quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Nas alturas

Isinbayeva se prepara para o último salto da carreira
Foto: Getty Images
A história pode parecer de cinema. A bela mocinha, uma atleta, vai encerrar a carreira disputando um mundial dentro do seu país. Um estádio olímpico lotado observa seus movimentos, que já não são mais os mesmos do auge. No currículo nada menos do que 15 quebras de recordes mundiais. E no final, a consagração maior, seu hino nacional tocado e cantado por todos os que aguardaram aquele momento histórico. Essa história não é de cinema, trata-se da vida real. Trata-se de Yelena Isinbayeva.

O drama desse roteiro só não é maior porque a russa não chegou na disputa como azarão franco atirador. Ela tem competência para figurar desde o início da competição entre as favoritas. Afinal, no salto com vara não se falou tanto em outro nome, pelo menos nos últimos dez anos. Mas dessa vez parecia ser diferente. Espera-se de qualquer atleta a mesma desenvoltura em qualquer etapa da carreira, mas sabemos que isso é difícil. Pra uma pessoa normal, 31 anos é o auge da juventude, mas pra uma atleta de nível mundial representa a reta final de uma carreira.


Pela última vez o mundo vê a Russa comemorando
um título mundial
Foto: Yuri Kabodnov/AFP
E lá estava Yelena. Ela queria aquele ouro, a Rússia inteira saltava com ela e entrava de desespero a cada vez que o sarrafo parecia ser pequeno demais para alcançar a altura necessária. Até que ela atingiu a marca de 4,89 metros! Bem abaixo do seu próprio recorde mundial, que é de 5,06 metros, mas o suficiente pra colocar a pressão sobre a americana Jennifer Suhr e a cubana Yarisley Silva, que precisavam pelo menos igualar a série para dar continuidade na disputa. Com a segunda melhor marca da disputa, a Suhr falhou na última tentativa, e Silva, com a terceira marca, ainda tinha uma chance de mais um salto. Agora era Rússia contra Cuba. Parceiros de socialismo durante a guerra fria, esses países duelaram nesse mesmo estádio nos Jogos Olímpicos de 1980.

E a cubana não conseguiu. Era o ouro tão esperado, o mais esperado de todo o Mundial de Atletismo! O frisson tomou conta do estádio, o ouro ficaria em casa. Depois disso, Isinbayeva teria mais três chances de saltar, e ela aumentou a altura para 5,07 metros, exatamente 1 centímetro acima do seu recorde: ela queria entrar mais ainda pra história. Ela falhou na tentativa do recorde, mas saiu vitoriosa de uma carreira mais do que vitoriosa.





Ouro para a Rússia! Ouro para Елена Исинбаева!





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2 comentários:

  1. Vi essa final ao vivo, realmente foi emocionante. Depois do ouro, Yelena saiu comemorando feito uma criança, como se fosse o primeiro título da carreira.

    Mas li em algum lugar que ela só daria uma parada na carreira pra poder ter um filho e depois ainda retornaria. Não sei, acho que talvez ela não volte no mesmo pique e o melhor seja parar agora mesmo.

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  2. Eu acho que ela só deu um tempo pra ter um filho, acredito que volta pra encerrar seu ciclo em 2016.

    E aí eu me pergunto: quando o Brasil vai ter um atleta de nível no atletismo, seja em qualquer uma das modalidades?

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