quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O Capitão Chorão

O choro contra o Chile
Fala galera! Na semana passada uma das principais notícias sobre a Seleção Brasileira que apareceu nos jornais não foi com relação a mais uma vitória do time de Dunga, e sim sobre a reclamação do zagueiro Thiago Silva sobre não ser mais o capitão da equipe, ou melhor, sobre não ter sido avisado de que não seria mais o capitão.

Minha opinião é simples sobre o caso: Dunga não deve satisfação a Thiago.

Quando se encerra o "ciclo Felipão", todos os jogadores deveriam ter consciência que ali se encerra também todo e qualquer acordo entre eles. Quem tinha "o acordo da faixa" com o zagueiro era o ex-treinador, e mesmo assim, sendo muito bonzinho e gente boa, ele deveria avisar caso fosse fazer a troca da braçadeira.

Dunga não tem obrigação nem mesmo de convocar o zagueiro do PSG, ele podia escolher qualquer outro jogador, e isso não o obrigaria a ligar para Thiago e avisar que ele não seria convocado. Pra mim isso se chama excesso de frescura.

Neymar faz média e entrega a faixa
Thiago Silva sempre se mostrou um grande zagueiro, foi um bom capitão por um grande período, mas fraquejou em momentos cruciais, principalmente durante a Copa do Mundo. Nas oitavas contra o Chile ele se mostrou completamente despreparado para tal responsabilidade.

Eu sempre tive a visão de que o capitão é o cara que puxa o time, que comanda, que lidera, e não o cara que senta na bola, pede pra não bater um pênalti decisivo e chora. Ok... muitos vão dizer que foi ótimo ele ter feito assim, já que poderia ter tremido na batida e desclassificado o Brasil. Concordo! Mas dali em diante, se eu fosse o treinador da equipe, não daria a faixa pra ele nunca mais.

Ou você gostaria de trabalhar "para um líder" que se omite na hora da decisão?

Fui!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Será vergonha?

Fala galera! O Tombense se sagrou campeão brasileiro da Série D em 2014. Foi a primeira vez que o time da cidade mineira de Tombos, com população se aproximando aos 10 mil habitantes, disputa uma competição de nível nacional e logo de cara fatura o acesso e o título.

Muita gente elogiou a trajetória do time, também vi muitos comparando a pequena Tombos com grandes cidades com Juiz de Fora, de onde vem o Tupi, quadrifinalista da Série C de 2014. A maioria dizia que era uma vergonha para Juiz de Fora (ou para as outras cidades que foram usadas na comparação).

Pois bem...

Não acho uma vergonha para nenhuma dessas cidades, acho uma vergonha para o futebol brasileiro ter se corrompido a esses clubes de aluguel e a cidade de Tombos não tem culpa alguma no cartório, a culpa é de quem permite tais ações. No final de setembro já mostrei por aqui como eles funcionam e como os tentáculos dos empresários estavam cada dia mais cercando e enfrentando as regras da Fifa.

Diante dessa situação sou obrigado a concordar (sempre fui contra essa afirmação) com o que meu amigo Paulo Victor fala: a Série A deveria levar em conta a média de público dos times, time grande, que leva torcida ao estádio, não pode cair.

Talvez essa seja a única salvação do futebol... pelo menos aqui no Brasil.

Fui!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Prêmio Puskas 2014

Fala galera! A Fifa anunciou os 10 candidatos ao prêmio de gol mais bonito do ano, o Prêmio Puskas. Entregue desde 2009, a votação acontece no site da entidade e qualquer pessoa está apta a votar. Durante a temporada acompanhamos várias campanhas para a inclusão "desse ou daquele" gol na disputa, inclusive no Brasil, onde o jogador do Atlético do Acre, Gessé, fez um golaço do meio do campo e virou febre nas redes sociais com o #gessenopuskas.
O vencedor em 2013

Para esse ano os candidatos são:
1- Tim Cahill –  18 de julho 2014 - Austrália x Holanda, Copa do Mundo
2- Diego Costa – 23 de novembro 2013 -  Atlético de Madri x Getafe, Campeonato Espanhol
3- Marco Fabian –  15 de fevereiro de 2014 - Cruz Azul x  Puebla, Campeonato Mexicano
4- Zlatan Ibrahimovic – 19 de outubro de 2013 - PSG x SC Bastia, Campeonato Francês
5- Pajtim Kasami – 21 de outubro de 2013 - Crystal Palace x Fulham, Campeonato Inglês
6- Stephanie Roche – 20 de outubro de 2013 - Peamount United x  Wexford Youths, BEWNL (Irlanda)
7- James Rodríguez – 28 de junho de 2014 - Colômbia x Uruguai,  Copa do Mundo
8- Camilo Sanvezzo – 6 outubro de 2013 - Vancouver Whitecaps x Portland Timbers, MLS (EUA/Canadá)
9- Hisato Sato – 8 de março de 2014 – Sanfrecce Hiroshima x Kawasaki Frontale, Liga Japonesa
10- Robin van Persie – 13 junho 2014 – Espanha x Holanda, Copa do Mundo


O meu voto foi em Van Persie pela beleza, dificuldade e pelo lançamento. Além disso ainda teve um fator importante, que foi um jogo extremamente decisivo para as pretensões de Espanha e Holanda na Copa do Mundo.

Quem ainda não votou dá tempo! Corre lá e clica! No dia 1º de dezembro a Fifa anunciará a lista final.

Confiram a relação dos ganhadores dos anos anteriores:
2009 - Cristiano Ronaldo (Portugual) - Manchester United - Manchester United x Porto

2010 - Hamit Altintop (Turquia) - Turquia - Cazaquistão x Turquia
2011 - Neymar (Brasil) - Santos - Santos x Flamengo
2012 - Miroslav Stoch (Eslováquia) - Fenerbahçe - Fenerbahçe x Gençlerbirligi
2013 - Zlatan Ibrahimovic (Suécia) - Suécia - Suécia x Inglaterra

Fui!

sábado, 22 de novembro de 2014

A hora de escrever a história

Fala galera! Em maio desse ano apresentamos uma estatística que mostrava que a Mercedes encaminhava para se tornar a equipe mais dominante da história da Fórmula 1. Na ocasião, após cinco etapas do Mundial, a equipe alemã havia conquistado 91,63% dos pontos disputados, perdendo apenas para a Williams de Mansell e Patrese, que em 1992 havia feito 92,50% dos pontos nas primeiras etapas.

Com uma vitória e um oitavo lugar na etapa seguinte, que seria disputada em Mônaco, a equipe tomaria a ponta da "Williams Voadora". Só que eles foram além... com vitória de Rosberg e segundo lugar de Hamilton, a Mercedes pulverizou as estatísticas.

Agora, faltando apenas uma etapa para o fim da temporada, Rosberg e Hamilton precisam terminar ao menos com a 2ª e a 3ª colocação para ultrapassar a recordista, a "McLaren perfeita" de 1988, quando Senna e Prost disputaram o título.

Na ocasião a equipe venceu 15 das 16 etapas, conquistando 10 dobradinhas - recorde que foi batido no GP de Interlagos, quando Rosberg e Hamilton garantiram a 11ª dobradinha na temporada, mas é importante considerar que em 2014 teremos 19 etapas, ou seja, 3 a mais do que tivemos em 1988. Ao todo foram conquistados 199 pontos, de um total de 240 em disputa, um percentual de 82,92%.

Hoje, sem considerar a etapa final de Abu Dhabi, que será disputada amanhã, a Mercedes somou 651 pontos de 774 em disputa, um percentual de 84,11%, o que já lhe daria o recorde.

Só que com o novo regulamento da temporada 2014, a prova final vale o dobro de pontos, o que nos deixa mais 86 pontos em aberto e obriga que os pilotos da equipe, que brigam pelo título da temporada, estejam ao menos no pódio. Se isso acontecer, teremos uma nova recordista e a equipe perfeita de 1988 fica pra trás.

Em caso de vitória de um dos pilotos, basta ao outro piloto a 6ª colocação para que o recorde seja batido.

Mas caso nada disso aconteça e uma grande zebra apareça teremos que continuar vibrando com as vitórias de Senna e de Prost e da McLaren-Honda de 1988, se bem que nada impede que possamos continuar colocando a equipe perfeita no pedestal.

Boa corrida para todos!

Fui!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Hamilton x Rosberg: chegou a hora da verdade

Fala galera!

Pra quem tá acompanhando, durante toda a semana, o Resenha está fazendo um especial da Fórmula 1, em homenagem à última e decisiva semana do mundial deste ano. Os posts estão fazendo bastante sucesso e tendo uma aceitação muito boa dos nossos leitores. Na segunda-feira, falamos sobre o novo brasileiro que atuará na F1 no ano seguinte e listamos todos os brasileiros que já tiveram participação. Na terça-feira, o presidente Luiz Paulo listou as 5 melhores corridas do ídolo Ayrton Senna, imperdível! Na quarta-feira, contamos o que aconteceu no fatídico dia em que Damon Hill não riu e ontem falamos de um dos maiores duelos da história da F1, o embate entre Senna e Prost. Se vocês ainda não leram algum desses posts, leiam pois vale a pena. Todos eles vêm cheio de informações e a nossa pitada de opinião.

Hoje vamos falar da última e decisiva etapa da F1 deste ano, que será disputada no domingo, às 11h (horário de Brasília), em Abu Dhabi. Após um ano repleto de polêmicas (dentro e fora das pistas), o inglês Lewis Hamilton e o alemão Nico Rosberg chegam com chances de títulos. A diferença de pontos é de 17 (334 a 317) a favor do inglês. Pra completar, com a regra dos pontos dobrados na etapa final, a disputa fica ainda mais acirrada. Caso Nico vença, por exemplo, Lewis será obrigado a conseguir o 2º lugar para ser campeão. Veja abaixo, numa tabela feita pela Globo, o que cada um deles precisa fazer para terminar a corrida como campeão mundial de 2014:


A verdade é que ninguém sabe como está o clima entre os dois. Ninguém sabe se a amizade foi, de fato, selada, ou se os ânimos continuam exaltados. No início do ano, quando a Mercedes já havia se destacado na pré-temporada e se mostrado favorita, o inglês e o alemão estavam muito animados e ansiosos com a provável briga pela taça e disseram que a amizade não seria abalada por conta disso. Pura balela. Nas três primeiras etapas, o duelo foi como tem de ser, limpo e esportivo. Mas aí todos sabem da história: veio o estopim no treino classificatório de Mônaco, onde Rosberg foi acusado de provocar a bandeira amarela justamente pra impedir Hamilton de conquistar a pole position. Depois, houve o toque entre eles no GP da Bélgica, por uma exaltação de Nico. Aí virou briga declarada.

No domingo, estejam atentos pois a briga vai ser boa. O campeonato ainda está em aberto e um descuido por qualquer um dos pilotos pode ser crucial para decidir quem se consagrará campeão. O GP de Abu Dhabi vai ser imperdível.

Lewis Hamilton bicampeão ou Nico Rosberg colocando seu nome pela primeira vez na seleta lista do campeões?

Façam suas apostas!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Senna x Prost, o maior duelo da história da F1

Fala galera! Em mais um dia do nosso Especial Fórmula 1 que contempla o final da temporada 2014 da categoria, vamos falar do que provavelmente é o maior duelo da história do automobilismo. Nunca, em categoria alguma, vi uma rivalidade como a que tiveram Ayrton Senna e Alain Prost entre os anos de 88 e 91 e ainda em 93. Foram 5 temporadas intensas!

Em 1988, quando Ayrton saiu da Lotus rumo à McLaren, Prost já era bicampeão do mundo e já contava com 19 vitórias no cockpit da escuderia de Ron Dennis. Exceto em sua primeira temporada pelo time inglês. em 1984, quando perdeu o título por 0,5 para Niki Lauda, também da McLaren, o francês sempre "sobrou" em cima do companheiro de equipe.

Nas primeiras quatro etapas Prost disparou na tabela, foram três vitórias contra uma do brasileiro. Dali em diante a disputa, que até então era pacífica entre eles, voltaria a se equilibrar, com Senna vencendo 6 das próximas 7 corridas, e ficando 3 pontos à frente do francês.

O fim do campeonato todos nós conhecemos, Senna venceu em Suzuka na penúltima etapa e faturou o seu primeiro título. Nessa temporada uma amostra do que veríamos nos anos seguintes aconteceu em Estoril, Portugal, na 13ª etapa da prova. Prost tentou passar Senna por dentro, o brasileiro forçou o francês a passar raspando no muro dos pits, com isso o bicampeão manobrou e fez a ultrapassagem por fora, deixando Ayrton pra trás e gerando a primeira "pendência" entre eles.

Em 1989 fizeram um acordo informal que dizia que não haveria briga entre eles na primeira curva das corridas, cada um seguiria sua trajetória, sem interferir na trajetória do outro. Senna largou na pole e manteve a posição, só que na 4ª volta aconteceu o acidente de Berger na Tamburello, a mesma que vitimaria Ayrton 5 anos depois, e a corrida foi interrompida. Na relargada Prost se deu melhor, mas Senna forçou a barra para ultrapassá-lo, quebrando o acordo. Alain reclamou com o time depois, mas o brasileiro alegou que ali não era mais a largada, era a relargada, portanto o acordo não valia para aquele momento. Pronto... a rivalidade ganhava o ingrediente que faltava para pegar fogo!

A temporada transcorreu com os pilotos sem se falar. Senna queria ganhar de Prost que queria ganhar de Senna, não importava se a briga era pela 1ª ou pela 20ª posição, o que importava era não terminar atrás do outro.
Os primeiros passos na McLaren, a decisão de 89,
a de 90 e o último pódio em 1993

Veio Suzuka, penúltima etapa da temporada, e Senna precisava da vitória para adiar a decisão para o GP da Austrália. Com muito mais gás, o brasileiro partiu pro ataque e faltando 6 pontos ele forçou a ultrapassagem na chicane, Prost jogou o carro pra cima do então campeão e impediu que ambos completassem a sequencia de curvas. O francês saiu do carro, mas o brasileiro voltou à prova com a ajuda dos fiscais e venceu a corrida (clique no link para a história completa), mas foi desclassificado depois.

Em 90, com Prost já na Ferrari, Senna jogou o carro pra cima do francês já na largada, na mesma etapa de Suzuka, e comemorou o bicampeonato. Em 91 Ayrton não deu chances para Prost, que terminou a temporada apenas na 5ª colocação e anunciou que não correria em 92, após ser demitido pela Ferrari.

O ano de 1992 foi um ano sabático na disputa, Mansell foi campeão com sobras e quebrando vários recordes, Senna parecia sentir falta do seu maior incentivo, a presença de Prost no grid. Com isso terminou a temporada apenas na 4ª colocação, ficando atrás dos dois carros da Williams voadora e do garoto-revelação-polêmico Michael Schumacher.

Com a saída do Leão para a Fórmula Indy em 1993, os serviços de Prost foram requisitados pela Williams, e o professor viu no carro uma possibilidade única de "humilhar" o brasileiro na temporada, já que seu carro era extremamente superior. Do meio da temporada pra frente, depois de boas brigas nas primeiras etapas, prevaleceu a estabilidade da Williams e Alain conquistaria seu 4º título mundial.



Frank Williams resolve contratar Ayrton Senna para a temporada de 94, os melhores pilotos no melhor carro, mas o francês resolve não reviver a rivalidade e se aposenta de vez. Do GP da Austrália de 1993 em diante os dois se aproximam, no dia 1º de maio de 1994, o dia da morte de Ayrton Senna, Prost está no motorhome da Renault e Senna chega para conversar, uma surpresa para todos. minutos depois o francês vista o brasileiro nos boxes da Williams e esse seria o último contato entre os dois maiores rivais da história da Fórmula 1.

Aqui um link com uma ótima entrevista do tetracampeão que foi concedida qautro anos após a morte de Ayrton.

Nessa história não existe vilão e nem mocinho, existem dois grandes pilotos, dois dos maiores da história, e que fizeram com que muitos se apaixonassem pelo automobilismo.

Amanhã tem mais...

Fui!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O dia que Damon não riu

Fala galera! Depois da relação de todos os brasileiros na história da Fórmula 1 e do Top 5 com as melhores corridas da carreira de Senna, vamos ao Mundial de 1994, o primeiro conquistado por Michael Schumacher.

Muitas mudanças aconteceram na categoria entre os anos de 93 e 94, a maioria delas tentava impedir um provável domínio da melhor equipe, a Williams, com o melhor piloto do grid, Ayrton Senna, que fecharam contrato para a temporada. Solitário na disputa aparecia o jovem Michael Schumacher e o seu não tão confiável carro da Benetton, que vinha de boa temporada em 93, mas ainda não era um candidato ao primeiro lugar.

Só que a temporada começou com uma Williams tentando se adaptar às mudanças, sem suspensão ativa, sem câmbio automático e sem o controle de tração, ou seja, suas melhores características. Com tudo isso, Schumacher e seu carro número 5 dispararam na frente, faturaram 6 das 7 primeiras provas e com 90 pontos por disputar já colocava 37 pontos sobre Damon Hill, o segundo do Mundial e que se tornara piloto nº 1 da equipe após a morte de Senna.

Só que Hill não desistiria fácil... se aproveitando de uma desqualificação do alemão devido ao não cumprimento de um "stop and go" na prova seguinte, ele venceria e diminuiria para 27 pontos a diferença.
Schumacher joga o carro pra cima de Hill

No Grande Prêmio da Bélgica, 11ª etapa do Mundial, Schumacher venceria, mas teria a vitória cassada após irregularidades serem encontradas em seu carro. O britânico herda a vitória e garante mais 20 pontos nas duas provas seguintes, se aproveitando da ausência do alemão, que havia sido suspenso das etapas. A diferença caia pra 1 ponto apenas, 76 x 75 para Michael.

Os GPs da Europa e do Japão não mudariam o campeonato, com uma vitória e um segundo lugar para cada um, a última etapa decidiria o título, Schumacher chegava a Adelaide com 92 pontos, Hill com 91.

Nos treinos de classificação tudo indicava um domínio da Williams, já que Mansell (que voltou ao time para algumas etapas depois que Senna morreu) fez a pole e Hill ficou em terceiro, com Schumacher entre eles.

Logo na largada Mansell perdeu a posição para os líderes da temporada, que passariam a brigar pelas próximas 34 voltas em busca da vitória e do título. No início da 35ª volta o alemão perde o controle de seu carro, raspa no muro e se danifica, sem ter o que fazer e sabendo que o campeonato que estava ganho acabava de ir "para o saco" fecha Damon Hill pela esquerda, o inglês tira o carro para a direita, mas não Michael volta a jogar o carro em cima de Hill, dessa vez na direita, quebrando sua suspensão dianteira. O piloto da Williams ainda chega aos boxes para tentar o reparo, em vão... ele não conseguiria voltar para a prova e o título ficava com Schumacher.


A Williams ainda exigiria uma punição ao piloto da Benetton com toda razão, mas Max Mosley, entõa presidente da FIA, já tinha escolhido seu campeão. A 45ª temporada da maior competição automobilística da história ficaria nas mãos do garoto Michael Schumacher, o primeiro de seus 7 títulos, ainda com 25 anos de idade. O veterano de 34 anos ainda teria que aguardar até 1996 para cravar seu nome na história da competição.

Nesse dia 13 de novembro de 1994 o seu sobrenome ficou mais triste, nesse dia o inglês de Londres não riu, nesse dia, Damon Hill chorou.

Fui!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

As 5 melhores corridas de Senna

Fala galera! Ayrton Senna já foi tema do Resenha Esportiva em diversas oportunidades e isso não é de se estranhar, já que os blogueiros que aqui escrevem são nascidos entre o final da década de 70 e o final da década de 80, ou seja, viveram o "fenômeno" Ayrton Senna. Pra mim Senna foi mais que um fenômeno, ele foi um ícone do esporte mundial, talvez seja até hoje.

Pensando nisso, e continuando nossas "comemorações" que antecedem a etapa final da Fórmula 1 2014, elaborei junto com mais 4 amigos uma relação com as 5 melhores corridas da carreira de Ayrton Senna. Nessa relação tivemos 3 provas que foram "hors concours", todos selecionaram, e começamos com elas, seguindo a ordem cronológica, mas antes, vamos apresentar nossos colaboradores:

Douglas Rocha - jornalista da Agência Efe
Guilherme Carvalho - professor e apaixonado por Fórmula 1
Pablo Cunha - Sócio fundador do site Tô na Dúvida e piloto virtual
Sérgio Cerqueira - advogado e enciclopédia viva da Fórmula 1

Mônaco 1984 - 2º lugar - Toleman
Mônaco 84, Estoril 85, Interlagos 91, Mônaco 92 e Donington 93
Nada poderia resumir melhor essa prova do que "um show de um novato em uma equipe ruim e debaixo de um dilúvio". Senna apareceu pro mundo nesse dia, e mesmo que ainda demorasse alguns anos para ser chamado de Rei de Mônaco, foi aqui que ele pegou a coroa. Vale a pena dar uma lida no texto que conta a história inteirinha dessa etapa. Mas Guilherme fez uma observação interessante sobre a paralisação da prova: "Bellof venceria, ele vinha muito mais rápido em terceiro".

Interlagos 1991 - 1º lugar - McLaren
Faltava uma vitória no Brasil! Senna já era campeão do mundo e já era ídolo. Mas o brasileiro queria uma vitória do seu maior ídolo aqui, em nossa casa. Depois de bater na trave alguns anos, tudo parecia conspirar para a realização do sonho. Mas perder praticamente todas as marchas e ser obrigado a correr as voltas finais com a mão direita no câmbio para manter a 6ª marcha, a única que funcionava, ativa, pesou para um desgaste físico e emocional excessivo. Senna venceu talvez uma das provas mais difíceis de toda a sua carreira, "com requintes de emoção e crueldade", como resumiu o Douglas.



Donington Park 1993 - 1º lugar - McLaren
A Williams já era a equipe a ser batida na Fórmula 1 e Senna continuava na McLaren, já sem os motores Honda, e agora com a companhia no grid do novato promissor da Benetton, Michael Schumacher. Pra mim 1993 foi a melhor temporada da carreira de Senna, mesmo sem o título. Conquistar o vice-campeonato com o carro que tinha, sem um companheiro de equipe eficiente, já que Michael Andretti foi uma lástima, e com os rivais que estavam na pista, foi heróico. E para garantir seus pontinhos era necessário muito braço, muita sorte e muita inteligência, como ele fez em Donington. Foi nessa prova que Senna fez a que consideram a melhor primeira volta da história da Fórmula 1, ultrapassando 5 carros e terminando a volta já na liderança. Douglas afirma que "o que Senna fez em Donington Park há 21 anos é para assistir uma vez por semana, pelo menos, e aplaudir de pé".

Além das 3 provas unanimes, ainda completam nosso top 5 outras duas vitórias com excelência, mantendo a ordem cronológica vamos começar em 1985, com sua primeira vitória.

Estoril 1985 - 1º lugar - Lotus
A primeira vitória com certeza é inesquecível. Se tratando de Ayrton Senna ela se torna mais ainda! Com apenas 25 anos ele já estava na Lotus, uma decadente Lotus, é verdade, mas que ainda poderia lhe dar alguns pontos na temporada e fazer com que seu nome ganhasse mais força na categoria. A segunda etapa da temporada veio junto com a chuva. E se hoje todos sabem que chuva e Ayrton Senna formam uma ótima dobradinha, naquela época ainda era uma novidade, só tendo como lembrança o GP de Mônaco do ano anterior. Com 2 horas de prova e quase 1 volta de vantagem para Alboreto, o segundo colocado, o brasileiro faturou sua primeira vitória com direito a pole e volta mais rápida.

Mônaco 1992 - 1º lugar - McLaren
Essa etapa pode não ser tão significante com relação ao campeonato. Mas Mônaco era a 6ª etapa do Mundial, Mansell tinha vencido as 5 anteriores e tinha feito a pole nas 6. Alguém conseguiria parar sua Williams voadora? Só uma combinação poderia pará-los: Senna + Mônaco. Sem chuva, ou seja, sem a vantagem que o brasileiro poderia ter, ele passou Patrese logo na largada e pulou pra segunda colocação, posição que ficou até a 70ª volta, quando tinha aproximadamente 30 segundos de desvantagem para o Leão. Com um problema na roda o líder do campeonato foi obrigado a entrar nos boxes, voltando 5,2 atrás de Senna. As últimas 8 voltas foram um Deus nos acuda... Mansell tirou 3 segundos em 2 voltas e colou. Tentou de um lado, tentou de outro, mas na frente estava Senna, que mesmo com um carro inferior não abriria espaço. 78 voltas de corrida e Senna se igualava a Graham Hill como o maior vencedor da história do Principado. Lembro desse dia como se fosse hoje, eu já esperava o segundo lugar que ainda não tinha aparecido na temporada, era de terceiro pra baixo, e quando eu vi Senna na ponta a emoção tomou conta, era a bandeirinha na mão esperando o 'tan tan tan', que veio, e foi um dos mais gostosos que já vi.



É isso galera, além dessas 5 poderíamos usar mais uma "renca" de provas, foram mais 156 largadas, a maioria delas levando o carro na ponta dos cascos, com agressividade (que falta aos nossos pilotos atuais), com perspicácia, com talento, com raça.

Senna sempre será lembrado pelos seus fãs, e me incluo entre eles.

Amanhã tem mais Fórmula 1!

Fui!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Mais um brasileiro na Fórmula 1

Emerson e Piquet em 1980
Fala galera! Na semana passada foi anunciado que Felipe Nasr, brasileiro que disputa a GP2 nessa temporada, será piloto titular da Sauber na temporada 2015. A confirmação de Nasr faz com que ele seja o 31º brasileiro a ser piloto titular na maior categoria do automobilismo mundial.

Desde Chico Landi, entre os anos de 51 e 56, passando por Emerson Fittipaldi, o primeiro brasileiro campeão, e a dupla de tricampeões, Nelson Piquet e Ayrton Senna, até a temporada atual, já foram 30 (2 deles estrangeiros naturalizados brasileiros) pilotos defendendo as cores de nosso país, muitos com destaque, outros que não deixaram lembranças.

 Nessa semana que antecede a etapa final da Fórmula 1 2014 vamos priorizar o assunto e começamos com os números de todos os "brazucas" da história. Será que você se lembra de todos eles?

1. Chico Landi - 4 temporadas (51-53 e 56) - 6 GPs - 1,5 pontos
2. Gino Blanco - 1 temporada (52) - 4 GPs
3. Nano da Silva Ramos - 2 temporadas (55 e 56) - 7 GPs - 2 pontos
4. Fritz d´Orey - 1 temporada (59) - 3 GPs
5. Emerson Fittipaldi - 11 temporadas (70-80) - 149 GPs - 14 vitórias - 6 poles - 35 pódios - 281 pontos - 2 títulos mundiais (72 e 74)
6. Wilsinho Fittipaldi - 3 temporadas (72-73 e 75) - 38 GPs - 3 pontos
7. José Carlos Pace - 6 temporadas (72-77) - 73 GPs - 1 vitória - 1 pole - 6 pódios - 58 pontos
8. Luiz Pereira Bueno - 1 temporada (73) - 1 GP
9. Ingo Hoffmann - 2 temporadas (76-77) - 6 GPs
10. Alex Dias Ribeiro - 3 temporadas (76-77 e 79) - 20 GPs
11. Nelson Piquet - 14 temporadas (78-91) - 208 GPs - 23 vitórias - 24 poles - 60 pódios - 485,5 pontos - 3 títulos mundiais (81, 83 e 87)
12. Chico Serra - 3 temporadas (81-83) - 33 GPs - 1 ponto
13. Raul Boesel - 2 temporadas (82 e 83) - 30 GPs
Senna e Rubinho em 94
14. Roberto Pupo Moreno - 7 temporadas (82, 87, 89-92 e 95) - 75 GPs - 1 pódio - 15 pontos
15. Ayrton Senna - 11 temporadas (84-94) - 162 GPs - 41 vitórias - 65 poles - 80 pódios - 610 pontos - 3 títulos mundiais (88, 90 e 91)
16. Maurício Gugelmin - 5 temporadas (88-92) - 80 GPs - 1 pódio - 10 pontos
17. Christian Fittipaldi - 3 temporadas (92-94) - 43 GPs - 12 pontos
18. Rubens Barrichello - 19 temporadas (93-2011) - 326 GPs (recorde da categoria) - 11 vitórias - 14 poles - 68 pódios - 636 pontos
19. Pedro Paulo Diniz - 6 temporadas (95-2000) - 99 GPs - 10 pontos
20. Ricardo Rosset - 3 temporadas (96-98) - 33 GPs
21. Tarso Marques - 3 temporadas (96-97 e 2001) - 26 GPs
22. Ricardo Zonta - 5 temporadas (99-2001 e 2004-2005) - 37 GPs - 3 pontos
23. Luciano Burti - 2 temporadas (2000-2001) - 15 GPs
24. Enrique Bernoldi - 2 temporadas (2001-2002) - 29 GPs
25. Felipe Massa - 12 temporadas (2002 e 2004-2014) - 211 GPs - 11 vitórias - 16 poles - 38 pódios - 914 pontos
26. Cristiano da Matta - 2 temporadas (2003-2004) - 29 GPs - 13 pontos
27. Antônio Pizzonia - 3 temporadas (2003-2005) - 20 GPs - 8 pontos
28. Nelsinho Piquet - 2 temporadas (2008-2009) - 28 GPs - 1 pódio - 19 pontos
Nasr e Massa: os brasileiros em 2015
29. Bruno Senna - 3 temporadas (2010-2012) - 26 GPs - 16 pontos
30. Lucas di Grassi - 1 temporada (2010) - 19 GPs
31. Felipe Nasr

E ainda tivemos Luiz Razia, que chegou a fechar contrato com a Marussia anos atrás mas que na hora H deu tudo errado e ele não pegou a vaga de titular.

É inegável que o país conta com tradição no esporte, mas também é importante ressaltar que não existe apoio algum da Confederação Brasileira de Automobilismo. Sem apoio financeiro da família ou de algum patrocinador forte, é impossível obter resultados a curto prazo.

Amanhã voltamos com mais Fórmula 1.

Fui!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Os estádios mais diferentes e curiosos do mundo - parte 2

Fala galera!

Na semana passada, fizemos o post com a 1ª parte dos estádios mais diferentes e curiosos do mundo. Falamos do Estádio Marina Bay, em Cingapura, que é um estádio flutuante. Falamos também do Estádio AXA, em Portugal, da equipe de Braga, que foi feito ao lado de uma pedreira e é uma das construções arquitetônicas mais impressionantes do país. Por último, falamos do Estádio Croatia Gospin Dolac, na Croácia, que fica ao lado de um precipício de 500m, que desemboca em um belo lago. Se você ainda não viu, clique aqui, pois vale a pena!

Pois bem, hoje vamos fazer a 2ª parte do post, com estádios tão impressionantes e curiosos quanto os que citamos na semana passada.

1) Estádio Eidi - Ilhas Faroé

As Ilhas Faroé é um arquipélago entre a Islândia e a Escócia, no Atlântico Norte. O estádio Eidi fica localizado justamente nesse arquipélado, e é utilizado por times semi-profissionais da região. O curioso do estádio é que ele é totalmente rodeado por águas marítimas e os torcedores quase não tem espaço para poderem assistir aos jogos. Quem quiser ver, tem que se virar num pequeno espaço disponibilizado. E o pior: tem que ficar de pé durante toda a partida. Agora o mais interessante são os gandulas. Durante os jogos, eles ficam em barcos, para poderem resgatar as bolas que são isoladas pelos jogadores e caem no mar.


2) Estádio Mmabatho - África do Sul

O estádio Mmabatho fica na cidade de Mafikeng, na África do Sul, e é um estádio multiuso, embora seja mais utilizado para o futebol. Tem capacidade para quase 59.000 pessoas e foi construído em 1981 por uma empresa russa, daí seu design um tanto peculiar. As arquibancadas são dispostas de uma maneira bem diferente, num desenho com uma forma que lembra um asa delta. Costuma ficar bem cheio nos jogos dos times locais.



3) Estádio Igraliste Batarija - Croácia

O Estádio Igraliste Batajira também está localizado na Croácia, como o Croatia Gospin Dolac, que falamos no post anterior. Com capacidade para apenas 1.000 espectadores, foi construído bem no meio de fortificações medievais, que ainda existem hoje. Ele está bem no meio do castelo Kamerlengo e da Torre de São Marco. Inclusive, uma das melhores vistas para apreciar os jogos é a do restaurante localizado no topo de umas das torres. De quebra, você ainda não precisa de pagar ingresso. É o campo onde o clube croata HNK Trogir joga.




Fazendo a pesquisa por todos esses estádios curiosos e diferentes, ainda restaram uns 2 ou 3 que achei bem diferentes do que estamos acostumados. Como o primeiro post foi "bem aceito" pelos nossos usuários, caso este aqui também seja, trago os estádios restantes na semana que vem. Inclusive, entre eles, tem um estádio brasileiro que não é muito comum, quem chuta qual é?

Até a próxima!

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