quarta-feira, 17 de julho de 2013

Pelé no campo, Maradona fora dele

Fala galera! Ontem falamos aqui sobre a premiação que foi dada aos atletas que ganharam as Copas do Mundo de 58, 62 e 70. Na ocasião comentamos sobre o fato de Tostão ter recusado a premiação. Porém, como devem ter percebido, seu parceiro de ataque na Seleção de 70, Pelé, não recusou, pelo contrário, apoiou o projeto. E nessas que eu fico na dúvida sobre esse senhor...

Pelé foi Pelé (como Edson gosta de dizer, Pelé é sinônimo de 'o melhor') dentro do campo, um jogador acima de sua época, físico privilegiado, categoria e faro de gol. Se seria Pelé hoje, não quero entrar nesse mérito, não to aqui pra discutir isso.

Pelé foi melhor que Maradona nas quatro linhas, foi melhor que Messi é hoje, foi melhor que Zico, Romário, Ronaldo, Di Stéfano, pelo menos é o que dizem e os números comprovam.

Mas e fora dele?

Pegando os mesmos exemplos aí de cima podemos excluir da lista, de cara, Zico, Messi e Di Stéfano. Jogadores que tem sua vida particular bem resolvida, não são de se expor.


Maradona todo mundo conhece, não precisa falar.

Romário sempre foi falastrão, fala o que pensa, faz o que quer, hoje é deputado, tem feito muito pelo país, se algum dia fez alguma lambança, está se redimindo.

Ronaldo é aquilo né... amiguinho da Globo, testa de ferro da CBF, tem os melhores contratos do país, os melhores contatos também, e aí qualquer lenha que faça não ganha eco, e qualquer coisa boa que saia dele, por menor que seja, se transforma em o maior caridoso do mundo.

Mas e Pelé?

Pelé rejeitou uma filha que o DNA comprovou ser dele, foi obrigado pela justiça a dar seu sobrenome, a mesma faleceu em 2006, e Edson não apareceu no velório, muito menos no enterro.
Pelé no meio dos "pistolões". Mais importante que os outros?

Foi Ministro dos Esportes entre os anos de 95 e 98, nessa época pouco fez para o esporte nacional, pelo contrário, ajudou a quebrar de vez os clubes, criando a Lei Pelé, que na verdade foi uma alteração mal feita da Lei Zico, criada quando o Galinho de Quintino foi Ministro no Governo Collor.

Falou que Ronaldinho deveria jogar de graça no Grêmio quando voltou ao Brasil, mas ele não fez isso por onde passou, apesar de dizer o contrário.

Alguns dias atrás ele disse que o Brasil deveria deixar de se manifestar, pois era importante apoiar a Seleção, que é disso que o povo precisa (em resumo), vendo a cagada (com o perdão da palavra) que fez, resolveu fingir que não jogou a Copa de 74 porque era contra a ditadura, esquecendo-se que em 70 também vivíamos na ditadura.

E pra encerrar (se eu for falar tudo acho que dá pra escrever um livro) ele aceitou a tal premiação do Ministério dos Esportes. Não que ele tenha que rejeitar, já que não foi ele que pediu (ou será que temos dedinho de Pelé?), mas era o mínimo que se esperava de uma pessoa que ganhou muito dinheiro por onde passou, fez muita grana depois que encerrou a carreira. Era um exemplo que o povo esperava de alguém que não iria dar nunca. E o pior... durante a festa com os ex-jogadores, Pelé não se sentou perto deles, ele ficou na mesa onde estava o Ministro Aldo Rebelo.

Por essas e outras Romário tem razão quando diz que "Pelé calado é um poeta", mas acho que mais do que isso, Pelé dentro de campo é Pelé, Edson fora dele não passa de um Maradona...

Fui!

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