quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Cartel mágico

Fala galera! Para a galera que hoje tem entre 28 e 35 anos, mais ou menos, sou capaz de apostar que uma das seleções favoritas é a Seleção Colombiana do início dos anos 90. Acertei?

Essa seleção encantou o mundo ao vencer por 5x0 a Argentina em pleno Monumental de Nuñes, em 1993 durante as Eliminatórias para a Copa de 94, mas o que pouca gente sabe é como começou essa seleção e quais os outros feitos históricos dessa galera.

Então começamos com os pilares dessa equipe: Higuita (que já foi citado pelo Thiago aqui no blog), Valderrama (que o Thiago também já citou), Rincón e Asprilla, que jogaram muito tempo no futebol brasileiro.

Higuita e Valderrama fizeram parte da seleção 3ª colocada da Copa América de 87, disputada na Argentina, ao lado do artilheiro Iguarán, que com 4 gols se transformou no artilheiro do torneio. Nessa competição a equipe comandada por Francisco Maturana venceu a Bolívia por 2x0 e o Paraguai por 3x0 na primeira fase, se classificando como primeira do grupo. Na semifinal uma derrota para o Chile por 2x1 na prorrogação parecia por fim ao sonho, já que as donas da casa haviam sido eliminadas pelo Uruguai na outra semi e disputariam o terceiro lugar contra a Colômbia.
Início...

Mas essa equipe não desistia nunca, e com uma vitória por 2x1 com gols de Gómez e Galeano, a equipe amarela tirava Maradona e cia do pódio.

Em 89, na Copa América do Brasil, a equipe não faria boa campanha, era uma oscilação natural de uma equipe em formação, mas de qualquer forma a classificação para o Mundial da Itália, em 90, viria de forma tranquila em um grupo que contava com Equador e Paraguai.

Veio a Copa, Rincón chegou para reforçar o time, o garoto de Buenaventura estava voando em campo e se tornou peça fundamental da equipe na Copa. Depois de uma vitória por 2x0 contra os Emirados Árabes, veio a derrota para a Iugoslávia de Stojkovic, 1x0. Restava enfrentar os atuais vice-campeões do mundo, a Alemanha Ocidental de Lothar Matthäus, Klinsmann e Völler, missão praticamente impossível.

Aos 44 do segundo tempo o meia Littbarski abre o marcador, era a eliminação colombiana, mas no lance seguinte o meia dos cabelos loiros, Valderrama, acha Rincón livre, e o novo membro da equipe marca o gol da classificação. Nas oitavas a equipe falhou em excesso e perdeu para Camarões por 2x1, gols de Roger Milla na prorrogação e após lambança de Higuita.

Novamente tudo parecia voltar à estaca zero. Mas não... de onde saíram esses caras ainda tinha mais.


...meio...
Surgiu Faustino Asprilla e se encaixa perfeitamente no esquema que disputaria as Eliminatórias para 94. Em um grupo com Argentina, Paraguai e Peru, apenas um se classificaria para a Copa, o segundo disputaria a repescagem contra o primeiro da Oceania, provavelmente a Austrália.

Essa vaga direta era certa que seria da Argentina, mas como falamos lá no início do texto, essa seleção encantou o mundo... e com um 5x0 na casa dos nossos hermanos estavam classificados para a Copa e jogavam a seleção, que teria que recorrer à Diego Maradona, para a repescagem.

A Colômbia era uma das favoritas ao título nos Estados Unidos, até o Rei Pelé falou sobre isso (talvez aí morasse o problema). O grupo da primeira fase não era dos mais difíceis, a equipe tinha bons jogadores (mesmo sem Higuita, que foi preso no ano anterior e mesmo solto não foi convocado), Romênia, Estados Unidos e Suíça não poderiam oferecer resistência à esse time mágico.

Mas na prática, a teoria é outra... derrota para a Romênia de Hagi, Dumitrescu e Raduciou na estréia, e o jogo contra os donos da casa passava a ser uma decisão.

Logo aos 34 minutos em um chute meio que despretensioso do americano John Harkes, Escobar tenta cortar e coloca pra dentro. O jogo ainda teria mais dois gols, um pra cada lado, e a Colômbia seria eliminada. Escobar, o jogador, voltaria pra casa com a eliminação nas costas, e um narcotraficante, assim como Escobar, o Pablo, não o perdoaria.
...fim

Na madrugada de 2 de julho, ainda durante a Copa, o zagueiro de apenas 27 anos seria assassinado em Medellín.

E dessa forma se encerraria a bela trajetória de altos, baixos e muita magia da maior seleção colombiana da história. A seleção que chegou a sonhar com o título mundial, que revelou feras como Valderrama, Rincón, Asprilla e Higuita para o mundo.

Desde então a seleção não conseguiu boas campanhas, não mostrou mais a magia de outrora, talvez por medo de ser favorita, talvez por falta de qualidade mesmo.

Em 2014 eles estarão aqui no Brasil, e tomara que voltem a relembrar as vastas cabeleiras e a velocidade implacável de seus mestres.

Fui!
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