sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A prepotência midiática norte-americana nas Olimpíadas

Quadro final de medalhas - Olimpíadas Londres/2012
Fala pessoal!

A pauta ainda é Olimpíadas. Cá pra nós, temos Olimpíadas só a cada 4 anos, temos que aproveitar ao máximo. Concordando com o post da última segunda-feira do Luiz aqui no Resenha, esse fim das Olimpíadas trouxe um vazio para todos nós, apaixonados pelo esporte, seja ele qual for.

Mas o que eu queria falar hoje não é ligado a nenhum esporte específico ou algum fato dos Jogos de Londres. Eu queria falar sobre os Estados Unidos e a sua já famosa prepotência midiática. Havia percebido isso já nos jogos de Pequim, de 2008. Agora, em 2012, confirmei.

Minha aposta para essas Olimpíadas era de que a China já passaria os EUA no quadro de medalhas. Mas errei. No final, com o impulso do atletismo, os EUA deram um show, passaram e abriram uma diferença razoável em relação à China. Mas o que importa aqui no post não é o quadro de medalhas em si e sim a indiferença e prepotência da mídia norte-americana. O fato é que a China começou e se manteve em primeiro por muito tempo nessas Olimpíadas. Foi aí que decidi confirmar o que já havia percebido em 2008. E confirmei. Entrei no site do New York Times, assisti alguns canais norte-americanos de notícias e acessei alguns portais de esportes de lá.

As situações foram - sempre - as mesmas:
  • EUA com mais ouros que a China? Eles exibem, com todo orgulho, o quadro de medalhas.
  • EUA com menos ouros, mas com mais medalhas no total? Eles ordenam o quadro de medalhas pelo total de medalhas e exibem.
  • China com mais ouros ou mais medalhas no total? Eles sequer exibem e/ou citam o quadro de medalhas.

Santa prepotência. Santo orgulho ferido. Isso porque os EUA conquistaram mais de 100 medalhas no total, sendo quase metade delas, de ouro. No Brasil, ficamos super felizes ao conquistar uma medalha de ouro. Com todo direito, já que o investimento e o patrocínio no esporte brasileiro é pífio, como já foi citado em outros posts aqui no Resenha.

Antes de começar os Jogos do Londres, previ que a China ficaria, facilmente, em 1º lugar e errei. Mas repito a previsão - e acho que não erro mais: acredito que a partir das próximas Olimpíadas, aqui na Cidade Maravilhosa, em 2016, a China já passe os EUA (tanto em nº de ouros como em nº total de medalhas) e se mantenha no topo do esporte mundial por longas e longas décadas (afinal de contas, falar “pra sempre” é muito forte). A verdade é que os EUA estão estagnados, claro que em alto nível, mas a China está em pura ascensão, basta ver e comparar as tabelas das útlimas Olimpíadas.

Bom, mesmo que não seja das mais difíceis, a previsão está feita. Vai que bate =P
Alguém ainda acha que os EUA seguram a China por mais algumas Olimpíadas?

Até a próxima!
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4 comentários:

  1. Falou tudo Osmar, os norte-americanos já começam a ser egocentricos na nomenclatura.

    Repare bem: Norte-americanos - aquele que é da América do Norte, ou seja... poderíamos chamar os mexicanos e canadenses também dessa forma, mas não...

    A verdade é que os jogos olímpicos sempre teve um cunho político, capitalismo x socialismo, e aí tem que tirar o chapéu pro Tio Sam... eles já derrubaram Cuba, União Soviética, depois Rússia, e agora estão na onda do "que venha a China"

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    1. Correção: Os jogos olímpicos SEMPRE TIVERAM cunho político

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  2. Acho que a China terá que relar mais para pegar os EUA. Acho dificil em pleno territorio americano, ( o Brasil está em territorio americano, sim) eles passaram os EUA.

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  3. Acho que a China terá que relar mais para pegar os EUA. Acho dificil em pleno territorio americano, ( o Brasil está em territorio americano, sim) eles passaram os EUA.

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