segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O que é "oficial"?

Fala galera! Na última semana o brasileiro Diego Costa, artilheiro do Atlético de Madrid, sondou a Fifa sobre a possibilidade de ser convocado pela Fúria, já que não conta com muito prestígio com a comissão técnica canarinho. A Fifa sinaliza positivamente para Diego, mesmo ele já tendo disputado alguns minutos nos amistosos contra Itália e Rússia em 2013.
Diego pelo Brasil

A CBF entende que a Fifa é incoerente no que diz respeito às suas regras. A Fifa alega que Diego não jogou nenhuma competição oficial, a entidade brasileira considera que as partidas jogadas em "Datas Fifas" são partidas oficiais, já que um jogador que é expulso em uma partida não pode jogar na próxima, por exemplo.

Os brasileiros também alegam que dentro dessa lógica, Diego não poderia ser chamado para quase nenhuma competição, já que o Brasil não disputa as eliminatórias (um argumento fraco, já que tivemos Copa América e Copa das Confederações nesse meio tempo).

A Fifa exige que a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) analise o caso de Diego para ver se enquadra nos quesitos de naturalização. Pediu também para a CBF verificar se o jogador chegou a atuar pelas categorias de base do Brasil.


Thiago Motta na Itália
A verdade é que na história do futebol muitos casos de naturalização foram complexos. Thiago Motta por exemplo, jogou pelas seleções de base e olímpica do Brasil, chegou a disputar a Copa Ouro de 2003, sendo vice-campeão. Anos depois passou a defender a Seleção Italiana, já que desde criança contava com a cidadania do país, chegando a disputar a Eurocopa 2012.

Caso mais estranho aconteceu com Emerson, o Sheik. Durante sua passagem pelo Catar em 2008, Emerson foi convidado a defender a seleção local. Naturalizado, lá foi o Sheik disputar as Eliminatórias para a Copa de 2010 pela seleção. Uma única partida, um jogo contra o Iraque, dia 26 de março de 2008.
Sheik no Catar

Depois disso a Fifa probiu Emerson de continuar jogando pelo Catar, já que havia defendido as seleções de base do Brasil.

Só que mais curioso que isso é que quando o atacante voltou pra cá, cogitaram a possibilidade dele voltar a defender a amarelinha, já que vivia grande fase no Corínthians. A Fifa negou, alegou que ele já havia defendido a seleção asiática.

Mas afinal... ele podia jogar por lá ou não? No final das contas Emerson ficou a ver navios, não jogou em nenhuma das duas e teve que se contentar com os clubes.

Será que Diego Costa consegue um aval definitivo e toca sua carreira? Ou será que ficará marcado por esse imbróglio entre Brasil e Espanha?

Melhor aguardarmos as cenas dos próximos capítulos, e que na final da Copa de 2014 não tenhamos um final triste...


Fui!
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