sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Catalunha FC

Fala galera! Nos últimos dias voltou à tona a possibilidade da Catalunha se separar definitivamente da Espanha, se tornando um país independente. Em novembro desse ano um plebiscito pode definir tal situação. E o que isso tem com o esporte? Tudo!

Esqueçam a questão política... vamos falar só do esporte!

O efeito mais bombástico da separação, de cara, seria a possibilidade do fim da rivalidade Barcelona x Real Madrid dentro da Liga Espanhola. Barcelona, teoricamente, seria a capital da Catalunha, e óbvio que seus clubes de futebol passariam a disputar o campeonato catalão.

Além do Barcelona, a Liga poderia perder o Espanyol, o Girona e o Sabadell, que amargam as divisões inferiores. Mas além dos clubes, teríamos uma baixa importante na seleção espanhola, já que jogadores nascidos na Catalunha poderiam defender a nova seleção nacional, que inclusive já disputou algumas partidas não-oficiais. Inclusive já tivemos quatro amistosos entre Brasil e Catalunha, com duas vitórias brasileiras, um empate e uma derrota, tendo em 2004 o último confronto, vitória brasileira por 5x2.
Seleção da Catalunha posa durante
amistoso contra Cabo Verde em 2013

Piqué, Xavi, Capdevilla, Alba, Busquets, Bartra, Fábregas, Tello, Valdez e Bojan não defenderiam mais a Fúria, dividindo a força da campeã mundial de 2010.

E o que pensar da seleção espanhola de basquete sem os irmãos Pau e Marc Gasol? Pois é... os dois principais jogadores da equipe nasceram em Barcelona e migrariam pra lá... Marc Márquez, o piloto que domina a Moto GP nessa temporada, também levantaria a bandeira catalã no pódio...

Politicamente pode ser bom, a população pode decidir por essa mudança, mas esportivamente falando seria uma divisão de forças absurda!

Vamos aguardar!

Fui!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Eurico quer (ou vai) voltar?

Eurico e suas inseparáveis baforadas
Época de eleição já é por si só um período marcado por muitas turbulências e paixões à flor da pele. Quando o pleito está inserido no meio esportivo, essa mistura de paixão e razão se torna ainda mais exacerbada. E quando se trata do Vasco, parece que existe um ingrediente a mais que torna a situação recheada de polêmicas e dúvidas.

Para completar, essa eleição tem a presença de ninguém menos que Eurico Miranda, o histórico dirigente cruzmaltino que toca justamente na ferida da paixão do torcedor. Com um discurso recheado e palavras de ordem, ele se apega ao fato do clube amargar a disputa da Segunda Divisão, algo que nunca teria acontecido, segundo ele, em sua gestão.

É conhecido por seus depoimentos ácidos, nos quais nunca ameniza os seus opositores, que por sua vez alegam que com a presença do antigo presidente a sujeira sempre aparece em maior quantidade. Não perdoa nem o maior ídolo da história, Roberto Dinamite, que o acusa de deixar o clube à beira da falência. Eurico também já foi Deputado, cargo acessado graças à sua imagem ligada ao Vasco da Gama. E, claro, quem é contra o figurão o acusa de sugar indevidamente dos recursos do clube para benefício próprio.

Será que volta?
Particularmente, não sei como a mídia de forma geral tem abordado a sua candidatura. Seria um enfoque no "folclórico dirigente que quer voltar" ou seria "ele quer voltar para arrumar o que não está bom"? O fato é que ele se propõe a arrumar a sujeira que ele mesmo iniciou em sua longa gestão à frente do clube. Ouvindo a Rádio Globo, escutei uma rápida entrevista, claramente combinada, em que o entrevistador insinua de forma sutil que ele seria a alternativa para os problemas. Na entrevista, expressões como "o Vasco é um gigante, não pode ser tratado como time de segunda" ou "não somos acostumados a disputar divisões inferiores" deram a tônica do bate papo, que terminou com quase apoteótico "rumo à vitória".

Se Eurico volta ao comando ou se apenas é um elemento figurativo que garante a diversão do pleito, só o tempo nos dirá.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Copa EuroAmericana

Fala galera! O Palmeiras joga hoje contra a Fiorentina, da Itália, pela Copa EuroAmericana. Está será a única partida do Verdão nessa edição do torneio. Conversando com amigos chegamos a uma dúvida: mas afinal que raios de torneio é esse?

Então vamos tirar essa dúvida agora!

O torneio foi criado em 2013 pela operadora de TV a Cabo Directv. A intenção do torneio é confrontar equipes das Américas do Norte e Sul contra as equipes Européias. Todas as partidas são disputadas em 90 minutos, em caso de empate teremos ainda uma prorrogação com dois tempos de 15 minutos. Se o empate persistir vamos às disputa de pênaltis. O continente que vencer a partida leva 1 ponto.

O formato da competição não é mata-mata, grupos nem mesmo temos uma final.

Em 2013 foram 3 equipes da Europa (Sevilla-ESP, Atlético de Madrid-ESP e Porto-POR) e 8 equipes da América do Sul (Millionarios-COL, Atlético Nacional-COL, Estudiantes-ARG, Barcelona-EQU, Nacional-URU, Sporting Cristal-PER, Universidad Católica-CHI e Deportivo Anzoátegui-VEN). Foram 8 jogos ao todo, com 2 vitórias dos americanos e 6 dos europeus, que conquistaram a primeira edição do torneio. Todos os jogos foram disputados na América do Sul.

Para 2014 teremos a participação de 13 equipes, sendo 4 da Europa, 7 da América do Sul e a estréia de 2 equipes da América do Norte. Seguindo o mesmo esquema do ano anterior, cada uma das equipes da América receberá um confronto, nos mesmos critérios de classificação. Com isso subimos para 9 partidas (7 na América do Sul + 2 na América do Norte).

E com a inclusão do Palmeiras na brincadeira, teremos a primeira partida brasileira da história da competição, disputada no Pacaembu, em São Paulo. Até o momento foram disputadas 5 das 9 partidas, com 4 vitórias da Europa e 2 da América. É importante que o América vença a partida de hoje, no México, para que o jogo do Palmeiras valha alguma coisa. Mais uma vitória dos europeus e a fatura está decidida em favor dos atuais campeões.

O jogo entre brasileiros e italianos coloca em disputa também o Troféu Julinho Botelho, ex-jogador e ídolo das duas equipes. É apenas uma partida, mas uma partida que vai encher os cofres do Verdão, uma partida para mostrar aos dirigentes brasileiros que precisam rever o calendário urgente, precisamos de espaço para esses torneios... que voltemos a disputar os Terezas Herreras, Ramons de Carranza e cia... esse foi só um passo.

Ah... já ia me esquecendo... no Brasil o Bandsports está transmitindo toda a competição!

Fui!

Tabela da Edição de 2014
20/07 - Júnior-COL 0 x 1 Monaco-FRA
23/07 - Atlético Nacional-COL 2 x 4 Monaco-FRA
26/07 - Estudiantes-ARG 0 x 1 Fiorentina-ITA
26/07 - Alianza Lima 2 x 2 Valencia (9 x 8 nos pênaltis)
27/07 - San Jose Earthquakes-EUA 0 x 0 Atlético de Madrid-ESP (3 x 4 nos pênaltis)
29/07 - Universidad Católica-CHI 1 x 0 Valencia-ESP
30/07 - América-MEX x Atlético de Madrid-ESP
30/07 - Palmeiras-BRA x Fiorentina-ITA
02/08 - Universitario-PER x Fiorentina-ITA

terça-feira, 29 de julho de 2014

Lugar marcado

Fala galera! Na última semana a concessionária que administra o Maracanã informou que todas as partidas passarão a ter ingressos com cadeira numerada, ou seja, você comprou um ingresso para uma partida, vai ter que sentar onde está anotado no bilhete.

Até aí nada demais, acho interessante a ideia, gosto dessa organização, mas muitos torcedores fazem do estádio um lugar para "zonear", e não respeitam tais determinações. Em dois setores, segundo informou o consórcio, correu tudo bem, com as pessoas em seus respectivos lugares, mas na maioria deles tivemos resistência em seguir a ordem, sendo a polícia acionada algumas vezes.

Os torcedores questionam que sempre foi assim, que "marcar lugar" é elitizar o espetáculo.

Fla x Bota já teve lugar marcado
Balela!! Civilidade e respeito não dependem de classe social!

Algumas dúvidas ficam no ar: Por que não respeitar o lugar marcado? Qual a dificuldade em seguir tal determinação já que você mesmo é que vai escolher o lugar na hora da compra?

Parece que está no cerne do problema a nossa eterna mania de querer infringir as leis, de querer tirar vantagem e mostrar pra todo mundo que podemos quebrar as regras sem ser punidos. Isso faz parte do brasileiro.

O que surpreende é que nos jogos de tênis, de vôlei, de basquete, nada disso acontece... será que é porque não damos "ibope" pra tais ações nesses esportes?

Pra mim é uma vergonha!

Fui!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Estratégia ou desespero?

Fala galera! Durante a semana presidentes de 12 clubes foram até Brasília para mais uma vez negociar o parcelamento das dívidas com a União, ou até mesmo uma anistia. A proposta inicial consiste no refinanciamento em 300 parcelas (25 anos) do montante de quase 3 bilhões de reais.

Participaram da reunião representantes de Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Corínthians, Coritiba, Flamengo, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Paysandu, São Paulo e Santa Cruz; e do lado do governo participou a presidente Dilma Rousseff, acompanhada dos ministros Aldo Rebelo (Esportes) e Guido Mantega (Fazenda).

Na contrapartida os clubes prometem cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal no Esporte, caso aprovada, e também aderir ao Fair Play Financeiro, que é uma das principais reivindicações do movimento Bom Senso FC.

Não acredito que saia acordo, ou se sair, não acho que vai dar certo.

Primeiro porque não acredito que os clubes possam cumprir tal acordo com o governo. Não podem porque não querem. Sabemos que não haverá punição alguma para o presidente que não cumprir. E segundo porque entrar em fair play financeiro significa enxugar a folha de pagamento, e quando se fala em redução de folha, se fala em redução de salário consequentemente... será que algum jogador vai apoiar a partir da hora que mexer no bolso dele também?

E um fator que me chamou atenção e me fez refletir sobre tal reunião foi a forma como os jogadores do Botafogo entraram em campo na partida de ontem contra o Flamengo, no Maracanã. Empunhando uma faixa com os dizeres "Estamos aqui porque somos profissionais, e por vocês torcedores" os jogadores mandaram um recado para o mundo do futebol.


Na faixa ainda constavam as informações de três meses de salários atrasados, cinco de direitos de imagem e ainda a falta de depósito do FGTS. A atitude surpreendeu a todos e chamou a atenção da mídia e com certeza dos participantes da reunião da semana passada.

Só que analisando friamente, chego a pensar numa jogada estratégica da própria diretoria alvinegra, tentando pressionar o governo para que o acordo proposto seja feito de forma mais rápida (o time de General Severiano tem praticamente todas as suas receitas bloqueadas pela justiça no ano de 2014). Durante a reunião o presidente Maurício Assumpção comentou com a presidente que caso as receitas não fossem desbloqueadas, a equipe poderia abandonar a disputa do Brasileirão.

Será que realmente a atitude partiu dos jogadores e isso é só mais uma teoria conspiratória da minha cabeça ou acreditam que a diretoria possa ter usado a partida para apertar o cerco em favor do acordo?

Fica a pergunta...

Fui!

domingo, 27 de julho de 2014

O 6º repetente

Fala galera! Caso Dunga chegue à frente da nossa seleção no Mundial de 2018 ele será o 6º treinador da história a comandar a amarelinha em mais de uma Copa do Mundo. Antes dele apenas Feola, Zagallo, Parreira, Felipão e Telê Santana tiveram esse privilégio. E de todos os citados apenas Telê não conquistou uma Copa do Mundo, e somente Zagallo esteve no comando em três mundiais.

Confiram a relação de todos os treinadores que estiveram com a nossa seleção nas Copas do Mundo:
1930 – Píndaro de Carvalho
1934 – Luís Vinhaes
1938 – Ademar Pimenta
"Tá vendo Dunga? É assim que faz!"
1950 – Flávio Costa
1954 – Zezé Moreira
1958 – Vicente Feola
1962 – Aymoré Moreira
1966 – Vicente Feola (2ª Copa)
1970 – Zagallo
1974 – Zagallo (2ª Copa)
1978 – Cláudio Coutinho
1982 – Telê Santana
1986 – Tele Santana (2ª Copa)
1990 – Sebastião Lazaroni
1994 – Carlos Alberto Parreira
1998 – Zagallo (3ª Copa)
2002 – Felipão
2006 – Carlos Alberto Parreira (2ª Copa)
2010 – Dunga
2014 – Felipão (2ª Copa)
2018 – ???
* em negrito os campeões

Será que o Capitão do Tetra chega até a Rússia ou ele cai antes?

Façam suas apostas...

Fui!

sábado, 26 de julho de 2014

Jamesmania

Fala galera!


A ressaca pós Copa do Mundo está passando e nossas pautas agora já são livres novamente, sobre o que nos "der na telha" e for interessante ser exposto e discutido aqui no blog. Mas como vocês podem perceber pelo título do post, ainda se trata de um resquício gerado pela Copa. Após fazer uma excelente competição e ser considerado por boa parte do povo (e dos especialistas) como o melhor jogador e merecedor da Bola de Ouro, o colombiano James Rodriguez é a boal da vez no mundo do futebol.

Confirmado como contratação do Real Madrid no início desta semana, o clube merengue teve que dispor de 80 milhões de euros, o equivalente a cerca de 240 milhões de reais, para firmar negócio e levar o meio-campo colombiano para as dependência do Santiago Bernabeu. No entanto, o que não se imaginava é que a aceitação e clamor dos torcedores seriam tão grandes quanto estão sendo, o que gerou um movimento conhecido como Jamesmania.

Pra começar, James levou a mulher no dia de sua apresentação e ela demonstrou muita simpatia com os torcedores espanhóis. Parece usual, mas isso não acontecia desde quando David Beckham foi contratado e levou sua esposa, Victoria Beckham, em sua apresentação. Agora, o mais impressionante, sem sombra de dúvidas, é o ritmo com que as camisas do novo camisa 10 estão sendo vendidas. Em uma hora, foram vendidas 900 camisas. Já é um número considerável, mas nada perto das 345 mil camisas que o Real já vendeu até hoje. Isso mesmo, trezentas e quarenta e cinco mil camisas, sem mesmo o jogador fazer sua estréia. Agora vamos aos cálculos: cada peça foi vendida por 97 euros, o que resulta num total de 33.4 milhões de euros, quase 42% do valor pelo qual James foi adquirido.

É claro que esse não é o valor absoluto, já que o Real Madrid tem direito a "apenas" 30% do faturamento. As vendas foram tão assustadoras, que o Real passou a ser considerado a "Disney do mundo do futebol", diante de tamanha competência de gerar lucros em cima do marketing. A expectativa é que ao longo de seu contrato, James se aproxime do fenômeno de vendas Cristiano Ronaldo, que já vendeu mais de 1 milhão de camisas desde que foi contratado.

Agora, fazendo um rápido paralelo com a realidade do nosso futebol brasileiro, qual será a % da taxa de conversão que os clubes conseguem com a venda de camisas ou outros produtos relacionados ao clube? Será que deixaríamos de pagar "15 real" numa camisa falsificada aqui pra prestigiar uma grande contratação, potencial ídolo e ainda "ajudar" o clube? Um exemplo de sucesso recente foi a venda das camisas do Flamengo, ao fechar contrato com a Adidas. Algo parecido também acontece quando ídolos ou grandes jogadores voltam a jogar aqui, como Ronaldinho Gaúcho, Juninho Pernambucano, Deco, Ronaldo Fenômeno, etc. Mas, infelizmente, sabemos que todo o dinheiro recebido é instantaneamente usado para pagamento de dívidas, penhoras e afins. Existe um limbo sem precedentes separando a estrutura/organização do futebol europeu com o brasileiro.

Até a próxima!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Os 5 maiores baladeiros do futebol brasileiro

Fala galera! A ressaca pós-Copa está chegando ao final e a tensão do Brasileirão já toma conta dos torcedores. Como estamos na porta de um fim de semana, nada mais justo que relaxar...

Resolvi montar um top 5 com os maiores baladeiros do futebol brasileiro. Mas o critério não é só a gandaia. Pra mim o jogador pode fazer a festa, mas tem que  mostrar resultado no jogo de domingo.

Então vamos ao meu top 5:

5º lugar – Vampeta
O Velho Vamp nunca foi um craque, mas não dá pra dizer que era um jogador dispensável por onde passou. Foi campeão de tudo, inclusive da Copa do Mundo. Pra completar a história ainda escreveu um livro contando causos de vários amigos de profissional... polêmica! Vampeta tem como marca as cambalhotas na rampa do Palácio do Planalto, em Brasília, após o penta. Reza a lenda que no seu álcool tinha sangue sangue tinha álcool aquele dia...

4º lugar – Ronaldo
O Fenômeno era um baladeiro discreto, não era de arrumar confusão, pelo menos em seu auge. Dizem que suas festas em Madrid arrastavam multidões, mas nada disso é provado. Barriga acima do normal, cigarros e mais cigarros, e um passeio íntimo com três travestis colocaram o pentacampeão na nossa lista.

3º lugar – Edmundo
O Animal era craque, ninguém duvida disso, o problema é saber onde ele rendia mais: nos campos ou nos bailes. Edmundo virava a noite na luta, mas não negava fogo no dia seguinte. Pediu dispensa da Fiorentina em 99 pra aproveitar o carnaval no Rio de Janeiro...

2º lugar – Renato Gaúcho
A fama de pegador atravessa fronteiras. Aliás, fronteiras e muros eram seus piores pesadelos... Ficou fora da Copa de 86 após uma balada durante o período de treinamento para o Mundial. Foi cortado por Telê Santana por ter extrapolado o tempo para retorno à concentração. Faturou o segundo lugar não só por esse corte mas também por sua filha ser da mesma estirpe do pai.

1º lugar – Romário
Algum outro cara teria moral pra apostar com o treinador que marcaria gols em troca de folgas para se divertir? Não... nenhum outro... Romário só existiu e só existirá um. O Baixinho tinha como lema “treinar pra que se eu já sei o que fazer?”. Foi dispensado pelo Flamengo após uma balada em Caxias do Sul, voltou do Barcelona para o Rio porque sentia saudade da praia e do futevôlei, e teve como auge baladeiro nas apostas com o seu ex-treinador do Barcelona Johan Crujff. Determinada ocasião ele disse que precisava de dois dias para voltar ao Brasil, o treinador propôs que ele marcasse dois gols na partida e assim o liberaria. Romário fez 2 gols em 20 minutos, virou pro banco e pediu substituição. Ao ser indagado falou: treinador, meu vôo sai em uma hora, preciso correr.

Depois dessa alguém questionaria a presença de Romário no topo do nosso ranking?

È isso galera... ficamos por aqui... gostaram da nossa lista? Colocariam mais alguém nessa relação?

Agora é com vocês!

Fui!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Renovação do futebol brasileiro. Será?

Às vezes eu me pergunto se o futebol brasileiro vive em duas realidades paralelas. Por um lado, assistimos no noticiário as novidades sobre a Seleção Brasileira. Cada vez mais mais é cobrada a tão famigerada renovação. Não simplesmente de treinadores ou jogadores, mas renovação da mentalidade, da forma de gerenciar e liderar o destino do nosso maior patrimônio cultural.
Low:
olhar no futuro

Mas, por outro lado, ainda não vejo a mesma corrente cobrando essas mudanças em relação aos clubes. Apesar de casos isolados, como Tite no Corinthians, ou Abel Braga no Fluminense, é sempre muito comum vermos casos esdrúxulos como a demissão de Ney Franco do Flamengo com apenas 7 jogos à frente da equipe. Eu ainda tive o desprazer de ouvir o comentário de um jornalista dizendo que a demissão era esperada depois do fraco desempenho nesses pouco mais de 2 meses de trabalho.
Ney Franco:
voltar para trás

Até concordo que depois desses 7 jogos sem vitória, com 4 derrotas e 3 empates, era necessária uma chacoalhada, mas convenhamos... Dizer que 2 meses de trabalho foi razoável em um ano em que os clubes ficaram sem partidas oficiais por mais de 1 mês por conta da Copa do Mundo é no mínimo querer debochar da inteligência dos torcedores. Os mesmos que dizem que a Alemanha fez muito bem quando optou em dar prosseguimento ao trabalhos de Joachim Low mesmo após 2 Mundiais sem vitórias agora vêm a público execrar Ney Franco.

Como eu disse, não quero entrar no mérito da qualidade do trabalho nem no desempenho da equipe nos últimos embates. Mas das duas, uma: ou ainda temos o complexo de vira-latas e pensamos que tudo que é de fora é superior e tudo que é nosso é inferior; ou tem gente vivendo em trânsito em dois universos paralelos.

terça-feira, 22 de julho de 2014

A Era Dunga - Parte 4

Fala galera! Como já vinha sendo noticiado desde que Gilmar Rinaldi foi anunciado no cargo de coordenador da Seleção Brasileira, Dunga volta a ser o treinador da equipe canarinho. Carlos Caetano Bledorn Verri nasceu em Ijuí, Santa Catarina, e tenta pela quarta vez marcar uma "Era" à frente da seleção, seja positiva ou negativamente.

Convocado por Carlos Aberto Silva em 1987, quando defendia o Vasco da Gama, Dunga se transformou em símbolo da equipe durante a Copa de 1990, quando Sebastião Lazaroni resolveu apostar no futebol de resultados e teve em Dunga seu maior símbolo. Após a derrota para a Argentina nas oitavas de final do Mundial, a chamada "Era Dunga" condenou toda uma geração de bons jogadores.

Vieram as eliminatórias para a Copa de 94 e Dunga mais uma vez começava a despontar como um dos líderes da equipe, mesmo ficando no banco, já que Luis Henrique era o titular de Parreira. Após a derrota para a Bolívia em La Paz, o treinador modificou a equipe titular, e um dos nomes que ganharam espaço foi o do volante de cabelo espetado. Com a vaga na Copa, e a titularidade garantida, era questão de tempo para Raí, o capitão da equipe, sair do time e ceder a braçadeira para que uma segunda Era Dunga, agora vitoriosa, aparecesse.

Depois que encerrou a carreira de jogador, no Internacional de Porto Alegre, mesmo clube em que havia começado a jogar, Dunga ficou um pouco longe dos holofotes. Até que em 2006, após a derrota do Brasil para a França na Copa disputada na Alemanha, a necessidade de um comando técnico linha-dura, o capitão do tetra foi "inventado" como treinador, iniciando assim a 3ª Era Dunga à frente da Seleção.

Em seus 4 anos de comando foram 69 jogos (incluindo a Seleção Olímpica), 50 vitórias, 12 empates e apenas 7 derrotas, um aproveitamento de quase 79% dos pontos disputados. Vencemos de forma convincente seleções do porte de Argentina, Alemanha, Itália, Portugal e Uruguai. Conquistamos a Copa América de 2007, a Copa das Confederações de 2009 e faturamos o bronze olímpico em 2008 (ok, isso não é um grande resultado).

Saímos da Copa africana depois de fazer um ótimo primeiro tempo onde a bola teimou em só entrar uma vez no gol holandês, e no segundo tempo fomos dominados e perdemos a partida, a meu ver, uma injustiça.

Dunga fez o que se esperava dele, resgatou a credibilidade da equipe, acabou com os privilégios, mas ao mesmo tempo criou muita polêmica, principalmente com a imprensa brasileira, e aí é que mora o problema, já que eles são os formadores de opinião.
90, 94, 2010 e 2018?
As 4 Eras Dunga?

A demissão imediata após a Copa mostrou que a Rede Globo tinha total poder sobre as decisões de Ricardo Teixeira, e colocou Dunga com o status de um ex-jogador, já que nem para o cargo de treinador ele era requisitado mais. Veio o ano de 2013, no comando do mesmo Internacional onde encerrou a carreira, ele conquista os dois turnos do Campeonato Gaúcho e evita uma decisão, levando para o Colorado sua 42ª taça.

Com a saída de Luiz Felipe Scolari, muitos nomes eram colocados em pauta como sugestão para o cargo de treinador, mas buscando novamente a linha-dura de 2010, Marín aposta em Dunga. Os brasileiros queriam mudança, queriam uma nova CBF, o que a princípio se torna impossível. Mudar somente o treinador não significaria uma mudança de mentalidade, já que o mesmo continuaria como subordinado.

A entrada de Gilmar na semana passada já deixava claro que Marín e Del Nero não estavam insatisfeitos com a política nem com a administração atual (alguém tinha dúvidas disso?), e a escolha do treinador era questão de preferência e perfil, não havia como inventar muito.

Como gostei do trabalho de Dunga em sua última passagem, continuo apostando que ele é capaz de treinar uma equipe. Como falei acima, "vai do gosto do cliente". A mudança de estrutura na Confederação precisa acontecer, mas isso não passa a princípio pelo cargo de treinador, sua função é apenas colocar o time em campo e fazer jogar, fazer vencer, trazer alegria ao torcedor.

Quem sabe a 4ª Era Dunga não se transforma em uma Era vitoriosa, assim como foi em 94.

Que a essa quarta passagem do capitão do Tetra não seja a Era do Gelo e sim a Era do Hexa!

Fui!

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