segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Os gols de Messi

Fala galera! Que Messi é um gênio, um ET, poucos duvidam. Que ele é mete gol de tudo quanto é jeito, acho que também não existe discussão. Mas ainda assim quem o critica costuma dizer que ele "amarela" com a camisa da Argentina, mesmo sendo o segundo maior artilheiro da história da seleção, atrás apenas de Batistuta. E alguns números acabam ajudando os "cri-cris" nesse julgamento.

Começando pelas Copas do Mundo, Messi até hoje disputou três edições da competição, foram três partidas na Alemanha em 2006, marcando um gol, cinco na África do Sul em 2010 sem balançar as redes, em ambas a equipe caiu nas quartas, e no vice-campeonato da Copa de 2014, no Brasil, em sete partidas ele fez quatro gols. Na soma foram 15 jogos e apenas cinco gols marcados.

Se voltarmos pro nosso continente, o camisa 10 jogou três edições da Copa América, foi vice em duas, e em 2011, jogando em casa, parou nas quartas. Jogou um total de 16 partidas, marcando apenas três gols. Em 2011 ele nem balançou as redes.

Quando falamos de Olimpíadas o desempenho é um pouco melhor, ele disputou a edição de 2008, em Pequim, e faturou o ouro. Foram cinco jogos disputados e dois gols, a média sobe, mas ainda assim está longe de ser o Messi que conhecemos.

Somando as três competições, foram 36 partidas defendendo a Seleção da Argentina e apenas 10 gols marcados, uma média de 0,28 por jogo, bem diferente do 1 gol por partida que ele vem mantendo desde a temporada 2009/2010 no Barcelona.

Abaixo a relação de todas as partidas e gols de Messi nessas competições:

Copa do Mundo 2006 - Alemanha - quartas
Argentina 6 x 0 Sérvia - 1 gol
Argentina 0 x 0 Holanda
Argentina 2 x 1 México

Copa do Mundo 2010 - África do Sul - quartas
Argentina 1 x 0 Nigéria
Argentina 4 x 1 Coréia do Sul
Argentina 2 x 0 Grécia
Argentina 3 x 1 México
Argentina 0 x 4 Alemanha

Copa do Mundo 2014 - Brasil - vice
Argentina 2 x 1 Bósnia - 1 gol
Argentina 1 x 0 Irã - 1 gol
Argentina 3 x 2 Nigéria - 2 gols
Argentina 1 x 0 Suíça
Argentina 1 x 0 Bélgica
Argentina 0 x 0 Holanda
Argentina 0 x 1 Alemanha

Copa América 2007 - Venezuela - vice
Argentina 4 x 1 Estados Unidos
Argentina 4 x 2 Colômbia
Argentina 1 x 0 Paraguai
Argentina 4 x 0 Peru - 1 gol
Argentina 3 x 0 México - 1 gol
Argentina 0 x 3 Brasil

Copa América 2011 - Argentina - quartas
Argentina 1 x 1 Bolívia
Argentina 0 x 0 Colômbia
Argentina 3 x 0 Costa Rica
Argentina 1 x 1 Uruguai

Copa América 2015 - Chile - vice
Argentina 2 x 2 Paraguai - 1 gol
Argentina 1 x 0 Uruguai
Argentina 1 x 0 Jamaica
Argentina 0 x 0 Colômbia
Argentina 6 x 1 Paraguai
Argentina 0 x 0 Chile

Olimpíadas de 2008 - Pequim (China) - campeão
Argentina 2 x 1 Costa do Marfim - 1 gol
Argentina 1 x 0 Austrália
Argentina 2 x 1 Holanda - 1 gol
Argentina 3 x 0 Brasil
Argentina 1 x 0 Nigéria

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Donizete Pantera e a saga do índio Popó

Fala galera!

Hoje tô aqui pra contar mais um "causo" do futebol brasileiro. O protagonista é o ex-atacante Donizete Pantera. Ou melhor, o protagonista mesmo é o Índio Popó, Donizete não passa de um coadjuvante na história. Esse causo ganhou fama recente após uma entrevista do Pantera, no quadro "Cara a Tapa" do Rica Perrone, que pode ser visto na íntegra aqui (o caso do Índio começa aos 3 min.).

“Fui jogar na Amazônia [em Manaus, pela Seleção Brasileira]. A gente foi treinar num lugar simplesinho, perto da selva, lugar bem fechado, uma mata lá, aí quando fui pegar a bola apareceu um índio de repente. Moleque, tinha uns 18 anos. [Pensei:] pô, índio quer matar o ‘Pantera’. Fiquei meio cabreiro. Ele veio, gostou de mim pra caramba:

- Oi, índio, tudo bom?
- Tudo bom (falava meio estranho).
- Que que você tá fazendo aí?
- Quero jogar futebol.
- Pô, mas agora num dá pra jogar. Vai lá no Vasco.

Chegando lá no hotel, quem tava lá? O índio. De novo. Chegou primeiro que eu, já mais arrumadinho, só com uma tanguinha. Com a flecha daqui pra cima. Ele chamava Popó:

- Popó, aqui não dá pra treinar, não. Tem que ser lá no Rio [de Janeiro]. Mas vai lá. Depois te dou uma moral.

Aí beleza, jogamos, acho que foi 1 a 0, ganhamos lá. Tô no Rio, na outra semana ia jogar o clássico Flamengo e Vasco, eu no hotel, dormindo, meia-noite, sonhando com o clássico, desesperado e toca o telefone da recepção:

- Donizete?
- O que que foi?
- Cara, tem um índio aqui, rapaz. Tá no portão e disse que só sai daqui quando tu chegar.
- Caraca, tá maluco. Como é que esse índio chegou aqui?
- Ele tá só de tanguinha, com uma fecha, arco e fecha e com uma sacola e falou que só entrega pra você aqui no Rio, lá em São Januário.
- Rapaz, tem como você pelo amor de Deus colocar ele num hotel pra mim? Segunda-feira eu tiro ele, não deixa ele sair, não.

Ganhamos do Flamengo, 2 a 1. Falei: ‘menos mal, ganhamos do Flamengo, tamo com moral, todo mundo de bom humor, o [técnico Antônio] Lopes. Aí pegamos o índio. Chegou lá [em São Januário], tá o Lopes na preleção, chega o índio, de tanguinha:

- Que é isso aí, rapaz?
- Doutor, é uma longa história, esse índio aí ele tem que jogar aqui no Vasco.
- Por que que ele tem que jogar no Vasco?
- Pro índio casar, para ele ficar com uma moral com a noiva dele, na selva, sei lá, na turma dele, ele tinha que jogar no Vasco pra casar. Ô Lopes, dá uma moral pro cara aí, só pra ele correr um pouquinho.
- Cê tá maluco, Donizete. Como é que eu vou botar o índio pra jogar? Vai lá falar com o Eurico.

Então, eu vou… Cheguei lá, o Eurico gosta de um charutinho, a fumaça tava vindo por debaixo da porta. Faleu: ‘meu Deus do céu, Jesus, deixa eu entrar com o índio Popó’. Bati na porta:

- Que que foi?
- É o Donizete, Doutor.
- Cê não tinha que estar treinando?
- Tá, mas eu queria falar sério com o senhor.
- Então entra aí.

E foi o índio primeiro:

- Que é isso aí, rapaz?
- Deixa eu falar, Doutor: pro índio casar e ficar com moral na aldeia, ele tem que jogar um pouquinho no Vasco (ele veio de avião da FAB, avião cargueiro).
- Rapaz, como é que vou fazer pra colocar esse cara pra treinar?

Como o Eurico é supersticioso, eu falei:

- Doutor, se o índio não treinar, sabe que índio tem aqueles negócios, aquelas doideiras, se ele não treinar vai dar ruim pra gente.
- Então vai lá, bota o índio pra treinar.

Aí o Lopes fez um [treino] dois toques pra colocar ele. Colocamos a roupa do Vasco nele:

- Popó, a chuteira, põe a chuteira.
- Índio Popó não joga de chuteira, joga descalço.

Aí ele jogou. Edmundo lá, mas ele não conseguia pegar na bola direito, ele era muito ruim, mas ele corria bem, porque corria atrás de pantera, era rápido, aí a gente deixou ele fazer um golzinho, ele vibrou, ficou apaixonado. Levei ele no aeroporto, ficou todo bobo. Não sei como ele tá hoje, se tá com moral na selva. Nunca mais vi o índio Popó.”

A história é sensacional, vale a pena conferir o vídeo (a partir dos 3 min.) com a narração do Pantera, é hilário:


Até a próxima!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Paramos no tempo

Fala galera! No último dia 26 terminarou a XVII edição dos Jogos Panamericanos, realizado em Toronto, no Canadá. O Brasil encerrou a participação com um total de 141 medalhas, sendo 41 de ouro, 40 de prata e 60 de bronze, ficamos pela terceira edição consecutiva em 3º no quadro de medalhas.

Analisando os últimos 16 anos, ou seja, as últimas cinco edições**, é de se lamentar que nosso país pouco evoluiu, ainda mais se considerarmos que nesse intervalo de tempo tivemos uma edição realizada no Rio de Janeiro e no ano que vem termos os Jogos Olímpicos, o que teoricamente deveria "dar um up" no patamar dos nossos atletas.

Nosso crescimento em total de medalhas foi insignificante nesse período, passamos de 137 em 1999, no Pan de Winnipeg, também no Canadá, para 141 agora. O pico foi de 157 em 2007, no Rio, e em 2003 tivemos 123 medalhas, de qualquer forma uma variação muito pequena tanto pra cima quanto pra baixo.


Quando o assunto é medalhas de ouro há um crescimento interessante de 1999 a 2007, e depois voltamos a ter queda. Isso torna a análise equivocada, pois a impressão que tenho é que melhoramos onde já éramos bons e não evoluímos nos esportes que não temos tradição.

Abaixo vocês podem ver um gráfico com a evolução desses anos, nos firmamos na 3ª colocação, mas não devido ao nosso crescimento, e sim ao declínio de Cuba e Canadá, que sempre foram potências no esporte olímpico e perderam espaço nos últimos anos.


A dúvida que fica pro ano que vem é se teremos nossa melhor participação na história dos Jogos Olímpicos mesmo sem muito investimento algum no esporte amador ou se o resultado será catastrófico a ponto de cessar qualquer mínimo investimento que poderíamos ter?

O tempo vai dizer... por enquanto são só nossas previsões.

Fui!

* Luiz Paulo Knop

** 1999 - Winnipeg - Canadá
** 2003 - Santo Domingo - República Dominicana
** 2007 - Rio de Janeiro - Brasil
** 2011 - Guadalajara - México
** 2015 - Toronto - Canadá

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Para que serve?

 Os Jogos Panamericanos chegaram ao fim depois de semanas com boas disputas, bastante emoção e nomes que prometem ser destaque nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016. Também surgiram algumas polêmicas, e nesse caso eu vou me ater especificamente à matéria publicada pela revista Veja.

No dia 10 de julho, a revista estampou uma reportagem sob o título "Para que serve um Pan?", na qual Alexandre Salvador e Renata Lucchesi questionam o grau de importância do evento e a competitividade das modalidades. Na matéria, levantam pontos como a não participação de atletas renomados de algumas modalidades, apontando que existem outras competições com índices mais expressivos e com oferecimento de vagas para as Olimpíadas. Com uma infeliz declaração, a reportagem afirma que o momento mais memorável dos Jogos seria a apresentação do Cirque du Soleil (caso eles esperem uma resposta: sim, soa de forma muito arrogante essa declaração, além de ter sido muito errada).

Juliana dos Santos não parece indiferente com a medalha

Tentando desmerecer o Panamericano, a revista jogou várias informações desconexas e vagas, comportamento típico de quem não entendia do assunto sobre o qual escrevia. Em uma dessas acusações desesperadas, o periódico diz que, por terem vaga garantida em 2016 pelo Brasil ser país sede, várias modalidades veriam o desempenho no Pan como sendo indiferente.


Sinceramente, argumentos assim soam, no mínimo, estranhos. Ora, como uma equipe que tem pela frente uma Olimpíada em casa enxerga como indiferente o desempenho em uma competição continental??? Ou você, leitor do Resenha, acredita que algum dos 590 atletas que estiveram em Toronto foram a passeio? Ou que algum deles não se importava em competir para ser o melhor e escutar o Hino Nacional entoado?



O Handebol não pareceu confortável pela vaga garantida em 2016
Convenhamos, calendários absurdos prejudicam e muito o evento, como bem disse o Luiz Paulo no Papo 10 #17. Mas daí achar que o Jogos Panamericanos não têm serventia é abusar da inteligência de quem acompanha esportes, torce e percebe a evolução do Brasil em relação a competitividade. Assim, dizer que o maior medalhista olímpico Michael Phelps nunca participou do Pan e logo em seguida lembrar da participação de Mark Spitz (detentor do recorde antes de Phelps), João do Pulo e Carl Lewis demonstra que é necessário mais que relatos vagos para que haja informação de fato.

Feitos históricos como a vitória do basquete masculino em 1987 em Indianápolis e do feminino em 1991 em Havana não podem ser apagados da nossa memória. O salto de João do Pulo e as medalhas de Thiago Pereira não devem ser colocadas em um balaio de desempenhos indiferentes. Esperar que a "chuva de medalhas" se repita nas Olimpíadas seria o mesmo que esperar um título mundial do Chile (que venceu a Copa América em 2015) ou da Grécia (que já venceu a Eurocopa). Particularmente, não preciso de muito esforço para saber diferenciar o que é continental e o que é mundial.


Isaquias acabou caindo nas graças da Veja
Na última edição, a Veja ironicamente (ou não) publicou uma reportagem sobre Isaquias Queiroz da canoagem e diz que após os seus feitos do Panamericano podemos esperar bons resultados do atleta no Rio em 2016. De qualquer forma, isso não apaga a gafe cometida pela revista. A Rede Record, detentora dos direitos de transmissão, não ficou calada e publicou uma reportagem em defesa do Pan, intitulada "Para que serve a Veja?". É com essa indignação que termino esse post de hoje, torcendo para que o Pan continue sendo esse celeiro de heróis que mostram vitórias que vão muito além das medalhas.

terça-feira, 28 de julho de 2015

A situação da dupla Fla-Flu

Fala galera! Já estamos na segunda metade do ano e os clubes já começam a pensar em 2016, ano olímpico, de Copa América, de problemas... aliás... todo ano é ano de problemas paras os clubes brasileiros.

Depois do imbróglio que a Ferj se envolveu com Flamengo e Fluminense, os clubes ameaçam usar os juniores no campeonato estadual e partir para torneios amistosos que encham os cofres dos clubes ou até mesmo disputar alguma competição regional pelo país, como mostramos aqui alguns dias atrás, chegaram até a cogitar a criação de uma liga paralela no estado.

Existiu ainda um comentário de que ambos poderiam nem mesmo disputar o estadual, ameaçaram, mas a hipótese disso acontecer é nula. Pelo regulamento das competições, um clube que deixar de disputar um campeonato que tenha mais de uma divisão sem que tenha sido rebaixado no ano anterior, está automaticamente fora de todas as competições profissionais, o clube é punido. O Estatuto da CBF diz que "... o abandono do Estadual implicará rebaixamento à divisão inferior no Estado, impedimento de participação de qualquer competição coordenada pela CBF, bem como de jogos oficiais ou amistosos interestaduais, nacionais e internacionais".

Ou seja, se Flamengo e Fluminense criarem a tal liga ou migrarem pra qualquer outra competição, abandonando o estadual, estão fora do Brasileirão, da Copa do Brasil, de uma possível Libertadores ou Sulamericana também. Essa opção é inviável.

Entrar com o time sub-20 é uma alternativa interessante, abre margem para revelar novos jogadores, mas com certeza a receita televisiva seria muito inferior, ou você acha que alguma emissora bancaria os mesmos valores para transmitir jogos de juniores? Para os clubes talvez seja interessante, em outras competições poderiam tirar a diferença, mas será que o boicote financeiro seria limitado apenas ao torneio local?

A dúvida que fica nessa questão toda é se as duas equipes enfrentarão esse possível boicote e realmente buscarão novos ares para o futebol ou se renderão ao poder da Ferj e nada mudará para o ano que vem?

Eu aposto na segunda opção, pelo histórico... e vocês?

Vamos aguardar... fui!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

O que é ser bom?

Fala galera! Na segunda passada vi um pedaço do programa Bem, Amigos! do Sportv e em determinado momento o treinador Levir Culpi, do Atlético Mineiro, falava sobre a dança das cadeiras do futebol brasileiro no cargo de treinador. É assunto corriqueiro no país mas não achamos um modo de resolver, e com um único comentário e comparação o curitibano da Cidade do Galo resumiu o problema.

Ele disse que o problema do Brasil não está nos resultados propriamente ditos e sim no conceito de resultado que temos. O brasileiro não aceita nada diferente de um título. Mesmo com time inferior nós queremos ser campeões.

Pegamos o Grêmio como exemplo. Alguém discorda que o time gaúcho não tem elenco para disputar o título? Acho que não... o limite do time é uma briga por vaga na Libertadores, no máximo... então os caras demitem o Felipão na 2ª rodada... outro caso é o do Cruzeiro. Marcelo Oliveira fez milagre nas duas temporadas anteriores, levou o time ao bicampeonato com jogadores que antes não eram nem cotados para contratações. Ricardo Goulart, Everton Ribeiro, Egídio... tudo refugo! Agora a diretoria se desfez da maioria deles, foi preciso recomeçar a montagem do time, o que automaticamente deixaria o time mineiro em situação inferior na perspectiva do campeonato. Mas quem disse que esperaram? Já na 4ª rodada ele tava fora... e agora brilha no Palmeiras, mostrando ser um ótimo treinador.

E depois disso veio a comparação que me chocou, mas que tem toda razão de existir. Levir perguntou aos debatadores quem eles prefeririam: Guardiola ou Léo Condé (hoje no Sampaio Côrrea)?

Óbvio que ninguém entendeu nada...


Léo Condé na beira do campo
Então ele explicou. Léo Condé levou uma Caldense sem investimentos até a decisão do Mineiro, ficou invicta até o último jogou, jogou pelo empate inclusive, agora tem no time maranhense a oportunidade de um acesso para a elite do Brasileirão, e não é impossível de acontecer já que a equipe está entre as primeiras colocadas. O mesmo Léo já fez ótima campanha com o Tupi, de Juiz de Fora.

Po... mas o Guardiola é campeão de tudo, como vai comparar os dois? Aí que tá... a meta é diferente, o conceito de bom trabalho é outro. Para os times que o Guardiola treinou, era vencer ou vencer, o investimento é muito alto, é importante o título. E é exatamente por isso que os treinadores europeus ficam tanto tempo no cargo independente de títulos.

Arsene Wenger tem quase 20 anos de Arsenal e o que ele conquistou por lá? Quase nada... mas revelou uma infinidade de atletas, disputou várias Ligas dos Campeões.

A questão é o conceito, o nosso conceito de bom trabalho é equivocado, para nós só serve o primeiro lugar no pódio.

E isso se estende ao Rubinho na Fórmula 1, ao Bellucci no tênis, ao basquete brasileiro... ou ganha, ou não presta.

E fim de papo!

* Luiz Paulo Knop

domingo, 26 de julho de 2015

Papo10 #17 - O calendário "perfeito" da FIVB

De dia o Brasil enfrenta a Rússia pelo Grand Prix Feminino de Vôlei, de noite ganhamos de Porto Rico no Pan... que calendário é esse?


sábado, 25 de julho de 2015

Papo10 #16 - Critérios de convocação na base

O Brasil foi eliminado de maneira vexatória do futebol masculino no Pan de Toronto. Analisando a convocação dá pra imaginar que o nosso futuro no futebol é sombrio.



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Vai e Vem do Futebol Europeu - 2015/2016 - Parte 2

Fala galera!

Como prometido, estamos de volta para a segunda parte do Vai e Vém do Mercado Europeu 2015/2016. Na semana passada, fizemos a Parte 1, dando destaques para as contratações já secrementadas da futebol alemão, espanhol, francês e holandês. Se você ainda não viu e quer ficar por dentro das novidades do mercado da bola, clique aqui. Hoje, como combinado, vou dar prioridade às negociações dos maiores clubes da Inglaterra, Itália e Portugal.

Pra facilitar a leitura, também estou colocando os que chegam e saem de cada equipe, além da posição (G - Goleiro, LD - Lateral Direito, LE - Lateral Esquerdo, Z - Zagueiro, V - Volante, M - Meio-campo e A - Atacante) e o valor (em Euros, hoje na proporção €1 = R$3.42), quando divulgado. Não estou citando os jogadores que estão retornando de empréstimo, para não ficar muito confuso. Vamos ao que interessa!

Inglaterra:
  • Arsenal: Chegam: Peter Cech (G, Chelsea, €14M) Saem: Ryo Miyaichi (A, St. Pauli), Abou Diaby (M), Semi Ajayi (Z), Jack Jebb (M), Austin Lipman (A), Brandon Ormonde-Ottewill (LE), Josh Vickers (G).
  • Chelsea: Chegam: Nathan (M, Atlético Paranaense, €4.5M), Cristian Manea (LD, Viitorul), Asmir Begovic (G, Stoke, €12M). Saem: Gaël Kakuta (A, Sevilla, €6M), Thorgan Hazard (M, Borussia M’gladbach, €8M), Didier Drogba (A).
  • Liverpool: Chegam: James Milner (M, Manchester City), Danny Ings (A, Burnley), Ádám Bogdán (G, Bolton), Joe Gomez (Z, Charlton, €4,9M), Roberto Firmino (A, Hoffenheim, €30,85M), Nathaniel Clyne (Z, Southampton, €14M), Christian Benteke (A, Aston Villa, €46M). Saem: Steven Gerrard (M, Los Angeles Galaxy), Glen Johnson (LD), Brad Jones (G), Jordan Lussey (M), Iago Aspas (A, Celta de Vigo).
  • Manchester City: Chegam: Patrick Roberts (A, Fulham), Fabian Delph (M, Aston Villa, €11.5M), Raheem Sterling (A, Liverpool, €62M), Enes Unal (A, Bursaspor, €3M). Saem: Matija Nastasic (Z, Schalke, €9.5M ), Scott Sinclair (A, Aston Villa, €3.5M ), Dedryck Boyata (Z, Celtic, €2.0M), James Milner (M, Liverpool), John Guidetti (A), Micah Richards (LD, Aston Villa), Adam Drury (LD), Greg Leigh (LE), Dominic Oduro (M), Frank Lampard (M, New York City).
  • Manchester United: Chegam: Memphis Depay (A, PSV, €27,5M), Bastian Schweinsteiger (M, Bayern de Munique, €18M), Morgan Schneiderlin (V, Southampton, €34M), Matteo Darmian (LD, Torino, €18M). Saem: Tom Cleverley (M, Everton), Ben Amos (G), Tom Thorpe (Z), Falcao García (A, Monaco).
  • Tottenham: Chegam: Toby Alderweireld (Z, Atletico de Madrid), Kevin Wimmer (Z, Köln, €7M), Kieran Trippier (LD, Burnley, €4,9M). Saem: Lewis Holtby (M, Hamburgo, €6.5M), Bongani Khumalo (Z), Cristian Ceballos (A), Jordan Archer (G), Jonathan Miles (G), Brad Friedel (G, Aposentado), Jordan Archer (G, Millwall), Benjamin Stambouli (M, PSG, €8,6M), Younes Kaboul (Z, Sunderland).
Itália:
  • Inter: Chegam: Xherdan Shaqiri (M, Bayern, €15M), Jeison Murillo (Z, Granada, €8M), Davide Santon (LE, Newcastle, €3,7M), Geoffrey Kondogbia (V, Monaco, €30M). Saem: Alfred Duncan (M, Sampdoria, €2,6M), Matías Silvestre (Z, sem clube), Jonathan (LD, sem clube), Ricky Álvarez (M, Sunderland, €10,5M), Hugo Campagnaro (Z, sem clube), Ibrahima Mbaye (LE, Bologna, €3,5M), Marco Benassi (M, Torino, ?), Matteo Bianchetti (Z, Verona, ?).
  • Milan: Chegam: Luca Antonelli (LE, Genoa, €4,5M), Rodrigo Ely (Z, Avellino), Afriyie Acquah (V, Hoffenheim, €2,8M), Simone Verdi (M, Torino, €0,45M), Carlos Bacca (A, Sevilla, €30M), Andrea Bertolacci (M, Roma, €20M). Saem: Michael Essien (V, Panathinaikos), Gianmario Comi (A, Livorno), Marco Fossati (M, Cagliari), Riccardo Saponara (M, Empoli, €4M).
  • Juventus: Chegam: Alberto Brignoli (G, Ternana, €1,7M), Paulo Dybala (A, Palermo, €32M), Sami Khedira (V, Real Madrid), Mario Mandzukic (A, Atlético de Madrid, €19M) , Roberto Pereyra (M, Udinese, €14M), Simone Zaza (A, Sassuolo, €19M). Saem: Carlos Tevez (A, Boca Juniors, €5M), Domenico Berardi (A, Sassuolo, €10M), Edoardo Ceria (A, Atalanta, ?), Edoardo Goldaniga (Z, Palermo, ?), Richmond Boakye (A, Atalanta, ?).
  • Roma: Chegam: Leandro Paredes (M, Boca Juniors, €4,5M), Daniel De Silva (M, Perth Glory), Nemanja Radonjic (M, Empoli), Andrea Bertolacci (M, Genoa, €8,5M), Radja Nainggolan (M, Cagliari, €15M). Saem: Andrea Bertolacci (M, Milan, €20M), Luca Antei (Z, Sassuolo, ?).
Portugal:
  • Benfica: Chegam: Jhon Murillo (A, Zamora), Marçal (LE, Nacional), Adel Taarabt (A, QPR), Mehdi Carcela-González (M, Standard Liège, €4M). Saem: Rodrigo (A, Valencia, €30M), João Cancelo (LD, Valencia, €15M), Rogelio Funes Mori (A, Monterrey, €3,6M), Miralem Sulejmani (M, Youngs Boys, €3M), André Gomes (M, Valencia, €15M), Loris Benito (LE, Young Boys, €3M).
  • Porto: Chegam: Alberto Bueno (A, Rayo Vallecano), André André (M, Vitória Guimarães, €1,5M), Danilo Pereira (M, Maritimo, €2M), Gianelli Imbula (V, Marselha, €20M). Saem: Danilo (LD, Real Madrid, €31,5M).
  • Sporting: Chegam: Azbe Jug (G, Bordeaux), Ewerton (Z, Anzhi, empréstimo). Saem: Maurício (Z, Lazio, €2,6M), Cédric Soares (LD, Southampton, €6,5M).
Semanalmente, estaremos atualizando ambas as partes que postamos.
Caso queiram ver a parte 1, é só clicar aqui.

Se alguma contratação importante estiver 100% fechada e nós ainda não tivermos postado/atualizado, escreva pra gente nos comentários! :)

Até a próxima!

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Esquentando os tamborins

Os amantes do esporte já devem estar se preparando para a maior festa de integração entre os Povos do Planeta, as Olimpíadas. Apesar do momento político-econômico não estar lá essas coisas, é hora de aproveitar a oportunidade de ver os maiores atletas do mundo na porta da nossa casa. Faltando pouco mais de um ano para os jogos, poderemos desfrutar dos eventos-teste para conhecer os locais de competição e já sentir o clima Olímpico.

Dificilmente nossa geração terá uma nova oportunidade de ver no Brasil outra Olimpíada. Pela primeira vez na América do Sul, os jogos Rio 2016 reunirão o que o esporte tem de melhor. O Time das Estrelas do Basquete Norte-americano, o maior velocista de todos os tempos, Usain Bolt, o maior medalhista olímpico, Michael Phelps, Roger Federer e Arthur Zanetti estarão desfilando em nosso quintal em busca do ouro olímpico. 

As vendas de ingressos já começaram através da fase de sorteio. A modalidade mais procurada foi o Voleibol. Em Outubro começam as vendas diretas, sem sorteio. Os preços variam de R$40,00 a R$4600,00, apesar da crise econômica, os brasileiros estão suando atrás dos ingressos, podendo dividir o valor em até 3 vezes nos cartões de crédito VISA e em até 5 vezes se este for do banco Bradesco.

Os ansiosos torcedores já podem desfrutar do clima olímpico com os eventos-teste que já começaram a acontecer, o primeiro deles foi a Final da Liga Mundial de Voleibol, no Maracanãzinho. Estão previstos 44 eventos sendo 20 esse ano e 24 em 2016. Alguns eventos-teste como Ciclismo de Estrada, Maratona Aquática, Vela e Triatlo são com acesso livre. O calendário completo com as datas e modalidades podem ser encontrados aqui.

* Luiz Felipe Furtado

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