, em uma das ocasiões as câmeras flagraram um ovo atingindo em cheio Renato Gaúcho, nosso atacante. 


Inconformada com a falta de apoio dos torcedores e com a necessidade de vencer a partida final da fase, já que havíamos empatado com Peru e Colômbia, a CBF mudou os jogos finais desse grupo para Recife.

Contando com o apoio da torcida, despachamos o Paraguai por 2x0, 2 de Bebeto, e nos classificamos junto com o próprio Paraguai. Nesse jogo meu avô caiu da cadeira em um chute do Silas no travessão... pois é... na hora do chute ele mandou um “vai Silas” e a cadeira quebrou... kkkkkk

Para o quadrangular final, que seria disputado no Maracanã, se juntaram Argentina e Uruguai, que se classificaram na outra chave.

Na primeira rodada do quadrangular o Brasil bateu a Argentina de Maradona por 2x0, gols de Bebeto e Romário. O Uruguai venceu o Paraguai por 3x0. Na segunda rodada vencemos novamente o time paraguaio, dessa vez por 3x0, enquanto que o Uruguai despachava a Argentina por 2x0.

Era a hora da decisão, por ironia do destino a tabela reservou para o último jogo a partida entre Brasil e Uruguai, a mesma final da Copa do Mundo de 1950. Os dois somavam 4 pontos (na época a vitória valia 2), o Brasil tinha marcado 5 gols e não sofrido nenhum, o Uruguai idem. Quem vencesse essa partida seria campeão. Confesso não saber o que aconteceria em caso de empate, não me recordo e não achei registro da época. Provavelmente o critério seria a pontuação na primeira fase, o que faria com que o Brasil jogasse pelo empate, assim como em 50.

Mas começa o jogo, Maracanã lotado, o Brasil tentando quebrar o tabu e a torcida fazendo sua parte. Termina o primeiro tempo, partida ainda no zero a zero, até que aos 4 minutos do segundo tempo, ou seja, aos 49 de partida, nos vingávamos da final da Copa de 50, exatamente 39 anos depois. Mazinho leva no fundo, tabela com Bebeto e cruza pra Romário, o Baixinho, o mesmo que nos ajudaria a quebrar outro tabu em 94, marcava o gol do título.



Muitos podem não considerar, mas essa conquista é muito importante para nossa seleção, a partir dela começava a se formar a equipe que seria campeã nos Estados Unidos 5 anos depois.

E assim ficamos com mais uma boa história pra vocês.

Fui!
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