terça-feira, 10 de setembro de 2013

O massagista aparecido

Fala galera! No último sábado um lance ocorrido em um jogo da Série D do Campeonato Brasileiro se transformou em um dos assuntos mais comentados pela imprensa nacional. Tupi e Aparecidense se enfrentavam em Juiz de Fora pelas oitavas de final da competição, o time mineiro havia arrancado um empate por 1x1 no jogo realizado em Goiás, semana passada, e a partida de volta estava 2x2, resultado que classificava a Aparecidense.

Aos 44 do segundo, o ídolo carijó (do Tupi) Ademilson chuta para o gol, mas inesperadamente o massagista adversário invade o campo e tira a bola (por duas vezes). O lance está aí abaixo pra quem quiser ver, pois o post de hoje vai tratar do que poderá acontecer depois dessa lambança.


Paulo Schmitt, procurador do STJD, já afirmou que está enviando denúncia sobre o caso.

Existem alguns fatores que precisam ser levados em conta nessa história toda. Pela regra do jogo, o massagista poderia ser considerado um corpo neutro no campo, o que garantiria o time goiano na próxima fase, mas ao mesmo tempo, por ser representante de uma das equipes, ele pode ser considerado um elemento da partida, o que privilegia o time mineiro. Um outro detalhe que talvez tenha passado despercebido. O que fazia aquele massagista apoiado na trave naquele momento da partida sem que nenhum membro do quadro de arbitragem tenha impedido?

Vamos considerar que a denúncia seja julgada procedente, caso isso aconteça existem algumas punições possíveis:
1 - anulação da partida e realização de um novo confronto em Juiz de Fora;
2 - continuação da partida com bola ao chão no momento em que o massagista entrou no campo (já que uma presença externa no gramado obrigaria o juiz a paralisar a partida);
3 - exclusão do Aparecidense da competição e classificação automática do Tupi.

Talvez existam outras possíveis, mas vamos focar nessas três hipóteses. Caso os itens 1 ou 2 prevaleçam, o Tupi sairia totalmente prejudicado, já que era um lance no final da partida e dificilmente o time goiano teria forças pra reação.


Penso que o mais justo seria o item 3, mais do que isso, seria interessante uma suspensão por determinado período, talvez 1 ano, do clube goiano, sem poder participar nem mesmo do Campeonato Estadual, e também uma suspensão ao massagista. Podem me achar radical, mas não é a primeira vez que a equipe usa de artifícios estranhos. Na fase anterior o goleiro adversário fechava o gol no primeiro tempo do jogo em Aparecida de Goiânia, no intervalo molharam a pequena área adversário, formando um lamaçal, e com isso impedindo uma boa performance do goleirão.


Porém, acho que mais uma vez teremos uma decisão política, com a remarcação da partida. Lembrando sempre que a Aparecidense é chamada de Goiás B, já que tem uma parceria com o time da capital. Caso isso aconteça, creio que o Estádio Mário Helênio ficará lotado, com toda a torcida juizforana apoiando o Galo Carijó em mais essa disputa.

Mas pra quem conhece o Tupi de longa data, como eu, sabe bem que é nessas horas que o Tupi se destaca, infelizmente negativamente...

Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos...

Fui!
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Um comentário:

  1. Reflexo da herança maldita, impregnada no “nosso” DNA, de querer levar sempre vantagem em tudo... Ou seja, o tipo trapaceiro que, pela impunidade predominante em todas as esferas da nossa sociedade, não cansa de aplicar os mais diversos “golpes”! www.assuntodofutebol.com.br

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