terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Dilema Cultural

Fala galera!! Hoje chegamos ao nosso post de número 900 (quem diria) e desde o nº 1 até agora nosso estilo já mudou muito... já metemos muito a malha, já elogiamos muito, acredito que hoje estamos um pouco mais light e racionais. Não à toa vamos falar um pouco da diferença entre os ídolos nacionais e internacionais. Vamos criticar e aliviar ao mesmo tempo.

Nasci e aprendi a gostar de esporte em uma época que bastava escolher o esporte que tinha gente de sobra pra torcer. Era Oscar, Hortênsia e Paula no basquete, Maurício, Tande, Fernanda Venturini e Márcia Fu no vôlei, Senna, Piquet e Emerson nas pistas. Zico, Romário, e mais uma "renca" de caras no futebol. E se eu ficar aqui falando perco o post...

Hoje o Brasil vive uma entresafra, o foco é o quadro de medalhas e não mais a popularização dos ídolos. Não temos mais ninguém nas pistas, no basquete é raro alguém se destacar pela amarelinha, no futebol estamos no limbo, e até no vôlei, não vivemos mais os tempos áureos.

Pra sanar essa dor tivemos a presença de dois ídolos internacionais por aqui no último mês. Djokovic foi ao Rio, jogou bola no Engenhão, fez gol, deu um show de simpatia e bom humor ao lado de Guga, imitou Guga inclusive, com direito ao "uuuaaaaaa" do brasileiro. Federer visitou São Paulo, "abriu as pernas" pra Bellucci, conquistou a torcida, comeu pão com mortadela no Mercado Municipal, entrou em quadra com a camisa da seleção brasileira no último jogo do Tour.


Porque esses caras são ídolos por onde passam? Simples... são pessoas como todas as outras, não se colocam no status de intocáveis. É óbvio que precisam de um pouco de segurança, afinal são muitos fãs em busca de um autógrafo ou foto, mas são ídolos tangíveis, daqueles que são possível tocar. Atendem a imprensa com a mesma boa vontade todas as vezes.

No Brasil a coisa é um pouco diferente, basta um repórter de uma rádio menor chegar com o microfone que a maioria dos jogadores vira a cara, Bellucci então é um exemplo claro de como não se portar na frente das câmeras, não sei nem como é a voz do rapaz... a única vez que o vi em um programa foi quando apareceu no Altas Horas, do Serginho Groisman, e tentou me convencer que não é necessário ter talento para ser um grande jogador, basta treinar, treinar, treinar...


Por aqui qualquer 100 mil na conta já transforma o cara em celebridade, já é visto em bailes lotados de mulheres, carros importados, cordão e ouro, raros são os atletas que mantem a cabeça no lugar e planejam o futuro, que mantem boa relação com fãs.

Guga é um dos bons exemplos, assim como Federer e Djokovic, o que me parece inclusive que seja um perfil dos jogadores de tênis, ao contrários dos boleiros, que seguem o exemplo de Vampeta, que ao ver a torcida vaiando o Corínthians em uma brincadeira resolve soltar os cachorros pra cima do esporte, resolve denegrir a imagem dizendo que "é um esporte de bambi".

Ora velho Vamp... tenho saudade de jogadores com a personalidade que você tem, que fazem brincadeiras, promovem o espetáculo, mas tem hora que você passa do ponto né?

Acredito que seria impossível ver Federer ou Djokovic fazendo qualquer tipo de comentário preconceituoso sobre o futebol ou sobre qualquer outro atleta brasileiro, e mesmo assim, só a presença dos dois, chama o público, promove a partida tanto quanto as frases de efeito de Vampeta.

Seria um dilema cultural? Aproveita que estamos falando de cultura, e brasileiro tem a cultura de curtir páginas no Facebook, curte a nossa lá!!! www.facebook.com/ResenhaEsportiva


Fui!
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