terça-feira, 13 de setembro de 2016

Paracom isso

Estamos em meio aos Jogos Paralímpicos e estamos assistindo a vários paratletas disputando diversas paraprovas e ganhando muitas paramedalhas. Percebeu algo estranho nessa sentença? Pois é disso que falo hoje.

Que os Jogos Paralímpicos (que já foram chamados Paraolímpicos) estão sendo um sucesso ninguém duvida. Os brasileiros se destacando, recebendo apoio das arquibancadas, além de um ótimo clima nas arenas tem sido uma marca do Rio 2016.


Mas pra ser franco com você, não gosto muito da alcunha "paratleta". Calma, já me faço entender e começo com uma breve explicação sobre processo de formação de palavras, lá da sexta série: o "para" é um prefixo de origem grega e significa algo do tipo: "ao lado" ou "próximo". Algo semelhante à ideia de paralelo (que por sinal tem a sua origem no grego PARA ALLELOIS ou "ao lado do outro"). O mesmo raciocínio serve para uma organização paramilitar, que é uma organização militar formada por pessoas não ligadas à organização militar oficial.

Dessa forma, não me soa tão estranho se chamarmos o evento de Jogos Paralímpicos, uma vez que ocorre de forma paralela ao evento maior. Mas o nome paratleta nunca me soou de maneira simpática porque me parece colocá-los em um escalão paralelo como se fosse inferior, o que pra mim não faz muito sentido.

Prova disso foi o ouro na prova dos 1500 metros conquistado na classe T13 pelo Argelino Abdellatif Baka, cujo tempo seria suficiente para levar o caneco na disputa dos Jogos Olímpicos.

Por isso eu defendo que não são paratletas olímpicos, são atletas paralímpicos, o que pode parecer um trocadilho mas que tem sentidos completamente diferentes. Ah, antes que eu me esqueça: eles não estão disputando paramedalhas em paraprovas!

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Óculos do bem

Fala galera!  Em meio à festa olímpica e o espírito de irmandade que rodeia o nosso país, aproveitamos para repensar conceitos e passamos viver mais humanamente. Dessa forma, é uma oportunidade única de colocar o nosso semelhante como prioridade e nos ajudarmos uns aos outros.

Foi com essa ideia que surgiram os Óculos do Bem (ODB)! E como funciona a iniciativa? Para cada produto vendido, é doado um produto relacionado para alguém que passa necessidade. Ou seja, para cada par de óculos de sol que é vendido, um par de óculos de grau é doado para quem precisa. As pessoas que recebem a doação são de comunidades carentes, em especial crianças, afinal elas são as que mais precisam para se desenvolver e não atrapalhar aprendizado. As doações ocorrem de acordo com o ritmo das vendas. Quanto mais frequente forem as vendas, mais frequente serão as doações. As doações são organizadas pela equipe da ODB junto com o CR Flamengo e em conjunto com parceiros e voluntários.
Além disso, de acordo com a página na internet, os produtores dos óculos de grau doados são moradores de rua (abrigados em albergues), refugiados e ex-presidiários.  Eles participam de um programa onde produzem os óculos de grau durante o dia e estudam à noite. Suas rendas estão diretamente atreladas ao número de óculos doados. Comprando um Óculos do Bem, você ajuda os produtores a se reinserirem na sociedade e a terem uma vida digna.

Os ÓculosDoBem são uma linha especial da marca de óculos GIV.ON Eyewear (www.givon.com.br) e a produção é toda feita no Brasil. A proposta da ODB é deixar um forte legado social, por isso para cada óculos de sol que for vendido, um óculos de grau será doado para alguém em necessidade. Simples assim, é 1-pra-1.
É a ODB em parceria com o Flamengo em prol de um bem maior. E o Resenha Esportiva apoia a iniciativa!
Participe você também e ajude a construir um futuro melhor!


Canais de Comunicação ODB

Você também pode acompanhar a ODB Flamengo pelo Instagram e Facebook.


video

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O grito da independência

O ano era 1999. A Seleção Brasileira era dirigida por Luxemburgo, e acabara de se sagrar campeã da América ao derrotar o Uruguai no estádio Defensores del Chaco, em Assunção. Pelo caminho, eliminou os argentinos com uma vitória por 2 a 1, com direito a pênalti defendido por Dida.

Já no mês de setembro do mesmo ano, dois amistosos foram agendados entre Brasil e Argentina, sendo um em cada país. A primeira partida, realizada no Monumental em Buenos Aires era considerada a revanche pelos hermanos, que em um bom jogo conseguiram sair com a vitória por 2 a 0 em uma fraca apresentação da Seleção Brasileira. Os gols estão no primeiro vídeo, a seguir:


A segunda partida dessa série de amistosos, a terceira dentro do mesmo ano, seria realmente aquela que definiria quem era o freguês de quem. O Estádio Beira Rio foi o escolhido para o tira-teima do ano.

E esse último amistoso foi em uma data especial: Dia 7 de setembro de 1999, dia da Independência do Brasil. Um clima patriótico tomou conta do estádio desde a entrada dos times. E além disso, ainda existia um ingrediente extra em tudo, que eram as escalações, realmente verdadeiras seleções.

E não poderia ter acontecido nada que não fosse um jogo histórico! Em uma tarde inspirada, Rivaldo marcou 3 gols e foi o grande nome daquele feriado. O Brasil venceu por 4 a 2 e definitivamente mostrou o motivo de poder ostentar as 4 estrelas no peito (até então).

Se você não se lembra, vou deixar o vídeo falar por mim.


Ficha do jogo

BRASIL 4 X 2 ARGENTINA

Data: 07/09/1999 (Terça-feira)
Local: Beira Rio, Porto Alegre (Brasil)
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Gols: Rivaldo(Brasil), aos 40 e 42min do primeiro tempo e aos 25min do segundo tempo; Ayala(Argentina), aos 46min do primeiro tempo; Ronaldo(Brasil), aos 38min do segundo tempo; e Ortega(Argentina), aos 44min do segundo tempo;


Brasil:
Dida, Cafu, Antônio Carlos, Scheidt, Roberto Carlos, Vampeta (Marcos Assunção), Émerson, Zé Roberto (Juninho Pernambucano), Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho (Élber)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Argentina:
Bonano, Vivas (Hussaín), Ayala, Samuel, Zanetti, Verón (Schelotto), Redondo (Simeone), Sorín, Ortega - Crespo (Cláudio Lopez), Kili González (Gallardo)

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Misha, o urso imortal

Se em uma postagem recente eu falei sobre cerimônias de abertura e sobre como uma Pira Olímpica não deve ser acesa, hoje vou para o outro extremo da competição: a cerimônia de encerramento. Mas, ao contrário daquela oportunidade, dessa vez eu vou falar sobre aquilo que deu certo, sobre uma cerimônia que entrou para a História como a mais marcante de todos os tempos. E esse marco possui a forma de um simpático urso e tem nome: Misha.

O ano era 1980. Os Jogos eram realizados em Moscou, capital da então União Soviética, e foram boicotados pelos estadunidenses. Pior para eles, que perderam a oportunidade de presenciar, além de grandes disputas, a marca que simbolizaria as Olimpíadas daquele ano.


A cerimônia de encerramento geralmente é marcada por pontos como a Pira Olímpica sendo apagada, uma ode ao próximo país sede e algumas danças folclóricas que porventura tenham sido deixadas de fora da cerimônia de abertura. Mas Moscou tinha mais a apresentar ao mundo. O mascote Misha, que acompanhou todo o desenrolar dos jogos, foi o astro maior daquela cerimônia. Em um jogo sincronizado de placas nas arquibancadas, fizeram com que ele chorasse o fim dos Jogos, naquela que se tornou a imagem mais emblemática de todas as cerimônias de encerramento. Ao final, a despedida apoteótica aos céus coroou Misha para sempre.

Quer conferir como foi? Acompanhe o vídeo e veja como os presentes também se emocionaram.




Misha foi mais longe do que qualquer outro mascote (com o perdão do trocadilho), se tornando uma marca mundialmente famosa e rendendo bons dividendos aos seus criadores, algo que foi curioso, pois veio justamente da URSS. Mas o mundo não estava preparado para simplesmente tê-lo apenas nas memórias. Nos Jogos Olímpicos de inverno de 2014, realizado em Sochi, na Rússia, eis que uma figura familiar aparece! Oficialmente, o mascote ficou sem nome para que todos nós pudéssemos rever aquela figura lendária na tela da TV. Na cerimônia de encerramento, o mundo olhava aquele urso (devidamente agasalhado com seu cachecol) com ar nostálgico, quando de repente... Bom, assistam ao vídeo abaixo:




A sua fama corre o mundo esportivo até os dias de hoje. Tanto que o Comitê Olímpico, durante uma promoção dos Jogos do Rio 2016 "convidou" alguns mascotes de Olimpíadas anteriores. Chamaram justamente aqueles das últimas competições (2012 em Londres, 2008 em Pequim, 2004 em Atenas) e... e... o de Moscou 1980! Sim, ele tem moral...



 

Por essas e outras que podemos dizer: Misha é o urso imortal!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Até breve

Com o apagar da chama olímpica ontem no Maracanã, chegou ao fim mais um ciclo olímpico. Heróis consagrados e vilões eleitos, vimos o Brasil com a sua melhor campanha na história dos Jogos. É bem certo que não atingimos a meta de ficar entre os 10 primeiros, mas considero que a ausência do atletismo da Rússia pode ter desequilibrado um pouco o quadro de medalhas.

Phelps foi o grande nome dos primeiros dias, Bolt dominou as disputas no período intermediário e o Brasil deu o ar da graça fechando apoteoticamente com as conquistas dos homens no vôlei e futebol nos templos cariocas.

As cerimônias foram um caso à parte, com mensagens à humanidade que fizeram do Rio 2016 uma edição icônica, como bem disse Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional. E a torcida? Ah, a torcida... Fez de cada corrida um Maracanã, cada disputa foi um Fla-Flu, e grandes nomes do esporte mundial puderam sentir o calor que só o brasileiro é capaz de colocar no esporte. Alguns se deram bem, já outros...

De qualquer forma, esse ainda não foi um adeus. É um até breve, afinal de contas agora é hora de nos prepararmos para os Jogos Paraolímpicos. Que nossos atletas brilhem e agigantem o nome do Brasil, como sempre fizeram!

Tenho certeza de que foi emocionante vivenciar esses dias de disputas. Que venham as Paraolimpíadas!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Sobre vaias e mimimis

Lavilleni, Thiago e Sam Kendricks
Thiago Braz conquistou uma medalha de ouro histórica no salto com vara.  Além de bater o francês Renaud Lavillenie, o brasileiro quebrou o recorde olímpico e colocou seu nome junto aos grandes do esporte.

Apesar de toda essa festa brasileira, um fato marcou a disputa fora da pista: as vaias da torcida ao francês. Já apontada pela imprensa internacional como característica dos brasileiros, esse comportamento parece não ser muito bem digerido por todos os atletas.

E Lavillenie sentiu o peso da torcida. Quem assistiu à disputa, percebeu claramente que o francês saiu de si e perdeu completamente a concentração. Por outro lado, o desempenho de Thiago foi potencializado pelo apoio e o levou ao lugar mais alto do pódio.

Tudo isso levou a uma discussão no mundo virtual sobre os limites até onde a torcida pode ir. Em esportes como tênis, por exemplo, um código de conduta impõe que a torcida só se manifeste enquanto a bola não estiver em jogo. O que não acontece no atletismo, que por sua vez é caracterizado por sempre ter o apoio a todos os atletas independentemente de nacionalidade.

Então, o que podemos pensar disso tudo? É errado torcer dessa forma? O afã da torcida brasileira em querer medalhas justifica essa conduta? Vale lembrar que isso é imposto pelo dogma de que vencedor é apenas aquele que ocupa o lugar mais alto do pódio.

Bom, pra não ficar em cima do muro eu vou dizer a minha opinião:

- Culturalmente, as vaias estão presentes na torcida brasileira, assim como as vuvuzelas estão presentes na torcida da África do Sul. Os europeus têm o péssimo hábito que querer dizer que o seu padrão de torcida é o único válido e tentam a qualquer custo minimizar e criminalizar comportamentos diversos.

- Não, não é legal vaiar ao ponto de hostilizar um atleta. Mas não me pareceu o caso, até que Lavillenie perdeu uma ótima oportunidade de calar a boca. O tom das críticas tenta claramente minimizar a vitória de Thiago e tira o foco de que o brasileiro foi melhor na competição.

- Se o francês se considera um atleta de ponta, deveria saber lidar com situações adversas. Isso tudo mostrou que ele não é psicologicamente preparado para lidar com situações que fogem ao seu controle.

- O americano Sam Kendricks levou o bronze na competição e, ao contrário do francês, esbanjou simpatia o tempo todo, se mostrando feliz pelo brasileiro.

- Se eu fosse Lavillenie, deixaria de mimimi e escreveria logo uma carta aberta admitindo a derrota por mérito do brasileiro e se desculpando pelas palavras que usou durante esse episódio.

Por fim, se nós brasileiros tivermos que mudar nossas atitudes a cada vez que um estrangeiro reclamar, nos tornaremos um povo sem identidade. O que faz desses Jogos Olímpicos diferentes é justamente o calor do povo e a disputa esportiva em um contexto em que nem sempre a torcida se comporta como uma torcida de tênis. E sim, apesar disso, continuamos a ser o povo mais hospitaleiro do mundo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Brasil x Austrália - a crônica

Foi emocionante. Foi alucinante. Foi bárbaro! Esses e outros adjetivos não seriam suficientes pra descrever a emoção que a Seleção Brasileira proporcionou na última sexta no Mineirão. Principalmente porque pude estar presente, com talvez aquele dinheiro mais bem pago da minha vida.

Não posso negar que a princípio torci para que o adversário fosse a Nova Zelândia. Já tinha assistido a uma partida delas na primeira fase e tinha confiança de que dava pra passar. Mesmo porque o provável confronto na semi final seria contra a Seleção dos Estados Unidos. Ledo engano. Não só as oponentes seriam as australianas, mas Hope Solo finalmente se livraria da ziiikaaa que a perseguiu durante esses Jogos, garantindo a pior campanha americana na história da competição.

As brasileiras entraram de azul, e isso me agradou. Afinal de contas, a última vez que a nossa representação entrara naquele estádio de amarelo não nos traz boas recordações. Pareciam focadas, com vontade de jogar. Mas sabiam que tinham pela frente as algozes do último mundial.

E essas algozes estavam preparadas. Catimbaram desde o primeiro minuto com demoras em tiros de meta, cobranças de falta e até mesmo inexplicáveis quedas no chão em momentos aleatórios. Isso causou revolta nos quase 53 mil torcedores presentes. Além disso, abusaram de jogadas ríspidas em vários momentos. Como a arbitragem não coibia, passou também a ser alvo das críticas.

Mas o time é de guerreiras. A velocidade dos lançamentos aumentava no ritmo dos gritos de apoio, e elas entenderam o recado. Começaram a utilizar jogadas em velocidade pecando no arremate final (ah, se Cristine não estivesse machucada...). Marta chegou ao absurdo de pegar a bola na área de defesa e levar até a finalização, ao melhor estilo Marta. Isso no final do segundo tempo!

Mas as melhores chances pararam nas defesas de Williams, a melhor delas quase nos acréscimos do segundo tempo. Como se não bastasse, uma bola no travessão fez lembrar a disputa conta o Chile em 2014. Nesse momento, disse a um estranho ao meu lado: "Vimos isso na Copa e levamos a melhor nos pênaltis". E tão teve jeito mesmo. A disputa foi para os pênaltis.

O toma lá dá cá foi se desenvolvendo até que Marta, camisa 10, capitã, craque mundial vai para a cobrança. Expectativas voltadas para ela. E ela perde. A Austrália só precisava marcar para seguir adiante.

Aí entra em cena Santa Bárbara do gol sul! Defesa! Êxtase! O mundo caiu sobre a cabeça das australianas. Nesse momento Marta, já visivelmente abalada, recobra o ânimo e vê a canonizável goleira fazer a defesa derradeira. Brasil na semi final! Continua na briga pelo sonho olímpico!

Em tempo:

- A entrada foi um pouco demorada devido à revista que, por motivos de segurança, era feita em 2 momentos. No segundo, quando estávamos em uma espécie curral, escutei um berrante e confesso que tive receio de chegar ao final da fila e ter uma vacina contra febre aftosa me esperando.

- Este blogueiro que vos escreve foi responsável por puxar pelo menos 2 grandes vaias à goleira australiana, o que tornou bastante difícil dizer fonemas com a letra U no dia pós jogo.

Apesar disso, repito sem medo que foi um dos dias mais emocionantes da minha vida!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Placares em branco

Ao término da participação das Seleções Brasileiras de futebol, tanto masculina quanto feminina, podemos fazer uma análise dessa primeira parte da trajetória. E algo em comum entre elas foi o fato de terem enfrentado as respectivas Seleções sul-africanas com placar final zerado.

Pelas características desses confrontos, podemos traçar um paralelo e entender os motivos desses empates e porque ao final dos embates a equipe liderada por Neymar recebeu vaias enquanto o time de Marta recebeu aplausos:

- Para a equipe masculina, a partida foi a estreia. Sabemos que estreias podem ser complicadas e equipes africanas podem aprontar surpresas em Jogos Olímpicos. Já a equipe feminina fazia seu encerramento e estava classificada quando enfrentou as africanas, entrando em campo com um time recheado de reservas. Psicologicamente pode ter afetado o desempenho.

- Ambos os times tiveram bons números de posse de bola e finalizações, além de dominarem outros números gerais da partida.

- Finalmente, a equipe masculina conta com Neymar, que é um dos grandes jogadores da atualidade. A equipe feminina conta com Marta, a maior jogadora de todos os tempos.

Então qual a diferença que faz a torcida dar tratamentos tão diferenciados? Simples. A entrega das meninas foi visivelmente maior. Jogaram em prol do coletivo e se doaram dentro de campo. Entenderam que para obter sucesso deveriam focar em cada lance e em cada situação da partida, efeito da própria estrutura precária que o esporte feminino no Brasil, que faz com que essas atletas vivam a superação diariamente. Ao mesmo tempo, Neymar era criticado por visivelmente não se dedicar da forma como a torcida esperava.

Pelo menos os dois times estão classificados. Entre trancos e barrancos e entre superação e dedicação, vamos poder continuar torcendo pelas camisas amarelas em busca desses ouros inéditos!

Em tempo: a Fonte Nova continua segue a sua vocação desde a Copa do Mundo, sendo o grande aumentador de média de gols da competição...

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O decatlo do Chaves

Fala galera! O público do Resenha Esportiva é bem variado, temos leitores de 12 a 15 anos, como temos também acima dos 60, mas é fato que uma grande parte está concentrada na faixa entre 25 e 35 anos, e com certeza esse pessoal, ou a maioria dele, se lembra com detalhes dos episódios do seriado Chaves, que passa no SBT até hoje.

Mas o que o Chaves tem a ver com o esporte? Tudo!!!


Chaves já foi jogador de futebol americano, já foi jogador de futebol, foi boxeador, toureiro e até mesmo jogador de tênis. O seriado sempre teve uma pontinha do esporte em sua trajetória. E chegou a hora de fazermos essa homenagem a um dos ídolos da nossa infância.

A idéia veio durante o episódio mostrado há alguns dias, onde Chaves, Quico, Godinez e Nhonho contam com a ajuda do Sr. Madruga para aprenderem a jogar futebol americano. Postei uma foto do episódio no Facebook, e de cara muita gente curtiu e comentou, então parei pra pensar: por que não unir Chaves e esporte já que existem tantos episódios sobre o tema? E de cara já vem a pergunta: Já fizeram calistenia?

Com isso a cabeça viaja né? Quem não se lembrar de Luis Pereira e Barbiroto numa emocionante disputa de pênaltis? Ele também já citou Ataliba, Gilmar, Rodolfo Rodrigues e até mesmo Maradona. E o filme do Pelé? Quem é que não se lembra da famosa frase "era melhor ter ido ver o filme do Pelé"?

No boxe também já teve gente famosa sendo citada. Quando Seu Madruga está sendo despejado e Chaves encontra uma foto dele calçando luvas de boxe, Rocky Marciano, um dos maiores campeões da história, é lembrando pelo "Chimpanzé Raivoso". Nesse mesmo episódio é que Chaves e Quico tentam (e não passa disso) aprender a lutar.


E quem não se lembra do dia em que uma aula de violão se transforma em um bom jogo de ping pong? Mas não foi a única vez que os meninos praticaram o esporte, em outra ocasião, no "dia do desjejum", os ovos foram as bolinhas que eram jogadas em cima de uma bela mesa. E em um episódio inédito aqui no Brasil, Chaves e Chiquinha jogam tênis com panelas... só essa galerinha mesmo...

Mas pra quem pensa que eles pararam por aí, estão enganados! Uma tourada aconteceu na Vila certa vez, com direito a touro mecânico e tudo, e até beisebol eles já jogaram, e o que Sr. Barriga sofreu com aquele taco...

Espero que vocês curtam e compartilhem esse post, é um pouquinho da nossa infância que fica registrado para as próximas gerações. Mas se mesmo assim você achar que não ficou legal, eu peço ao Professor Girafales pra pegar a esgrima, vestir a roupa e sair correndo atrás de vocês: En garde!

Fui!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Iniciando a contagem

Rafaela: o primeiro ouro brasileiro nos Jogos
Os Jogos Olímpicos estão rolando com todo o gás e as disputas estão cada vez mais emocionantes. Após o primeiro final de semana, podemos fazer um balanço positivo da competição. Aliás, o balanço pode ser consideravelmente positivo!

Em relação à organização do evento, tudo vai caminhando de forma tranquila, pelo menos para quem está preocupado com as disputas esportivas. Nas disputas, boas surpresas, xodós adotados pelos brasileiros (como a Seleção Angolana de handebol feminino) e "vilões" que caíram em desgraça com a torcida, como acontece com Hope Solo. A goleira americana, por sinal, estava com medo da zica mas não imaginava que ela pudesse ser tão contagiosa...

Nosso futebol masculino segue aos trancos e barrancos, sem desmerecer os iraquianos que fizeram o jogo de suas vidas. Já a turma de Marta vai voando e cada vez mais caindo nas graças do povo. Apesar de ainda não serem as favoritas ao ouro, a posição mais alta no pódio não é uma exigência, já que a entrega em campo garante que o melhor já está sendo feito.

Felipe: inaugurou o quadro de medalhas
Destaque também para as nossas equipes de handebol que vêm demonstrando muita garra e prometem bons desempenhos. Não poderia deixar de falar da ginástica artística que conseguiu um honroso 6º lugar na classificação geral por equipes.

E, naturalmente, os pontos mais altos desses primeiros momentos são as medalhas brasileiras. A prata de Felipe Wu no tiro esportivo abriu caminho para o Brasil tirando o zero do quadro de medalhas. A apoteose desses dias ficou por conta de Rafaela Silva que virou o jogo e de execrada em 2012 passou a ícone por ser a dona da primeira medalha de ouro do país em casa.

E muita coisa ainda vem pela frente. Vamos continuar torcendo e que venham mais medalhas!


LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...