quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Jogaço! Só que não.

Todos os 22 jogadores foram expulsos pelo apagão
Foto: AFP
O jogo que não houve. Assim ficou conhecida a partida entre Brasil e Argentina que deveria ter sido realizada ontem e que seria válida pelo Superclássico das Américas de 2012. Por causa de um apagão parcial que acometeu os refletores, comissões técnicas, jogadores e arbitragem chegaram à conclusão de que não havia condições de jogo.

Mas quem perde com isso? Primeiro vou começar falando que mesmo se ocorresse jogo já teríamos perdedores. A marcação de um jogo da Seleção em uma data não oficial da FIFA vai de encontro com o bom senso e é também contrário ao discurso tão afamado de que o calendário é apertado e os jogadores e clubes são sobrecarregados. Ou seja, se houvesse o jogo, os clubes perderiam jogadores para disputar um jogo fora de uma data oficial do calendário mundial. Como não houve, os clubes perderam jogadores para jogar bobinho por 40 minutos em um campo escuro.

Em segundo lugar, perde a TV, que detém os direitos de transmissão e teve que se contentar em preencher o tempo com comentários repetitivos, e forçaram uma mesa redonda formada por narrador, comentaristas e repórteres de campo. Nessas horas a gente pode perceber, inclusive, onde se encontram os bons profissionais que conseguem se virar em situações adversas. De qualquer forma, alguma explicação deve ser dada aos patrocinadores. Desse jeito, acaba perdendo junto o telespectador, que perdeu o sagrado futebol de quarta-feira.


Pode isso, Arnaldo?
Foto: Mowa Press
Em terceiro lugar (que coloquei por último na ordem cronológica, mas que na minha opinião foi mais prejudicado), quem mais perdeu foi o torcedor, morador de Resistencia que se dispôs a sair de casa para assistir a uma bom jogo e teve que se contentar em voltar pra casa de mãos abanando. A consolação fica por conta de chegar mais cedo em casa.

Assim, mais uma vez eu questiono a atuação dos nossos gestores de futebol. Obviamente, o apagão foi acidental, mas a CBF, assim como a AFA, são responsáveis pelos ônus que podem surgir em função de todo esse circo. A começar pela competição em si, que não contempla em nada a rivalidade, já que o Campeonato Brasileiro é infinitamente superior ao Argentino, o que faz com que haja uma discrepância tremenda entre as duas equipes.

Por fim, sou obrigado a pensar da seguinte forma: as datas oficiais da FIFA restantes para 2012 vão desfalcar as equipes por 3 rodadas do Brasileirão. Os clubes choram porque se sentem mais uma vez prejudicados por isso. Bom, as datas FIFA são espalhadas ao longo do ano justamente para que não haja competições locais e os clubes possam liberar seus jogadores. Aí entra a CBF junto com a AFA, e ambas criam duas datas extra oficiais que poderiam ser usadas pelos campeonatos locais.

Nesse caso, nem os desfalques nem o mico histórico são culpa do Mano...



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Um comentário:

  1. O lance da data é complicado mesmo, eles poderiam usar as datas oficiais pra jogarem, mas de qualquer forma acho muito válido o retorno da antiga Copa Roca. É uma oportunidade única de vermos jogadores que atuam no Brasil defendendo nossa seleção.

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