quarta-feira, 3 de julho de 2013

O dia que ainda não terminou

Fala galera! Hoje quem nos conta o seu jogo inesquecível é a jornalista mineira Thamara Gomes. Atleticana fanática, teve a oportunidade de ver de perto o milagre de São Victor.

Vejam essa história emocionante que ela nos contou:

* por Thamara Gomes

O meu jogo inesquecível ainda está bem fresco na memória! Tem pouco mais de um mês. Aconteceu no dia 30 de maio, agora conhecido também como o Dia de São Victor.

Sou mineira, mas moro no interior de São Paulo. Por isso, hoje em dia, vou mais ao Pacaembu, Canindé e Morumbi para acompanhar o Galo. Tinha, inclusive, ido ao Morumbi na vitória do meu time sobre o Tricolor nas oitavas de final. Mas, naquela quinta-feira histórica (30/05/2013) era feriado! E seria a minha única chance de ver o Galão matar mais um no Horto pela Libertadores 2013 sem ter que pedir ao chefe um dia de folga.

Ingresso na mão e presença no "Horto"
Tenho muitos familiares em BH, por isso não foi tão difícil comprar os ingressos. Fui com um primo, minha mãe e uma amiga. Todos com a maldita máscara do pânico! Desde o início do jogo já dava pra ver que as coisas não seriam fáceis. O Atlético não jogava bem como nos embates anteriores. Levamos o primeiro gol, e aos trancos e barrancos chegamos ao empate. O tempo passava devagar, mas aos poucos parecíamos mais perto da semifinal. Eu nem torcia mais pelo Galo, apenas torcia pelo tempo, para que ele passasse o mais rápido possível.

Eu estava atrás do gol da equipe mexicana. No chutão pra frente em direção ao gol do Victor não consegui ver muita coisa, apenas ouvi o silêncio. Aquele era o sinal de que o pênalti fora marcado. Era o fim...

A apreensão na hora do pênalti chamou a atenção do site
Superesportes, até Victor colocar o pé na bola e salvar o Galo
Muitos se sentaram, choraram, chutaram as cadeiras, subiram as arquibancadas para ficar mais perto da saída, pareciam não acreditar no que estava acontecendo. Eu não queria acreditar que aquilo fosse verdade. Mas fiquei de pé. E apenas comecei a pedir para que alguém lá em cima intercedesse por nós. Algo me dizia que tudo ia terminar bem.

Bola na cal, Riascos para a cobrança. Naquele momento, o tempo parou. Para depois, passar bem devagar. Quando o Victor caiu para tentar defender parecia que a bola entraria, pois ele já tinha escolhido seu canto. Mas aí apareceu o pé esquerdo salvador. Era um silêncio tão profundo, que só deu para ouvir o barulho da bola batendo no pé dele. Que euforia! Por um momento pensei que o juiz tivesse mandado voltar a cobrança, mas não! Os deuses do futebol conspiraram ao nosso favor.

Aqueles minutos finais serão eternos. O juiz apitou o final da partida, mas nós ficamos ali, reverenciando o camisa 1, sem querer ir embora. Uma sensação inexplicável!

Fui embora para casa, e naquele dia não consegui dormir direito. Fechava os olhos e acordava assustada com o pênalti ou com a defesa do Victor. Aquela quinta-feira ainda não terminou, durante um mês inteiro o atleticano ficou com esse jogo na cabeça. Finalmente a Libertadores está de volta e poderemos ver o Galo em campo de novo. Que aquele dia fique vivo na cabeça de cada um, pra lembrarmos de nunca desistir. Bica Galoooo!!!

É isso galera! Gostou da história? Show de bola né?

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Fui!
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