sábado, 6 de abril de 2013

Resenha Entrevista - Kid

Fala galera! Hoje quem nos dá o prazer da presença é o ex-jogador de vôlei da Seleção Brasileira Kid.

Kid nasceu como Gilmar Nascimento Teixeira em Porto Alegre, e ficou muito conhecido na década de 90 depois de conquistar a Liga Mundial de Vôlei pela Seleção, em 1993, ainda como ponteiro.

Pelo fato de ter uma defesa bastante apurada foi um dos primeiros líberos da história do vôlei, assim que a regra foi introduzida, e nessa posição ficou por um bom tempo com a camisa amarela.

Jogou em clubes de Porto Rico, Itália, Bélgica, Japão e Coréia do Sul, além de defender potências brasileiras como Sogipa (onde começou), Pirelli (ao lado do levantador William), Suzano, Ulbra, Unisul, Cimed e Pinheiros, onde encerrou a carreira em 2010.

Eleito melhor recepção da Liga Mundial de 93 e o Melhor Jogador da Superliga 2008/2009, quando foi campeão pelo Cimed, Kid ainda tem mais 3 Ligas no currículo (88/89 pelo Pirelli, 92/93 pelo Suzano e 2007/2008 pelo mesmo Cimed do levantador Bruninho).

Vamos ver o que o Kid tem pra nos falar.

Melhor recepção da Superliga 1993
Resenha Entrevista - Você iniciou sua carreira na parte final dos anos 80, justamente quando o Brasil se empolgava com o vôlei, presenciou de perto a geração de prata e
jogou com os jogadores da geração de ouro de Barcelona. Quais foram suas

inspirações na carreira? Algum ídolo em especial?
Kid - Minha inspiração no começo da carreira foi o Pelé (jogador que brilhou nas quadras de Minas nos anos 80), pois eu fazia a mesma posição dele. Depois me inspirei bastante no Renan já que na ocasião ele tinha sido eleito o jogador mais espetácular da época.

RE - Depois do título olímpico em 1992 a pressão em cima dos jogadores deve
ter sido muito maior, a torcida passou a acreditar na seleção, e nem sempre
os resultados vieram. Como você enxerga o período transição de 1993 até a
chegada de Bernardinho no início dos anos 2000?
Kid - Foi um período bastante difícil porque o mundo queria ganhar do Brasil, com isso a cobrança era muito grande, mas em 1993 ganhamos pela primeira vez a Liga Mundial e foram aparecendo grandes atletas que hoje são nossos novos ídolos

RE - Além da Superliga você disputou ligas nacionais em outros países. Qual
você considera de maior aprendizado para você? E qual foi a mais difícil
para adaptação?
Kid - O maior aprendizado que tive em jogar fora do país foi que descobri que não tem lugar melhor do que o nosso Brasil. Mesmo com todos seus problemas sempre será o melhor lugar para se treinar, se pudéssemos trazer a estrutura dos outros paises, seriamos invencíveis. O país de pior adaptação foi a Coréia, não pude levar minha família junto por causa dos costumes e cultura deles, então ficar sozinho foi bem difícil

RE - Você chegou a tentar carreira no vôlei de praia mas logo depois voltou
para as quadras. Como foi essa experiência? Depois de encerrada sua carreira
você passou a coordenar várias equipes de vôlei de praia, como isso
aconteceu também?
Pelo Pinheiros
Kid - A praia é muito mais difícil de jogar do que a quadra, o clima, a areia, o vento, defender a quadra toda só com um atleta (o outro estará no bloqueio) é bem difícil. Para mim foi um aprendizado para saber que eu não fui feito para jogar na praia, os treinos físicos são muito mais rigorosos. Eu coordeno algumas equipes no vôlei de praia em função da minha associação AMULECC que temos aqui em Santa Catarina, e o trabalho vem dando certo porque já foram convocados vários atletas para seleção brasileira tanto no masculino quanto no feminino.

RE - Já no finalzinho da carreira foi eleito o melhor jogador da Superliga em
um time que contava com o levantador Bruninho, hoje titular da seleção.
Presenciou o início da carreira dele e atuou ao lado de outros jovens dessa
nova geração. O que você espera dessa garotada que chega para tomar o lugar
do time "campeão de tudo"?
Kid - São atletas muito altos e muito bons tecnicamente, eu penso que o Brasil está muito bem servido de novos talentos e com o apoio que a CBV da para as categorias de base com certeza ainda teremos muitos atletas surgindo ao longo dos anos.

RE – Pra encerrar, conte para os leitores do Resenha Esportiva qual foi seu jogo ou evento
inesquecível. Como foi, onde foi, o que te marcou nessa situação.
Prêmio de melhor da partida, com Ary Graça
Kid - O jogo que não vai sair da minha memória aconteceu em Belo Horizonte, uma semifinal de Superliga contra o Minas em que fiz 32 pontos (o jogo em questão é a vitória do Unisul contra o Telemig Minas pela Superliga 1999/2000, o jogo terminou 3x1 pra Unisul e Kid foi o destaque da partida), não lembro o resultado, mas foi um jogo em que recebi muitas bolas e coloquei a maioria no chão. O evento que nunca esquecerei foi no Ibirapuera em 1993, quando recebi o titulo de melhor recepção da Liga Mundial, inesquecível

É isso galera! Agradecemos mais uma vez a disponibilidade de Kid, mantemos contato com ele desde o fim do ano, quando ainda estava de férias, e nunca deixou de nos responder.

Semana que vem tem mais Resenha Entrevista, dessa vez com o piloto de rally Luiz Felipe Mendes.

Enquanto isso vocês podem curtir nossa Fan Page no Facebook.
Comente via Blogger
Comente via Facebook
Comente via Google+

Nenhum comentário:

Postar um comentário

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...