terça-feira, 27 de novembro de 2012

Vai tomar na Úmbria...

Fala galera! Na semana passada mostramos aqui um pouco da história da Seleção que disputou a Copa de 90, mas nos restringimos à competição apenas, não falamos do que cercou a preparação para o Mundial. No fundo não vale a pena falar, pois considero um dos momentos mais vergonhosos do escrete canarinho.

Os mais novos vão se lembrar de algumas "patacadas" brasileiras. Quem não se recorda da derrota pra Honduras na Copa América de 2001? Esse resultado quase derrubou Felipão e por pouco nos custou o penta. E a recente derrota pro México em Londres? O ouro era certo... Também não dá pra esquecer da derrota pra Venezuela nos Estados Unidos, e nem aquele 2x0 pra Bolívia nas eliminatórias de 94, a primeira de nossa história.

Mas confesso que o que mais me irrita é lembrar que perdemos pra Úmbria.

É... muita gente nem vai se lembrar disso, a maioria dos leitores nem sabem do que se trata, mas esse fato histórico aconteceu em 1990, exatamente no dia 28 de maio, 2 semanas antes da nossa estréia na Copa.

O Brasil se preparava para o Mundial e vinham realizando alguns amistosos. Tivemos vitórias contra Bulgária e um combinado de Madrid, e um empate contra a já extinta Alemanha Oriental, no Maracanã. Mas nada se compararia ao vexame do dia 28...

Úmbria é uma região central da Itália em que ficam as cidades de Perugia, Gubbio e Terni, é uma região conhecida por belezas naturais, mas não pelo futebol apresentado. Como um dos únicos destaques entre os clubes temos o próprio Perugia, e mesmo assim um time que não conquistou ainda o scudetto.

Antes do jogo inaugural contra a Suécia, que seria em Turim, Lazaroni resolveu entrosar o time contra um combinado local da Úmbria, com jogadores do Perugia (3ª divisão na época), do Ternana (3ª divisão) e do Gubbio (4ª divisão). Nenhum nome famoso em nenhum dos times, o estádio também não era nada de muito bom, o jogo foi em Terni, cidade do Ternana.


O Brasil entrou em campo com Taffarel, Mozer, Mauro Galvão e Ricardo Gomes; Jorginho, Dunga, Alemão, Branco e Valdo; Müller e Careca. No decorrer da partida ainda entrariam Ricardo Rocha, Mazinho, Silas, Romário, Bismarck e Bebeto.

Como a Fifa não permitia que as seleções realizassem amistoso no país sede naquela ocasião, o amistoso ganhou forma de jogo não-oficial, o Brasil nem entrar com o uniforme de jogo entrou.


Branco tenta na cobrança de falta, em vão...
Logo no início do jogo uma falta muito bem cobrada, com arte, pelo atacante Artístico, da Úmbria, colocou o Brasil atrás no marcador.

Depois disso uma sucessão de chutes a gol sem sucesso, uma amostra do que veríamos diante da Argentina pelas oitavas de final, cerca de um mês depois desse vexame.

Fim de jogo, Brasil 0 x 1 Úmbria...

Confiram as escalações do jogo:

Brasil: Taffarel; Jorginho, Mozer, Mauro Galvão, Ricardo Gomes (Ricardo Rocha); Branco (Mazinho), Alemão, Dunga (Silas), Valdo (Bismarck); Careca (Romário) e Muller (Bebeto). Técnico: Sebastião Lazaroni

Umbria: Vinci (Riommi); Rossi, Altobelli, Forte (Capelli), Scianimaco (Taccola); Del Piano, Luiu, Valentino; Artistico (Guinchi), Borrelo (Di Mateo), Corsella (Eritreu). Técnico: Claudio Tobia

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Fui!
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3 comentários:

  1. hahaha, realmente!
    eu nunca nem tinha ouvido falar na palavra "Úmbria" até então. belo achado =P

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    1. Essa é uma das Copas que guardo mais lembranças, juntamente com 94

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  2. Mas a falta foi bem cobrada, né? O problema foi a quantidade de gols perdidos mesmo...

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