quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Grandes seleções de países que não existem mais: União Soviética

Na série de grandes seleções de países que não existem mais não poderíamos nos esquecer daquele que na realidade não era um país, mas uma união inteira. E seu legado não fica apenas no futebol, mas em todo cenário esportivo. Estou falando da União Soviética.

Recheada de histórias (e estórias) em torno da geopolítica mundial, que vão desde as torturas aos cidadãos até lendas como "comunistas comem criancinhas", a URSS até hoje gera no mínimo curiosidade no que diz respeito ao que representou e o que deixou de lição para a humanidade (não quero aqui entrar no mérito de sistema político e econômico).

Mas se politicamente era permeada de polêmicas, no esporte era quase tão temida quanto as bombas nucleares que ameaçava lançar para o nosso lado no globo. As grandes disputas entre americanos e soviéticos levavam aos certames olímpicos uma mistura de ódio e admiração ao mesmo tempo.

No futebol, os soviéticos tiveram como seu maior destaque Lev Yashin, que defendeu a meta vermelha por incríveis 16 anos, de 1954 a 1970. Dado seu destaque, o Aranha Negra, como é conhecido, dá nome ao prêmio de melhor goleiro dado pela FIFA.

A URSS levou o título da primeira edição Eurocopa, disputada em 1960, quando derrotou a Iugoslávia na final. Além dessa edição, chegaram à final em outras três oportunidades, mas sem levar o título (1964, 1972 e 1988). O futebol olímpico levou o ouro em 1952 e 1988, quando derrotou justamente o Brasil.


Disputou ao todo 7 edições de Copas do Mundo, tendo como melhor resultado o 4° lugar em 1966. Foi a primeira seleção que enfrentou Pelé e Garrincha juntos, pela Copa de 1958, quando foram derrotados por 2 a 0. Travaram outro embate com a nossa representação em 1982, mostrando que realmente estavam destinados a enfrentar grandes elencos canarinhos. Outra derrota, dessa vez por 2 a 1.

Cabe lembrar também da disputa de vôlei disputada entre Brasil e URSS em 1983. Disputada no Maracanã, detém o recorde de maior público da história do esporte. Mais de 90 mil presentes assistiram à vitória por 3 a 1 da equipe precursora do nosso vôlei, e que conquistaria a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos do ano seguinte.

No final de sua história, já com a dissolução da União, disputaram os Jogos Olímpicos e a Eurocopa de 1992 sob a alcunha de CEI (Comunidade dos Estados Independentes). Mas já não contavam com a mesma força de antes, já que os sentimentos nacionalistas estavam mais aflorados.

A última partida oficial sob a bandeira vermelha foi disputada na Copa do Mundo de 1990, quando derrotaram os já classificados camaroneses por 4 a 0. Mas devido a um empate camarada entre Argentina e Romênia, ficaram de fora das Oitavas.







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