quinta-feira, 5 de setembro de 2013

(Des)organizadas

Compor músicas? Bolar coreografias? Afinal de contas, qual a real função de uma torcida organizada? Todos os grandes clubes do Brasil (e os não tão grandes também) possuem uma organização que se propõe a torcer pela agremiação. Peraí? Uma organização que se propõe a torcer pela agremiação?? No mínimo isso soa um pouco estranho... Mas afinal de contas, alguém já consegue me explicar a real finalidade das torcidas organizadas?

Mesmo ficando preso na Bolívia, não aprendeu a lição
Tudo bem, antes de mais nada vou tentar compreender: o clube possui torcedores, e alguns desses torcedores decidem se agrupar com a finalidade de formarem uma massa de apoio para a equipe (Hum, tudo bem). Então, esse grupo decide que criar canções e entoar gritos de guerra podem auxiliar o time e melhorar seu desempenho (É, até que não é ruim, os jogadores se sentem mais motivados com isso).


Bom, então concluímos que a torcida organizada é intrinsecamente boa. Que ótimo! Então, onde está o problema? Calma, gafanhoto, se fosse simples assim eu terminaria o post por aqui. Mas eu vou chegar onde quero... E eu nem preciso usar estatísticas do IBGE para fazer o leitor comprovar que um percentual considerável das confusões em grande escala estão associados a essas organizações. Eu nem preciso apelar muito para que você perceba que as mesmas caras sempre estão em todas as confusões e que essas caras são as mesmas que vestem camisas de torcidas organizadas. E talvez nem seja necessário lembrar que os próprios clubes fornecem ingressos de forma gratuita, financiando toda essa máquina de violência.
Algum tempo depois, confusão de novo
Foto: Ed Ferreira/Estadão

Provavelmente é nesse último ponto que se encontra o maior problema. Os clubes financiam os grupos que causam violência no estádio, em detrimento de todo o resto! Mas é claro, boa parte dos eleitores são associados a torcidas organizadas, e os dirigentes precisam de votos. Nada além do velho coronelismo vigente há 500 anos nessas terras tupiniquins...

Quando assisti às cenas do confronto entre as torcidas de Corinthians e Vasco em Brasília, além do natural enjoo pelo fato em si, tive o desprazer em ver identificados pelo menos dois dos torcedores corintianos que estavam presos na Bolívia! Ao que parece, a morte de um inocente ainda não foi a gota d'água para uma ação efetiva. De repente porque a tragédia aconteceu no país mais pobre do nosso continente ou porque ainda não afetou alguém importante.

Parece que os nossos tribunais estão mais preocupados em julgar imagens de fatos corriqueiros do certame e fazem vista grossa para os imbecis que continuam a aterrorizar os estádios brasileiros.
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