sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Finalmente, Murray!

Lá se foi mais um tabu. Desta vez, no tênis. Um tabu de 75 anos. Um tabu que poderia ter sido quebrado antes por 286 tentativas. Mas não foi. O responsável pela quebra desse tabu já tinha nome definido: nada mais nada menos que o atual campeão olímpico Andy Murray. Desde 1936 (isso mesmo, 1936!), um britânico não levava pra casa o troféu de um Grand Slam. Mas essa história foi reescrita na última segunda-feira, 10 de Setembro de 2012.

Foram quase 5 horas de mais uma partida histórica. Mais uma pra coleção do escocês de 25 anos. Mais uma pra coleção das grandes finais de Grand Slam. Do outro lado da quadra, estava posicionado simplesmente o nº 2 do mundo, o sérvio Novak Djokovic, que já computa 5 títulos de Grand Slams na sua vitoriosa carreira. Sempre sofrendo muita desconfiança - inclusive por parte dos torcedores britânicos - Andy Murray começou com um jogo equilibrado e sólido, se aproveitando bem do vento forte que esteve presente durante toda a partida e de alguns erros não costumeiros do sérvio. Conseguiu abrir 2x0, com parciais de 7/6 e 7/5.


Seguindo a ordem natural do jogo, depois de muito desgaste e já quase 3 horas de partida, Murray tinha tudo para confirmar a vitória e, consequentemente, seu título. Mas Djokovic não deixaria cair por terra sua sequência de 27 vitórias consecutivas em quadras duras tão fácil assim. E mais: ele ainda estava na tentativa de vencer o quarto Slam consecutivo neste piso. Tirando forças e ânimo de onde não tinha, ele venceu o 3º (6x2) e 4º (6x3) sets, empatou a partida e deixou tudo para ser decidido no último set, emocionante como sempre, emocionante como uma final de US Open deve ser. No quinto set, contra tudo e contra todos, novamente coberto por muitas desconfianças, Murray começou arrasador. Quebrou o saque de Djoko duas vezes e abriu 4/0. Tudo ganho, certo? Quem dera! Djokovic devolveu uma quebra de saque logo em seguida, mas não foi o suficiente para tirar o título e o troféu inédito das mãos de Murray. Agora sim, o roteiro estava completo. Andy Murray, depois de muita luta, muito suor, muito vento e muitas horas, sagrou-se campeão de um Grand Slam.



O mais interessante foi que neste ano de 2012, cada Grad Slam foi vencido por um tenista diferente. Em Janeiro, o aberto da Austrália foi do sérvio Djokovic. Em maio, o elegante aberto de Roland Garros, na França, foi do espanhol Rafael Nadal. O aberto de Wimbledon, realizando em junho/julho foi conquistado pelo suiço Roger Federer. E agora, finalmente, Andy Murray conquista o aberto dos EUA e evita a supremacia de um tenista. Depois do US Open, o britânico ainda ocupou o lugar de Nadal e virou o 3º melhor tenista da atualidade.

O tênis vive um grande momento, de grandes jogos, grandes torneios e grandes competidores.

 
É raro chegarmos a um momento como este, onde temos 4 competidos fortíssimos e que têm plenas condições de vencerem um torneio, seja qual for o piso, a época, a torcida. Tarefa mais árdua ainda para as casas de apostas, que têm a missão quase impossível de calcular as odds para cada um deles. Um salve ao tênis!

Até a próxima!


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