quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Multa pesada

Fala galera! O Brasil terminou o Mundial de Atletismo "zerado" em 2013, não subimos ao pódio. A competição que terminou há poucos dias mostrou como nosso projeto olímpico é falho. Nossas poucas chances recaem sobre Fabiana Murer, que já falhou por duas vezes, nossos saltadores em distância e sobre o 4x100m, principalmente o feminino.

E é justamente no 4x100m que podemos considerar que foi nossa grande decepção na competição.

Depois de uma boa eliminatória, onde quebramos inclusive o recorde sul-americano, nossas meninas entraram com chance de medalha na decisão. Depois de 250m estávamos na segunda colocação, atrás apenas das jamaicanas, que levaram o ouro.
Esse momento valeu R$ 560 mil reais

Porém, na passagem de bastão para nossa última corredora garantir a medalha, veio o erro e o fim do sonho... o bastão caiu e fomos desclassificados. O que se viu logo depois foi um misto de tristeza por parte das 3 primeiras atletas e de arrogância por parte de Vanda Gomes, que não foi nada simpática com os repórteres e nem mesmo com a torcida brasileira. No dia seguinte, a ferida era maior do que se imaginava.

Vanda entrou no lugar de Rosângela Santos, que havia corrida as eliminatórias, mas isso já era algo combinado nos treinamentos. As outras atletas reclamaram da falta de trabalho em equipe de Vanda, atitude essa que ficou clara em suas declarações pós mundial.

Mas o pior ainda estava por vir... além de ficar sem a medalha, perderam o direito ao Bolsa Pódio, incentivo que faz parte do Programa Brasil Medalhas, do Governo Federal. O "patrocínio" injetava em torno de R$ 15 mil por mês, por pessoa, além de R$ 20 mil para despesas com materiais e viagens, e contratação de profissionais, que recebem até o teto de R$ 5 mil/mês.

Oficialmente elas poderiam continuar com o incentivo, já que disputaram a final, mas a CBAt usou de um artifício pouco comum. Pelo fato de terem sido desclassificadas, a entidade entendeu que as atletas não tiveram pontuação válida na competição, ou seja, ficaram "no fim da fila".

O mais interessante nessa história toda é que a CBAt não pune apenas as atletas, pune o esporte brasileiro, pune os torcedores, e deixa de bandeja para outros com muito menos chance de pódio a grana que poderia nos dar uma medalha em 2016.

No meio da tanta politicagem, não sei se a atitude foi correta, ou se caberia uma "venda nos olhos" pra essa situação...

Prefiro ver o que vocês pensam.

Fui!
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