sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Resenha Entrevista - Teliana Pereira

Fala galera! Uma semana após o Rio Open e com muito assunto pra falar sobre tênis, eis que surge a oportunidade de contato com a tenista número 1 do Brasil, Teliana Pereira.

Teliana nasceu em Águas Belas, cidade do Vale do Ipanema, no Agreste de Pernambuco, em 20 de julho de 1988. Filha de José e Maria Nice e com mais seis irmãos, ela se mudou para o Paraná aos 8 anos. Após boas atuações no juvenil, iniciou a carreira profissional em 2005, ainda aos 16 anos.

Foi medalha de bronze nas duplas no Pan do Rio de Janeiro em 2007, atuando ao lado de Joana Cortez.

Em 2011 chega ao topo do tênis brasileiro e em 2013 faz história ao entrar no top 100 da WTA, feito que não acontecia com uma brasileira desde 1990. Mas estar entre as 100 ainda era pouco, ela queria mais, e alcançou a 87ª colocação em outubro do mesmo ano, se tornando a 5ª tenista brasileira da Era "pós-Maria Ester Bueno" a entrar no top 90.

Em 2014 fez história ao chegar nas semifinais do Rio Open, maior torneio de tênis da América Latina e além de participar dos quatro Grand Slams do ano ainda faturou sua primeira vitória, ao bater a tailandesa Luksika Kumkhum por 2 sets a 1 com parciais de 4/6 - 6/1 - 6/1.

Agora vamos ao que interessa! A nossa entrevista!! Diga lá Teliana Pereira!!!

No Rio Open de 2014 ao garantir vaga na semifinal
Resenha Entrevista - Normalmente o esporte feminino tem menos espaço na mídia do que o masculino, isso consequentemente deve atrair um número menor de patrocinadores. Como você analisa essa questão? É complicado montar um calendário de eventos até o fim do ano com uma limitação financeira?
Teliana Pereira - No meu caso é diferente. Tenho bons patrocínios, Correios, Deloitte, Estácio, ASICS e o apoio da Confederação Brasileira de Tênis desde que me tornei numero 1 do Brasil e entrei no top 200 em 2013. Com isso posso fazer meu calendário tranquilamente e focar apenas dentro da quadra.

RE - Em 2013 você alcançou a melhor marca de uma brasileira no ranking desde o final da década de 80, chegando à 87ª colocação. Qual a importância dessa conquista para você e para o tênis feminino do Brasil?
TP - Em 2013 entrei no top 100 pela primeira vez, foi um dos objetivos traçados para aquele ano. Quando cheguei naquele ranking e no ano passado disputando as chaves de Grand Slam, as outras meninas passaram a acreditar que elas também poderiam chegar.

RE - Em 2014 você participou da chave principal dos quatro Grand Slams, feito inédito em sua carreira, chegou até a segunda rodada em Roland Garros. Para 2015 como está seu planejamento? Como fica seu calendário para esse ano?
TP - No segundo semestre de 2014 quase não pude jogar por problemas no joelho. Agora estou zerada e pronta para fazer outro ótimo ano. O objetivo é jogar as chaves de Grand Slam e ir longe. E também ganhar um WTA. O ranking será consequência dos bons resultados e por isso não penso muito.

Eu e Teliana no Rio Open 2015, dia de fã
RE - Como você tinha muitos pontos a defender nesses últimos meses, acabou caindo um pouco no ranking. O que é preciso para se garantir na chave principal dos Grand Slams sem ter que passar pelo qualifying? Vale a pena tentar torneios mais fortes ou é mais importante garantir pontos em torneios menores para buscar essa classificação?
TP - Estou disputando alguns torneios Challenger (nível médio) para ganhar ritmo e confiança, consequentemente alguns pontos para voltar ao top 100. Roland Garros e Wimbledon ainda estão longe, mas ter bons resultados agora vai me dar condições de entrar direto na chave principal.

RE - A nova geração de tenistas começa a dar fruto. Bia Haddad e Gabriela Cé fizeram boas campanhas no Rio Open. Ainda temos a Laura Pigossi e a Paula Cristina Gonçalves. O Brasil trabalha para ter um time forte na Fed Cup ou ainda é muito cedo para sonhar com isso? E com relação às Olimpíadas de 2016, qual sua expectativa para esse time? Como será a missão de liderar essas meninas?
TP - Eu foco em fazer o meu trabalho e jogar o meu melhor. Torço muito para as meninas chegarem a disputar os grandes torneios, todas tem condições e quando estamos juntas tento passar um pouco da minha experiencia para elas. Disputar as Olimpíadas é objetivo para o ano que vem, conquistar uma medalha seria maravilhoso, quero ter bons resultados agora para no ano que vem estar mais experiente e confiante nesse período.

RE - O Rio Open se tornou uma referência na América Latina para os torcedores do tênis. Eu estive no complexo nesses dois anos e tive a oportunidade conhecer jogadores, treinadores, ver os treinos e grandes jogos. A facilidade com que temos acesso a vocês nos deixa ainda mais apaixonados pelo esporte. Qual a importância de um evento dessa magnitude para o nosso país? Para os tenistas, é um sentimento diferente jogar diante da sua torcida?
TP - Eu digo que o Rio Open é "O TORNEIO" para mim. Muito importante estar junto a uma grande torcida, minha família e amigos. Por isso é uma semana única. Vejo as meninas mais novas me olhando e se inspirando em mim, fico muito feliz com tudo isso. Faz com que o tênis feminino continue crescendo.

Rio Open 2015
RE - Em entrevista coletiva Guga disse que falta investimento no esporte. Ele comenta também que o Rio Open é um evento de alto nível de estrutura mas que pelo fato de não ser uma estrutura fixa, ter que montar e desmontar tudo a cada ano, não fica um legado para os atletas. Qual a sua opinião sobre essa questão da estrutura e do complexo do Jóquei Clube?
TP - Sei pouco sobre os custos e a estrutura do evento. Mas acredito que ter um complexo fixo para promover esses grandes eventos como o Rio Open, Copa Davis e torneios de médio porte, fica muito mais fácil e barato. O tênis ganha muito com tudo isso.

RE - Pra encerrar. Qual o jogo mais marcante de sua carreira? Qual a partida que você considera a mais importante até hoje?
TP - Tenho vários jogos marcantes. Não consigo apontar apenas um.
Eu digo que a minha primeira vitória em Grand Slam, ano passado em Roland Garros foi marcante.
A vitória nas oitavas do WTA de Bogotá contra a Alizé Cornet, foi um momento que dei um grande passo na minha carreira.
E a semana do Rio Open 2014, onde os três jogos foram especiais com toda a torcida.

É isso aí galera!! Essa foi Teliana Pereira, tenista nº 1 do Brasil. Agradecemos a gentileza da Teliana que desde o primeiro contato se mostrou disponível conosco. Desejamos uma ótima temporada pra ela, que possa voltar ao top 100 o quanto antes, e porque não, alçar um voo mais alto em breve?

Por hoje é só galera! Valeu!!

Fui!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Carioca Sub-20

Fala galera! O Campeonato Carioca 2015 segue a linha do famoso Caixão 2002. Pra quem não sabe, naquela temporada foram disputados os torneios regionais (Torneio Rio-SP, Copa Sul-Minas, Copa do Nordeste e etc) e com isso os grandes times do Rio disputaram o estadual com times reservas ou até mesmo de juniores.

Mas por que a semelhança se os times não estão entrando com reservas? A coincidência está na desorganização da Ferj (se é que entre 2002 e 2015 houve algum campeonato bem organizado por lá). Um campeonato onde nem mando de campo existe, a federação coloca o jogo onde quer, é ela também que define o preço dos ingressos que será praticado. E ainda temos que aceitar a Lei da Mordaça (que a justiça determinou ser ilegal) e a Lei da Meia Entrada Universal (que também foi questionada pela justiça).
Fluzão comemora o Caixão 2002

Pra piorar ainda tivemos um Flu x Vasco disputado no Engenhão ao invés de ser jogado no Maracanã só porque titio Eurico brigou porque queria a torcida do clube de São Januário no lugar que era de direito antes da entrada do Consórcio Maracanã (a história completa aqui). Pra evitar uma briga com o homem do charuto cubano, e sim, o Fluminense tem direito de escolher o lado já que é o mandante e tem um contrato com o consórcio, a Ferj remarcou para o Engenhão que está com capacidade reduzida em virtude de obras, e conseqüentemente teve remarcar o jogo entre Madureira x Flamengo, que aconteceria lá (diga-se de passagem, equivocadamente, já que essa partida deveria por tradição acontecer em Conselheiro Galvão).

Como já falei outras vezes, não tem mais espaço para os estaduais no nosso calendário, vou bater nessa tecla até que provem o contrário. Aquela questão de que os clubes pequenos morreriam não cola mais, já que mesmo com os estaduais eles estão morrendo. Para terem uma ideia, nas 5 primeiras rodadas do Cariocão 2015, o Volta Redonda, equipe que tem um bom estádio, acumulou prejuízo de mais de R$ 30 mil, enquanto que a Ferj teve um lucro líquido de mais de R$ 400 mil.

Está na hora dos grandes usarem times sub-20, já que não lhes é permitido o simples abandono da competição. Está na hora dos pequenos se unirem, montarem uma Liga forte que faça com que as partidas sejam atrativas.

Enquanto isso não acontecer, continuo falando: os estaduais acabaram.

Fui!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Rio Open 2015

Fala galera! Terminou no último domingo a segunda edição do Rio Open 2015, o maior torneio de tênis da América Latina, que reuniu jogadores do calibre de Rafael Nadal e David Ferrer, no masculino, e Sara Errani, no feminino. Os títulos ficaram com Ferrer e Errani, fugindo um pouco da expectativa do público, que esperava o bicampeonato de Nadal, eliminado na semi por Fabio Fognini.

Também pela segunda vez tive a oportunidade de estar presente no evento. Se em 2014 estive no sábado das semifinais, dessa vez resolvi "ir mais cedo". Fui na terça e na quarta, jogos da primeira e segunda rodada, e talvez por ser início de torneio, foi muito melhor do que no ano anterior.

Logo de cara já tive a oportunidade de "dar de cara" com vários tenistas, o que não aconteceu em 2014. Foram fotos e mais fotos... de Fognini e Robredo a Paula Cristina Gonçalves e Gabriela Cé, passando até pelo Smigol, repórter do Sportv (ou sei lá por onde ele anda). A proximidade dos atletas era impressionante, ano passado não tive essa experiência.

Me impressionou também a evolução da estrutura, desde a entrada do complexo até as lojas e lanchonetes. Ah! E não podia me esquecer dos banheiros!!! O setor mais criticado em 2014 foi o que mais evoluiu em 2015. Banheiros limpos, cheirosos e que tinham inclusive sabão, algo que não se viu no ano passado.

Os stands dos patrocinadores promoveram várias brincadeiras para interação do público, além de fotos e autógrafos dos jogadores, muito legal!

E olha que nem comecei a falar dos jogos hein... são várias quadras que rolam partidas e treinos simultâneos e você tem acesso a todo o complexo durante todo o dia, independente do horário da sessão que você comprou. Aliás, completando essa informação, se você comprou ingresso pra sessão da manhã, você pode ficar o dia todo no complexo, porém só poderá entrar na quadra central durante os jogos daquela sessão, o mesmo vale pra parte da tarde, e essa é a única diferença nos ingressos.


Enfim, pra quem gosta de tênis é uma experiência única, não quero nem pensar na possibilidade de não estar presente no próximo ano.

Mas pra não dizerem que eu só elogiei, aí vão duas críticas. A primeira é com relação a retirada dos ingressos. Comprei antecipada, como muita gente, e fiquei praticamente 40 minutos na fila apenas para retirá-los, é uma espera absurda pra um evento desse porte.

A outra é com relação aos participantes, tragam mais (ou outros) jogadores de elite em 2016, ver Nadal, Ferrer, Robredo e Fognini todo ano enjoa, vamos pensar em Monfils, Tsonga, Nishikori, Dmitrov... e sou humilde, nem to pedindo Federer, Djokovic e Murray...

Por hoje é isso...

Fui!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O mito Tom Brady

Fala galera! Thomas Edward Patrick Jr., mas podem chamá-lo de Tom Brady, esse é o nome de um dos maiores jogadores da história da NFL, o ganhador do prêmio de MVP do Super Bowl XLIX que aconteceu no último dia 1º de fevereiro, em Phoenix, Arizona.

Brady nasceu em San Mateo, California, e começou a jogar futebol americano ainda criança. Torcedor do San Francisco 49ers e fã de Joe Montana, usou o ídolo como inspiração para a carreira.

Depois de estudar na Universidade de Michigan e liderar sua equipe a um título de Big Ten Conference em 1998 e do Orange Bowl de 2000, o camisa 12 seria recrutado na 6ª rodada do draft do mesmo ano, sendo apenas a 199ª escolha de um draft que não foi nada agradável para os quarterbacks.

Como terceiro reserva na temporada 2000/2001, Brady atuou pouco tempo pelo New England Patriots, completando apenas um dos três passes tentados. Na temporada seguinte o QB titular, Drew Bledsoe, se machucaria na segunda partida, abrindo espaço para Tom Brady atuar.

Depois de duas partidas regulares ele começou a mostrar o que poderia fazer na liga. Virou o jogo contra o San Diego Charges e passou para 364 jardas, com dois touchdowns. Dali em diante nada mais pararia o mito e ele nunca mais seria reserva da equipe.

Até hoje foram seis participações em Super Bowls com quatro títulos, os quatro que a franquia já conquistou até hoje, Além disso detém vários recordes na decisão da NFL como por exemplo o maior número de passes para touchdown e o maior número de passes completados em um Super Bowl.

Conquistou o prêmio de MVP da temporada regular nos anos de 2007 e 2010 e do Super Bowl em três ocasiões: 2002, 2004 e 2015. Além disso foi selecionado 10 vezes para o Pro Bowl, o jogo das estrelas da NFL.

Ah!! Mas pra ser o nosso destaque do mês não bastam esses recordes, é necessário também ser casado com a modelo brasileira Gisele Bündchen e ter dois filhos com ela...

Agora vocês concordam com o nosso indicado?

Fui!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A folia não pode parar

Fala galera! Foi tempo que carnaval e futebol caminhavam lado a lado, em uma época não muito distante muitos boleiros passavam a "grande festa popular" na avenida desfilando em carros e alas das escolas de samba. Outros tantos se contentavam com os camarotes, normalmente patrocinados por alguma cervejaria.

Era comum ver Romário, Vampeta, Renato Gaúcho, Edmundo... o Animal inclusive já teve um problema sério com o carnaval quando atuava pela Fiorentina. Romário é outro que já fez aposta com o então treinador Johan Cruyff em seus tempos de Barcelona, claro que ele ganhou a aposta e pode participar dos desfiles.

Mas repararam que hoje as coisas estão mudadas? Além desses jogadores politicamente corretos no dia a dia, também não temos mais os "bad boys" do carnaval. Não temos jogadores "descumprindo regras".
Diretoria do Burro à postos

Mas já que os jogadores de hoje não querem nada (ou são obrigados e moldados a não querer nada), nossos blogueiros não perderam tempo e caíram na folia!!! Esse ano o Resenha Esportiva patrocinou e participou do Bloco Burro da Praça, que acontece todo sábado de carnaval na cidade de Além Paraíba, Minas Gerais.

O Burro da Praça é o famoso "concentra mas não sai" e a cada edição é escolhido o Burro do Ano. Em 2015 tivemos a 20ª edição do bloco e sendo assim não foi escolhido um novo Burro. No lugar dessa eleição foi feita uma homenagem aos condecorados nos primeiros 19 anos de evento.

Coincidentemente ainda tive a oportunidade de reencontrar um ex-colega de peladas e que acabou virando jogador profissional, o lateral esquerdo Zé Rodolpho.

Zé jogou comigo em alguns clubes quando mais novo, aos 19 anos foi para o Juventude, de Caxias do Sul. Ainda passou por alguns clubes do Brasil e até mesmo pelo Livorno, da Itália. Perguntei ao Zé porque ele havia parado de jogar tão cedo, já que ainda está com 30 anos.

Ele foi seco na resposta: quando o meu empresário faleceu eu resolvi parar, tudo ficou mais difícil sem ele. Seu último clube foi o River, do Piauí, em 2013. O que dá pra notar que a vida dos jogadores em os empresários não é nada fácil...

E nessa mistura de carnaval com futebol é que nos despedimos por hoje. Espero que já estejam todos recuperados da ressaca! E até o Burro da Praça 2016!!!

Fui!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

50 tons de tatuagem

Fala galera!


As 50 "tatuagens" de Zlatan Ibrahimovic
O jogador sueco Zlatan Ibrahimovic dispensa maiores apresentações. Todos sabemos que, além de muita bola no pé, Ibra também é conhecido por ser marrento, atirado e - para muitos - metido. Concordo que ele passe essa idéia para muita gente, até mesmo pra mim. Não é raro vermos ele se auto-intitulando como "Deus do futebol", ou causando brigas com os técnicos dos seus times ou então sendo grosseiro com os repórteres esportivos.

Mas toda essa sua idéia pode ter mudado a partir do dia 14 de Fevereiro de 2015. Em jogo válido pelo campeonato francês, Ibra entrou em campo como se fosse apenas mais um jogo de sua carreira. O palco era o estádio do PSG, o Parc des Princes. O resultado também não foi nada de mais, pois a partida terminou empatada em 2 a 2, contra Caen. Mas tudo aconteceu após Ibra marcar o primeiro gol de sua equipe. Ao comemorar - mesmo consciente de que tomaria o famoso cartão amarelo - Ibrahimovic tirou sua camisa na comemoração. Para surpresa, ele apresentou um corpo totalmente tatuado, muito mais do que nas últimas comemorações ou aparições sem camisa. A quantidade de tatuagem virou até manchete no mesmo dia. Este aqui é o vídeo da comemoração. E clicando aqui, você pode ver o vídeo do Projeto, que Ibra postou em suas redes sociais no dia seguinte à comemoração.

Mas o que está por trás de todas aquelas tatuagens, é um motivo muito mais nobre do que puramente estético. Ibra tatuou em seu corpo 50 nomes diferentes. Amigos? Família? Ídolos? Nada disso, são 50 nomes de desconhecidos. 50 nomes de pessoas que fazem parte de um projeto da ONU que luta contra a fome mundial. Na verdade, são 50 pessoas que recebem este auxílio das Nações Unidas. O projeto foi elaborado por Marina Catena, diretora do programa de alimentação mundial das Nações Unidas, e prontamente aceito por Ibrahimovic. As tatuagens não são verdadeiras, mas espera-se que a idéia por trás de todos os riscos e desenhos seja. Ibra disse "são apenas 50 nomes de 805 milhões. O meu corpo é grande, mas não tão grande para colocar todos".

Algumas das tatuagens que Ibra "desenhou" em seu corpo
A fome está presente no dia a dia das pessoas. E não é diferente na vida dos jogadores. Muitos deles, em suas infâncias, tiveram problemas com (a falta de) comida. Ibra foi só mais um deles. Talvez isso tenha inspirado ainda mais o craque sueco a apoiar o projeto. Ele ainda disse que "queria ajudar o programa para ver essas pessoas, esses nomes, em destaque. São apenas 50 nomes, mas estamos falando de 805 milhões que passam fome".

Essa homenagem que Ibra fez poderia se tornar algo mais casual no esporte. Ao invés de comemorações que vangloriam músicas, bandas ou algo do tipo, tenho certeza que comemorações "sociais" dariam um retorno legal, nem que seja apenas pelo marketing. Fico na torcida para que esse projeto que Ibra topou participar sirva de impulso e estímulo para que outros atletas façam o mesmo, não só no futebol.

Num mês ontem os 50 tons de cinza estão na moda, não faria mal nenhum se tivéssemos 50 tons de caridade também...

Até a próxima!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Nas mãos do Estado

Fala galera! Que a situação do futebol carioca é ruim ninguém tem dúvidas, se chegarmos ao ponto de chamarmos de crítica chega a ser elogio, mas uma situação preocupante toma conta da Série A do Cariocão 2015. Dos 12 clubes de menor porte, vamos desconsiderar os quatro grandes, pelo menos oito dependem direta ou indiretamente da ajuda das prefeituras locais, descartando apenas os três times da cidade do Rio de Janeiro (Bangu, Bonsucesso e Madureira) e o Tigres, de Xerém, distrito de Duque de Caxias, que é um clube gerenciado por empresários.

A situação não é confortável pelo fato de que na política tudo muda e com uma velocidade tremenda. Podemos lembrar um caso clássico, o São Caetano, que através de seu presidente Nairo Ferreira de Souza, conseguiu estreitar os laços com a prefeitura da cidade, fazendo com que o clube se tornasse uma das principais equipes do país no início dos anos 2000.

Outro caso marcante é do Ipatinga, que após o título mineiro de 2005 se manteve entre os principais clubes de Minas, chegando à elite do futebol brasileiro na temporada 2008. Após campanha ruim na Série A e no Mineiro daquele ano, ambas com rebaixamentos consumados, os torcedores foram perdendo o interesse pelo clube, que com isso migrou para Betim em 2012, retornando para Ipatinga no ano seguinte, mas sem muito sucesso desde então.

O que me preocupa nesses casos é que a política se move a uma velocidade intensa e sem responsabilidade alguma. Um belo projeto de clube pode ruir com a troca de um prefeito, até mesmo de um secretário de esportes. E ainda existe a questão de justiça, será que é justo que o povo banque esse projeto com tantas prioridades a serem resolvidas em nosso país?

Eu particularmente gosto do apoio que as prefeituras dão, mas acredito que tal apoio deveria constar em decreto, obrigando que os governantes seguintes (e aí se estipularia um prazo mínimo para o projeto acontecer) não acabem com a parceria. Mais do que isso, é importante que se fiscalize o destino do dinheiro empregado. Feitas essas mudanças é só partir pro abraço!

Só que ainda tem um outro problema que precisa ser contornado, com o "doping financeiro" das prefeituras, times de tradição mas que não contam com esse aporte acabam perdendo espaço. Bangu e América são os melhores exemplos no Rio de Janeiro e podemos citar até a Portuguesa, em São Paulo. Enquanto pequenas agremiações aparecem na elite, essas equipes históricas somem. Claro que a incompetência administrativa também pesa contra, mas seria aliviada com grana em caixa.

O que pensam disso?

Fui!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Shev Shev Shev Shevchenko

Fala galera!

Se eu pedir pra uma pessoa falar o nome de uma personalidade ucraniana, é bem provável que a pessoa pense, pense, pense e não saiba citar ninguém. Nem cantor, nem político, nem ator. Mas se você gosta de esporte - principalmente futebol, neste caso - tenho certeza que o nome de Andriy Shevchenko sairia quase que espontaneamente da sua boca. Pois é, hoje a homenagem do Resenha é pra ele, considerado o maior futebolista da história da Ucrânia, desde sua independência.

Mesmo sendo filho de soldado do exército, Shevchenko sempre teve posição de destaque nos esportes. Antes do futebol, já havia se dedicado ao golfe e ao hóquei no gelo. Aos 9 anos, entrou para as categorias de base do Dínamo Kiev, o time mais importante da Ucrânia. Porém, em 1986, quando Shev faria 10 anos, a tragédia de Chernobyl foi crucial em sua vida. Após as mortes de muitos amigos e pessoas próximas, decidiu dar mais valor ao seu e ingressar de vez no mundo da bola. Se destacou cada dia mais e passou a ser reconhecido internacionalmente, como em um torneio sub-14 que disputou e foi artilheiro.

Sua carreira foi meteórica e ele passou por poucos times. Aos 18 anos, em 1994, foi admitido na equipe principal do Dínamo. Jogou lá até 199. Foram 166 jogos e 94 gols (média de 0.56 gol/partida). Chamou atenção das principais equipes do mundo e foi para o Milan, onde viveu seu melhor momento da carreira. Não é a toa que todos lembra dele com a camisa do time italiano e é considerado por lá como um dos melhores atacantes que já passaram por Milão. Com uma média de quase 0,6 gol/partida, Shev balançou as redes 173 vezes, em 296 partidas. Depois disso, jogou 2 anos no Chelsea e foi emprestado de volta para o Milan por 1 ano. Em 2009, voltou para seu time raiz, o Dínamo, onde jogou até 2012 para encerrar sua carreira. Agora aposentado, ele se dedica à carreira política em seu país.

Entre seus títulos, tem de tudo um pouco: campeonato ucraniano, copa da Ucrânia, supercopa da Ucrânia, campeonato italiano, Copa da Itália, supercopa da Itália, Copa da Inglaterra, Copa da Liga Inglesa e uma Liga dos Campeões (2002/2003).

Na seleção, não foi diferente. Foi goleador desde jovem. Jogou na Ucrânia sub-18, sub-21 e na seleção principal. Num total de 126 jogos, marcou 59 vezes. Se na semana passada eu falei que joguei muito com o Allen Iverson nos jogos de NBA quando era mais novo, lembro até hoje de que sempre que jogava Winning Eleven e enfrentava a Ucrânia, era marcação serrada contra Shevchenko. Se jogasse com ele no meu time, era toque na frente e correria sem fim. Na master liga, era praticamente obrigação contratá-lo para ser não só meu velocista, mas também meu artilheiro. Sempre com sua tradicional camisa 7.

Valeu Shev!

Você será sempre a "personalidade" ucraniana que saberei citar...

Até a próxima!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Salve Fogão!!

Fala galera! O Botafogo vive talvez a pior crise desde sua fundação, em 1894, mas as primeiras decisões do novo presidente, o morador da cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro, Carlos Eduardo Pereira, parecem dar fôlego e nova cara ao clube.

Com algumas receitas desbloqueadas e com o retorno do Engenhão, o "efeito borboleta" muda de lado e os ventos parecem soprar a favor do clube de General Severiano, mesmo sendo obrigado a disputar a Série B do Campeonato Brasileiro em 2015.

A medida mais radical adotada pelo presidente foi fixar o teto salarial em R$ 50 mil por mês, exceção feita a Jéfferson (R$ 380 mil) e Marcelo Mattos (R$ 200 mil) que já estavam no elenco e não tiveram seus salários alterados. Pra mim o maior acerto no pouco tempo de gestão dessa diretoria. O mercado está inflacionado, existe uma dificuldade enorme em atender os salários que os jogadores pedem, mas essa batida de martelo pode ser considerada um marco no futebol "pós-Copa". Esse não é um valor baixo, é um ótimo salário para o nosso país.
Alisson e Bill - só 50 mil e olhe lá

E é possível perceber que a diretoria não abrirá mão desse teto, já que que recusou alguns atletas - que não podem nem ser considerados uma "Brastemp" - oferecidos ao clube por extrapolarem o limite definido.

Com essa medida a folha salarial do clube que girava na casa dos R$ 4 milhões no final de 2014 cai para aproximadamente R$ 1,5 milhão. A expectativa da diretoria é de que com esses valores seja possível honrar com os compromissos. O mesmo pensa os atletas, que dizem valer mais os 50 mil no banco dos que os 200 mil "voando".

Espero de coração que o Botafogo tenha sucesso nessa temporada, torço para que sejam vice do Carioca e da Copa do Brasil (não dá pra torcer contra o Flamengo né?) e para que faturem a Série B com folgas, Esses resultados podem criar uma nova filosofia financeira no futebol nacional, e sendo assim os clubes poderão repensar suas dívidas e gastos para um futuro próspero.

Caso esse sucesso não aconteça, espero que a diretoria não perca a linha, não saia gastando mais do que recebe, pois se o que aconteceu em 2014 continuar se repetindo, General Severiano pode ficar somente na história, como já aconteceu com América e Bangu.

Fui!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O retorno do líder

Fala galera! Na última semana o Cruzeiro anunciou a contratação do zagueiro Paulo André, ex-Corínthians, e que estava jogando no futebol chinês. O jogador de 31 anos ganhou destaque por liderar o movimento Bom Senso FC, que briga por melhorias no futebol nacional.

Como um dos "cabeças" ele travou várias batalhas através de sites e jornais. Uma de suas grandes discussões aconteceu com o "todo poderoso" Eurico Miranda, hoje presidente do Vasco. Na ocasião o ex-deputado acusava os jogadores pela má gestão dos clubes, já que os mesmos exigiam salários astronômicos e exigem mordomia nas concentrações. Paulo André alegou que quem inflaciona o mercado são os gestores e criticou as condições das categorias de base dos clubes, inclusive dando exemplos de São Januário, onde esteve em 2002, era o estopim pra confusão...

Pouco depois desse episódio aconteceu o "cala a boca" no zagueiro, sua venda para o Shangai Shenhua, mesmo ele dizendo que não pretendia sair do país naquele momento. Muito se especulou sobre o objetivo real dessa transferência, nada se provou, mas a verdade é que sem o xerifão por aqui, o movimento diminuiu suas ações, perdeu um pouco de força, e hoje é pouco lembrado pelos meios de comunicação.

Com Paulo André repatriado o movimento volta a ganhar força, os primeiros burburinhos já começam a surgir e prometem não se calar.

Será que agora vai? Tomara que sim...

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