quarta-feira, 22 de março de 2017

Uma nova Fórmula 1

Fala galera! A espera acabou! Vem aí a Temporada 2017 da Fórmula 1 com algumas novidades que podem – ou não – acabar com o domínio da Mercedes. A equipe alemã conquistou com sobras as temporadas de 2014, 2015 e 2016 (com Hamilton sendo campeão nas duas primeiras e Rosberg na última) e após a aposentadoria do atual campeão, Toto Wolff e cia buscaram Valtteri Bottas, revelação finlandesa e considerado pela mídia especializada um potencial campeão da categoria.

Para se ter uma ideia, das 59 provas disputadas nos últimos três anos, a Mercedes venceu 51 (86%), sendo que Hamilton subiu ao lugar mais alto do pódio em 31 ocasiões e Rosberg em 20. Os únicos a quebrarem essa hegemonia foram Daniel Ricciardo (com quatro vitórias em Canadá/2014, Hungria/2014, Bélgica/2014 e Malásia/2016), Sebastian Vettel (com três vitórias em Malásia/2015, Hungria/2015 e Singapura/2015) e Max Verstappen, em sua estreia na Red Bull, vencendo o GP da Espanha de 2016.

Em um primeiro instante a impressão é de que a Ferrari – que terminou em primeiro em quatro dos oito testes de pré-temporada – colou nessa briga, com destaque para Kimi Raikkonen, que voltou a andar rápido. A Williams, que conta com o retorno do “aposentado mais rápido do oeste”, Felipe Massa, aparece logo atrás nessa disputa, com chances de beliscar uns pontinhos na temporada.

Os destaques negativos da pré-temporada são a Sauber, que continua na rabeira do grid, e a McLaren, que não vive uma boa relação com os motores Honda. Lembrando sempre que a Manor, que disputou as últimas temporadas sem muito sucesso, não estará presente nessa temporada.

As principais mudanças técnicas da temporada buscam aumentar a velocidade dos carros. Pneus mais largos proporcionando mais aderência, asas que buscam maior lastro aerodinâmico e estabilidade, além de motores com desenvolvimento ilimitado, ao contrário das temporadas anteriores.

Tudo isso promete fazer com que a Temporada 2017, seja a melhor dos últimos anos, e caso isso não seja possível, que seja pelo menos mais disputada.


Fui!

sábado, 18 de março de 2017

O sentimento de um dia histórico

Quando o narrador do ginásio da Faefid anunciou que tinha início a partida de número 135 da Superliga, a primeira das quartas de final entre Juiz de Fora Vôlei e Funvic Taubaté, a história estava sendo escrita na cidade mineira. Com todas as cadeiras ocupadas - e mais qualquer espaço vazio possível - começava pela primeira vez na história uma partida de playoff em Juiz de Fora.

Um projeto duradouro, que completa seis temporadas seguidas na elite do vôlei nacional, já garantido na competição do ano que vem, mas que por diversas vezes esteve por um fio. Vou mais além, se não fosse o esforço dos dirigentes da equipe, inclusive com sacrifícios financeiros pessoais, não teríamos mais o JF Vôlei na Superliga A, não veríamos o principais jogadores do mundo em Juiz de Fora.

Equipes alinhadas para o Hino Nacional
Se no ano passado ficamos perto da queda, esse ano, com a parceira feita com o Sada Cruzeiro, o sonho do playoff era muito real e acabou acontecendo. E não basta classificar para a fase decisiva, o torcedor é exigente, lota ginásio, torce, vibra, e quer o resultado independente do adversário.

Com vitórias convincentes contra adversários nacionalmente conhecidos como Minas, Maringá, Montes Claros e o próprio Funvic, a equipe cresceu, emocionou, empolgou o público. Na partida de hoje foram 600 espectadores, lotação máxima, e uma hora antes da partida já não existiam cadeiras vazias... um show!

Ah... e sobre o jogo... pouco importa o resultado, a história foi escrita, e vencendo ou ganhando, essa equipe já faz parte do coração de todo juizforano apaixonado por vôlei. Foi uma partida dura, ao contrário do que muitos imaginavam. Se de um lado tinha Lucarelli, Wallace, Lucas Loh, Éder e Rapha, do outro tinha Renan - em um dia pouco inspirado - e sua trupe, o líbero Juan sempre levantando a torcida com suas defesas, o técnico Henrique Furtado e sua equipe promissora.
Marcelo Mendes conversa com Wallace após o jogo
Será que tem vaga pra ele no Sada?

O placar final marcou 3x0 pro Funvic (27x29, 23x25 e 18x25), poderia ter sido diferente se o time de Juiz de Fora não tivesse cometido erros bobos nos pontos finais dos dois primeiros sets. Prevaleceu a experiência que deu a Wallace o troféu Viva Vôlei como melhor da partida. A garotada mineira mostrou que pode jogar de igual pra igual contra qualquer um, seja com a camisa juizforana, seja com a camisa do Sada, time que detém o direito da maioria dos atletas.

Se ano que vem eles ficarão na Zona da Mata ou não, só o tempo vai dizer, a única certeza é que Marcelo Mendes - que estava na arquibancada acompanhando a partida - tem uma geração fantástica em suas mãos, e a diretoria do JF, independente da classificação, já tem o nosso respeito e admiração.


COM A PALAVRA...

... Fábio Paes (líbero do JF Vôlei)
"Eles vieram com a mesma filosofia de forçar o saque na gente. Acho que a gente conseguiu segurar horas ali bem a recepção, mas o que fez a diferença hoje foi o ataque, eles foram mais felizes no ataque. Foi um jogo decidido em detalhes".

... Cezar Douglas (técnico do Funvic)
"Sem os tempos do oitavo ponto e do décimo sexto, a gente tem que aumentar a comunicação durante os tempos técnicos e dos rodízios. Teve uma estratégia bem definida do Juiz de Fora, não vou nem citar porque a gente precisa se preparar para a próxima partida e saber que eles usaram de uma certa estratégia que funcionou. Temos que tomar cuidado e sair dela mais rápido do que saímos hoje".

... Rapha (levantador do Funvic)
"Tivemos um jogo muito difícil hoje aqui. A escolha de Taubaté de jogar a primeira fora foi muito difícil, porque o time jogando em casa, com aquela torcida , nos ajuda muito, assim como Juiz de Fora aqui, com essa torcida maravilhosa, fazendo um espetáculo sempre. Isso valoriza ainda mais nossa vitória".

... Henrique Furtado (técnico do JF Vôlei)
"Senti o grupo focado, senti o grupo lutando, senti o grupo guerreiro, da mesma forma que fizeram durante o campeonato inteiro. É necessário evoluir principalmente no ataque para a próxima partida".




Ficha Técnica

Juiz de Fora Vôlei 0 x 3 Funvic Taubaté
Ginásio da Faefid - Juiz de Fora (MG)
Troféu Viva Vôlei: Wallace (Funvic)

JF Vôlei: Rodrigo, Renan, Ricardo, Rammé, Diego, Bruno e Fábio Paes; Entraram: Juan, Adami, Moreno e Drago.
Técnico: Henrique Furtado

Funvic Taubaté: Rapha, Wallace, Lucas Loh, Lucarelli, Otávio, Éder e Mário Júnior; Entraram: Gelinski, Renan e Matheus.
Técnico: Cezar Douglas

Próximas partidas da série
23/03 - Funvic x JF Vôlei - 21h55 - Rede TV!
27/03 - Funvic x JF Vôlei - 18h30 - Sportv
01/04 - JF Vôlei x Funvic*
06/04 - Funvic x JF Vôlei*
* se necessário

Luiz Paulo Knop

sexta-feira, 17 de março de 2017

Loop: Alemanha

A Alemanha é ao lado da Espanha a maior vencedora da história da Eurocopa, com três conquistas cada. O primeiro título aconteceu na Bélgica, em 1972, quando bateu a União Soviética na decisão. Em 1996 um república que no passado teve forte influência da União Soviética perdeu na prorrogação, dando o tri para os alemães, o derrotado da vez foi a República Tcheca. Mas o time de maior destaque entre todos foi o que bateu a Bélgica em 1980. Comandado por Schumacher, Rummenigge e o jovem Lothar Matthäus, as águias europeias brilharam em competição disputada na...

... Itália, seleção que eliminou o Brasil dois anos depois na Copa do Mundo disputada na Espanha. Um dos times mais conhecidos da Itália é a Udinese, que já teve em seu plantel o alemão Bierhoff, autor do gol do título alemão de 1996 na Euro. Mas com certeza quem fez história na Bianconeri foi...


... Zico, maior jogador da história do Flamengo. O clube carioca faturou em 1980, anos do
bicampeonato alemão, seu primeiro título brasileiro. A grande decisão foi disputada no Maracanã, estádio que tem o Galinho de Quintino como o maior artilheiro de sua história. Em 1950 o estádio sediou Brasil x Uruguai, partida que deu à Celeste Olímpica o bicampeonato da...

... Copa do Mundo. Competição que voltaria às terras canarinhos em 2014, e durante a competição o Flamengo foi homenageado pela Alemanha, tendo o seu uniforme servido de inspiração para a camisa número 2 da Nationalelf. E ao que tudo indica a inspiração deu resultado. No mesmo estádio que o Mengo faturou o Brasileiro de 80, no mesmo local onde Zico fez história, a Argentina caiu na decisão que Goetze brilhou, e deu o tetracampeonato ao selecionado que aplicou a maior goleada da história da Seleção Brasileira em Copas do Mundo - competição que Zico não venceu - um 7x1 sonoro, que mostrava ao mundo quem era o grande merecedor daquele caneco:

Alemanha

quarta-feira, 15 de março de 2017

Chegou a hora dos playoffs

Chegou o momento da onça beber água, o momento de decisão da Superliga Masculina 2016/2017. A partir de agora, cada jogo vale um pedaço do título, que será disputado no dia 7 de maio no Ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte. Aliás, que acerto da CBV! A final em Brasília foi um sucesso, mas os grandes centros, que são as sedes dos times, merecem receber a grande decisão de uma das maiores ligas do mundo.

Serão quatro confrontos, em melhor de cinco. Quatro mineiros, três paulistas e um gaúcho na disputa do troféu desta temporada, ou melhor, em tentar roubar a taça do Sada Cruzeiro.

Os melhores colocados puderam escolher entre dois formatos de disputa. O primeiro era a série toda alternada, começando e terminando na casa do time de melhor campanha; o outro método era o primeiro jogo no time de pior campanha, dois no de melhor campanha e, caso necessário, quarto jogo na casa do de pior campanha e encerramento da série na casa do melhor classificado.

Vamos a uma rápida análise dos confrontos dessa fase quartas de final.

Sada Cruzeiro (MG) (1º) x (8º) Lebes Gedore Canoas (RS)

Um confronto que tem tudo para ser rápido e acabar em três jogos. O Sada preferiu jogar a série toda alternada e abrirá em casa o confronto, com expectativa e amplo favoritismo de sair na frente, ampliar a vantagem no RS e fechar a série no domingo, dia 26, em Contagem.

Quem passa? Sada Cruzeiro

Jogos:
  1. 17/03 às 19h, no Ginásio do Riacho, Contagem (MG)
  2. 22/03, às 19h30, no Ginásio LaSalle, em Canoas (RS)
  3. 26/03, às 18h30, no Ginásio do Riacho, Contagem (MG)
  4. 01/04, horário a definir, no Ginásio LaSalle, em Canoas (RS) *
  5. 06/04, horário a definir, no Ginásio do Riacho, em Contagem (MG) *

Funvic/Taubaté (SP) (2º) x (7º) JF Vôlei (MG)

A vitória do último sábado, do JF Vôlei, serviu para mostrar para o time paulista que se quiser passar do mineiro, vai ter que trabalhar bastante. Com Lucarelli voltando de lesão e entrando em ritmo, o Funvic/Taubaté conta com um arsenal na mão, mas pegará um time que evoluiu muito durante toda a temporada e promete engrossar o caldo. Não me surpreendo se a série voltar para Juiz de Fora.

Quem passa? Funvic/Taubaté

Jogos:
  1. 18/03 às 15h30h, no Ginásio da Faefid, em Juiz de Fora (MG)
  2. 23/03, às 21h55, no Ginásio do Abaeté, em Taubaté (SP)
  3. 26/03, às 18h30, no Ginásio do  Ginásio do Abaeté, em Taubaté (SP)
  4. 01/04, horário a definir, no Ginásio da Faefid, em Juiz de Fora (MG) *
  5. 06/04, horário a definir, no Ginásio do Abaeté, em Taubaté (SP) *

Sesi-SP (3º) x (6º) Minas Tênis Clube

O Sesi-SP perdeu a vice-liderança por causa do Sada Cruzeiro, que usou seus reservas contra o Taubaté na penúltima rodada. Com isso, enfrentará a tradição do maior campeão da Supeliga e um adversário que se encontrou na temporada, depois de um começo que deixou a desejar. Favoritismo paulista, vamos ver como serão os duelos.

Quem passa? Sesi-SP

  1. 18/03 às 14h10h, no Ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo (SP)
  2. 22/03, às 17h, na Arena Minas, em Belo Horizonte (MG)
  3. 26/03, às 16h, no Ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo (SP)
  4. 01/04, horário a definir, na Arena Minas, em Belo Horizonte (MG) *
  5. 06/04, horário a definir, no Ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo (SP) *

Brasil Kirin (4º) x (5º) Montes Claros

Duelo muito igual entre equipes do interior de São Paulo e interior de Minas Gerais. Em uma série que promete ser equilibrada, o Montes Claros promete fazer frente ao Kirin, pela temporada que fez. Deixando pontos pelo caminho, o time campineiro não brigou pela quarta posição, mas poderia ter feito isso pelo time que tem. Sem favoritos, promete bons duelos.

Quem passa? Montes Claros

  1. 19/03, às 15h, no Ginásio Tancredo Neves, em Montes Claros (MG)
  2. 25/03, às 14h10, no Ginásio do Taquaral, em Campinas (SP)
  3. 30/03, às 21h55, no Ginásio do Taquaral, em Campinas (SP)
  4. 03/04, horário a definir, no Ginásio Tancredo Neves, em Montes Claros (MG) *
  5. 06/04, às 21h55, no Ginásio do Taquaral, em Campinas (SP) *

Bom play-offs a todos! Promessas de boas séries de jogos, com minha aposta em uma semifinal paulista e outra mineira.

*Se necessário

Enrico Falcão Monteiro

domingo, 12 de março de 2017

Sábado de casa cheia

Em um sábado de casa cheia, JF Vôlei recebeu o Funvic Taubaté, no ginásio da Faefid, em Juiz de Fora. As equipes protagonizaram um excelente jogo de voleibol, no qual o time juiz-forano saiu como vencedor com parciais de 19×25, 26×24, 25×20, 22×25 e 15×8.

Destaque para o oposto Renan Buiatti, que liderou o time marcando 23 pontos na partida, sendo fundamental com seus ataques agressivos e bloqueios que pararam o experiente Wallace.

O jogo começou bem parelho, ambas as equipes se esforçando muito na defesa e saindo bem para os contra-ataques . Foi então que apareceu Wallace. O oposto se destacou no 1º set nos saques, sendo bem agressivo e ditando o ritmo da partida. Com isso, Taubaté abriu larga vantagem e fechou o set em 19x25.

A torcida, sabendo que o time da cidade precisava de apoio, não parou um segundo de gritar. Levados pelos torcedores, JF Vôlei mostrou raça e união no 2º e 3º set, virando a partida. Fundamento importante na virada foi o saque, dificultando a recepção da equipe de Taubaté.

No 4º set o desgaste apareceu, o ritmo já não era o mesmo e a equipe visitante aproveitou o momento para acelerar o saque com Éder e levar o jogo para o tie break.

Início do último set muito parecido com os demais, ponto a ponto e JF Vôlei mostrando muita vontade de vencer. Com ataques rápidos, a equipe de Henrique Furtado fechou o set em 15x8 para a alegria da torcida que encheu o ginásio.

Escolhendo uma palavra para descrever a performance da equipe de Juiz de Fora, seria ‘’regularidade’’. O time errou muito pouco e foi preciso nos ataques, saques e bloqueios, fazendo uma partida muito convincente e mostrando a união do JF Vôlei. 

JF Vôlei está classificado para os playoffs da Superliga com 4 rodadas de antecedência e enfrenta o próprio Funvic nas quartas de final.

João Marcos Bisca

quarta-feira, 8 de março de 2017

Saudades, Jacarepaguá

Fala galera! Tá complicado atualizar o Resenha Esportiva com a mesma frequência de antes, a vida profissional e pessoal tem me impedido cada dia mais. Mas nem por isso as ideias param de surgir... a da vez está relacionada com o Circuito de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, palco de etapas da Fórmula 1, Indy e Moto GP, e que foi demolido em 2012 para a construção de um dos complexos olímpicos que sediaram os Jogos de 2016.

Fundado em 1977, o autódromo que posteriormente viria a homenagear Nelson Piquet, sediou no ano seguinte a etapa brasileira da Fórmula 1, tirando de Interlagos o direito da mesma. De lá pra cá foram 10 corridas da categoria máxima do automobilismo mundial, nove de cada uma das categorias da Moto GP e mais cinco pela Cart (Fórmula Indy).

Tamada fatura em 2004
Entre todos os vencedores, também tivemos brasileiros. O Rio de Janeiro teve o prazer de ver Nelson Piquet faturando em 1983 e 1986 pela Fórmula 1, e André Ribeiro na primeira prova da Indy disputada em solo Brasileiro, em 1996.
  
O maior vencedor entre todas as grandes competições é Valentino Rossi. O italiano faturou as 125 cc em 1997, as 250 cc em 1999, e depois venceu quatro seguidas na categoria máxima da motovolecidade, 2000 e 2001 nas 500 cc, e já sob nova nomenclatura, Moto GP, em 2002 e 2003. Alain Prost, com cinco vitórias na F1 (1982, 1984, 1985, 1987 e 1988), aparece logo depois nessa lista.

Mas quem foi o último a vencer uma grande competição em Jacarepaguá?

Coube a Makoto Tamada, um japonês de pouca expressão nas provas da Moto GP, a vitória em 2004, último ano que o circuito carioca sediou algo mundialmente importante. O piloto teve justamente nessa temporada seu melhor desempenho em toda a carreira, vencendo as únicas duas provas de sua vida, uma delas no Brasil. Ele correu pela equipe Camel Honda e terminou o ano na 6ª colocação geral do Mundial vencido por Valentino Rossi.


Luiz Paulo Knop

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A última Liga

Fala galera! No início dessa semana, Gilvan de Pinho Tavares, presidente do Cruzeiro e da Primeira Liga, disse que a tendência é de que em 2018, a competição sofra um ajuste, diminuindo de tamanho e virando uma “Flórida Cup Brasileira”, ou seja, passará a ser um torneio de pré-temporada.

O que antes era considerado o embrião de uma liga nacional de clubes, já nasceu com problemas graves, clubes que deveriam compor não comparam a ideia, preferiram se aliar às federações estaduais em troca de privilégios. Federações, essas, que boicotaram o torneio, transformando-o em algo praticamente clandestino.

No segundo ano, mais uma penca de problemas. Coxa e Furacão pulam fora por não aceitarem a divisão das cotas de TV – entendam como pirraça – e os times que deveriam investir na competição, começam a poupar os jogadores para que usem força máxima nos estaduais, aqueles mesmos estaduais que segundo eles não valiam nada e deveriam acabar.

Com isso tudo, a única solução é transformá-la mesmo em um torneio de pré-temporada, mas com o advento da “Copa Mickey”, duvido muito que os times optem por jogar no Brasil nessa época do ano, e com isso, a edição 2017 da Primeira Liga, pode ser que seja a última.

Fui!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

NBA de Ouro

Fala galera! Quem aí curtiu o All Star Weekend da NBA? Por lá passaram os maiores astros da liga, muitos deles estiveram no Brasil em 2016 disputando os Jogos Olímpicos, que talvez seja a maior competição do basquete de seleções, acredito que a importância dela para o esporte seja equiparada ao que a Copa do Mundo representa para o futebol...

E quando falamos de Copa, sempre tem aquela zoação de torcedores, um falando que o Brasil foi campeão com o jogador do time dele, o outro falando que o time dele teve mais jogador convocado pra Seleção Canarinho... e quando o assunto é Seleção Norte-Americana de Basquete? Qual time teve mais jogadores faturando o ouro olímpico?

Pra início de conversa, vamos desconsiderar as edições anteriores a 1992, quando não eram permitidos atletas da NBA disputando competições FIBA, já que os mesmos eram considerados profissionais, enquanto que os demais eram “amadores”.

E tudo tem início com o Dream Team formado por Michael Jordan, Larry Bird e Magic Johnson, o melhor time da história do basquete mundial de todos os tempos, sem dúvida alguma. Naquela seleção, os 12 jogadores defendiam 10 equipes diferentes, sendo que Christian Laettner, de apenas 22 anos, foi convocado ainda como jogador universitário, atuando em Duke, que já era treinada por Mike Krzyewski, o Coach K, assistente técnico de Chuck Daly na seleção nacional. Naquele ano apenas Utah Jazz e Chicago Bulls levaram mais de um jogador, as demais equipes contribuíram com apenas um atleta.

Além do ouro indiscutível daquele ano, os Estados Unidos faturaram também em 1996, 2000, 2008, 2012 e 2016, não vencendo apenas em 2004, quando a equipe fez uma péssima campanha, perdendo pra Porto Rico e Lituânia na primeira fase, e caindo diante da Argentina de Manu Ginobili - o único jogador da NBA a faturar o ouro na Grécia, quando já atuava pelo San Antonio Spurs – na semi final, ficando apenas com o bronze.

Nesses seis títulos conquistados foram 72 jogadores convocados – considerando uma convocação para cada ano, independente do jogador ter sido convocado em outra ocasião – de 29 equipes diferentes (incluindo Duke).

Entre os jogadores, Carmelo Anthony é o mais vitorioso, com três ouros (2008, 2012 e 2016), além do bronze de 2004 no peito, somando quatro participações olímpicas. Tim Duncan, um dos grandes nomes recentes da NBA, fica na contramão dessa história, tendo disputado apenas uma edição dos jogos, exatamente a de 2004, e por isso não chegou ao lugar mais alto do pódio.

Outra curiosidade, apenas duas equipes tiveram três jogadores convocados para uma mesma edição olímpica. Em 2012 o Oklahoma City Thunder cedeu Russell Westbrook, Kevin Durant e James Harden para o selecionado, e no ano passado o então campeão, Golden State Warriors, contribuiu com Klay Thompson, Draymond Green e Harrison Barnes.

No computo geral, o Utah Jazz é a equipe com mais jogadores campeões, totalizando seis medalhas de ouro. Logo atrás vem o New York Knicks com cinco, seguido de Miami Heat, Chicago Bulls, Golden State Warriors, Oklahoma City Thunder e Toronto Raptors.

Confiram agora a relação de todas as equipes e todos os jogadores campeões:

6 ouros
Utah Jazz – Karl Malone (1992 e 1996), John Stockton (1992 e 1996), Carlos Boozer (2008) e Deron Williams (2008)

5 ouros
New York Knicks – Patrick Ewing (1992), Allan Houston (2000), Tyson Chandler (2012) e Carmelo Anthony (2012 e 2016)

4 ouros
Chicago Bulls – Michael Jordan (1992), Scott Pipen (1992 e 1996) e Jimmy Butler (2016)
Golden State Warriors – Chris Mullin (1992), Klay Thompson (2016), Draymond Green (2016) e Harrison Barnes (2016)
Miami Heat – Alonzo Mourning (2000), Tim Hardaway (2000), Dwayne Wade (2008) e Lebron James (2012)
Oklahoma City Thunder – Kevin Durant (2012 e 2016), Russell Westbrook (2012) e James Harden (2012)
Toronto Raptors – Vince Carter (2000), Chris Bosh (2008), Kyle Lowry (2016) e DeMar DeRozan (2016)

3 ouros
Los Angeles Lakers – Magic Johnson (1992), Kobe Bryant (2008 e 2012)
Orlando Magic – Shaquille O´Neal (1996), Penny Hardaway (1996) e Dwight Howard (2008)
Phoenix Suns – Charles Barkley (1992 e 1996) e Jason Kidd (2000)
Seattle Supersonics – Gary Payton (1996 e 2000) e Vin Baker (2000)

2 ouros
Cleveland Cavaliers – Lebron James (2008) e Kyrie Irving (2016)
Denver Nuggets – Antonio McDyess (2000) e Carmelo Anthony (2008)
Detroit Pistons – Grant Hill (1996) e Tayshaun Prince (2008)
Indiana Pacers – Reggie Miller (1996) e Paul George (2016)
Los Angeles Clippers – Chris Paul (2012) e DeAndre Jordan (2016)
Milwaukee Bucks – Ray Allen (2000) e Michael Redd (2008)
Minnesota Timberwolves – Kevin Garnett (2000) e Kevin Love (2012)
New Orleans Hornets – Chris Paul (2008) e Anthony Davis (2012)
Portland Trail Blazers – Clyde Drexler (1992) e Steve Smith (2000)
Sacramento Kings – Mitch Richmond (1996) e DeMarcus Cousins (2016)
San Antonio Spurs* – David Robinson (1992 e 1996)
* Manu Ginobili foi medalha de ouro em 2004 pela Argentina

1 ouro
Boston Celtics – Larry Bird (1992)
Brooklyn Nets – Deron Williams (2012)
Dallas Mavericks – Jason Kidd (2008)
Houston Rockets – Hakeem Olajuwon (1996)
Philadelphia 76ers – Andre Iguodala (2012)
Vancouver Grizzlies – Shareef Abdur-Rahim (2000)
Duke Blue Devils – Christian Laettner (1992)

Luiz Paulo Knop

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O melhor sexto homem

Fala galera! Desde que o prêmio de Melhor Sexto Homem da NBA - o melhor reserva do ano - foi criado, na temporada 82-83, 29 jogadores já foram premiados, entre eles jogadores que se tornariam estrelas anos depois.

O alemão Detlef Schrempf, por exemplo, foi bicampeão do prêmio em 91/92, quando atuava pelo Indiana Pacers, e depois fez muito sucesso no Seattle Supersonics, onde foi vice campeão da liga. Dell Curry, pai de Stephen Curry, recebeu a honraria em 94, quando ajudou o Charlotte Hornets a brigar por uma vaga nos playoffs, vaga essa que foi perdida apenas na última rodada, para o Miami Heat.

Toni Kukoc, Manu Ginobili, Antawn Jamison e Lamar Odom também já faturaram o prêmio, assim como o brasileiro Leandrinho, considerado o melhor reserva na temporada 2006-2007, quando o Phoenix Suns chegou nas semi finais de conferência.

Nos últimos anos um tal de James Harden, mais conhecido como Barba, faturou o troféu, ainda defendendo o Oklahoma City Thunder, e todos sabem no que ele se transformou depois disso...


Mas "o cara" desse prêmio mesmo se chama Jamal Crawford, o único na história a conquistá-lo por três vezes.

Em 2010, atuando pelo Atlanta Hawks, ele levou a franquia aos playoffs na 3ª colocação do Leste. Atuou 31 minutos por jogo, mas não começou jogando nenhuma partida. Teve média de 18 pontos por partida.

Em 2014 e 2016 ele voltou a ser eleito melhor sexto homem, em ambas atuando pelo Los Angeles Clippers, equipe que defende até hoje.

Confiram abaixo a relação de todos os vencedores do prêmio:

1982-83 - Bobby Jones - Philadelphia 76ers
1983-84 - Kevin McHale - Boston Celtics
1984-85 - Kevin McHale - Boston Celtics
1985-86 - Bill Walton - Boston Celtics
1986-87 - Ricky Pierce - Milwaukee Bucks
1987-88 - Roy Tarpley - Dallas Mavericks
1988-89 - Eddie Johnson - Phoenix Suns
1989-90 - Ricky Pierce - Milwaukee Bucks
1990-91 - Detlef Schrempf - Indiana Pacers
1991-92 - Detlef Schrempf - Indiana Pacers
1992-93 - Clifford Robinson - Portland Trail Blazers
1993-94 - Dell Curry - Charlotte Hornets
1994-95 - Anthony Mason - New York Knicks
1995-96 - Toni Kukoc - Chicago Bulls
1996-97 - John Starks - New York Knicks
1997-98 - Danny Manning - Phoenix Suns
1998-99 - Darrel Armstrong - Orlando Magic
1999-00 - Rodney Rogers - Phoenix Suns
2000-01 - Aaron McKie - Philadelphia 76ers
2001-02 - Corliss Williamson - Detroir Pistons
2002-03 - Bobby Jackson - Sacramento Kings
2003-04 - Antawn Jamison - Dallas Mavericks
2004-05 - Ben Gordon - Chicago Bulls
2005-06 - Mike Miller - Memphis Grizzlies
2006-07 - Leandrinho - Phoenix Suns (foto)
2007-08 - Manu Ginobili - San Antonio Spurs
2008-09 - Jason Terry - Dallas Mavericks
2009-10 - Jamal Crawford - Atlanta Hawks
2010-11 - Lamar Odom - Los Angeles Lakers
2011-12 - James Harden - Oklahoma City Thunder
2012-13 - J.R. Smith - New York Knicks
2013-14 - Jamal Crawford - Los Angeles Clippers
2014-15 - Lou Williams - Toronto Raptors
2015-16 - Jamal Crawford - Los Angeles Clippers (foto)
2016-17 - ???

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Top 5 - Camisas diferentes na NBA

Fala galera! Outro dia em um grupo de amigos estávamos falando sobre as camisas de manga da NBA, e não soubemos definir se achamos feias porque não estamos acostumados ou porque realmente são feias. Durante o assunto, lembramos de algumas camisas "diferentes" que já passaram pela liga e resolvi fazer um Top 5 das que eu vi em quadra. Os critérios são simples: camisas que foram usadas durante a década de 90, só vale camisa de time que ainda está na ativa e não vale camisa que seja "limpa", sem desenhos que diferenciem das camisas normais.

5. Detroit Pistons - Grant Hill
A camisa aparece após o fim da "Era Bad Boys" e vai até o início dos anos 2000, quando Grant Hill, o maior nome da equipe após a aposentadoria de Isiah Thomas, vai para Orlando Magic. Infelizmente a camisa fica marcada por um período sem títulos da franquia.

4. Phoenix Suns - Charles Barkley
Com direito a disputar uma decisão de NBA contra o Chicago Bulls de Michael Jordan, a camisa faz sucesso na primeira metade dos anos 90. Barkley é o grande nome do time, mas John Paxson acertou uma cesta de 3 faltando 3.9 segundos e finalizou a série em 4-2, dando o tricampeonato ao time de Phil Jackson.

3. Denver Nuggets - Dikembe Mutombo
Com o pivozão congolês no comando do time, a torcida do Colorado esperava mais da equipe. Mas se dentro de quadra os resultados foram ruins, fora dela, a camisa entrou pra história.


2. Utah Jazz - John Stockton
Um trio praticamente imbatível com Malone, Stockton e Hornacek, mas que tem como ponto negativo ter existido na mesma era que Scott Pipen e Michel Jordan foram comandados por Phil Jackson. Azar da franquia de Salt Lake City, que foi vice-campeã em 97 e 98, e nos deixou essa bela camisa.

1. Toronto Raptors - Vince Carter
A única equipe canadense ainda ativa na NBA foi fundada em 1995 e de cara já chamou a atenção nas prateleiras das lojas de material esportivo. A camisa com o dinossauro estampado virou item de colecionador, ainda mais depois que Vince Carter fez história nos torneios de enterrada vestindo a número 15.

Gostaram das cinco escolhas? Tenho certeza que vocês poderiam trocar alguma delas pela camisa do Hawks, do Sonics e até mesmo do Magic. Coloquem aí nos comentários!

Fui!

Luiz Paulo Knop

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