terça-feira, 3 de setembro de 2013

Resenha In Loco no Mundial de Judô

Fala galera! Hoje temos mais um Resenha In Loco Especial. Meu camarada da Agência EFE, Douglas Rocha, esteve na cobertura do Mundial de Judô a trabalho, e aproveitei o embalo para convidá-lo a fazer um texto pra gente, contando suas impressões sobre a competição.

Espero que gostem! Confiram o texto!

*por Douglas Rocha 

Amigos, o Resenha in Loco de hoje é sobre o Campeonato Mundial de Judô do Rio de Janeiro, que aconteceu durante a última semana no ginásio Maracanãzinho e, eu, Douglas Rocha, tive o prazer de cobrir pela Agência Efe.

Vou ser bem sincero: não estava muito animado para a cobertura. Eu acompanhava judô como típico brasileiro médio, só durante os Jogos Olímpicos e "cobrando" medalhas. Conhecia alguns judocas - a maioria brasileiros - pelo nome e uns 4 ou 5 de rosto. Sabia algumas regras e estudei outras por puro dever de casa de jornalista.

Mas minha cabeça mudou logo no primeiro dia de campeonato. Qualquer apaixonado por esportes sente uma euforia interna ao chegar a um ambiente de competição, mesmo que seja ao assistir a um intercolegial de handebol. Imagine então quando se trata de um Mundial, com os melhores da modalidade competindo.

A estrutura no Maracanãzinho não era das melhores. Só o ar condicionado funcionava - e como funcionava! Wi-fi era inexistente, e a internet a cabo caía toda hora. Para quem tinha que escrever e enviar textos imediatamente, as dificuldades eram enormes. Além disso, não havia um bom site de cobertura em tempo real. O único era o ippon.org, que é bastante limitado.

Os problemas, no entanto, não eram suficientes para desanimar. Aos poucos, fui me apaixonando pelo judô. É rápido (cada luta dura cinco, ou, no máximo, dez minutos) e muito técnico, e a competição é dinâmica. Um ippon nos últimos segundos, como o quedeu o bronze à brasileira Sarah Menezes na categoria até 48kg muda tudo. A emoção é a mesma de um gol, uma cesta ou um ponto no último instante de partida.

E para quem tem nem que seja um pouco de pachequismo no sangue, como no meu caso, o judô é melhor ainda. Sempre tem brasileiro entre os favoritos. No Rio, foram conquistadas sete medalhas pelo país, uma de ouro, quatro de prata e duas de bronze. O número poderia ser maior, mas a seleção brasileira teve os desfalques de Thiago Camilo e Leandro Guilheiro, medalhistas olímpicos, que estavam machucados.

Até o tipo de atleta é diferente. Marrentos estão presentes em todos os esportes, mas os judocas são, na maioria, mais tranquilos. Como fiquei mais por conta da cobertura das lutas em si, não consegui conversar com nenhum deles. Mas minha colega de Efe, Janaína Quinet, entrevistou vários deles e conseguiu ótimos depoimentos.

Ao final do segundo dia, já estava empolgado com o evento. Aí veio o banho de água fria: como nossa equipe é reduzida e nosso trabalho principal é editar textos produzidos pelos correspondentes espanhóis, eu não pude ir ao restante do Mundial. Acompanhei os cinco dias seguintes de luta da redação, o que, obviamente, não é a mesma coisa.


Foi das coberturas de que eu mais gostei de fazer. Me rendeu textos ótimos de se escrever, inclusive. Para quem tiver interesse em ler, deixo o link dos dois resumos do dia que eu escrevi. Agora só posso esperar um novo grande evento para cobrir.

Texto 1 - Dia 26 de Agosto
Texto 2 - Dia 27 de Agosto
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