sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Pedir "desafio" no futebol, será que funciona?

Fala galera!

Hoje mais cedo estava assistindo a um programa esportivo na hora do almoço (sem merchan aqui!) com meu pai e estávamos vendo o que aconteceu nos jogos da Copa do Brasil, na quarta-feira. Estávamos revendo os melhores momentos e comentamos sobre o lance do jogo do Cruzeiro, onde Júlio Baptista fez um gol em posição legal, mas foi assinalado impedimento. O gol daria ao Cruzeiro, naquele momento, uma vantagem por 2 a 0 sobre o Santos, relativamente tranquila para o jogo da volta.

Já estamos cansados de ver erros de arbitragem e sabemos que isso já virou algo tácito de uma partida. Dificilmente você assistirá uma partida onde sua interpretação confrontará com a do árbitro. Seja num lance de falta, seja num possível cartão amarelo ou vermelho, seja num lance onde a bola saiu ou não saiu. Ainda mais se nosso time estiver em campo, temos a tendência de sermos menos imparciais ainda. Erros de arbitragem são comuns e uma partida é pura interpretação, por isso temos a figura do juiz. Se não fosse, não precisaríamos tê-los em campo.

Bem, e o que isso tem a ver? Na verdade, meu pai e eu discutimos sobre como poderiam ser evitados os erros mais fatais, mais agudos. São os casos de gols legais, mas anulados por impedimento. Ou então chutes onde a bola quica dentro do gol, próximo da linha, mas os gols não são validados. Infelizmente, se formos deixar isso apenas a cargo dos árbitros e auxiliares, estamos carecas de saber que não funciona. No Campeonato Carioca, por exemplo, temos mais dois auxiliares (um do lado de cada gol) e mesmo assim erros escandalosos continuam acontecendo.

Foi aí que pensamos no tal do "desafio", que já faz parte da regra de alguns esportes, como o vôlei e o tênis, pra citarmos os mais famosos. No tênis, por exemplo, se você acha que uma bola dada como boa foi fora (ou vice-versa), basta pedir para que o juiz revise o lance e pronto. Cada tenista tem direito a um número determinado de desafios por sets, o que eu acho justo, para que eles não abusem desse "benefício". No vôlei, a situação é semelhante. E muitos jogos são decididos e têm suas histórias mudadas graças a esses pedidos de desafio.

Será que funcionaria no futebol? Se cada técnico tivesse direito a um desafio por tempo (ou por jogo, não sei). Num lance duvidoso de impedimento, por exemplo, o auxiliar seria instruído a deixar o jogo rolar. Caso fosse gol, o técnico adversário teria a chance de pedir o desafio. O mesmo serviria para um chute ou uma cobrança de falta onde a bola bate no travessão e quica perto da linha, gerando dúvida se entrou ou não. Uma equipe com uma televisão e acesso às câmeras de gravação dos estádios já seria o suficiente para tirar quaisquer dúvida. Como empecilho, existe o custo extra de pagar os equipamentos, profissionais e logística. Além disso, causaria um "intervalo" de cerca de um minuto durante o jogo, com os nervos a flor da pele.

Eu não sei, acho que dificilmente isso acontecerá um dia, mas acho que seria de grande utilidade. Já ficou chato ver erros drásticos de arbitragem em todos os jogos. E isso acontece sempre, em todas as ligas, em todos os países. Com certeza, muita gente acha que "hoje erra contra, amanhã erra favor e tá tudo certo". Mas não sei, é duro ver um trabalho de um ano de uma equipe com a possibilidade de ir por água abaixo por causa de um erro humano, que poderia ser evitado (ou, pelo menos, corrigido). Este com certeza é um assunto bem polêmico e ouso dizer que se levantássemos uma enquete, o resultado seria próximo do meio a meio.

Perdemos em emoção, ganhamos em justiça.

Até a próxima!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

324 dias depois...

Fala galera! Na noite da última terça-feira presenciamos a queda da Portuguesa de Desportos para a Série C do Brasileirão. Após péssima campanha, faltando ainda cinco rodadas para o fim do campeonato, e não existem mais chances matemáticas para resgatar a Lusa.

Uma história que começou no dia 9 de dezembro de 2013, um dia após a última rodada do Brasileirão de 2013. Nesse dia foi identificada uma possível irregularidade da Lusa, que até então havia se assegurado na Série A de 2014, e a possibilidade de punição rebaixaria o time paulista.

O resultado todo mundo já sabe, punição ao clube paulista que "tomou" o lugar que pertenceu a Fluminense e Flamengo na queda para a Série B.

Veio 2014, uma das primeiras ações da diretoria foi abrir mão de qualquer recurso (após o julgamento do Pleno) para reingressar na elite, em troca disso conseguiu um empréstimo para quitar dívidas e planejar o ano.

Mas a vaca já estava com um pé no brejo...

Eliminada na primeira fase do Paulistão, a equipe se complicou logo de cara na Série B. Já na primeira rodada, com a partida contra o Joinville em andamento, uma liminar fez com que o jogo fosse paralisado. O papel dizia que a Lusa havia recuperado o lugar na Série A até segunda ordem. Os jogadores não queriam sair, mas sob pena de prisão ficaram sem ter o que fazer. Partida suspensa aos 18 minutos do primeiro tempo.

Com a liminar caçada a equipe acabou perdendo o jogo, alegando abandono de campo, e já iniciou sua campanha na lanterna.

Faltando cinco rodadas para o fim, uma campanha pífia: 3 vitórias, 12 empates e 18 derrotas. Foram 25 gols marcados e 52 sofridos. A equipe está 5 pontos atrás da penúltima colocada e 17 atrás do Oeste, primeiro time fora da zona de rebaixamento. Ou seja, não existem mais chances de salvação.

O rebaixamento confirma o que pode ser considerada a maior crise da história do clube do Canindé. Pela primeira vez na história a equipe disputará a Série C. A Portuguesa de Dener, Paulinho McLaren, Alex Alves e Djalma Santos respira por aparelhos.

Uma nova redução na arrecadação da equipe pode significar o fim do clube.

Um clube que em apenas 324 foi do céu ao inferno, uma instituição que em menos de 1 ano virou um Titanic do futebol.

Os próximos capítulos desse filme ainda são um mistério, melhor aguardar e torcer para que o final dessa vez seja feliz.

Fui!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Fantasma em campo

Fala galera! Depois de um bom tempo sem postar alguma curiosidade da Galeria Januário de Oliveira, abri mão de uma imagem que estou guardando desde o Campeonato Carioca desse ano.

Era a última rodada da fase de classificação, o Boavista enfrentava o Bangu em busca do título da Taça Rio. A Cabofriense perdia por 4x0 para o Flamengo, e nessa situação se o time de Saquarema marcasse um gol ficaria com a taça.

27 do segundo tempo... o jogo está morno e o troféu está nas mãos do time de Cabo Frio, mesmo com a derrota... Américo Faria, o treinador do Boavista resolve colocar o time pra frente, abre mão do lateral esquerdo Romarinho e coloca o volante/meia Vitor Hugo. Agora vai!

Eu acompanhando o jogo pelo "tempo real" da Globo.com levo um susto, quando no minuto seguinte eu vejo Romarinho chutando ao gol...

Januário de Oliveira achou a narração do site sinistra, muito sinistra, mas abriu exceção para uma possível explicação. É que o no ataque do time de Saquarema estava Romário, que havia entrado no lugar de Diogo. Com certeza na hora da digitação a confusão aconteceu.

Se a desculpa não é essa, a única coisa que posso imaginar é que um fantasma entrou em campo e chutou a bola, ou que o Boavista atuou com 12 jogadores...

Com fantasma, com 12, ou de qualquer jeito, no fim das contas o Boavista marcou um gol aos 47 do segundo tempo e faturou a Taça Rio.

Fui!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Taça Cidade Maravilhosa

Fala galera! Semana passada contamos a história da Copa Bandeirantes, torneio relâmpago disputado no ano de 1994 no estado de São Paulo. Para os cariocas não ficarem com ciúme, resolvi mostrar também um pouco da Taça Cidade Maravilhosa, torneio realizado no ano de 1996 só com clubes da capital do Rio de Janeiro.

Contando com a presença dos quatro grandes - Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco - e de quatro clubes de menor porte - América, Bangu, Madureira e Olaria - a tabela previa que todos jogassem contra todos em turno único e a equipe com a maior pontuação se sagraria campeã ao final da disputa. A disputa aconteceu entre os dias 27 de janeiro e 8 de março, servindo como preparação para a temporada.

Em virtude da participação do Fogão na Libertadores, sua partida da 4ª rodada contra o Madureira teve que ser adiada, só vindo a acontecer antes da rodada final. Ironia do destino, as duas equipes lideravam a disputa e uma vitória do Glorioso lhe daria o título antecipado.

Agendada para o dia 29 de fevereiro, a partida terminou com vitória botafoguense por 3x0, garantindo assim o título da única edição da competição para o time de General Severiano. Abaixo assistam os melhores momentos da partida válida pela última rodada entre Botafogo e Flamengo, partida sem peso para o campeonato, mas que foi a entrega da premiação alvinegra.



Tabela Completa

1ª rodada
Madureira 2-1 Olaria
Botafogo 3-1 America
Fluminense 4-1 Bangu
Vasco da Gama 0-0 Flamengo

 
2ª rodada
Madureira 1-1 Flamengo
Olaria 2-2 America
Bangu 1-1 Vasco da Gama
Botafogo 2-0 Fluminense


3ª rodada
Botafogo 2-0 Olaria
Bangu 0-2 Flamengo
Fluminense 1-1 Madureira
Vasco da Gama 2-0 America


4ª rodada
Vasco da Gama 6-2 Olaria
Bangu 2-0 America
Flamengo 2-1 Fluminense
Botafogo 3-0 Madureira - realizado entre a 6ª e 7ª rodada

A equipe completa no jogo decisivo contra o Madureira

5ª rodada
Fluminense 2-0 Olaria
Madureira 1-0 Bangu
Flamengo 2-1 America
Botafogo 5-3 Vasco


6ª rodada
Fluminense 2-4 Vasco da Gama
Madureira 1-0 America
Olaria 1-1 Flamengo
Botafogo 4-0 Bangu


7ª rodada
Bangu 3-2 Olaria
Fluminense 2-2 America
Botafogo 2-2 Flamengo
Vasco da Gama 0-1 Madureira


Classificação Final
1. Botafogo - 19
2. Madureira - 14
3. Flamengo - 13
4. Vasco - 11
5. Fluminense - 8
6. Bangu - 7
7. América - 2
8. Olaria - 2

Artilheiros
10 gols - Túlio (Botafogo)
5 gols - Aílton (Fluminense)
4 gols - Romário (Flamengo) e Válber (Vasco)

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Jeremy Lin, o nerd da NBA: chegou a hora da verdade

Fala galera!

Se vocês acompanham NBA de uns 2 ou 3 anos pra cá, é bem provável que já tenham ouvido falar no nome de Jeremy Lin. A história do garoto é interessante. Tem nome e cara de chinês, mas nasceu nos EUA, em Los Angeles. Largou a universidade de Harvard para jogar basquete pelo Golden State Warriors (2010/2011). Jogou pouco e foi dispensado. Assinou com o New York Knicks, onde sua carreira, de fato, explodiu. Deu-se início até à LINSANITY (como analogia no futebol, podemos citar, por exemplo, a Jamesmania). Pela equipe de New York, atuou na parte final da temporada 2011/2012 e anotou médias de 14,6 pontos e 6,2 assistências. O Madison Square Garden fervia praticamente todo jogo. Sua camisa era a segunda mais vendida entre todos os atletas da NBA na temporada, só perdendo para Derrick Rose. No auge de suas partidas fora do comum, Lin foi até eleito vencedor no "jogador da semana".

Como o contrato com os Knicks era de apenas 1 ano, ele já virava agente livre. E dos cobiçados. O dinheiro falou mais alto e o nerd do barulho se mandou para o Texas, armar as jogadas no Houston Rockets. O problema é que todos esperavam o Jeremy Lin do New York Knicks. O Lin que pegou um Knicks de Mike D'Antoni desanimado e deu alegria aos torcedores. Com toda a sua expectativa, a crítica caiu em cima após não conseguir ser regular em Houston. Mesmo assim, atuando em todos os jogos da temporada 2012/2013, o armador teve médias razoáveis de 13,4 pontos e 6,2 assistências.

Na última temporada, Lin perdeu espaço no Houston e virou rotina assistir aos jogos do Rockets e vê-lo no banco reserva. Nas 71 partidas que atuou, ele se fez presente no quinteto titular apenas em 33. E nem assim suas médias foram baixas. Lin anotou uma média de 12,5 pontos e 4,1 assistências. Agora ele vai para o Los Angeles Lakers, outra franquia onde o peso da camisa é muito grande.

O que esperar de Lin nos Lakers? Pode-se esperar coisas boas, mas sem sonhar com o Lin da época do LINSANITY. Por mais que fique com dois dígitos na média de pontos, contribua com cestas importantes e faça seu trabalho da melhor maneira, Lin será cobrado por atuações iguais as do tempo de Knicks. O povo quer ver ele virando jogos, quer ver cestas vencedoras e por aí vai. Ele não é craque, no entanto não pode ser descartado neste momento da carreira. 

Agora acreditem se quiserem: comecei a escrever este post e estava pronto pra falar que ele seria reserva do veterano Steve Nash e, se acontecer o que aconteceu em 2013/2014, teria diversas oportunidades para mostrar seu valor, já que, em fim de carreira, Nash seguirá tendo problemas de lesão e cederá minutos à Lin. No entanto, ao mesmo tempo que estou escrevendo o post, estou vendo NFL pela ESPN e acabou de ser dada uma notícia de que Steve Nash perderá toda a temporada da NBA, novamente por lesão. Ou seja, os minutos que seriam cedidos a Lin poderão ser multiplicados agora.

Para finalizar, ele terá a sorte de atuar em uma das franquias que mais atraem o público, independente do momento que esteja. E por mais que a equipe passe por dificuldades, ele não terá toda a pressão e qualquer lampejo vai enlouquecer a torcida.

A sorte pode estar ao lado de Lin, resta saber se ele saberá aproveitar.

Até a próxima!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Copa Bandeirantes 1994

Fala galera! Até 2003, com a criação do Estatuto do Torcedor, era muito comum que a fórmula das competições variassem de um ano para o outro, também era frequente a criação de várias competições paralelas, na maioria das vezes estaduais. Um dessas competições aconteceu no ano de 1994 em São Paulo, foi a Copa Bandeirantes.

Realizada pela Federação Paulista de Futebol, o torneio aconteceu entre o dia 18 de julho e 11 de agosto e contou com a participação das equipes melhores classificadas nas três divisões do Paulistão 94. As equipes foram divididas em 2 grupos de 4 equipes, classificando para a final o melhor de cada chave. Na primeira fase cada time jogou contra as equipes do mesmo grupo em partidas de ida e volta, totalizando 6 confrontos.

Os grupos foram divididos da seguinte forma:

Grupo A
Timão campeão da Copa Bandeirantes

São Paulo - 2º no Paulistão
Corínthians - 3º no Paulistão
Novorizontino - 6º no Paulistão
Araçatuba - 1º na Segunda Divisão

Grupo B
Palmeiras - 1º no Paulistão
Santos - 4º no Paulistão
América de São José do Rio Preto - 5º no Paulistão
Nacional - 1º na Terceira Divisão

Ao final das 6 rodadas a classificação ficou da seguinte forma:
* Lembrando que na época a vitória ainda valia 2 pontos

Grupo A
1º - Corínthians - 10 pontos
2º - Novorizontino - 8 pontos
3º - São Paulo - 3 pontos
4º - Araçatuba - 3 pontos

Grupo B
1º - Santos - 9 pontos
2º - América - 7 pontos
3º - Palmeiras - 5 pontos
4º - Nacional - 3 pontos

Com isso as equipes de Santos e Corínthians se classificaram para as finais, que seriam disputadas em jogos de ida e volta, porém com as duas partidas sendo jogadas no Morumbi.

No primeiro jogo uma chuva de gols! Com gols de Marcelinho Carioca, Wilson Mano, Marques, Zé Elias e dois de Viola, o Corínthians meteu 6 no Santos, que ainda descontou com dois de Cerezo e um de Marcelinho Paraíba. No jogo da volta o empate por 1x1, gols de Demétrius para o Santos e Gralak, de falta, para o Timão, fez com que a única edição da Copa Bandeirantes fosse para o Parque São Jorge.


De quebra o Corínthians faturou uma vaga para a Copa do Brasil de 1995, competição que ele viria a conquistar pela primeira vez.

Iniciativas como essa não contam com mais espaço no calendário, a solução seriam os Torneios de Verão, como já falamos por aqui, mas falta vontade aos dirigentes do nosso futebol...

Qualquer dia voltamos com mais torneios relâmpagos!

Fui!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O São Paulo e a Copa do Brasil

Fala galera! Outro dia brincava com um amigo torcedor do São Paulo sobre a história do clube do Morumbi na Copa do Brasil. Na ocasião ele disse que a falta de títulos do tricolor na competição se devia à excessiva participação do clube na Libertadores, já que por muitos anos os times que disputavam a competição internacional não disputavam a copa local.

Mas será que isso é uma justificativa plausível? Vamos aos fatos e tirem suas conclusões.

Até hoje foram 26 edições da Copa do Brasil, incluíndo 2014, e entre 2001 e 2012 as equipes que jogaram a Libertadores não participavam da competição, ou seja, por 12 anos.

Vamos começar com esses 12 anos então...

Como a fórmula impedia que os times disputassem os dois torneios, o São Paulo ficou de fora de 7 edições da competição, assim como o Santos. Os dois foram os recordistas de participação na Libertadores entre 2001 e 2012. Nesse meio tempo o São Paulo faturou uma Libertadores e foi vice em outra oportunidade. Também chegou duas semifinais. Na Copa do Brasil foi semifinalista em duas edições.

O Santos teve campanha idêntica na Libertadores, mas na Copa do Brasil foi melhor, faturando o título em 2010.

Com os números em dia, vamos ao histórico total da competição. Os clubes que mais edições disputaram até hoje foram Atlético Mineiro e Vitória, que ficaram de fora em apenas uma oportunidade. Nenhum dos dois chegou ao título até então. Na sequencia temos Bahia, Remo e Vasco, e só o time carioca faturou a competição, em 2011.
Bragantino despacha o São Paulo em 2014

Goiás com 22 e Botafogo com 21 seguem a lista, também sem títulos. Junto ao alvinegro vem o Grêmio, com 21 participações e 4 títulos, o recordista ao lado do Cruzeiro. Com 20 participações aparecem Fluminense, Inter, Coritiba, Santa Cruz e Sport. Logo depois vem o Corínthians com 19 e o Cruzeiro com 18.

Mas e o São Paulo?

No início apenas o campeão e vice do Paulistão disputavam a Copa do Brasil, assim como em boa parte dos estados, não existia classificação por ranking nacional. Com algumas campanhas ruins dentro do estado, o Soberano disputou 14 das 26 edições, ficando de fora em 12 oportunidades (já mostramos que 7 delas em virtude da Libertadores).

Nessas 14 oportunidades a equipe foi vice-campeã em 2000, quando foi derrotada pelo Cruzeiro. Nas edições de 2002 e 2012 a equipe foi derrotada nas semifinais. Em 2014 o time do Morumbi não está entre os 4 classificados para as finais, ou seja, mais uma temporada sem títulos.

Será que em 2015 essa história vai mudar? Ou será que os são-paulinos não estão nem aí pra essa seca na Copa do Brasil?

Agora é com vocês!

Fui!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Bagunça à Mineira

Fala galera! No último sábado aconteceu a decisão do Campeonato Mineiro de Vôlei Masculino, vencido pela quinta vez consecutiva pelo Sada/Cruzeiro, um dos principais times do país. Na final o time de Contagem bateu o Minas por 3 sets a 0 em apenas 1h18 de partida.

O Campeonato Mineiro contou com apenas quatro equipes, além dos dois finalistas, UFJF, de Juiz de Fora, e Montes Claros. Na primeira fase as quatro equipes se enfrentaram em turno e returno, classificando as quatro (!!!) para as semifinais.

UFJF x Sada no 1º turno do Mineiro 2014
Pelo regulamento as semifinais e finais aconteceriam no ginásio do melhor classificado na fase inicial, no caso dessa temporada, em Contagem, casa do Cruzeiro. As partidas estavam marcadas para os dias 18 (semifinais) e 19 (final) de outubro, e todos os jogos decisivos teriam a transmissão da TV Alterosa, afiliada mineira do SBT.

Tudo certinho, times se preparando, excursões, amistosos... tudo de acordo... até que na quarta-feira, dia 15, a TV Alterosa entrou em contato com a Federação Mineira de Vôlei informando que não mais transmitiria as partidas, para decepção dos torcedores.

Só que o problema não parava por aí... devido a este fato, a FMV resolveu antecipar as partidas, transferindo as semifinais para sexta, dia 17, e a final para sábado, dia 18. Para o Cruzeiro e o Minas, menos mal, estão perto do Ginásio, mas para os clubes do interior, que teriam que viajar, que transtorno!!!

A UFJF fez uma reclamação formal à FMV, disse que só foi comunicada da mudança na quarta depois das 22 horas. Isso fez com que o time tivesse que alterar completamente e bruscamente o cronograma de treinamentos e viagens.

Rodrigo recebe prêmio de melhor da partida na Argentina
Diante disso me lembrei da conversa que tive com Rodrigo, levantador do time de Juiz de Fora e que na temporada passada defendeu o São Bernardo, de São Paulo. Após o jogo contra a UPCN, tetracampeã argentina, entre outras perguntas - que falaremos e um post futuro - lhe questionei sobre a diferença de competitividade entre o Campeonato Mineiro e o Paulista, se os times paulistas entravam mais preparados na Superliga. A resposta foi bem simples e objetiva:

"O Campeonato Paulista é maior, tem mais equipes, e com isso eles começam a treinar antes. Eles ganham ritmo de jogo mais rápido que a gente, mas acredito que com trabalho como o que estamos fazendo aqui em Juiz de Fora essa diferença não chega a ser grande na Superliga. Compensamos com muito treinamento e vários amistosos, como esses contra os times argentinos."

E aí eu te pergunto... se os times mineiros fazem o possível para recuperar o tempo perdido nessa fase pré-Superliga com treinamentos e amistosos, uma antecipação de partida como essa, ainda mais em cima da hora, pode ou não prejudicar o planejamento?

Na minha visão a alteração é prejudicial, e muito, mesmo que por um dia apenas!


Fui!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Parece basquete, mas é futebol. Veja quem são os jogadores mais altos

Fala galera!

Peter Crouch e seus 2.01m
Nós temos aqui no Resenha uma categoria muito interessante - e que sempre atrai bastante visitas - que chamamos de Lista Esportiva. Como o próprio nome diz, listamos algo interessante, seja lá qual for o esporte. Já listamos os 10 jogadores mais velozes, os 15 jogadores mais bem pagos das Américas, os 10 maiores salários do esporte, os melhores goleiros do mundo e até mesmo 5 esportes bem diferentes.

No futebol, se um jogador tem técnica, velocidade, sabe driblar e é multifuncional, já deu o primeiro passo para ser bem sucedido. Mas isso não é tudo, não podemos ter preconceito com jogadores grandões. Alguns grandões são só bons de corpo e de cabeça, e pronto. Mas alguns, mesmo que poucos, também possuem certa agilidade e técnica. Estava curioso e decidi procurar quais são os maiores jogadores do futebol. Imaginei que fosse encontrar praticamente goleiros nessa lista, mas passei longe.

Uma lista com 10 jogadores altos seria fácil. É só sairmos procurando goleiros e zagueiros. Mas o ponto positivo é que são 10 jogadores altos e bons (ou, pelo menos, razoáveis) e que já tiveram certo sucesso em suas carreiras no futebol.

  • 10º: Peter Crouch - atacante inglês - 2.01m
  • 9º: Stefan Maierhofer - atacante alemão - 2.02m
  • 8º: Jan Koller - atacante tcheco - 2.02m
  • 7º: Nicola Zigic - atacante sérvio - 2.02m
  • 6º: Lacina Traore - atacante marfinense - 2.03m
  • 5º: Tor Hagne Aaroy - atacante norueguês - 2.04m
  • 4º: Vanja Ivesa - goleiro croata - 2.05m
  • 3º: Yang Changpeng - atacante chinês - 2.05m
  • 2º: Kristof Van Hout - goleiro belga - 2.08m
  • 1º: Paul Millar - atacante escocês - 2.08m

Na lista, temos jogadores até bem famosos, como é o caso de Peter Crouch, o 10º da lista, que já foi até centroavante inquestionável da seleção da Inglaterra. É o caso também de Traore, que atua pelo Mônaco e pela seleção da Costa do Marfim. Lembrei bastante do Jan Koller, o gigante tcheco, que eu costumava jogar no video-game. Era bola pra linha de fundo e cruzamento pro careca guardar. Na liderança dos jogadores mais altos, temos um empate entre o goleiro Van Hout e o atacante Paul Millar.

Tenho certeza que, durante a infância (e com certeza depois dela também), todos esses jogadores citados acima ouviram a famosa pergunta de "você tem mais de 2m de altura e joga futebol ao invés de basquete??".

Até a próxima!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Democracia Corinthiana

Fala galera! Estamos em período eleitoral e sempre que as eleições se aproximam escutamos várias vezes o termo democracia. Mas afinal, o que é essa tal de democracia e qual a relação dela com o esporte?

A democracia, em resumo, é uma forma de governo onde todos participam direta ou indiretamente (quando escolhem seus representantes) das decisões e rumos de um país, estado, cidade, clube ou até mesmo condomínio. Ou todos decidem, ou escolhem alguns representantes para decidir por eles, e a decisão sempre levará em conta a vontade da maioria.

Na escolha dos presidentes dos clubes ou das entidades esportivas costuma ser assim, pelo menos deveria ser é o que parece aos olhos do torcedor. E a junção da democracia com o esporte teve seu ápice na década de 80, mais precisamente no Sport Club Corínthians Paulista, o Timão.

Em 1982 a equipe contava com craques do quilate de Sócrates, Zenon, Wladimir e Casagrande, apenas Casão ainda não havia defendido a Seleção Brasileira. Com campanhas ruins em 81 somadas à saída de Vicente Matheus da presidência, o novo presidente instituiu uma nova gestão no clube, a autogestão, onde jogadores, diretores, comissão técnica e funcionários do clube debatiam os rumos que deveriam tomar, seja para contratação de jogadores, seja para definir metas, para planejar concentrações ou regras a serem seguidas.

Nesse período também era forte a luta pelas Diretas Já, movimento que brigava pelo voto direto no Brasil, e Sócrates era um das lideranças do movimento, transformando-se no grande líder dessa geração corintiana também.

No fim das contas o resultado foi positivo, dois paulistas conquistados e todas as dívidas do clube quitadas. Se a democracia ajudou, não podemos afirmar, mas que o período foi o mesmo, isso foi.

Anos depois, até os dias atuais, atletas que participaram daquele grupo costumam questionar a eficácia do movimento, dizem que de democracia não tinha nada, quem decidia por baixo dos panos eram os líderes do movimento, e os outros eram obrigados a bater palma e aceitar calados.

Rafael Cammarota, goleiro da equipe na época e com boas passagens pelos clubes paranaenses, e Leão, contratado em 1983, criticaram veementemente o modelo implantando, segundo eles era um grupo baderneiro, que mudavam o horário do treino da manhã porque tinham bebido a noite toda.

O ex-goleiro do Coxa diz que "De democracia não tinha nada. Era um movimento bom para os que comandavam, mas os outros só batiam palma. A Democracia Corintiana tinha os quatro traíras: Sócrates, Wladimir e Casagrande, que era bocudo, além do Adilson Monteiro Alves".

Leão complementa dizendo que "Era a democracia que 'você pode fazer tudo, desde que eu permita'. E não via a democracia, via a anarquia. Era cara bebendo na sala do treinador, outro dormindo na maca porque ficou na farra na noite anterior. Jogador treinando bêbado. Tinha dia que o treino estava marcado para 8 horas da manhã. Chegava lá e perguntava: ‘Cadê o pessoal do treino?’ E respondiam: ‘Não tem treino agora, foi transferido para o período da tarde’. ‘Por quê?’ ‘Teve uma festa ontem à noite e passaram para tarde’.

Eu fico com a opinião dos dois goleiros, tal qual hoje na política, a democracia só existia "pra boi dormir", ela só funciona para alguns, a democracia atual termina quando você se opõe a uma opinião, não existe respeito.

Mas essa é só minha opinião... Tirem suas próprias conclusões...

Fui!

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