segunda-feira, 24 de abril de 2017

É chocolate

Fala galera! A Páscoa passou e como acontece todos os anos, jogo no dia do coelhinho é jogo com torcida gritando "é chocolate" na arquibancada. Mas afinal... como surgiu essa expressão?


A final de 79 estava engasgada
Segundo o Guia dos Curiosos, livro de cabeceira de todo fanático pelas maluquices do esporte, a primeira vez que o bordão apareceu foi em 1981, quando o Vasco venceu o Internacional por 4x0, em partida válida pelo Brasileirão daquele ano.

Dois anos antes, o Inter faturou o único título invicto da história da competição ao vencer o clube de São Januário na decisão, no Beira Rio. O jogo ficou agarrado na garganta cruzmaltina, e após a goleada, o comentarista da Rádio Globo, Washington Rodrigues, mais conhecido como Apolinho, jogou no ar a música "El Bodeguero", do músico cubano Richard Egües.

Prato feito para a torcida da Colina, já que o refrão da música dizia "toma chocolate, paga lo que debe". Algo próximo de "fazer chocolate, pague o que deve". E daí em diante a expressão "tomou um chocolate" entrou nos anais do futebol nacional a cada goleada sofrida, ainda mais que se ela vier na semana de Páscoa.

Fiquem com os gols da partida!

Fui!


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Ponte Aérea Rio x Osasco

Fala galera! Após a vitória do Rio de Janeiro sobre o Minas no quinto jogo da semi final da Superliga Feminina de Vôlei, a decisão da competição, agendada para o próximo dia 23 de abril, na Arena HSBC, no Rio, parece uma saga interminável. Pela 11ª vez nos últimos 13 anos, Rio e Osasco decidirão a competição.

O Rio chega à sua 13ª decisão seguida, venceu nove delas. Osasco jogou a decisão 14 vezes nos últimos 16 anos, venceu cinco delas, sendo três contra o mesmo Rio de Janeiro, que deu o troco em sete oportunidades.

Se o tal do ranking da CBV - aquele que a cúpula da confederação insiste em dizer que funciona, e os clubes insistem em aprovar - funciona... ele só funciona para nivelar as demais equipes, essas duas não entram na conta. Salvo os intrusos Praia Clube (no ano passado) e Sesi (2014), só dá a dupla decidindo título.

E se isso é bom para o esporte, eu não sei mais o que é ruim. Imaginar que um investidor coloque seu nome em uma equipe sabendo que a mesma não chegará na final, ou pelo menos acreditando que ela não chegará, é um pouco utópico.

Ou a CBV muda os critérios do ranking, com ou sem aprovação de clubes "comprados", ou essa ponte aérea ainda terá muitos voos.

Fui!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Treinador do ano

Fala galera! Começaram os playoffs da NBA e junto com ele a liga começa a anunciar as premiações da temporada regular. No ano passado Steve Kerr faturou o prêmio de melhor treinador após a campanha histórica do Golden State Warriors, mas no final da temporada perdeu o título para o Cleveland Cavaliers de Lebron James.


Luke Walton e Steve Kerr com o prêmio
Pesquisando a história do prêmio de melhor técnico da temporada descobri que raras foram as vezes que o agraciado levou o time ao título da temporada. Phil Jackson, por exemplo, vencedor de 11 anéis da liga, só venceu a eleição de treinador do ano em 1996, quando os Bulls conquistaram o recorde - quebrado por Kerr ano passado - de maior número de vitórias na temporada regular (72-10).

Desde a criação do prêmio foram 54 edições e 40 vencedores diferentes. Apenas seis vezes a equipe do melhor treinador do ano foi a campeã da temporada. Isso só aconteceu em 1965, com Red Auerbach (que hoje dá nome ao troféu) e seu Boston Celtics; Red Holzman e os Knicks, em 1970; os Lakers de Bill Sharman em 72; o título citado acima para Phil Jackson em 96; e duas vezes com Gregg Popovich e seu San Antonio Spurs: 2003 e 2014.

Talvez isso torne a premiação uma das mais democráticas da NBA. Nem sempre o melhor está no melhor time, as vezes levar um time pior aos playoffs ou fazer de um time mediano, um time vencedor, pode ser considerado muito mais do que garantir ao melhor time a liderança.

Minha aposta para essa temporada é Brad Stevens e seu surpreendente Boston Celtics, que terminou a temporada regular na liderança do Leste, batendo Tyronn Lue, Lebron James e sua trupe de Cleveland.

Será que o eleito levará o anel de campeão ao final dos playoffs?

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Uma nova geração veloz

Fala galera! A temporada do automobilismo mundial começou e mais uma vez o Brasil não tem representantes à altura para a conquista de títulos, como era praxe até alguns anos atrás. Desde o caneco de Tony Kanaan em 2004, quando faturou a Fórmula Indy, os melhores resultados de pilotos tupiniquins nas pistas pelo mundo foram os vices de Massa (na Fórmula 1), dos próprio Tony (no ano seguinte ao título) e de Helinho (na Indy).

Sette Câmara e Pietro
Na Fórmula 1 temos Massa "cumprindo tabela", na Indy Helinho é o único que tem chances de vencer, mas dificilmente disputará o título. Kanaan então nem se fala... talvez nem brigará por pódios na temporada. Se considerarmos que a promissora Fórmula E está no hall das maiores do mundo, aí muda um pouco de figura, mas os pilotos que lá estão são "rodados", não temos revelações.

E justamente quando falamos de revelações que a esperança se renova. Depois de Felipe Nasr, que tem um potencial absurdo mas não conseguiu emplacar como gostaríamos, nos resta apostar em dois nomes que vem conquistando resultados expressivos até então: Pietro Fittipaldi e Sérgio Sette Câmara.

Pietro é neto de Emerson Fittipaldi, tem o apoio da mídia por consequência, mas aos 20 anos parece optar por caminhos mais longos para chegar até a Fórmula 1, está na Fórmula V8 e corre pela Lotus, o que se torna a única vantagem da escolha. Com o avô sendo um dos grandes nomes da história da Indy, as chances por lá são maiores no futuro.

Já o mineiro Sette Câmara assinou com a equipe MP Motorsport, equipe média da F2, antiga GP2, o último degrau antes da Fórmula 1. A intenção é fazer uma temporada satisfatória para que em 2018 tenha a chance em uma boa equipe de disputar o título da categoria e se credenciar a uma vaga interessante na F1.

Sérgio já testou pela Toro Rosso, está no radar da categoria, e foi terceiro colocado na tradicional etapa de Macau da F3. Ele também chegou ao pódio do Masters of Fórmula 3 no ano passado.

Minha torcida é para que ao menos um deles, nos faça acordar aos domingos pela manhã para torcer, e não apenas para preparar o almoço.

Fui!

domingo, 9 de abril de 2017

Mais minutos em quadra

Fala galera! Em época de recordes na NBA e buscando produzir alguma coisa para o Resenha Esportiva sem que me tome muito tempo, vou tentar (de vez em quando) colocar alguns recordes esportivos por aqui.

Começando com a própria NBA e uma marca que dificilmente será batida.

Corria a temporada 1961/1962 e o Philadelphia Warriors, estava próximo de se mudar para San Francisco, antes de partir para Oakland e virar Golden State. Seu principal jogador era Wilt Chamberlain, que ainda não tinha nenhum título da liga.

O pivozão de 2m16 teve a expressiva marca de 50,4 pontos por jogo - tendo marcado 100 pontos em uma única partida - e 25,7 rebotes nesse ano, marcas que dificilmente serão superadas, mas o número que realmente me chama atenção é a de minutos em quadra.

Nos 80 jogos que o camisa 13 jogou, ou seja, todos da temporada regular, ele ficou em quadra 48 minutos e 30 segundos por partida. Mas como?

Além de ter jogado todos os jogos sem sair um minuto sequer, ainda esteve em quadra em todas as prorrogações que a equipe disputou. Algo inimaginável em uma competição onde a força física pesa muito nos dias atuais.


Fui!

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Feliz ano novo, futebol brasileiro

Fala galera! Os campeonatos estaduais vão chegando ao final, a maioria deles já se encontra em sua fase decisiva, e ao mesmo tempo que afunilam, significa o fim da linha para a maioria dos clubes do país, principalmente para os de menor porte, que encerram sua temporada ainda no primeiro quarto do ano.

Sempre existe a discussão sobre a necessidade dos estaduais. Há quem defenda que eles são indispensáveis para a sobrevivência dos pequenos, no meu caso, acredito que eles são os maiores culpados pela extinção de muitos clubes, que endividados – óbvio que a má gestão atrapalha – e sem um calendário permanente, fecham as portas.

Pegamos como exemplo o Resende, que terminou a competição na 11ª colocação geral e jogou sua última partida no domingo passado, quando foi derrotado pelo Botafogo por 3x2. A equipe não disputará nenhuma divisão nacional em 2017, tem como única possibilidade a longínqua Copa Rio, que começa em agosto e dá vaga à Série D e à Copa do Brasil de 2018.

O que o clube fará entre abril e agosto? Provavelmente os jogadores já estão com seus contratos encerrados, mas na maioria das vezes há um desmanche nas equipes, com recontratação no período de competição.

Mas além disso, ainda tem a parte financeira. Será que o Resende teve lucro no Carioca?

Das 11 partidas disputadas, apenas uma foi realizada em sua casa, o Estádio do Trabalhador, em Resende, justamente o jogo de estreia contra o Volta Redonda, empate em 2x2. Mesmo “com o mando de campo”, não permitiram que a equipe jogasse em casa nas 10 partidas seguintes. Fatos como esse justificam, por exemplo, fechar com mais de 40 mil reais negativo a partida contra o Flamengo, realizada no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.

Somando todos os borderôs o Resende teve uma receita líquida de -R$ 42.719,47. Isso mesmo, 42 mil reais no vermelho. Para inibir os números, a Ferj “deu” um bônus que somados, chegam à R$ 43.589,94, gerando um lucro de míseros R$ 870,47... acho que não paga o salário nem do roupeiro do time né?

Enquanto isso, apenas nessas 11 partidas, a Ferj teve uma receita de R$ 28.623,50, que ela alega ser usada em custos operacionais (vai ter custo operacional assim lá na Guanabara!).

Ah... mas os clubes ganham mais que isso... a federação também inibe os números reais dizendo que para cada partida disputada, a equipe ganha R$ 200 mil de cota de TV - sim, eles inventaram isso no borderô agora – enquanto que a Ferj recebeu 12 milhões só por organizar o campeonato. Sendo assim, o Resende fecha O ANO, é, o ano, não tem mais jogo esse ano a não ser pela falida Copa Rio, com o faturamento de R$ 2.200,870,47, o que quer dizer que em média, o clube tem R$ 183.405,87. Nessa conta não entram as despesas de transporte, alimentação, possíveis hospedagens, impostos e etc. Apenas com um rabisco no papel a federação ganhou quase seis vezes mais que um dos seus filiados, isso é normal?

Os times pequenos - alguns dos grandes também - pagam pra jogar o estadual, isso é fato consumado, não tem volta, a não ser que façam algo que volte a chamar a atenção do torcedor - acho difícil – e tire das federações o poder sobre os mesmos.

Caso contrário, cada vez menos teremos clubes que um dia foram tradicionais (América, São Cristóvão, Bangu...) em atividade.


Fui

terça-feira, 4 de abril de 2017

O Carioca tem que acabar!

Fala galera! Terminou a fase de classificação da Taça Rio 2017 e as quatro grandes equipes do Rio de Janeiro estão classificadas, como era de se imaginar. Ao mesmo tempo que se encerra essa etapa, começam as discussões a respeito de um dos mais absurdos regulamentos da história do futebol mundial.

Vamos tentar explicar alguns dos pontos mais “interessantes” dessa engenharia futebolística.

Quem se classifica para as finais do campeonato?
O campeão de cada um dos turnos (Taça Guanabara e Taça Rio) mais as duas equipes de melhor campanha na soma dos dois turnos, tirando os dois campeões. Se uma mesma equipe vencer os dois turnos abre vaga para uma terceira de melhor campanha. Diante disso, o Fluminense já está classificado como campeão da Taça Guanabara, Flamengo e Vasco entram como as duas melhores campanhas fora os campeões.

E por que o Botafogo está garantido na semi?
Existem três cenários possíveis para esse final de Taça Rio, e os três colocam o Botafogo como a quarta equipe classificada. Se o mesmo vencer a Taça Rio, entra como campeão de turno; caso Flamengo ou Vasco vençam, o Fogão passa a ter a segunda melhor campanha da fase de classificação, desconsiderando os campeões de turno; e a terceira e última opção é com um novo título tricolor, o que abriria uma vaga para a terceira melhor campanha (fora o Flu), no caso, o Botafogo.

O campeão dos dois turnos é campeão direto?
Não, ele apenas garante vaga na semi final do campeonato.

Os campeões de turno levam alguma vantagem nas semi finais?
Por ser campeão de turno, não. Entre as quatro classificadas, terão vantagem do empate as duas equipes com melhor campanha entre as quatro. O que quer dizer que você pode ser campeão dos dois turnos e nem assim ter a vantagem do empate na semi. Também é possível afirmar que uma equipe pode ser campeã sem ter nem sequer classificado paras as semi finais de turno. Coisas da Ferj.

Ao final da fase de classificação os cartões foram zerados, eles serão zerados ao final da Taça Rio?
Não. O regulamento é tão bizarro que prejudica de forma acintosa as equipes que disputarão a decisão do segundo turno. Com isso é possível que jogadores importantes estejam foram da decisão “de verdade”.

Pra que serve então a disputa da Taça Rio?
Dentro do quadro que se formou, serve para três coisas: colocar um troféu na prateleira; pendurar jogadores titulares com cartões, prejudicando a equipe na hora “de lá verdad”; e para desgastar o time.

As duas equipes rebaixadas esse ano jogarão a Série B do Rio em 2018?
Não. Elas jogarão a Série B do Rio em 2017 ainda. Com isso podem voltar a disputar a Série A em 2018. Guardem essa informação para que daqui 84 anos não digam que Campos e Tigres viraram a mesa e jogaram a Série A novamente, mesmo sendo rebaixados.

Diante de todas essas bizarrices, nos próximos dois finais de semana teremos um festival de jogos que nada valem, com times como Botafogo, Flamengo e Fluminense disputando competições paralelas. Alguém tem dúvida que presenciaremos jogadores sendo poupados e estádios mais vazios que o habitual? Ainda há quem peça a continuação desses estaduais?

O Carioca, pelo menos, tem que acabar!


Fui!

quinta-feira, 30 de março de 2017

North, South, East, West(brook)

Fala galera! Na noite de ontem o armador do Oklahoma City Thunder, Russel Westbrook, anotou 57 pontos, pegou 13 rebotes e deu 11 assistências na vitória do seu time contra o Orlando Magic por 114x106. Com esses números, Westbrook chegou ao 38º triplo duplo da temporada e fica a apenas três de Oscar Robertson, que atingiu a expressiva marca de 41 na temporada 1961/1962, quando jogava pelo Cincinnati Royals.

O camisa 0 do Oklahoma foi a quarta escolha do Draft de 2008, ficando atrás de Derrick Rose (Chicago Bulls), Michael Beasley (Miami Heat) e O.J. Mayo (Minnesota Timberwolves). Na época a escolha ainda pertencia ao Seattle Supersonics, que na temporada seguinte se tornaria o Thunder. Sempre que vejo jogadores sem expressão escolhidos antes de fenômenos, fico imaginando o que se passava na cabeça do General Manager da equipe na época, ou pior, o que se passa hoje, sabendo que poderia ter mudado o rumo de seu time e não o fez.

Além desse recorde, Westbrook atingiu duas outras marcas interessantes nessa temporada. No jogo de ontem ele se tornou o jogador da franquia com mais partidas acima de 40 pontos em uma única temporada, chegando a 15 jogos com pelo menos essa pontuação. O recordista anterior era Kevin Durant, com 14 partidas. Também foi o primeiro jogador da história da NBA a completar um triplo-duplo perfeito durante uma partida, fato que ocorreu no último dia 22 de março, contra o Philadelphia 76ers. Na ocasião, o jogador anotou 18 pontos, pegou 11 rebotes e deu 14 assistências. Foram seis arremessos de quadra tentados, os seis convertidos, mesmo número de lances livres tentados e convertidos, 100% de aproveitamento nos arremessos.

Outro número que o camisa 0 busca é se tornar o segundo jogador da história a ter um triplo duplo de média na temporada regular. O único a alcançar tal feito também foi Oscar Robertson, na mesma temporada em que bateu o recorde de triplos-duplos. Naquele ano ele terminou com 30,8 pontos/jogo, 12,5 rebotes/jogo e 11,4 assistências/jogo. O jogador do Thunder está próximo dessa marca com média de 31,8 pontos, 10,6 rebotes e 10,4 assistências.

A contrapartida de ter Russel Westbrook no time é o seu alto número de turnovers, média de 5,9 por partida. Mas para um jogador com mais de 30 pontos, 10 rebotes e 10 assistências por jogo, acredito que esse ônus passa até despercebido.

Faltam apenas oito jogos para o fim da fase de classificação, mas será que alguém duvida que Westbrook chegará aos menos 41 triplos-duplos? Minha previsão é que ele alcançará a marca contra o Timberwolves, time que o rejeitou no Draft de 2008, só pra dar um toque especial no recorde. E na última partida da temporada, assim como o Golden State no ano passado, ele superará o recorde, mostrando que é um jogador completo, que vai do norte ao sul, do leste ao oeste.

Jogos restantes para o Oklahoma City Thunder
31/03 – San Antonio Spurs - casa
02/04 – Charlotte Hornets – casa
04/04 – Milwaukee Bucks – casa
05/04 – Memphis Grizzlies – fora
07/04 – Phoenix Suns – fora
09/04 – Denver Nuggets – fora
11/04 – Minnesota Timberwolves – fora
12/04 – Denver Nuggets - casa

quarta-feira, 22 de março de 2017

Uma nova Fórmula 1

Fala galera! A espera acabou! Vem aí a Temporada 2017 da Fórmula 1 com algumas novidades que podem – ou não – acabar com o domínio da Mercedes. A equipe alemã conquistou com sobras as temporadas de 2014, 2015 e 2016 (com Hamilton sendo campeão nas duas primeiras e Rosberg na última) e após a aposentadoria do atual campeão, Toto Wolff e cia buscaram Valtteri Bottas, revelação finlandesa e considerado pela mídia especializada um potencial campeão da categoria.

Para se ter uma ideia, das 59 provas disputadas nos últimos três anos, a Mercedes venceu 51 (86%), sendo que Hamilton subiu ao lugar mais alto do pódio em 31 ocasiões e Rosberg em 20. Os únicos a quebrarem essa hegemonia foram Daniel Ricciardo (com quatro vitórias em Canadá/2014, Hungria/2014, Bélgica/2014 e Malásia/2016), Sebastian Vettel (com três vitórias em Malásia/2015, Hungria/2015 e Singapura/2015) e Max Verstappen, em sua estreia na Red Bull, vencendo o GP da Espanha de 2016.

Em um primeiro instante a impressão é de que a Ferrari – que terminou em primeiro em quatro dos oito testes de pré-temporada – colou nessa briga, com destaque para Kimi Raikkonen, que voltou a andar rápido. A Williams, que conta com o retorno do “aposentado mais rápido do oeste”, Felipe Massa, aparece logo atrás nessa disputa, com chances de beliscar uns pontinhos na temporada.

Os destaques negativos da pré-temporada são a Sauber, que continua na rabeira do grid, e a McLaren, que não vive uma boa relação com os motores Honda. Lembrando sempre que a Manor, que disputou as últimas temporadas sem muito sucesso, não estará presente nessa temporada.

As principais mudanças técnicas da temporada buscam aumentar a velocidade dos carros. Pneus mais largos proporcionando mais aderência, asas que buscam maior lastro aerodinâmico e estabilidade, além de motores com desenvolvimento ilimitado, ao contrário das temporadas anteriores.

Tudo isso promete fazer com que a Temporada 2017, seja a melhor dos últimos anos, e caso isso não seja possível, que seja pelo menos mais disputada.


Fui!

sábado, 18 de março de 2017

O sentimento de um dia histórico

Quando o narrador do ginásio da Faefid anunciou que tinha início a partida de número 135 da Superliga, a primeira das quartas de final entre Juiz de Fora Vôlei e Funvic Taubaté, a história estava sendo escrita na cidade mineira. Com todas as cadeiras ocupadas - e mais qualquer espaço vazio possível - começava pela primeira vez na história uma partida de playoff em Juiz de Fora.

Um projeto duradouro, que completa seis temporadas seguidas na elite do vôlei nacional, já garantido na competição do ano que vem, mas que por diversas vezes esteve por um fio. Vou mais além, se não fosse o esforço dos dirigentes da equipe, inclusive com sacrifícios financeiros pessoais, não teríamos mais o JF Vôlei na Superliga A, não veríamos o principais jogadores do mundo em Juiz de Fora.

Equipes alinhadas para o Hino Nacional
Se no ano passado ficamos perto da queda, esse ano, com a parceira feita com o Sada Cruzeiro, o sonho do playoff era muito real e acabou acontecendo. E não basta classificar para a fase decisiva, o torcedor é exigente, lota ginásio, torce, vibra, e quer o resultado independente do adversário.

Com vitórias convincentes contra adversários nacionalmente conhecidos como Minas, Maringá, Montes Claros e o próprio Funvic, a equipe cresceu, emocionou, empolgou o público. Na partida de hoje foram 600 espectadores, lotação máxima, e uma hora antes da partida já não existiam cadeiras vazias... um show!

Ah... e sobre o jogo... pouco importa o resultado, a história foi escrita, e vencendo ou ganhando, essa equipe já faz parte do coração de todo juizforano apaixonado por vôlei. Foi uma partida dura, ao contrário do que muitos imaginavam. Se de um lado tinha Lucarelli, Wallace, Lucas Loh, Éder e Rapha, do outro tinha Renan - em um dia pouco inspirado - e sua trupe, o líbero Juan sempre levantando a torcida com suas defesas, o técnico Henrique Furtado e sua equipe promissora.
Marcelo Mendes conversa com Wallace após o jogo
Será que tem vaga pra ele no Sada?

O placar final marcou 3x0 pro Funvic (27x29, 23x25 e 18x25), poderia ter sido diferente se o time de Juiz de Fora não tivesse cometido erros bobos nos pontos finais dos dois primeiros sets. Prevaleceu a experiência que deu a Wallace o troféu Viva Vôlei como melhor da partida. A garotada mineira mostrou que pode jogar de igual pra igual contra qualquer um, seja com a camisa juizforana, seja com a camisa do Sada, time que detém o direito da maioria dos atletas.

Se ano que vem eles ficarão na Zona da Mata ou não, só o tempo vai dizer, a única certeza é que Marcelo Mendes - que estava na arquibancada acompanhando a partida - tem uma geração fantástica em suas mãos, e a diretoria do JF, independente da classificação, já tem o nosso respeito e admiração.


COM A PALAVRA...

... Fábio Paes (líbero do JF Vôlei)
"Eles vieram com a mesma filosofia de forçar o saque na gente. Acho que a gente conseguiu segurar horas ali bem a recepção, mas o que fez a diferença hoje foi o ataque, eles foram mais felizes no ataque. Foi um jogo decidido em detalhes".

... Cezar Douglas (técnico do Funvic)
"Sem os tempos do oitavo ponto e do décimo sexto, a gente tem que aumentar a comunicação durante os tempos técnicos e dos rodízios. Teve uma estratégia bem definida do Juiz de Fora, não vou nem citar porque a gente precisa se preparar para a próxima partida e saber que eles usaram de uma certa estratégia que funcionou. Temos que tomar cuidado e sair dela mais rápido do que saímos hoje".

... Rapha (levantador do Funvic)
"Tivemos um jogo muito difícil hoje aqui. A escolha de Taubaté de jogar a primeira fora foi muito difícil, porque o time jogando em casa, com aquela torcida , nos ajuda muito, assim como Juiz de Fora aqui, com essa torcida maravilhosa, fazendo um espetáculo sempre. Isso valoriza ainda mais nossa vitória".

... Henrique Furtado (técnico do JF Vôlei)
"Senti o grupo focado, senti o grupo lutando, senti o grupo guerreiro, da mesma forma que fizeram durante o campeonato inteiro. É necessário evoluir principalmente no ataque para a próxima partida".




Ficha Técnica

Juiz de Fora Vôlei 0 x 3 Funvic Taubaté
Ginásio da Faefid - Juiz de Fora (MG)
Troféu Viva Vôlei: Wallace (Funvic)

JF Vôlei: Rodrigo, Renan, Ricardo, Rammé, Diego, Bruno e Fábio Paes; Entraram: Juan, Adami, Moreno e Drago.
Técnico: Henrique Furtado

Funvic Taubaté: Rapha, Wallace, Lucas Loh, Lucarelli, Otávio, Éder e Mário Júnior; Entraram: Gelinski, Renan e Matheus.
Técnico: Cezar Douglas

Próximas partidas da série
23/03 - Funvic x JF Vôlei - 21h55 - Rede TV!
27/03 - Funvic x JF Vôlei - 18h30 - Sportv
01/04 - JF Vôlei x Funvic*
06/04 - Funvic x JF Vôlei*
* se necessário

Luiz Paulo Knop

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