terça-feira, 17 de setembro de 2013

Pelo bem do futebol brasileiro

Fala galera! O post de hoje não seria esse, mas de última hora resolvi adiar pra amanhã o que estava pronto (não deixem de conferir) e lançar mão desse assunto polêmico: o julgamento do caso Tupi x Aparecidense. Na semana passada mostramos o que aconteceu e o que poderia ser feito, comentei inclusive que seria injusto com o Tupi a remarcação da partida, porém acreditava que isso aconteceria.


Engano... depois de um ótimo discurso representante da procuradoria, William Figueiredo, e de um discurso melhor ainda por parte do advogado do time mineiro, Mário Bittencourt, o STJD decidiu, por 3 votos a 1, pela eliminação do time goiano da competição e a classificação automática do Tupi.

O clube ainda levou multa de R$ 100,00 (isso mesmo, CEM REAIS). O massagista Romildo "Esquerdinha" pegou 24 jogos de suspensão e vai arcar com mais R$ 500,00 (pois é... essas são as multas).


Cabe recurso ainda por parte da Aparecidense, e é aí que entra o Resenha Esportiva na história... até agora noticiamos o que já está nos portais, não é a nossa praia, nosso dever é debater o assunto, chegar à uma conclusão, ou não.

Depois de tudo que aconteceu, penso que pelo bem do futebol brasileiro, o time goiano não deveria recorrer. Acho que até mesmo por um bom futuro do clube, que já está manchado pelo acontecido. Caso o clube resolva aceitar a punição e "tocar o barco", penso que seria uma atitude esportivamente válida, e que poderia atenuar possíveis manifestações futuras.


Por outro lado, depois da equipe ter continuado a partida, depois do massagista da equipe ter feito o que fez, depois dos outros dois problemas causados pelo mesmo time só em 2013, não duvido nada que até quinta-feira, data limite para os recursos, apareça um pedido para novo julgamento.

Essa situação fez com que o futebol brasileiro enxergasse uma luz no fim do túnel, luz essa que agora abre precedente para atitudes éticas. Como bem disse o Dr. Mário Bittencourt durante seus discurso:

- Será que o crime compensa? Se o Tribunal não eliminar a Aparecidense, vai mostrar ao mundo que o crime compensa sim.

E fica de reflexão, não só para o esporte, mas para a vida...

Ah!! E que tenhamos multas um pouco mais pesadas, pelo bem do futebol brasileiro.

Fui!
Comente via Blogger
Comente via Facebook
Comente via Google+

8 comentários:

  1. É difícil falar em justiça nesse caso. Justo seria se o massagista não evitasse o gol. O Tupi se classificaria? Não sei, o jogo ainda não havia terminado, poderia levar o empate. Tudo é suposição, se... se... se...
    A punição foi justa? Não sei, pois até quando o massagista representara naquele momento os reais interesses do clube?
    Sinceramente eu esperava uma nova partida. Não seria justo (outro jogo, outro dia, outro ambiente...), mas seria o mais próximo da tão falada justiça.
    É o que penso.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É complicado realmente cara. Mas acho que o que pesou foi o fato do clube defender a ação do massagista. Se fala tanto em fair play, se o clube não estivesse de acordo acho que mandariam o seu time jogar a bola pra dentro do gol, não acha?

      E mais, o advogado do Tupi foi muito bem, mostrou imagens do Esporte Espetacular onde o massagista, com o aval do clube, brinca com a situação, inclusive mostrando novamente como ele fez.

      Excluir
  2. Respostas
    1. Só pra explicar: diz esse senhor que joga basquete, mas não passa de auxiliar técnico do treinador mais fraco de Além Paraíba e região!!!

      Ass: Luiz "Magic" Paulo

      Excluir
  3. É verdade, concordo também com o Paulo Mão Certa, kkkkkk
    É indiscutível que o Tupi foi prejudicado e que sairia um gol naquele lance.
    Mas não podemos garantir que os interesses do clube eram os mesmo do massagista. Ele mesmo fez questão de admitir que agiu por impulso (óbvio). O mais próximo que chegaríamos da justiça seria a remarcação do jogo, por mais injusto que isso possa parecer pro Tupi. Mas, diante desta ação tão anti-ética, o Aparecidense realmente merecia ser punido. Se dentro dessa punição existir a possibilidade de eliminação do clube, aí tudo bem, mais do que justo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O Tupi foi bem quando usou o artigo 205 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva). Ele permite tal exclusão da equipe e espero que possa ser usado mais vezes, desde que seja de forma correta.

      Excluir
  4. Bom...fazendo um misto de tudo que já foi dito aqui o STJD acertou na sua punição de exclusão.

    A bola bate no arbitro e não entra é uma coisa, um torcedor invade o campo e impede o gol é outra coisa, mas um massagista que esta credenciado a estar no escopo do jogo por ser funcionário do clube e faz isso o clube tem de ser responsabilizado sim.

    Mas e os jogadores, e o capitão desse time que usou do fair-play após o acontecido e não "devolveu" o gol.

    ResponderExcluir
  5. Ficou barato ainda, Luiz! O Aparecidense pode comemorar... Repito: É o tipo trapaceiro que, pela impunidade predominante em todas as esferas da nossa sociedade, não cansa de aplicar os mais diversos “golpes”! www.assuntodofutebol.com.br

    ResponderExcluir

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...