domingo, 27 de janeiro de 2013

E se o Mundial de Clubes fosse como a Copa do Mundo (Parte 5)

Por Bruno Guedes

Sobraram quatro times na maior competição de clubes da história do futebol mundial. Depois de jogos espetaculares como Bayern de Munique e Arsenal, Corinthians e Napoli, pela primeira fase, Milan e Boca Juniors, Chelsea e Real Madrid, no mata-mata, chegou a hora de saber quem chegaria ao topo do planeta!
Mais uma vez, o time de analistas, inicialmente formado por Leonardo Bertozzi (ESPN Brasil), Pedro Moreno (Sportv), Henrique Fernandes (Rádio Globo/BH), Felipe Schmidt (Globoesporte.com), Igor Camargo (Agência EFE), Pedro Brasil (Tribuna de Minas), Leonardo Bonassoli (Gazeta do Povo e comunidade Futebol Alternativo), Tiago Domingos (Rivais do Rio), Luiz Paulo Knop (Resenha Esportiva) e o autor desta série, definiu os confrontos.

Emoção não faltou do início ao fim de cada partida. Confira! 

Semifinal 

13 V09 x V10
Bayern de Munique x Corinthians
TIAGO DOMINGOS
Desta vez, sem chances para o Timão. Com um elenco superior em todos os sentidos, o time bávaro apresenta uma partida digna do seu futuro técnico. Muita posse de bola, velocidade no ataque e marcação pressionada. Thomas Müller abre o placar ainda no início do primeiro tempo.
Neuer, Dante e Badstuber têm poucos problemas com Émerson e Guerrero, que quase não recebem a bola. Robben entra no segundo tempo e os alemães ficam ainda mais ofensivos. Após mais um milagre de Cássio em chute de Kroos, a zaga brasileira não acompanha o rebote e Mandzukic dá números finais ao jogo. O Corinthians encerra sua boa campanha e o Bayern de Munique segue para a decisão.
IGOR CAMARGO
Algoz do Santos nas quartas de final, o Bayern de Munique pode até não ganhar o título mundial, mas sairá da competição conhecido como o carrasco dos brasileiros. Contra o Corinthians, conseguiu um sólido 2 a 0 graças à sua efetividade na frente e à solidez de seu sistema defensivo. Luiz Gustavo, escolhido por Jupp Heynckes para ser o "carrapato" de Emerson Sheik, cumpriu bem a tarefa e não deu folga à principal arma ofensiva do Timão, que se irritou com a marcação no segundo tempo e recebeu o cartão vermelho aos 20 minutos por ter dado um tapa no rosto do volante. O Corinthians perdia por 1 a 0, com gol de Ribéry no fim da etapa inicial - o francês passou por Alessandro e Chicão antes de fuzilar Cássio à queima-roupa. Essa foi uma das poucas oportunidades do time alemão em um duelo equilibrado.
O técnico Tite fez o time voltar para o segundo tempo com Jorge Henrique no lugar de Douglas para explorar jogadas pelas pontas, mas elas não funcionaram. A expulsão de Sheik tornou as coisas fáceis para o Bayern. Sobrecarregados, Ralf e Paulinho, que até faziam boa partida e não deixavam Schweinsteiger criar, começaram a perder a batalha no meio de campo. E foi desse setor que veio o golpe de misericórdia. Robben interceptou um passe de Romarinho - que também havia entrado no jogo - e lançou Mario Gomez, até então sumido na partida. O atacante ficou cara a cara com Cássio e bateu no canto direito, sem chances para o goleiro.
PEDRO BRASIL
Dá Bayern. Jogo difícil, mas o time alemão consegue a vitória explorando o jogo pelas pontas com a qualidade de Ribery e Müller. Alessandro e Fábio Santos não seguram a pressão. Dois a um para os germânicos, gols de Ribery e Super Mário. Timão diminui com Sheik, em contra-ataque rápido.
BAYERN DE MUNIQUE CLASSIFICADO

14 V11 x V12
Real Madrid x Barcelona
HENRIQUE FERNANDES
Com três atacantes, o Real pressionava o Barça e explorava as costas de Dani Alves e Jordi Alba. O time merengue chegou a ter 57% de posse de bola aos 30 minutos do primeiro tempo. O placar, porém, inalterado. Na segunda etapa, quando se esperava uma queda natural do Real, que correu muito nos primeiros 45 minutos, Cristiano Ronaldo foi lançado por Modric, fintou Puyol com facilidade e fuzilou a meta de Valdés aos 15 minutos. 1 a 0 Real. Logo depois, Messi perdeu a bola no meio-campo para Khedira, que lançou Callejón. Com um corte, o jovem deixou Dani Alves pelo caminho e cruzou na cabeça de Cristiano Ronaldo. Segundo dele, 2 a 0 Real. Nos minutos finais, Mourinho sacou Benzema e Callejón e colocou Essien e Albiol. As mexidas chamaram o Barça para o campo merengue, e o time “blaugrana” logo diminuiu com Messi, aproveitando enfiada de Xavi. Ainda restavam 15 minutos, heroicamente suportados pela defensiva madridista, desbancando o rival “culé”, chegava à decisão.
FELIPE SCHMIDT
O Real Madrid se destrói por dentro com uma série de problemas de relacionamento, ninguém suporta mais o Mourinho, mas, em 2012, o Barcelona não ganhou dos merengues. Neste jogo, a escrita continua. Afinal, a 500 pontos dos 'culés' no Campeonato Espanhol, Mourinho e cia. veem neste novo Mundial a chance de se reafirmarem perante os rivais. Messi abre o placar, mas Cristiano Ronaldo marca duas vezes nos cinco minutos finais, em dois chutes despretensiosos de fora da área, sai pedindo calma pra todos e as câmeras o flagram urrando: "Eu sou o Bola de Ouro, ó pá!"
LUIZ PAULO KNOP
No maior clássico do planeta nada mais justo que um jogo eletrizante e em campo neutro. O Barça sai na frente com Villa, mas Real vira logo depois com dois de Cristiano Ronaldo. Pedro empata no início do segundo tempo, mas o velho Mou coloca Kaká,que marca o terceiro ainda aos 20. Com uma jogada ousada, provando que o potencial do Barça não estava em Guardiola, Villanova mexe no time e com isso o time catalão marca mais 2, com Messi, e se classfica para a final. Placar: Barcelona 4 x 3 Real Madrid
REAL MADRID CLASSIFICADO

Terceiro e quarto lugar

15 P13 x P14 

Corinthians x Barcelona
BRUNO GUEDES
O time brasileiro encarou a partida como uma verdadeira final de Mundial, diferente do Barça, que poupou alguns titulares, de olho na sequência do Espanhol. Assim, Valdés, Puyol, Busquets, Daniel Alves e Xavi ficaram de fora. Ainda assim, havia Iniesta e Messi. E em jogada dos dois, o time espanhol abriu o placar, aos 3 do primeiro tempo. Depois disso, o Timão avançou a marcação, diminuiu espaços e pressionou muito. A pontaria, no entanto, não ajudou, e mesmo jogando de igual para igual, não conseguiu superar o adversário, que garantiu a vitória pelo placar mínimo.
LUIZ PAULO KNOP
O Corinthians tem um time muito sólido, muito mais sólido que o Santos tinha na final de 2011, leva poucos gols, tem um meio de campo forte na marcação e eficiente no ataque, é jogo pra poucos gols. Jorge Henrique foi escalado, pasmem, para marcar Messi... e conseguiu! Com um jogo truncado o time catalão entrou em desespero, por não conseguir fazer fluir a pelota. Em um contra-ataque rápido uma bola enfiada para Emerson, que só rola para Danilo completar para as redes, Timão 1x0.
TIAGO DOMINGOS
Mordido pela eliminação pelo principal rival, o time catalão entrou com tudo e decidiu o jogo no primeiro tempo, com dois de Messi. Mas na segunda etapa, o nível caiu pela falta de atrativo do jogo. Isso deu a chance de Emerson fazer o gol de honra e descontar o marcador.
BARCELONA 3º LUGAR

Final

16 V13 x V14 
Bayern de Munique x Real Madrid
LEONARDO BONASSOLI
Dá Bayern: é atualmente uma equipe mais equilibrada e sem as oscilações de desempenho que os "Merengues" têm mostrado, principalmente no Campeonato Espanhol.
PEDRO BRASIL
Dá Real. Duelo muito disputado. 3x2, dois gols de CR7, um de Ozil. Os gols do Bayern são de Ribery e Super Mário. CR7 faz o gol decisivo de falta aos 42 do segundo tempo. Começa 1 a 0 Real, Bayern vira, e Real "revira".
LEONARDO BERTOZZI
Freguesia é freguesia. O Bayern repete a semifinal da Liga dos Campeões, e após um duro empate por 1 a 1 no tempo normal (Ribéry e Cristiano Ronaldo), Neuer pega a cobrança de Özil para garantir o título mundial. 


Para encerrar, gostaria de agradecer a todos que participaram desta série, ao Luiz Paulo Knop, que abriu espaço no Resenha Esportiva, e dizer que esse exercício, além de uma brincadeira, foi feita para pensarmos como o futebol mundial poderia ter uma grande competição, envolvendo as maiores forças de cada continente.

Claro que sei da impossibilidade de uma competição deste tipo dado o calendário atual, mas acredito que o atual Mundial de Clubes é um desperdício de tempo, já que tem pouca expressão e visibilidade. Se juntar 32 equipes é utopia, porque não 12, o que já poderia render um belo campeonato? Quanto mais bons jogos acontecerem, maior a possibilidade do Mundial, de fato, virar uma Copa do Mundo de Clubes.

Fica a dica, Dona Fifa.
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