quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Não é um Kia, mas tá bom

Stuttgart, Alemanha, 14 de junho de 2015. Rafael Nadal acaba de vencer o ATP 250 local batendo na decisão o sérvio Victor Troicki por 2 a 0, com parciais de 7/6 e 6/3 em 1 hora e 26 minutos de partida. Além do título e dos pontos no ranking, o espanhol quebrou um jejum de cinco anos sem título em torneios disputados na grama. Seu último triunfo havia sido em Wimbledon no ano de 2010.

Até aí nada de estranho, Nadal é um dos maiores da história e o fato de não vencer na grama por alguns anos não mudaria em nada o seu fabuloso retrospecto.

O que chama a atenção de verdade é a premiação. O torneio é patrocinado pela alemã Mercedes-Benz, uma das maiores montadoras do mundo, atual bicampeã da Fórmula 1, inclusive. Como é de praxe nesse tipo de torneio, os vencedores levam, além de uma bela bolada em dinheiro, um carro do patrocinador, e assim aconteceu com Rafael Nadal.

O detalhe que transforma um simples momento de festa em comicidade, é que ao receber o “presentinho” da Mercedes, o espanhol, patrocinado pela Kia – gigante coreana e concorrente  da patrocinadora alemã – agradece aos organizadores e emenda ao microfone:
- Não é um Kia, mas está bom. Eu não sei se posso mudar a cor, ela é demais para mim.

E com muito bom humor, o representante da Mercedes respondeu:
- Não tem problema, temos muitas cores e podemos fazer algo a esse respeito.

Pra delírio da torcida que levou a gafe como um momento de descontração. Será que depois dessa Nadal será convidado mais uma vez para Stuttgart?

Vamos aguardar o mês de junho!


Fui!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Papo10 #30 - A saída de Guardiola

Ganhando um ótimo salário, Josep Guardiola sai do Bayern para o City em busca de mais grana. Será que ele trocou a chance de fazer história por um salário astronômico?


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Super Bowl 50

Fala galera!

Finalmente a espera está acabando. Neste próximo domingo, domingão de carnaval, poderemos conferir todas as emoções e tudo que vai rolar no Super Bowl L (embora a NFL tenha decidido não usar notação romana para esta decisão, por achar que não combina esteticamente). Será a 50ª decisão desde que a NFL incorporou esse formato de duas conferências rivais (AFC e NFC), que brigam pelo título no final de suas temporadas. E é neste domingo que poderemos conferir a grande final deste ano, entre Denver Broncos (AFC) e Carolina Panthers (NFC).

A cidade-sede e o estádio da decisão foram anunciados deste 2013. O felizardo da vez é o Levi's Stadium ("casa" do San Francisco 49ers desde 2014), em Santa Clara, na Califórnia. 68.500 pessoas estarão presentes no estádio, pagando por um ingresso médio de cerca de $900 para acompanharem o espetáculo. O show do intervalo desta vez ficará por conta do Coldplay, banda britânica de rock alternativo. Os números também são impressionantes quando falamos de TV. As 5 maiores audiências da NFL na TV americana foram justamente os últimos 5 super bowls. Ou seja, é bem provável que esta final ocupe o top3, pelo menos, das maiores audiências da história da NFL na TV americana. O recorde a ser batido é a final do ano passado, entre Patriots e Seahawks, que atingiu a incrível marca de 114.4 milhões de espectadores.

No Brasil, a febre está crescendo a cada ano. Tudo começou na Band, na década de 80, com Luciano do Valle. A Band deu continuidade à transmissão nas décadas de 90 e 2000. Os canais ESPN também começaram suas transmissões nesta época. Em 2015, mais de 500 mil espectadores brasileiros sintonizaram sua televisão na ESPN, para acompanharem o Super Bowl 49, com um significativo e impressionante aumento de 84% na audiência, comparado com o Super Bowl 48, em 2014. Para efeito de comparação, nos últimos quatros anos o Super Bowl teve um aumento de audiência de 800% na TV Brasileira.

Agora vamos falar do que realmente importa, o grande jogo! Denver Broncos, campeão da AFC, já possui dois títulos (1997 e 1998), mas também é o time que mais perdeu no Super Bowl (em 5 ocasiões). A campanha na temporada de 2015 foi 12-4 (e 2-0 nos playoffs) e seu principal jogador é seu quarterback, Peyton Manning. Manning terá de lutar contra sua fama de amarelão na hora H. Do outro lado, temos o time sensação do Carolina Panthers, campeão da NFC. Ainda não possui nenhum título de Super Bowl, mas foi fundado "recentemente", em 1995. Teve uma impressionante campanha na temporada regular, com 15-1. Também com 2-0 nos playoffs, deposita suas esperanças no principal jogador da equipe, o badalado quarterback Cam Newton. Por curiosidade, na última vez que os times se enfrentaram, em 2012, os Broncos venceram por 36x14.

Nós aqui do Resenha não ficamos em cima do muro e vou dar minha opinião pra partida. Acho que será um placar razoavelmente apertado e um jogo muito bom defensivamente. Espero (estou na torcida), que a vaca não deite rápido e que tenhamos um "djogo" até os últimos minutos. Pelo fantástico sistema defensivo e pelas recentes atuações de Cam Newton, vou apostar na vitória e primeiro título da história do Panthers. Se der Broncos, também terá sido merecido e acho que Peytão da massa merece esse título, ainda mais se confirmar sua aposentadoria no final deste ano. Vou arriscar um placar também, vai que eu acerto e me torno um visionário famoso: Carolina Panthers 27 x 18 Denver Broncos.

Fica a dica pra quem ainda não tem (ou mesmo que já tenha) programa para o domingo de carnaval. A final do Super Bowl 50, assim como toda as finais, será imperdível!

Até a próxima!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

É ouro! Barcelona 92!

Fala galera! Jogos Olímpicos de 2016 se aproximando, pela primeira vez na história o Brasil será sede,  e teremos a oportunidade de ver algumas modalidades e grandes astros de perto (ingressos comprados!!!).

E se o assunto é Olimpíadas, bate uma nostalgia. Tentei puxar na memória minha primeira lembrança dos jogos, e descobri que vagamente me lembro de Aurélio Miguel e Joaquim Cruz, em 1988, ganhando ouro e prata para o Brasil em Seul. É uma lembrança bem fraca que tenho.

Então vamos pra 1992, jogos de Barcelona, na Espanha, e aqui recordo de uma grande alegria com o ouro de Rogério Sampaio, no judô. Me empolgou muito porque ele é de Santos, cidade onde já passei muitas das minhas férias e até hoje meus tios moram.

Mas emoção de verdade eu senti quando a equipe de José Roberto Guimarães despachou a Holanda e faturou o primeiro ouro de esportes coletivos da história do Brasil em Jogos Olímpicos. Parecia um título de Copa do Mundo, competição que o Brasil vivia uma grande seca e talvez isso tenha ajudado a alavancar o vôlei, que vinha de boas competições nos anos anteriores. Ao fim da partida fomos para a rua, pegamos um barbante, amarramos nas grades das casas e fizemos da bola dente de leite das peladas, uma bola de vôlei. Eu era o Maurício, outro era o Giovane, outro era o Tande, e assim por diante. O Brasil começava ali a se tornar o país do voleibol.

A equipe de Zé Roberto alinhava com Maurício (levantador); Paulão e Carlão (de centrais); Giovane e Tande (pontas); e Marcelo Negrão (oposto). No banco o treinador ainda contava com Jorge Edson, Janelson, Douglas, Talmo, Pampa e Amauri, o único remanescente da Geração de Prata que ganhou medalha em 1984, nos jogos de Los Angeles.

Nosso time começou vencendo Coréia do Sul, Holanda e Argélia por 3x0, além de bater a CEI e nosso grande rival da década de 90, Cuba, por 3x1. Encerramos a primeira fase com cinco jogos e cinco vitórias, vencendo 15 sets e perdendo apenas dois.

Nas quartas batemos o Japão por 3x0 e fomos confrontar o todo poderoso Estados Unidos, que vinha de um bicampeonato olímpico e contava com a base campeã olímpica de 1988, feras do naipe de Samuelson e Timmons. Após perder o primeiro set, José Roberto Guimarães controlou a ansiedade da equipe e viramos para 3x1, com parciais de 12/15 – 15/8 – 15/9 – 15/12, classificando para mais uma final olímpica.

Na decisão contra a Holanda foi um novo passeio verde e amarelo comandado por Marcelo Negrão , assim como já havia sido no jogo da primeira fase.  As parciais de 15/12 – 15/8 – 15/5 mostraram a superioridade de nossa seleção durante toda a competição.

A partir do saque final, o que nos deu a medalha de ouro, o mundo passava a respeitar o Brasil como uma potencia do voleibol, a partir dali e pelos próximos 20 anos, brigaríamos por todos os títulos possíveis, e é exatamente esse instante a minha primeira grande recordação olímpica.

Fui!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Top 5 - Os melhores armadores da NBA

Fala galera! Na semana passada saiu no site da ESPN uma relação dos 10 maiores armadores da história da NBA. Como costumo dizer, listas e top “alguma coisa” sempre geram polêmica. E como não concordei com alguns dos nomes apresentados na lista, resolvi fazer o Top 5 do Resenha Esportiva.

Magic e Thomas
Como na maioria das vezes, pedi para que alguns amigos amantes do esporte me ajudassem na escolha. Convidei cinco amigos e pedi que me indicassem o nome dos cinco maiores armadores da história da NBA. Detalhe importante... eles deveriam me indicar a ordem, do melhor para o quinto melhor. Pontuei cada posição. Se o jogador foi indicado como o melhor, ele ganhou cinco pontos no ranking. Se foi o segundo, ganhou quatro, e assim sucessivamente, até o quinto, que levou um ponto pra conta.

Nosso “Colégio Eleitoral” foi formado por Paulo Rogério (ex-jogador de basquete amador em atividade),  Guilherme Fernandes (repórter do portal Toque de Bola), Ricardo “Padilha” (professor de educação física e amante do esporte), Léo Schettini (ex-atual-as vezes-blogueiro do Resenha Esportiva), Bruno Eizo (torcedor do Orlando Magic e também ex-blogueiro do Resenha Esportiva), e esse aqui que vos escreve que não é ex-nada e nem atual nada.

E sem mais delongas, eis a nossa lista:

1º - Magic Johnson (Los Angeles Lakers) – 30 pontos
Unanime! Essa palavra define de forma simples a colocação de Earvin “Magic” Johnson. Todos o colocaram como o primeiro da lista, um gênio, um dos maiores que o mundo viu jogar, pra mim, o maior. O cara que me fez ser Los Angeles Lakers, o cara que lutou contra muitos preconceitos e os venceu, lutou contra a morte e virou exemplo para o mundo.
Pontos: 19,5 por jogo
Rebotes: 7,2 por jogo
Assistências: 11,2 por jogo

Stockton
2º - John Stockton (Utah Jazz) – 22 pontos
Um dos três pilares da história da franquia de Salt Lake City, fez história com passes perfeitos que deixavam os companheiros na cara da cesta. Até hoje é o recordista de assistências em toda a história da NBA. Mas se você pensa que o jogo dele termina por aqui está enganado. Stockton é o jogador que mais bolas roubou na liga. Um ótimo ladrão, um perfeito passador, assim era John Stockton, o segundo de nosso ranking. Só lhe faltou um título da liga, mas nesse caso, azar da NBA.
Pontos: 13,1 por jogo
Assistências: 10,5 por jogo
Roubadas: 2,2 por jogo

3º - Isiah Thomas (Detroit Pistons) – 14 pontos
Thomas fez parte de um dos times mais polêmicos da história do basquete americano, apelidados de Bad Boys, ele era o motor e o cérebro de um time de jogadores duros e consistentes. Fez grandes duelos contra Magic Johnson e Michael Jordan e levou os Pistons ao título em duas ocasiões – 1989 e 1990. Talvez o fato de ter feito parte desse time o tire um pouco do carisma que qualquer atleta precisa para entrar em listas de melhores “disso ou daquilo”, mas no Resenha Esportiva, ele aparece bem colocado.
Pontos: 19,2 por jogo
Assistências: 9,3 por jogo
Roubadas: 1,9 por jogo

4º - Steve Nash (Phoenix Suns, Dallas Mavericks e Los Angeles Lakers) – 7 pontos
O único estrangeiro de nossa lista é o armador canadense que fez sucesso com a camisa dos Suns. Duas vezes MVP da temporada, é o jogador com o melhor aproveitamento de lances livres da história da NBA, com mais de 90% de acerto. Parou de jogar devido ao excesso de lesões quando fazia parte de mais uma tentativa de dinastia dos Lakers.
Pontos: 14,3 por jogo
Assistências: 8,5 por jogo
Rebotes: 3,0 por jogo

Kidd e Nash
5º - Jason Kidd (Dallas Mavericks, Phoenix Suns, New Jersey Nets e New York Knicks) – 6 pontos
O rei do triple-double. É assim que ficou conhecido o atual treinador do Milwaukee Bucks durante sua carreira como jogador. Kidd sempre foi um jogador completo, defendia muito bem e atacava com eficiência, é o tipo de jogador que todo mundo que participa de Fantasy Games gostaria de ter no time. Foi coroado com um título da liga em 2011, quando defendia o Dallas Mavericks.
Pontos: 12,6 por jogo
Assistências: 8,7 por jogo
Rebotes: 6,3 por jogo

Outros indicados: Allen Iverson (Philadelphia 76ers, Denver Nuggets, Detroit Pistons, Memphis Grizzlies e Besiktas-TUR), Oscar Robertson (Cinccinati Royals e Milwaukee Bucks) e Stephen Curry (Golden State Warriors).

Além desses nomes poderíamos citar muitos outros, mas como a lista só pedia cinco, grandes jogadores ficaram de fora... em breve voltamos com os melhores jogadores de outras posições do maior basquete do mundo!


Fui!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O charme dos estaduais

Os rebeldes de plantão que me perdoem, mas não há argumento que me convença sobre os benefícios da "Primeira Liga". Hoje refiz um ritual de quando ainda morava no Rio, de ir assistir a estreia do Vasco no Carioca e fiquei ainda mais, com a certeza de que o estadual não pode morrer. Sol de 34º graus, sensação de 41º. O adversário, o Madureira, já teve melhores times, mais ainda assim foi no Rio, perto da torcida. Os 8 mil pagantes, quase todos vascaínos, assistiram a estreia do time que tem a missão este ano de voltar a Serie A do Brasileirão. Este é meu principal argumento.

Enquanto os estaduais continuarem inchados com times abaixo da critica e que não oferecem nenhum tipo de dificuldade, por que não tratar a competição como uma pré temporada de luxo? Agora que o calendário nacional conseguiu uma racionalidade, por que colocar mais uma competição no meio? O estadual tem os clássicos, ou um ou outro pequeno que oferece desafios, então se preparem para as competições que tem realmente valor (Copa do Brasil, Brasileirão, Sulamericana e Libertadores para quem se classificou). É simples assim, preparem os seus times para a temporada, e quando o campeonato for ganhando forma, ainda teremos os estaduais sem ter matado os pequenos clubes e agremiações Brasil afora.

Alguns dizem que não podem continuar reféns das federações, que os clubes precisam ser mais independentes. Por que então quando o poder estava nas mãos dos clubes eles desfizeram o Clube dos 13? Negociar clube a clube, só é bom para 2 clubes no Brasil (Como tem acontecido já, e não me venham dizer que é por conta da boa administração, balela). Acho que há uma super dimensão dos erros das federações, e oculta-se o verdadeiro inimigo que é a TV. Os estaduais estão inchados porque precisam também completar as datas disponíveis e foi assim ano a ano com a adequação do calendário nacional. Os jogos são em horários esdrúxulos porque não podem atrapalhar a programação. Mas se põe a culpa toda em cima das federações. Não que sejam exemplo de administração, não que não tenham culpa alguma, mas precisa ser mais critico com toda a situação.

Os próprios clubes escondem suas mazelas, ou o que justifica o estadual do Rio não ter um estádio a altura este ano? Como Botafogo, Flamengo e Fluminense não tem um estádio próprio? Ou como o Vasco não tem um estádio a altura do seu tamanho, que possa receber também os seus maiores rivais do estado e no estado? Mas agora até isso é desculpa contra o estadual do Rio (como se a federação fosse culpada por ninguém ate hoje ter construído um estádio decente), pois perde ainda mais o charme por conta de não termos o Maraca.

Também tem me irritado a situação de que as federações estão do lado de alguns clubes, como agora claramente no estado do Rio, Vasco e Botafogo, estão mais próximos. Ora, como se a federação já não teve alguma vez próxima de outros. Se revoltar apenas quando as coisas não estão favoráveis para o seu lado, é hipocrisia. Não digo isso sendo passional, mas remetendo ao primeiro argumento. O próprio Vasco que agora aproveita os benefícios de ser o queridinho da federação, foi parar na Série B. É simples assim novamente. Tem que se ter no mínimo coerência no que se fala, na própria criação da Primeira Liga os clubes não se entenderam novamente, fato.

Outro argumento ao meu ver é que times como América-RJ, Bangu, Juventus-SP, Tupi-MG, só para citar alguns, são clubes que dependem dos estaduais. Dependem de estar perto dos grandes, dos gigantes. Se não existir esta expectativa de se igualar a grandeza dos rivais do estado, o futebol passa a não ter mais sentido. Passa a não ter mais graça. Me desculpe, mas esperar apenas o Brasileiro ou a Copa do Brasil para um confronto entre rivais do estado, é muito pouco e mais uma vez me desculpe, mas uma final do estadual contra o rival, nunca vai ser igual a um titulo de "Primeira Liga" disputada a mil quilômetros de distancia. Nunca!!! Basta ir ao estádio uma vez contra o maior rival, e não falo só de jogo decisivo, para entender o que digo. O Brasil é continental, mas a regionalidade fez nascer alguns gigantes nacionais. Não o contrario.

É claro que precisa melhorar a forma de disputa dos estaduais, a qualidade dos clubes. Mas falando em qualidade principalmente, sejamos francos, isto também não precisa melhorar na própria Série A? Criar mais um campeonato, que não tem sentido nenhum para o Brasil, futebolisticamente falando, matando uma tradição do principal esporte brasileiro é completamente sem sentido. Por que não se unir para melhorar o que temos, ao invés de destruir para construir depois. É muito mais fácil neste momento tentar concertar. Me desculpe, mas quando não se quer construir junto, apenas se quer levar vantagem o tempo todo em todas as situações, encontra-se argumento para tudo. Até para destruir um dos melhores momentos do futebol brasileiro...

* Diego Ribas

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

1ª Indepa Cup

Fala galera! Dando ênfase mais uma vez ao esporte amador da nossa região, uma característica recente do Resenha Esportiva, vamos falar novamente do Copão Regional, torneio esse que já mostramos por aqui. As equipes que disputarão a edição 2016 já começam a se preparar para a brincadeira e no último sábado rolou a 1ª Indepa Cup, competição no estilo "torneio de verão" com a presença de quatro participantes do Copão.

O regulamento era simples. Todos jogariam contra todos em partidas de 30 minutos corridos. Ganhou, marca 3 pontos, empatou, marca 1 ponto. Qualquer partida empatada ia para a disputa de pênaltis e o vencedor levava mais um ponto na tabela de classificação.

Representando Além Paraíba-MG estavam as equipes do Cachorro do Mato, Uszomi e Dependentes, e juntou-se a eles o Pariscida, da cidade de Sapucaia-RJ. O dia foi de muita confraternização e testes para as equipes. No final, o troféu ficou com o Dependentes, os donos da casa.


Dependentes Futebol Cuba
Em pé: Biro-Biro, Zazá, Luiz Paulo, Coin, Jubileu, Kebão, Marcão e Fernando
Agachados: Digode, Virgílio e Sued -- Sentado: Tadeu
Confiram todos os resultados e um resumo do torneio, e para quem ainda não conhece o Copão Regional, é só curtir a Fan Page e ficar por dentro de todas as informações.

Tabela
Cachorro do Mato 2 x 0 Uszomi
Dependentes 1 x 1 Pariscida (3x1 nos pênaltis)
Cachorro do Mato 1 x 0 Pariscida
Dependentes 1 x 0 Uszomi
Uszomi 2 x 3 Pariscida
Cachorro do Mato 0 x 1 Dependentes

Classificação Final
1. Dependentes --- 8 pontos
2. Cachorro do Mato --- 6 pontos
3. Pariscida --- 4 pontos
4. Uszomi --- 0 pontos

Artilheiros
Lincoln (Cachorro do Mato) e Marreco e Neney (ambos do Pariscida) --- 2 gols

Jogos - 6
Gols Marcados - 12
Média - 2,00 por jogo
Cartões Amarelos - 6
Cartões Vermelhos - 0

Melhor Ataque - Pariscida - 4 gols
Melhor Defesa - Dependentes - 2 gols sofridos
Pior Ataque - Uszomi - 2 gols
Pior Defesa - Uszomi - 6 gols sofridos

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Quem segura o Warriors? Quem segura Curry?

Fala galera!

Após mais uma vitória nesta última quarta-feira (desta vez, a vítima foi o Dallas Mavericks), a equipe do Golden State Warriors chegou à incrível marca de 42-4. Isso quer dizer que dos 46 jogos nessa temporada até agora, a equipe saiu de quadra derrotada em apenas 4 oportunidades. Já ultrapassou o recorde que pertencia ao Chicago Bulls de 95/96 (sim, aquele mesmo que contava com Michael Jordan, Scottie Pippen e Steve Kerr), que era de 41-5, nos primeiros 46 embates. A busca pelo recorde histórico se mantém, e o GSW precisa vencer pelo menos mais 31 partidas dentre as 36 restantes para esta temporada regular para igualar o recorde de vitórias em uma única temporada deste mesmo Bulls 95/96, que é de 72.

Os números do Warriors são impressionantes até agora. É o time que mais pontuou, com média de 115.1 pontos por jogo. É também a equipe que mais pontuou de 3 pontos e que apresenta o melhor aproveitamento (42.6%) nas cestas de 3. Além disso, é a equipe com mais assistências e maior número de pontos de quadra (que incluem cestas de 2 ou então lances livres). Isso comprova que mais do que depender dos talentos individuais do time, eles são espetaculares também no coletivo. Prova disso é que nas últimas duas semanas, o GSW arrasou - por mais de 30 pontos de diferença - três das principais equipes desta temporada: Cleveland Cavaliers, Chicago Bulls e San Antonio Spurs.

Stephen Curry tem de ser mencionado aqui. Que ele é um monstro, todos já sabem. Tem um aproveitamento surreal em todos os fundamentos: chutes de quadra, chutes de 3 pontos, lances livres, assistências e até roubadas de bola. Está lutando jogo a jogo para bater recordes de maior pontuação, maior média de pontos por jogo (e afins) de Michael Jordan. E ainda se dá ao luxo de passar alguns 4º quartos inteiros no banco de reservas, vendo seus companheiros encerrarem o trabalho que ele fez muito bem nos outros 3 quartos da partida. E quando Curry não está (tão) inspirado, Klay Thompson e Draymond Green aparecem pro jogo. Prova disso foram os 45 pontos que Thompson marcou na última partida desta quarta-feira, que mencionei lá no início do post, contra o Mavs.

A verdade, meus amigos, é que está dando gosto de ver essa equipe jogar. Estão invictos (22-0) em casa e com um aproveitamento incrível fora de casa (20-4). Playoffs são playoffs, é outra história, é a fase onde se separam os homens dos meninos. Nada impede que o Warriors termine a temporada regular com o recorde histórico da liga, mas sofra uma eliminação nos playoffs. Seria zebra, com certeza, mas todos estão sujeitos. Mas pelo que estou vendo até agora dos jogos que pude acompanhar, é que a busca pelo bi-campeonato está a todo vapor.

Quem tiver a oportunidade de acompanhar uma partida que seja, faça este esforço. É história sendo escrita, dia após dia. Segure-se quem puder!

Até a próxima!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Sochi 2014 e a marca dos russos

A bandeira russa: orgulho nacional
Como eu disse no último post, os russos são capazes de fazer um simpático urso ficar para sempre na memória da população mundial, levando pessoas a uma terna lembrança de coisas da infância. Ao mesmo tempo, também são capazes de organizar cerimônias olímpicas sumamente elogiosas. Se existe uma qualidade nos russos, essa qualidade com certeza é fazer um evento bem feito.

Por isso, eu volto às cerimônias de Jogos Olímpicos. Mas dessa vez, vou me ater aos Jogos de inverno, cuja última edição foi sediada pela cidade russa de Sochi. Aliás, também comentei sobre esse evento no meu post anterior.

A cerimônia de abertura dá o tom a ser seguido nas competições porque nela os atletas sentem que de fato estão em uma disputa Olímpica. Ela seguia seu curso natural, recheada de toques culturais até que chegou o momento de entoar o Hino Nacional local. Esse é o momento em que um povo pode mostrar ao mundo todo o seu orgulho. Para a execução as vozes do coral ditavam o ritmo, que foi esquentando a plateia de 40 mil espectadores.

Enquanto o Hino tomava um tom cada vez mais apoteótico, cinco cosmonautas(*) foram convocados para o hasteamento da bandeira acompanhados de 240 atletas locais que, ordenados e vestidos com roupas de led, formavam a imagem da bandeira do país no gramado à frente.

O resultado disso tudo? Mais uma prova de que os russos conseguem deixar a sua marca nos eventos esportivos! Assista a mais esse momento no vídeo abaixo:


(*) Em tempo: cosmonauta é o equivalente russo para astronauta. Esses termos são diferentes devido às divergências que existiam na época da Guerra Fria e a corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética, que fizeram com que a formação das palavras fossem diferentes propositalmente.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Campeões na final

Fala galera! Temporada 2015/2016 do futebol europeu e a competição de clubes mais importante do continente chega em sua fase de mata-mata. Entre os favoritos ao título temos o trio espanhol formado por Atlético de Madrid, Barcelona e Real, os alemães do Bayern, a italiana Juventus, além de PSG e Manchester City.

Entre as 16 equipes que ainda estão na briga, 10 chegaram à competição com o título de seus campeonatos nacionais, mas isso não é garantia de presença na decisão, que será disputada no Estádio San Siro, em Milão.

A última vez que duas equipes campeãs nacionais chegaram até uma decisão da Liga dos Campeões aconteceu a nada mais, nada menos, do que 18 anos.

Isso mesmo... desde que o Real Madrid bateu a Juventus no Amsterdã Arena, na Holanda, por 1x0, com gol de Mijatovic, que os dois finalistas não são atuais campeões de seus países. De lá pra cá tivemos vários casos onde uma das equipes era campeã e a outra não, tivemos até mesmo situações onde os dois finalistas não haviam chegado ao torneio com o título nacional, como na temporada 2013/2014, quando o Real Madrid bateu o Atlético de Madrid por 4x1 e o campeão espanhol era o Barcelona.

Se essa estatística se repetir, um dos oito já podem comemorar uma vaga na final: Roma, Arsenal, Wolfsburg, Real, Atlético e City. E cabe ao Gent, PSG, Juventus, PSV, Benfica, Dínamo de Kiev, Chelsea, Barcelona, Bayern e Zenit, a árdua tarefa de quebrar o tabu que já dura 18 anos.

Será que a decisão de Milão quebrará a escrita?

Fui!

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