domingo, 12 de agosto de 2012

CBF x CBV

Fala galera! Ontem tivemos dois momentos marcantes na nossa história olimpíca. Em ambos os casos aconteceu o que ninguém esperava. De um lado tinha o tão sonhado ouro no futebol que estava muito próximo de vir, do outro o bicampeonato do time feminino de vôlei, que ninguém imaginava que poderia acontecer.

Vamos trabalhar hoje em forma de "Lost". Uma hora vamos lá na frente e de repente voltamos atrás no tempo pra tentar explicar isso tudo.

Começamos com o futebol, Dunga saiu esculachado em 2010, o Brasil pedia renovação, reformulação, a torcida crucificou Dunga por não levar Neymar e Ganso para a Copa. Ricardo Teixeira coloca Mano Menezes para cuidar da renovação, ele leva não só os dois santistas como também Lucas, Oscar, Hulk... o Brasil monta talvez a melhor seleção (ofensivamente falando) que já passou por um torneio olímpico. Chega invicto a final, mas pega um México muito peralta (entenderam o trocadilho?) e logo aos 30 segundos, em uma falha defensiva (que aconteceu novamente no segundo gol), o sonho começa a ruir.

Acaba o jogo e Mano é detonado nas redes sociais, a mesma torcida que queria Neymar e Ganso critica até a alma os jogadores, o treinador, a CBF. A mesma torcida que pediu para tudo isso ser feito, não gostou e chegou a pedir Dunga novamente.

Essa mesma torcida, horas depois, começa uma comparação infame entre CBF e CBV, simplesmente pelo fato do vôlei feminino ter levado seu segundo ouro consecutivo, um ouro que não era esperado, e que foi dúvida até o ponto final. A torcida exige da CBF a mesma estrutura que a CBV dá aos atletas e aos clubes. A torcida que até 24 horas antes exaltava o "ouro no futebol" e duvidava do "ouro no vôlei".

A seleção feminina foi de altos e baixos durante os jogos, mas nos pontos altos foi demais! Aquele tie-break contra a Rússia provou que de amarelo só ficava a camisa delas, acabou o estigma, acabou a pencha de amarelona que por muitas vezes chegou a ser injusta. Um início traumático que começou no corte de Mari. Cheguei a falar por diversas vezes que o Brasil talvez não levasse nem medalha, o corte foi forte pra equipe que tava junta faz tempo, mas quando ninguém mais esperava nada...

O desespero de Mano contrasta com a alegria do vôlei
CBF x CBV é a comparação da vez nas redes sociais
Uma última rodada dependendo de vários fatores para se classificar, quem diria? Nas quartas a super Rússia de Gamova, um primeiro set perdido, tudo parecia que tomaria o rumo do avião de volta, até que um tal de José Roberto Guimarães, Zé para os íntimos, mostrou porque pode ser considerado o melhor treinador da história do vôlei brasileiro. Da mesma forma que montou o time campeão em 92, da mesma forma que transformou o time depressivo de 2004 em campeão em 2008, ele conseguiu mudar o time, a forma de jogo, as jogadoras, e o resultado da partida. 3x2 depois de salvar 6 match points, inclusive um contra-ataque russo.

Veio a semi, passamos fácil pelo Japão, e na final enfrentaríamos a maior força da atualidade: Estados Unidos.

Um primeiro set pra esquecer, 25x11 pra elas, e tudo parecia que realmente já tinha ido longe demais. Mas não para Zé Roberto... uma simples mudança na postura do ataque e o jogo estava voltando para nós...

Mais do que isso, o Brasil voltaria a cobrar da CBF a postura vencedora da CBV, a postura que até 5 dias antes ninguém comentava, já que a certeza da eliminação era muito grande e do ouro no futebol era maior ainda.

O Brasil fatura um ouro que vale mais do que um ouro pra esse time e mais ainda pra CBV, e uma prata que dói mais do que a derrota na final, dói o fato do que nunca aconteceu continuar sem acontecer, e por isso a CBF é criticada mais uma vez por não conseguir um título que "nunca antes na história desse país" conquistou.

Esperar 2016 é muito, montar o time pra 2014 é pouco.

Que venham as próximas críticas, e que os nosso dirigentes, treinadores e atletas saibam lidar com elas.

Fui!
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Um comentário:

  1. Ou seja, se o futebol ganha o ouro o Mano era o nome certo para 2014, mas como perdeu não é mais.

    Eu acho que ele não é o nome certo faz tempo, e por isso torci para o Brasil não levar o ouro.

    Agora exaltar a CBV é exagero desse pessoal, não que a CBV não tenha tido a sua importância, mas com certeza os mesmos que falarão bem devem ter falado mal quando o masculino perdeu !!!!

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