sexta-feira, 22 de junho de 2012

A hegemonia de Pacquiao

Fala galera! Mesmo sabendo que a moda do momento é o MMA, estou trazendo para os amigos do Resenha Esportiva um fato importante ocorrido no boxe mundial atual.

No dia 09 de Junho, o filipino Manny Pacquiao - conhecido no mundo do boxe como Pacman - viu cair sua invencibilidade de 7 anos e seu cinturão dos meio-médios ser levantado pelo americano Timothy Bredley. Depois de longos e disputados 12 rounds, os juizes - em decisão dividida (quando 2 juizes decidem a favor de um oponente e 1 juiz decide a favor do outro) - assinalaram a vitória do americano, que inclusive ficou surpreso com o triunfo. Uma revolta generalizada foi anunciada. De imediato, os fãs e torcedores começaram a vaiar a decisão tomada, mesmo com a luta tendo sido realizada em Las Vegas, EUA, terra do vencedor. Nos dias seguintes, muitas reclamações e críticas também por parte da mídia especializada, de ex-pugilitstas e dos comentaristas.

É aqui que entra em cena a figura de Bob Arum, agente de ambos os lutadores. Ele mesmo foi o autor de uma polêmica frase após a luta, confirmando que esse era o melhor resultado possível, comercialmente falando, já que ele faria muito dinheiro com a revanche (que já foi marcada, inclusive, para o dia 10 de Novembro). Nessa luta, por exemplo, o próprio Pacquiao recebeu cerca de R$53 milhões, somados aos R$12 milhões recebidos por Bredley. Outro fato que pode colocar em jogo a honestidade de Arum - um dos mais renomados agentes e entusiastas do mundo do boxe - é que o próprio Pacquiao ainda não está certo se renovará seu contrato com ele - que já está próximo do fim.
 
De acordo com dados da própria organização do evento, Pacquiao acertou 253 golpes em 751 tentativas (34% de aproveitamento), desferindo mais socos certeiros em 10 dos 12 rounds. Já Bradley teve sucesso em 159 dos 839 socos, que representam apenas 19% de eficiência. Diante de tanta polêmica, ficou decidido que o confronto seria revisto por outros cinco juizes, externos à luta, para uma nova avaliação do combate. E ficou provado que os protestos e reclamações realmente tinham fundamento. Após revisar o duelo, os cinco jurados da Organização Mundial de Boxe (WBO) deram a vitória para o filipino em decisão unânime.

Mesmo com o resultado da revisão, Manny “Pacman” Pacquiao não terá de volta o título de campeão mundial dos meio-médios. A revanche é a única saída para o pugilista reconquistar o cinturão perdido. Mas ficou no ar o sentimento de justiça e fé num esporte que já foi muito mais nobre e respeitado do que é hoje. Palavras do filipino: “Espero que com essa decisão a fé do público no boxe esteja restaurada”.

Mesmo com a febre do MMA (que eu também curto bastante, diga-se de passagem), outro dia vi uma luta de boxe (além da do Popó, claro) e me deu saudades da época em que o boxe estava em alta. Será que um dia a Nobre Arte voltará a ter o prestígio que sempre teve?

Até a próxima!
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2 comentários:

  1. Eu não acho que o boxe perdeu prestígio ou esteja em baixa. Essa luta foi um sucesso assim como são as do floyd mayweather jr e principalmente nos pesos pesados dos irmãos klitschko .......

    ... Agora o que acontece é que não passa no Brasil, não fala nos jornais daqui, não passa na Red Globo aí você tem a impressão que ta em baixa ou ninguém liga, mas é bem pelo contrário.

    Já com relação à polêmica, sempre existiu essas palhaçadas de perder de propósito por revanche, às vezes os lutadores já sabem e não aceitam e os empresários fazem eles sumirem do mapa e por aí vai ..... mas dessa vez foi escancarado, alguém tinha que fazer alguma coisa urgente, só que talvez quem possa fazer alguma coisa esteja também levando uma boa grana .....

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    Respostas
    1. Boxe é foda mesmo.
      Eu curtia bastante, mas hoje nem passa. Agora, acho o MMA mais interessante, a luta é mais dinâmica, não fica parando toda hora.

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