quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A oscilação

É muito bom ver seu time na parte de cima da tabela, brigando por posições de honra dentro de um campeonato. Também é de dar orgulho quando a seleção do nosso país é considerada uma forte candidata ao título mundial, e é referência de bons jogadores e considerado um celeiro de promessas, como é o caso do Brasil.

O Maracanazo iniciou a revolução no futebol brasileiro
Mas historicamente, é bastante improvável que uma equipe se mantenha sempre entre os primeiros, obviamente guardadas exceções em alguns esportes. Nesse exemplo vou usar a Seleção Brasileira de futebol para ilustrar meu pensamento. Se observarmos bem a história, podemos ver que inicialmente tínhamos um time medíoce em termos de resultados, que participava das Copas do Mundo porque nunca recusava os convites.

O ano de 1950 pode ser considerado o grande marco da história e entra como divisor de águas nisso tudo. A mágoa que ficou entranhada nos brasileiros feriu o orgulho nacional, e culminou em um fenômeno sem precedentes. Pela primeira vez na História do Brasil o povo se unia em prol de uma causa (considerando que a Independência e a Proclamação da República ocorreram sem guerras nem participação popular). E como resultado disso tudo tivemos nos 20 anos seguintes aquela que é considerada a melhor geração de jogadores já produzidas por um país!
1970: a consagração

Com a consagração de Pelé e companhia, o Brasil finalmente passou a ser a grande referência mundial no esporte. Dessa forma, outros países se sentiram desafiados a acabar com a hegemonia que se plantou e outros grandes times foram surgindo. A partir daí o desempenho da Seleção Brasileira começou a não obter mais os mesmos resultados de antes, e como consequência tivemos nos 20 anos seguintes os grandes nomes da história do futebol mundial, como Beckenbauer, Cruyff, Platini e Maradona.

Cruyff e Beckenbauer:
reação dos europeus
Como resposta, a partir dessa época, surgiram grandes nomes no futebol brasileiro, como Muller, Careca, Sócrates, Falcão e Zico. Por baixo na história, o orgulho brasileiro foi novamente colocado à prova e o improvável título de 1994 foi outro divisor de águas que colocou o país novamente como referência, o que se manteve até pelo menos 2010, quando começou a perder força.

E nesses ciclos de 20 anos temos sempre a oscilação entre a geração vencedora e a geração redentora. E justamente em 2014 o último título divisor de águas completará 20 anos. Mas a nosso favor conta que nós não estamos no auge, e essa geração é vista como a geração redentora. Isso pode ser favorável! =)
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5 comentários:

  1. Tiago,

    Pode ser sim que essa geração consiga ser o novo divisor de águas em 2014.

    Mas a tarefa não será fácil pois teremos pelos menos 4 seleções fortes brigando pelo título aqui no Brasil. E ainda nossa seleção terá a seu desfavor a desconfiança da torcida...

    Torço para que a taça fique aqui... mas sei que fácil não será...

    abs...

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    Respostas
    1. Pois é, Andre, eu acredito sim que essa geração deve ser importante, mesmo com a média de idade baixa. A convocação de Kaká e algum outro medalhão é importante pra dar o amadurecimento pra esse grupo.

      Sobre a Copa em si, existem pelo menos 3 forças que são a princípio a nossa grande preocupação: Alemanha, Argentina e Espanha.

      Mas conconrdo com vc, fácil não vai ser...

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  2. Thiago,

    pra mim o probema do futebol brasileiro e administração, que antes atrapalhava mas não entrava em campo, mas hoje é fundamental no futebol moderno.

    Outro problema que precisamos resolver com urgência é na questão tática, sempre vamos ter jogadores técnicos e acima da média, mas taticamente estamos atrsado a pelo mesnos uns 10 anos em relação ao futebol que se joga nos grande centros da Europa e que a cada dia se torna mais unificada.

    BLOG DO CLEBER SOARES
    clebersoares.blogspot.com

    SOMOS FLAMENGO
    somosflamengo33.blogspot.com

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    1. Concordo com você, Cleber, também acho o futebol brasileiro atrasado taticamente. Mesmo com bons times, nós sempre sofremos quando uma bola é levatada na área, por exemplo.

      Tudo bem, sofremos um pouco mais quando o Galvão Bueno narra...

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  3. A idéia central é interessante sim, acho que rola essa oscilação, mas eu voltaria um pouco mais no tempo pra dar início à nossa história. França, 1938, Leonidas da Silva coloca o Brasil no hall dos maiores. Logo depois tivemos o surgimento de muitos craques, entre eles um que dizem ser o maior antes de Pelé, mas que não tinha cabeça no lugar: Heleno de Freitas.

    Dizem as más línguas que a chance do Brasil vencer a Copa de 46 (cancelada por causa da Guerra) era muito maior do que a de 50, e dizem também que com Heleno em campo não ouviríamos falar de Maracanazzo nunca na história.

    E aí se cria mais uma "lenda do futebol"...

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