quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A essa altura do campeonato

Há alguns anos tenho observado discussões a respeito da suspensão de jogos em altitudes. Os argumentos são os mais variados, e de todos o mais utilizado é sobre riscos à saúde. Inclusive os apoiadores da proibição vão à TV acompanhados de médicos e outros profissionais que consideram um crime a prática esportiva em altitudes mais elevadas.

São várias as equipes que, historicamente, se utilizaram dessa arma para alcançar objetivos. Mais recentemente, os exemplos são de LDU e da própria seleção Equatoriana. Voltando alguns anos temos na Bolívia o melhor exemplo. Os compatriotas e Evo Morales não só cravaram a vaga em seu único mundial como de quebra acabou com um tabu histórico ao vencerem a seleção brasileira por 2 a 0, no jogo que consagrou Etcheverry e Sanchez.

Claro que essas conquistas não são apenas por conta da altitude. As equipes estão se preparando melhor do que antes, e uma estrutura profissional começa a se formar nesses lugares. Aliás, querem saber minha opinião? Acho que esses críticos devem procurar coisa melhor pra fazer!

A questão é muito simples. Sempre foram disputadas partidas na altitude. Quando a gente chegava lá e ganhava de goleada, ela não era mais do que uma característica geográfica local. Agora que provamos o gosto amargo da derrota, a montanha foi a escolhida como culpada... A gente precisa aprender a perder. Faz parte do esporte.
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Um comentário:

  1. Acho que tem dois lados da moeda nessa história. Que realmente tem perigos para a saúde do atleta quando ele não se prepara adequadamente, acredito que tenha mesmo. A diferença de antigamente é que os jogadores tinham tempo de adaptação em sua maioria.

    Mas tem um outro detalhe que me chama a atenção: Hoje em dia, a maioria dos atletas atua na Europa, ou seja... sendo boliviano ou não o efeito será o mesmo!!

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