quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A fonte secou?

Fala galera! Com essa onda de "Neymar x Messi" rolando a toda hora, até o confronto final de domingo, o que mais se fala é que Brasil e Argentina continuam sendo os maiores celeiros de craques do mundo, que é uma fonte inesgotável de talentos, só que ao mesmo tempo me recordo que não faz nem um ano que os jornalistas locais diziam que a fonte havia secado, não produzíamos como antes.

Afinal... a fonte secou ou não secou?

Me lembro bem que uma das primeiras postagens do Carlos aqui no Resenha falava sobre isso, que o Brasil sofria com a falta de craques.

Fábio e Rafael são exemplos de jogadores
que saem antes de virar profissional
Agora parei pra pensar: Será que realmente não existe mais craque no futebol brasileiro ou o caras estão indo tão cedo pra Europa que não conseguem aprender a ginga brasileira e já vão para o futebol tático europeu? Acho que não paramos pra pensar nesse aspecto né?

Se os moleques aprendem a tática antes da técnica, é óbvio que o jogo deles fica mais pensado e menos ousado.

Mas analisem com calma... nossos jogadores hoje saem com 18, 19 anos, não existe tempo hábil para que a malícia (que já nasce com o cara) se aflore. Antes do primeiro drible no futebol europeu o cara já tem que aprender a marcar, já tem que aprender a correr sem bola, praticamente um futebol burocrático (não venha me dizer que o futebol da Espanha aceita craques, não aceita, eles aceitam o jogo bem jogado, por jogadores que isolados em outros times não seriam nada talvez).

É um caso a se pensar...

Fui!
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4 comentários:

  1. Talvez seja isto mesmo. O jogador hoje tem que aprender de tatica, de saber marcar, do time ficar mais tempo com a bola. São tantas coisas que esquecem até da ginga mesmo.

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  2. Acho que não é isso não. O Neymar, por exemplo, cedo já tava na escolinha do Santos aprendendo tática e talz e mesmo assim não perdeu ginga nenhuma. Até o próprio Messi, que cedo foi para a Europa e é um craque. Acho que a tecnologia q tá matando nossos craques. Lembro dos meus tempos de garoto onde tinha uma quadra perto da casa dos meus pais. Todo dia, de segunda a segunda, era só ouvirem uma bola quicando no chão de terra batido que já juntavam pencas de meninos, formando 2, 3 times de fora. Há pouco tempo passei lá e vi a quadra vazia. Perguntei se tinha outro lugar que a meninada jogava e disseram que não. Tava todo mundo na lan house ou em casa dos playstations e computadores navegando na internet. Aqui mesmo na Bahia, eu queria montar um "baba" (como chamam aqui uma pelada) com o povo do trabalho e quase ninguém topou. Disseram q, pra montar dois times completos de futsal, só contratando (!!!) jogadores. E pode dar uma passada à tarde pelos campos de várzea, pelas quadras, pelos campinhos, onde é a chocadeira dos verdadeiros craques: Vai estar tudo vazio. E viva a modernidade!

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  3. @Luiz Fernando
    Rapaz, por isso que gosto de ter um blog, as vezes a gente pensa por um lado e aparece um comentário diferente que ajuda a formar nossa opinião.

    É mais ou menos por aí mesmo, uma situação que eu não estava enxergando, mas que realmente pode atrapalhar o desenvolvimento dos moleques.

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  4. Pois é cara. A mulecada tá ficando muito sedentária. Olha nas escolas primárias, nas séries iniciais, os meninos de 8, 9, 10 anos, vc vai ter um monte de gordinho.Pesquisas sérias já apontam isso no Brasil. E se só aparece "1 craque em 1 milhão" (generalizando), com menos meninos jogando bola, fica complicado d+ novos ídolos no Brasil.

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