quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A fábrica fechou?

Fala galera! To de volta aqui pra falar sobre a nossa fábrica de craques que parece estar em greve. Ao ver a seleção de Mano em campo (nos melhores momentos apenas, porque não dou conta de assistir um jogo inteiro da seleção) me deparo com a pergunta que não quer calar mas que vive rodeando os dirigentes brasileiros. O Brasil ainda é um grande revelador de talentos?

A resposta é e será por muito tempo ainda SIM! Mas onde estão todos esses talentos que não vemos jogar nos clubes nacionais? É só pegar a própria seleção que vamos ver.

Daniel Alves se destacou nas categorias de base da Seleção, saiu do Bahia e foi pra Espanha antes de se tornar conhecido. David Luiz é outro, só se sabe quem é agora, até então não sabíamos de sua história, que tinha saído do Vitória, também da Bahia. Com Carlos Eduardo não foi diferente, apesar dos torcedores já conhecerem o futebol do meia que surgiu no Grêmio, ele pouco apareceu por aqui e já se mandou, também antes dos 20 anos, para a Europa. E assim como eles temos ainda o lateral Adriano, os meias Sandro, Wesley e talvez o maior exemplo: Phillipe Coutinho, que aos 16 anos já estava vendido. No ataque ainda temos Pato, que com apenas 28 partidas pelo profissional do Inter já foi vendido para a Itália. E se olharmos com carinho ainda nos lembraremos de Rafael e Fábio, ex-Flu e hoje no Manchester United e muitos outros que eu não estou me recordando agora.

Mas como os clubes sobrevivem se vendem seus talentos antes de se tornarem jogadores de renome? Ou seja, vendem antes de valorizarem os atletas. A resposta é simples e o São Paulo é um dos maiores exemplos de como funciona.

Quem se lembra dos últimos grandes nomes (vamos esquecer o Kaká nessa lista) do São Paulo? Cicinho, Lugano, Luis Fabiano, Josué, Mineiro, Ilsinho, Miranda, Alex Silva, Hugo, Leandro, Borges e muitos outros que poderiam estar nessa lista. Todos foram campeões pelo clube paulistano, nenhum deles é cria da casa. Foram comprados a preço de banana, ou até mesmo vieram de graça, se destacaram, e ganharam o mundo.

É assim que os times do Brasil estão fazendo hoje em dia, a fábrica não fechou, apenas mudou de endereço, ao invés de produzir em casa estão comprando mercadoria mais barata e com pouco uso e colocando pra trabalhar, e enquanto isso, a cria da casa, vai fazer sucesso fora, sem ao menos gerar um pouco de lucro para o "Gepeto" que o criou.

Até mais ver!

Fui!
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