quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Fair Play no dos outros é refresco



Fala galera! No último fim de semana voltamos ao chato e hipócrita debate sobre o Fair Play no futebol. Um assunto que nunca se tem uma conclusão, um assunto onde as paixões falam mais alto do que a razão (como quase tudo no futebol) e os jornais vendem muito mais, já que todo mundo quer ver qual foi a polêmica da vez.
Isso sim é Fair Play

Durante o jogo Botafogo x São Paulo, em lance de cobrança de falta para o Fogão, Rogério Ceni estava com uma segunda bola na mão, e se aproveitou da cobrança rápida do time carioca para devolver a bola ao campo, paralisando a jogada.

Algumas ponderações são necessárias nesse lance. O árbitro viu a cena e não puniu o jogador, mandando repetir a cobrança. Não vi a origem da bola, como ela foi parar na mão de Rogério, mas há de se ressaltar que a bola já estava em suas mãos antes mesmo da bola principal entrar em jogo, outro detalhe, o lance ocorreu exatamente ao lado do juiz auxiliar que fica na linha de fundo, há cerca de 3 ou 4 metros dele, e qual a reação do mesmo? Nenhuma!

Foi esperteza de Rogério? Claro que foi! Passível de punição? Creio que não, ele se aproveitou de uma brecha na regra do jogo e na situação que lhe foi imposta.



Vamos agora ao caso William. Cruzeiro e Vasco faziam um belo jogo no Mineirão. André, atacante do Vasco, fica no chão, o Vasco tinha o contra-ataque da jogada, mas o juiz para a partida para atendimento do atleta (até aí nenhuma reclamação).

Na reposição, William joga a bola em direção à lateral, próximo ao local onde estava, Fagner, lateral do Vasco, na tentativa de tirar vantagem do lance não deixa a bola sair e tenta sair pro jogo, William percebe e parte pra cima do cruzmaltino, pressionando e tomando a bola. Pelos próximos 30 ou 40 segundos o Cruzeiro pressiona, a bola não sai, e Lucas Silva manda um balaço de fora da área marcando o 4º gol.

Aí sim, só agora, uma enxurrada de reclamações dos vascaínos. O árbitro também não pune ninguém, acertadamente, e o jogo continua.


 Paulo Schmidt, procurador do STJD, diz que vai analisar as imagens e que Rogério é passível de punição, William não.

Já falei trocentas vezes por aqui o quanto sou contra punição no tribunal quando o atleta não é punido dentro da campo. É uma situação onde o juiz deixa de ser soberano nas decisões da partida, no cumprimento da regra do jogo, e mais do que isso, onde um engravatado qualquer resolve que ele tem maior capacidade de interpretação de uma jogada do que um árbitro que atua há 10 ou 15 anos.

Pra mim é simples. Rogério se aproveitou da situação, como falei, poderia ter levado um amarelo na ocasião, só. Mas como o juiz preferiu cozinhar a situação, e fez muito bem pois o jogo não exigia uma punição mais severa, ta de bom tamanho.

William não, nem amarelo, o lance foi totalmente normal, a reclamação dos vascaínos foi descabida mas é totalmente aceitável em virtude das circunstâncias da partida.

O que mais me irrita nessa história toda é falarmos em fair play como algo imprescindível num esporte onde o objetivo é ludibriar o adversário para chegar ao gol.

Em uma país onde cada dia mais nós reclamamos da falta de criatividade dos jogadores, da falta de personalidade deles, é um mínimo estranho reclamar de alguém que tentou algo diferente.

E não me venham dizer que só digo isso porque foi contra o Vasco, não mesmo, até porque, se eu tivesse que defender alguém, esse alguém não seria Rogério Ceni, não mesmo.

Querem fair play? Então que assistam uma partida de dama ou de xadrez, no futebol, eu quero ver é molecagem mesmo!

Fui!
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