quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Nunca serão

Fala galera! Com o anúncio da demissão de Tite pelo Corinthians, chegou ao fim um dos maiores ciclos de treinadores em clubes brasileiros nos últimos anos. Adenor Leonardo Bachi, gaúcho de Caxias do Sul, completou 3 anos ininterruptos à frente do time do Parque São Jorge.

Desde que assumiu o Timão, no segundo semestre de 2010, Tite conquistou a Libertadores e Mundial em 2012, além da Recopa 2013, no âmbito internacional, e os Campeonatos Brasileiro (2011) e Paulista (2013).

Foi eleito melhor treinador da Libertadores e do Mundial, fez história, colocou o Timão onde nunca antes havia estado.

A queda é injusta pela história de Tite no clube, em momentos mais complicados, como a eliminação na Libertadores de 2011 contra o Tolima, a diretoria bancou o treinador. A situação atual não é delicada, apesar de ainda não estar livre do rebaixamento, o time tem condições até mesmo de se manter no pelotão dos 10 primeiros.

É preciso lembrar que Tite perdeu peças importantes do elenco como o volante Paulinho, que carregou o piano por muito tempo, e o atacante polivalente Jorge Henrique, um dos grandes nomes do Mundial.

A reconstrução da equipe era necessária, e para isso o treinador precisava de tempo, como o tempo que ganhou em 2011.

Porque demiti-lo se antes já havia dado certo? Será que quem o substituir terá capacidade de fazer um bom trabalho como ele fez?

Pois é gente, ninguém deve estar entendendo nada desse post, afinal não foi anunciada demissão nenhuma do Tite até agora, o que queremos mostrar aqui é que Tite foi muito importante pro Timão, é muito importante pro Timão, e essa continuidade é necessária, independente do resultado de momento.

Os grandes times da história começaram por baixo, tiveram oscilações, até atingirem o ápice. Poucos sabem, mas Fergunson sofreu em seu início de Manchester, só se firmou depois de 4 ou 5 anos. Lula foi assim no Santos de Pelé, onde assumiu em 54, e só chegou ao auge em 62 e 63.

A torcida quer resultado, é normal, mas é importante que a diretoria saiba levar a situação a banho-maria, “deixar rolar”, as chances do Corinthians cair esse ano são pequenas, de entrar no G4 menores ainda, então, sem nada em disputa, porque não aproveitar o tempo para montar o time de 2014 e de repente recomeçar uma nova trajetória rumo ao tricampeonato mundial?

Será que um dia os treinadores terão o respaldo de pessoas racionais ou invés de emocionais? Será que um dia os treinadores serão valorizados como peça importante no projeto de um time?

Ou nunca serão?

Fui!
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