sábado, 5 de outubro de 2013

Resenha Entrevista - Claudecir

Fala, galera! Nosso entrevistado de hoje é Claudecir, que se destacou jogando principalmente pelo São Caetano e Palmeiras. Dono da cabeça de área e especialista em desarmes, fez parte do elenco do São Caetano que encantou o Brasil no ano 2000. Atualmente trabalha no Projeto Tigrinho, uma parceria do São Bernardo F.C., Fábrica do Futuro e Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo. Abrange 35 escolas no município e tem como principal objetivo a formação de cidadãos.

Vamos à entrevista!

Resenha Esportiva - Conte-nos um pouco sobre seu início de carreira no Mogi Mirim e no Noroeste. Quais as maiores dificuldades encontradas e como foi sua escolha pela posição de volante?
Claudecir - Iniciei minha carreira em 1993 no Noroeste de Bauru e 1996 fui emprestado ao Mogi Mirim, retornando no ano seguinte ao Noroeste aonde permaneci até Junho de 1999. Foram 6 anos de muita perseverança e muita luta principalmente quando tive que passar por uma cirurgia de menisco no joelho. Foi um momento muito difícil pra mim, pois eu estava no início da minha carreira, pensei em até parar de jogar, mas graças a minha família, amigos e principalmente de Deus eu consegui superar esse obstáculo e dar continuidade na minha carreira. Quando cheguei no Noroeste eu era atacante e foi até interessante a minha mudança de posição. Eu estava disputando o campeonato paulista de juniores como atacante e o time profissional estava disputando um torneio seletivo para conseguir vaga para a série c do Brasileiro, os dois volantes estavam suspensos do próximo jogo contra a Ferroviária. Como só tinha um volante , o treinador me chamou para treinar com o time profissional e me colocou como volante, fiquei surpreso, pois de atacante para volante, foi uma mudança muito radical. Mas deu tudo certo, fiz uma boa partida e permaneci nessa posição até o final da minha carreira.

RE - Você jogou no time do São Caetano que encantou o Brasil no início dos anos 2000. Mesmo chegando em várias decisões, inclusive da Libertadores, o time só conseguiu seu primeiro e único título de expressão em 2004, no Paulistão. Qual era o segredo daquele time e que faltou para o time se consagrar de verdade?
C- Tínhamos uma comissão técnica muito competente comandada pelo Jair Picerni que soube unir muito bem o grupo e tirar o máximo de cada um dos jogadores, o comprometimento do grupo e a estrutura que o clube oferecia, foram alguns fatores que fizeram com que o São Caetano surgisse para o futebol brasileiro. Em relação a se consagrar, seria muito difícil acontecer, pois o clube teve que negociar seus principais jogadores, e também, por ser um time pequeno. Assim como aconteceu com o Bragantino e outros times que surgiram na época, infelizmente aconteceu com o Azulão também.

RE - Um episódio triste pra você com certeza foi a morte de Serginho, seu ex-companheiro de São Caetano. Nessa época você já estava no Palmeiras. Como recebeu a notícia? Já era de conhecimento dos amigos algum problema com o jogador?
Claudecir deixou sua marca no Palmeiras
Foto: Reprodução
C- Eu estava em casa assistindo outro jogo pela televisão, e de repente aparece o lance do jogo entre São Caetano x São Paulo em que o Serginho caiu, na hora eu fiquei muito preocupado, pois Serginho tinha saído desacordado do campo e levado para o hospital. Eu lembro como se fosse hoje, o repórter anunciando a morte dele. Ele disse o seguinte: espero que eu esteja errado nessa notícia que eu vou falar, mas infelizmente o Serginho acaba de falecer. Peguei o carro juntamente com meu irmão que morava comigo e fomos até o Hospital. Eu particularmente não sabia, mas depois do ocorrido, ouvi de algumas pessoas dizerem que ele tinha um problema, mas ninguém imaginava que poderia acontecer essa fatalidade.

RE - Acredita que esse fato ajudou de alguma forma a melhoria da estrutura de alguns clubes? Passaram a se preocupar com a saúde dos atletas?
C- Infelizmente as coisas tem que acontecer para as pessoas tomarem providências, hoje os clubes estão se preocupando mais com a saúde dos atletas, até para um garoto de qualquer idade que vai participar de uma peneira de futebol, é obrigatório o exame médico atestando que ele está apto para a prática esportiva. Todo início de temporada, os jogadores passam por avaliação e exame médico completo.

RE - Em 2003 atuou por um período no Kashima Antlers, do Japão. Como foi essa experiência? O que tirou de positivo dessa passagem?
C - Foi um sonho realizado ter jogado no Japão, pois quando iniciei minha carreira eu tinha esse objetivo de jogar fora do Brasil, independente de qual país fosse. Não só foi um sonho conquistado, mas principalmente por ter morado em um país de primeiro mundo e conhecer cultura e costume diferente. Com certeza foi uma experiência muito boa e positiva.
Atualmente atua pela juventude
Foto: Divulgação Projeto Tigrinho

RE - Pelo Palmeiras viveu bons momentos também, atuou com jogadores do porte de Alex, Marcos, Arce e Christian. Qual a diferença entre atuar em time de massa, como o Verdão, e um time de menor expressão, como o Azulão?
C- A diferença é que no Palmeiras você tem que estar sempre conquistando títulos, pois se isso não acontecer, a pressão é a cobrança é grande. Já no São Caetano, há cobrança, mas bem menor do que numa equipe grande como o Palmeiras.

RE - Quais suas atividades hoje em dia? Ainda no meio do futebol?
C - Como todo jogador que para de jogar, ele permanece dentro do futebol e comigo não foi diferente, hoje sou professor de futebol no projeto social do São Bernardo F.C. (projeto tigrinho) onde o objetivo é formar o cidadão. http://www.saobernardofc.com.br/tigrinho

RE - Pra encerrar, conte pra gente qual é o seu jogo inesquecível. Aquele que não sai de sua memória, que vai contar pra seus filhos, netos e bisnetos pro resto da vida.
C- No meu centésimo jogo com a camisa do São Caetano contra o Santos, tive a felicidade de fazer dois gols, mas com certeza foi o jogo do torneio Rio SP de 2002, São Paulo 2x4 Palmeiras no Morumbi, quando o Alex fez aquele golaço aonde ele deu um chapéu no zagueiro e no Rogério. Nesse jogo fiz o segundo gol, jogo memorável, até hoje encontro torcedores na rua que comentam dessa partida. 

Agradecemos muito a participação de Claudecir, que foi muito solícito nas respostas. Aproveitamos para parabenizar o Projeto Tigrinho, que contribui de forma significativa para o futuro dos jovens.

Fiquem com os gols da partida que marcou a carreira de Claudecir!



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