quarta-feira, 24 de maio de 2017

A lenda silenciosa

Na última segunda (22), o Golden State Warriors confirmou seu favoritismo e ganhou do San Antonio Spurs, confirmando uma varrida que parecia inevitável. A série que acontecia pela final da conferência oeste e que começou com promessa de muito equilíbrio acabou sendo marcada pelo desequilíbrio e pela facilidade como Golden State se classificou para a final da NBA. As lesões de David Lee, Tony Parker e, principalmente, de Kawhi Leonard tiraram qualquer chance dos Spurs de evitar que os Warriors se sagrassem campeões do Oeste pelo terceiro ano consecutivo. A série também marcou a provável despedida de Manu Ginóbili do basquete profissional.

Emanuel David Ginóbili Maccari fez história na NBA e na Seleção Argentina. Jogador do San Antonio Spurs de 2002 até hoje, formou um “Big Three” histórico ao lado de Tim Duncan e Tony Parker. O primeiro se aposentou no ano passado, enquanto o segundo deve jogar por pouco tempo a mais e já mostra sinais de declínio. O trio conquistou junto 4 títulos de NBA e se classificou para os playoffs em todas as temporadas em que estiveram unidos. Pela seleção da Argentina, Manu também foi vitorioso e, ao lado de Luis Scola, conquistou o Ouro Olímpico em 2004, derrubando a favoritíssima seleção dos Estados Unidos nas semifinais. Além desse título, chegou a ser vice-campeão da Copa do Mundo de Basquete da FIBA em 2002, numa derrota contra a Iugoslávia marcada pela arbitragem, e conquistou o bronze nas Olimpíadas de 2008. Muitos brasileiros devem lembrar dele como um carrasco da Seleção Brasileira, já que a Argentina liderada por ele era uma grande algoz do Brasil, tendo nos eliminado de diversos torneios.

Na NBA sempre teve um papel importante saindo do banco, era o chamado “sexto homem”, posição que lhe rendeu o prêmio de melhor sexto homem da liga na temporada de 2007-08. Talvez por ter sido um reserva, sempre foi subestimado. Jogar num mercado pequeno e não ter um estilo falastrão, sempre preferindo que o seu jogo falasse por si só, também não o ajudaram a ter a atenção midiática merecida, mas foi com esse jogo silencioso que colocou seu nome na história do basquete. Ao longo de 992 jogos, jogando em média 25,8 minutos, Manu manteve uma média de 13,6 pontos. Numa época em que vemos grandes estrelas fazendo 30 pontos por jogo, os números de Manu podem não ser impressionantes, mas eles foram suficientes. O ala-armador tinha o papel de vir do banco como uma arma surpresa e conseguiu durante 15 anos fazer isso com propriedade, ajudando um time que sempre estava na luta por títulos. Não é à toa que, para muitos, o camisa 20 do San Antonio Spurs é o melhor jogador sul-americano da história.

Manu Ginóbili pode não ser um Lebron James, um Michael Jordan, um Larry Bird ou um Kobe Bryant, ele pode nunca ser citado nas discussões de quem é o melhor da história, mas isso não faz dele menos importante. Manu é um vencedor, um jogador que marcou seu nome na história fazendo o feijão com arroz, jogando um basquete de campeão. Seu jogo nunca foi o mais bonito ou o mais talentoso, mas ele cumpria seu papel com perfeição. Ontem, na sua provável despedida, Ginóbili marcou 15 pontos e deu 7 assistências. Mais uma vez, estatísticas que não impressionam, porém quem viu o jogo sabe o quão importante ele foi em quadra e o quanto ele ajudou os Spurs a darem trabalho para os Warriors. Sua última partida, assim como toda a sua carreira, foi subestimada, só faltou ser vitoriosa.

Obrigado, Manu Ginóbili!

Victor Carneiro

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Não foi dia de Maria

Fala galera! No próximo dia 28 de maio começa o segundo Grand Slam do ano, o torneio de Roland Garros, disputado no saibro francês de Paris. As maiores estrelas do tênis mundial são aguardadas para a competição, mas nem todos estarão por lá.

Se pelo lado masculino tivemos a desistência de Roger Federer, que visando prolongar sua carreira vai diminuindo o ritmo do seu calendário, na chave feminina não teremos Maria Sharapova, bicampeã do torneio, em 2012 e 2014.

A russa foi pega no exame antidoping no início de 2016 por uso da substância “meldonium”, usada como um anti-isquêmico que aumenta o aporte de oxigênio às células, entre elas as musculares, provocando um possível aumento no desempenho.

Sharapova não negou o uso, tomava desde 2006, a substância foi proibida a partir de setembro de 2015, com punição prevista para janeiro de 2016. Por descuido, segundo ela, não atualizou sua lista de medicamentos proibidos e teve que cumprir a pena, inicialmente de dois anos, que acabou reduzida para 15 meses após recurso aceito.

Ela retornou às quadras no mês passado, disputou o WTA de Stuttgart, quando foi até as semifinais. Depois jogou em Madrid, passando para a segunda fase. Ainda passou por Roma, quando se retirou de quadra na partida da segunda fase, com uma lesão muscular na coxa esquerda.

Aguardando um convite para o Grand Slam francês, já que seu ranking não lhe permitiria nem mesmo uma vaga no qualifying, a ex-número 1 do mundo foi surpreendida com a negativa da Federação Francesa de Tênis.

Bernard Giudicelli, presidente da entidade, disse que daria um convite para alguém que por ventura voltava de lesão, mas nunca para quem estava afastada por doping, pois é responsabilidade dele proteger a competição, fazer com que ela seja disputada em igualdade de condições.

O público perde com a ausência de Sharapova, mas a organização entende que fez justiça à competição. Qual a sua opinião sobre o caso?


Fui!

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Corinthians deve ter time de vôlei para a próxima temporada

Alvinegro tentará (e deve conseguir) a vaga na elite da Superliga na Taça de Ouro, no início da próxima temporada.

A Superliga acabou, logo começará mais uma temporada da Liga Mundial, a qual o Brasil é o maior vencedor, com 9 títulos, mas não vence desde o ano de 2010.


Ginásio do Parque São Jorge recebe as competições
de futsal do Corinthians, atual campeão paulista
e brasileiro da modalidade
Enquanto isso, os times de movem para a próxima temporada. Com o anúncio da Taça de Ouro sendo o campeonato que dará a décima segunda e última vaga para a Superliga 2017/2018, substituindo o Torneio Seletivo, as equipes se movem para garantir a posição entre os doze times da divisão principal, que acontecerá em agosto provavelmente.

Entre os times, o São Bernardo deverá fazer uma parceria com o Corinthians e praticamente deixar nas mãos do time da massa alvinegra o projeto. Está tudo certo, e há informações que a apresentação será na próxima terça-feira.

Patrocinado pela rede de supermercados Nagumo, o time terá sede em Guarulhos, cuja prefeitura cederá dois ginásios reformados para jogos e treinamentos. Alguns jogos devem ser feitos no Caldeirão do Parque São Jorge, sede social do clube.

O Corinthians tem dois idealizadores no seu time de vôlei: Alexandre Stanzioni, treinador vice-campeão da Superliga 2015/2016 pelo Brasil Kirin e Serginho, líbero que dispensa apresentações, cujo sonho é disputar uma competição com a camisa do seu time do coração.

Além deles, outros três jogadores estão acertados. Do Sesi-SP, time que Serginho defendeu até essa temporada, vem o levantador Rafa e o central Sidão. O primeiro traz uma segurança na posição principal da equipe; o outro vem sofrendo muito com lesões, mas caso se recupere (auxiliado pela fisiologia do clube alvinegro), pode ser muito importante para o time alvinegro. O outro jogador é Luizinho, central que jogou com Stanzioni no time de Campinas como titular, e estava no voleibol francês, no Aràgo de Sete.

Três jogadores experientes, com potenciais de levar o Corinthians a ser o que foi o Brasil Kirin na última temporada, abaixo das potências. Junto com eles, pode chegar o oposto Rivaldo, que jogou pelo próprio time campineiro na temporada e teve uma Superliga regular, sendo a bola de segurança do levantador Rodriguinho.


Serginho e Alexandre Stanzioni são os idealizadores do projeto,
além de Sidão, corintiano declarado
Stanzioni é um treinador competente, pode dar uma cara muito interessante para esse time do Corinthians. Sem dúvidas, é um time para ir para os play-offs entre os cinco primeiros na primeira temporada e depois se reforçar para as próximas temporadas.

Com a massa alvinegra, o time espera estremecer os ginásios pelo país e será um time de massa disputando outra competição. Diferente do melhor time do mundo, o Timão enche qualquer ginásio no Brasil, o que pode o diferencial para a equipe.

Em tempo, o Taubaté tenta montar uma seleção mundial. Marco Ivovic, melhor jogador da última Liga Mundial, chegou junto com o central argentino Sebastian Solé. Se juntam a Wallace, Lucarelli, Rapha e Otávio, os quatro da seleção brasileira, que, junto com o novo líbero do time, Thales, fazem o melhor sete da próxima Superliga desde já.

O Sada Cruzeiro confirmou Nicolas Uriarte para o posto de levantador, argentino e competente, se aproxima de Willian e é o responsável pela temporada celeste. O Sesi-SP renovou com Lucão, mas trocou Bruninho (rumo à Itália) por Willian, numa tentativa de se fortalecer e, de quebra, tirar o cérebro celeste. Lipe, que era dado como certo no Corinthians, também fará parte do Sesi-SP junto com Douglas Souza e o líbero Murilo (caso a contraprova o isente do doping).


Até a próxima!

Enrico Monteiro

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Primeira rodada do Brasileirão trouxe grandes jogos, algumas certezas e muitas dúvidas

Após dois meses e meio desde o início da temporada do futebol brasileiro, finalmente tivemos a rodada de abertura do nosso principal campeonato. O Brasileirão é a menina dos olhos de todo torcedor tupiniquim, mesmo aquele que sabe que seu time não irá disputar o título, uma boa campanha, mesmo sem a taça, já vale muito pela tradição da competição, os grandes jogos e o equilíbrio, que é a principal característica da nossa liga nacional.

Este equilíbrio foi, inclusive, o destaque das duas partidas do sábado. Na primeira, impossível uma melhor escolha para abrir o campeonato: Flamengo x Atlético-MG. O confronto é para muitos o maior clássico interestadual do país, tem páginas épicas na história da competição e significa hoje o embate entre dois dos favoritos ao título. Além de tudo isso, o jogo contou com um público de 50 mil pessoas no Maracanã.

No primeiro tempo, o Flamengo saiu vencendo por 1 a 0 e poderia ter feito mais gols, já na segunda etapa o Galo dominou os rubro-negros, empatou o jogo e poderia até ter virado. Por estar jogando fora de casa e mesmo assim conseguir se impor durante boa parte da partida e conquistar 1 ponto, o Atlético fica com um gostinho melhor na estréia do que o time da Gávea. Roger parece ter acertado finalmente o caminho que deseja para a equipe, que melhorou o desempenho nas últimas duas semanas. Já Zé Ricardo, viu seus comandados em sua apresentação mais insegura em meses.

O Corinthians de Fábio Carille era o claro favorito para o jogo em casa contra uma Chapecoense fragilizada, que vinha de três derrotas, sendo a última delas uma goleada na final da Recopa Sul-Americana para o Atlético Nacional (COL) por 4 a 1. Porém, o time catarinense demonstrou a solidez que faltou na Colômbia, com maior eficiência pra se defender e contra-atacar. O Timão, por outro lado, teve uma atuação abaixo daquelas que mostrou no mata-mata do Paulista e na Sul-americana. O empate em 1 a 1 foi justo pelo que os times fizeram em campo, mas pior para o Corinthians, que deixou 2 pontos escaparem em casa.

O domingo começou com a vitória do Fluminense sobre o Santos por 3 a 2, no Maracanã quase vazio. Abel Braga conseguiu levantar o ânimo de seu elenco após a derrota para o Flamengo nas finais do estadual e fazer uma apresentação segura, já que o tricolor foi melhor durante a maior parte do jogo e conseguiu abrir vantagem de dois gols no início do segundo tempo. O Santos ainda procura seu melhor futebol na temporada, atuou no Rio de Janeiro com o volante Yuri improvisado no lugar de Cleber na zaga e o meia Jean Mota na lateral esquerda, os dois foram mal e falharam em lances que resultaram em gols do Flu. Dorival ainda tem crédito e tempo para acertar a equipe, resta aguardar.

O outro confronto entre paulistas e cariocas na rodada foi no Allianz Parque, entre Palmeiras e Vasco. Pouca gente esperava um empate ou uma vitória do cruzmaltino diante do atual campeão. Os palpites se confirmaram com uma goleada por 4 a 0 para o Verdão. Cuca já começa a reimplantar seus conceitos de marcação individual, intensidade e pressão no seu time e os jogadores parecem mais a vontade. Já Milton Mendes terá trabalho com o Vasco. A diferença técnica para o adversário foi gritante na estréia e, mesmo quando o Palmeiras errou, o time carioca não soube aproveitar.

Em Minas Gerais, o Cruzeiro de Mano Menezes recebeu o São Paulo de Rogério Ceni, ambos pressionado após eliminações na Copa Sul-americana. Melhor para a Raposa, que venceu por 1 a 0 com atuação longe do ideal, mas superior em organização e contundência frente o tricolor paulista, que segue com grandes problemas a serem solucionados o quanto antes.

O Grêmio dominou o Botafogo durante toda a partida no Rio Grande do Sul na noite de domingo e venceu por 2 a 0 com tranqüilidade. O segundo gol foi irregular, pois a bola toca a mão de Luan, atacante do Grêmio, antes de chegar para Ramiro mandar para as redes. Porém, o Glorioso esboçou um futebol limitado e que não ofereceria grande perigo ao Grêmio mesmo sem o tento que ampliou o placar. Jair Ventura terá trabalho para manter a competitividade de seu elenco no Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores.

Bahia e Atlético-PR fizeram o jogo mais surpreendente do primeiro fim de semana de Brasileirão. O Furacão estava vencendo por 2 a 1, mas o tricolor baiano fez 4 gols em 7 minutos e virou pra 5 a 2 ainda no primeiro tempo, em uma atuação de grande intensidade que deixou os vice-campeões paranaenses desnorteados. Na segunda etapa o Bahia fechou a conta em 6 a 2, resultado que garantiu a liderança da classificação na rodada de abertura.

A Ponte Preta teve domínio total diante do Sport em Campinas e goleou os pernambucanos por 4 a 0. O Coritiba também fez quatro gols no jogo de segunda-feira contra o Atlético-GO no Couto Pereira, mas os rubro-negros descontaram e a partida terminou com um 4 a 1 no placar. Já Avaí e Vitória protagonizaram o único 0 a 0 da rodada em Florianópolis.

Foram meses esperando pelo início do Brasileirão e a primeira rodada não decepcionou, com bons jogos, muitos gols e até momentos históricos como a blitz do Bahia pra cima do Atlético-PR. A primeira impressão mostra um cenário que tem o Palmeiras com um elenco tão capacitado, que pode vencer e golear mesmo sem ser brilhante, o que coloca o alviverde paulista como principal favorito ao título. Atlético-MG e Flamengo também vêm fortes, com o Galo um pouco a frente, mas o rubro-negro ainda espera o retorno de Diego, imprescindível para suas aspirações.

Grêmio, Fluminense, Cruzeiro, Corinthians, Santos e Ponte Preta formam um bloco intermediário, apesar da derrota do Peixe e do empate do Timão em seus primeiros compromissos. Coritiba e Bahia largam na frente entre os clubes com menor orçamento, o Coxa porém é mais promissor a longo prazo. Já São Paulo e Botafogo fizeram aparições abaixo do que podem e são incógnitas para a sequência do campeonato.

Os que mais preocupam são justamente os quatro componentes da zona do rebaixamento: Atlético-GO, Atlético-PR, Sport e Vasco. Os primeiros integrantes da zona da degola sofreram duras derrotas, goleadas que deixaram muitas deficiências em evidência e pouca capacidade para superá-las.

Esta, no entanto, foi apenas a primeira de 38 rodadas que prometem muitas reviravoltas, principalmente com as incertezas que um calendário apertado como o do futebol brasileiro traz. O importante é que os clubes saibam fazer a leitura correta deste primeiro momento, para corrigir o que não está bom e aperfeiçoar o que já dá certo.

Tarcísio Atomare

terça-feira, 16 de maio de 2017

Liga Resenha Esportiva 2017 - Cartola - 1ª Rodada

Foi dada a largada para a Liga Resenha Esportiva 2017! São 80 participantes divididos em quatro divisões.

Confiram a classificação dessa primeira rodada e o chaveamento da Copa Copão Regional, que já começa no sábado.














domingo, 14 de maio de 2017

Cabritos FC

Fala galera! É minha vez de montar a seleção da série Eu+10 e tentei ao máximo priorizar jogadores que se aposentaram no século XXI ou ainda estão em atividade. Fiz isso, em primeiro lugar, porque acredito que todo esporte evolui com o tempo e torna-se mais complexo, portanto esses jogadores acabam possuindo mais recursos técnicos e táticos na minha visão. O segundo motivo é que eu tive a oportunidade de acompanhar a maior parte desses atletas, logo posso ter um maior conhecimento de meus companheiros de time.

Enquanto pensava no esquema tático cheguei à conclusão de que queria um time ofensivo capaz de dominar qualquer elenco do mundo, explorando tanto as laterais quanto o meio do campo. Dessa forma, escolhi o 4-3-3 e me coloquei como zagueiro. Não tenho muita habilidade com a bola nos pés, mas sou um jogador esforçado, então acredito que posso fazer um trabalho razoável na zaga, ainda mais ajudado por Gerrard e Maldini, dois marcadores implacáveis que poderiam cobrir meus erros.
Apesar de serem jogadores antigos, Cruyff e Pelé conseguiram entrar no time titular. O primeiro por ser um jogador completo, capaz de jogar em diversas posições e com conhecimento e disciplina tática invejáveis, enquanto o segundo nem precisa de explicações. Algumas pessoas podem sentir falta de Ronaldinho e Cristiano Ronaldo, porém não quis colocá-los porque acredito que o gaúcho é supervalorizado (#polemica), enquanto o português teria que entrar no lugar de Messi ou de Pelé, jogadores superiores na minha opinião.

Fiquei tentado a escolher o revolucionário Rinus Michels como técnico, no entanto preferi Sir Alex Ferguson, um vencedor nato, característica que valorizo demais.

Victor Carneiro

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Os 18 convocados de Renan

O técnico Renan dal Zotto fez sua primeira convocação da seleção brasileira de vôlei, que iniciará seu novo ciclo olímpico no próximo mês, mantendo a base olímpica, mas com duas novidades: Rodriguinho e Thales.

Na última segunda-feira, o novo treinador realizou seu primeiro chamado na Seleção Brasileira
Neste convocação, estão presentes os 18 jogadores que atuarão na fase classificatória da Liga Mundial, competição anual organizada pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

Primeiro compromisso brasileiro na temporada, a Liga Mundial terá o Brasil jogando na Itália, Bulgária e em Córdoba na primeira fase, para depois, já classificado para as finais, jogar em Curitiba, no estádio da Arena da Baixada, que receberão os 10 jogos finais do torneio.

Depois dessa fase de testes, o treinador enfrentará um torneio “amistoso”, o Sul-Americano de Seleções, que se realizará em agosto, em Santiago. No mês seguinte, no Japão, a Copa dos Campeões será o foco, cujo torneio reúne seis países (baseados no ranking continental da FIVB), para a busca de um troféu que o Brasil é o atual tricampeão, com quatro títulos em 6 eventos.

A última Copa dos Campeões (2013) aliás, marca o último torneio conquistado pelas seleções de ambos os sexos em muito tempo. Mas isso é papo para o futuro.

Voltando aos nomes de Renan, ele manteve a base da seleção olímpica, mexendo pouco. Vamos conhecer os convocados para defender a seleção brasileira:

Líder do elenco vice-campeão, Rapha volta para a Seleção Brasileira
Levantadores: Todo bom time começa por um bom levantador, sendo ele o frequente capitão das equipes. Renan manteve o campeão olímpico Bruninho (Sesi-SP)e trouxe Rapha (Funvic Taubaté) de volta para o elenco, após corte para os Jogos Olímpicos. Além deles, convoca Murilo Radke (Montes Claros) para compor a seleção.

Após recusa de William em disputar o torneio, por motivos pessoais, Renan optou pela segurança de Rapha e sua visão de jogo para convocá-lo. Seria injusto não chamar o veterano levantador após a Superliga que ele fez, sendo o segundo melhor atrás do ‘El Mago’ William. 

Bruno é líder, mostrou isso na época de seu pai no comando e teve a liderança coroada com o título olímpico. É titular, joga muita bola e faz a diferença.

Já Radke é premiado pela temporada que fez pelo Montes Claros, sempre colocando o oposto Luan nos jogos. Volta a vestir a amarelinha após 3 anos de ausência em uma merecida convocação.

Ponteiros: Os responsáveis pelo equilíbrio do time. Quando jogam mal, o time geralmente vai mal, pois são responsáveis pelos passes e pelo desafogo dos opostos no ataque. Renan surpreendeu mantendo a base, chamando Lipe (Halkbank/Turquia), jogador considerado veterano. Além dele, Maurício Borges (Arkas Spor Izmir/Turquia), Lucarelli (Taubaté) e Douglas Souza (Sesi-SP), foram campeões ano passado e terão a companhia de Lucas Lóh (Taubaté) e Rodriguinho (Sada Cruzeiro)

Lucarelli dispensa comentários, é um fenômeno e, muito jovem, ainda fará muito pela seleção brasileira. Douglas Souza é um excelente jogador, tem um passe regular e ataca muito bem, sendo uma das apostas dessa geração junto com Rodriguinho, que é a segunda maior aposta dessa convocação para a seleção brasileira. Jovens, tendem a ser as apostas para as pontas desse novo Brasil.

Lucas Lóh tem potencial, mas é aquele jogador que ninguém vê muito, sendo importante ao time em alguns momentos, mas não tão completo nos fundamentos como Douglas. Lipe está lá pela liderança que exerce e pela vibração, critérios que Dal Zotto julga ser importante nesse momento de reconstrução e Maurício Borges, que tende a ocupar a segunda vaga nos titulares junto com Lucarelli, é bom jogador, mas precisava de uma evolução em momentos decisivos, que talvez a temporada na Turquia tenha ajudado.

Centrais: Base olímpica pura. Éder (Taubaté) traz a experiência junto com Lucão (Sesi-SP), e disputarão a vaga de companheiro de Maurício Souza (Brasil Kirin) no time titular, com favoritismo ao sesista. Além deles, a novidade é o jovem Otávio (Taubaté).

Deixando Isac de fora por motivos de precaução médica, o técnico buscou manter os três campeões olímpicos que são acima da média internacional no que se refere a centrais. Maurício é exímio bloqueador e muito regular, Lucão é o maior central que eu já vi jogar, sendo exímio atacante, bloqueador e sacador, mas teve uma temporada abaixo do normal, o que pode abrir a chance de Éder voltar a titularidade da seleção.

Por fora corre Otávio, grande nome desse ciclo olímpico e lapidado como diamante pela diretoria taubateana. Ele é muito bom de bola e mostra uma evolução muito interessante, sendo fundamental na fase final da Superliga ao lado de Éder. Não para essa Liga, mas para as próximas, é um nome que se tornara titular.

Opostos: Nessa Renan não quis apenas manter a base olímpica, mas premiou os melhores atacantes da Superliga. Wallace (Taubaté) foi o maior pontuador, Evandro (Sada Cruzeiro), com 40 anos, fez uma Superliga para deixar os críticos longe dele, sobretudo na fase final. Os melhores estão lá, junto com Renan Buiatti (JF Vôlei), que se destacou nesse ano e está de volta a seleção, agora como oposto.

Ícone do ouro olímpico, Wallace tem a responsabilidade dos ataques brasileiros
Nessa posição não tem nem disputa, apenas na primeira semana. Wallace é o titular de qualquer time ou seleção do mundo, é o melhor da Terra na posição atualmente, mas não disputará a primeira semana de competições porque acompanhará o nascimento de seu filho, o que abre a chance de Evandro disputar a Liga, com Renan na reserva.

Líberos: Chegamos na grande surpresa. Serginho se aposentou, e para a camisa diferente no time, foi chamado Tiago Brendle (Brasil Kirin), cortado nos últimos momentos antes das Olimpíadas para dar lugar ao maior de todos os tempos. Junto com ele, Thales (Lebes Gedore Canoas) é a maior novidade do time canarinho, após destacar-se na temporada da Superliga.

Titularidade indiscutível para Tiago, que foi avaliado no ano passado na grande final, contra a Sérvia, para ver se ia ou não para os Jogos Olímpicos, sendo preterido pelo Escadinha (que foi o MVP do torneio). Foi impecável na Superliga, e auxiliará Thales, estreante na seleção principal, a tornar-se um dos potenciais líberos do futuro, visto que é a posição que menos surgem jogadores.

Além desses jogadores, tem três que estão na lista de suplência. O líbero Mário Jr. (Funvic/Taubaté), que é um devaneio de Renan, Rafael Araujo (MKS Bedzin/Polônia), oposto, e Isac (Sada Cruzeiro), poupado para se recuperar de frequentes lesões.

Esses são os atletas que disputarão a Liga Mundial pela seleção e, salvo algum imprevisto, o campeonato Sul-Americano. Estreando no dia 2 de junho contra a Polônia, o Brasil terá adversários complicados pela frente, mas com a garantia que essa fase é preparatória, já que a vaga no Final Six está garantida por ser o país sede.

Enrico Monteiro

terça-feira, 9 de maio de 2017

Futuro de incertezas

Fala galera! Os campeonatos estaduais vão chegando ao final e junto com eles a temporada de alguns clubes de menor expressão que não disputam as grandes divisões do país. Casos como esse vivem as equipes do Módulo II do Campeonato Mineiro, por exemplo.

Tupynambás entra em campo pelo Módulo II
A competição termina no próximo dia 20 de maio e das seis equipes que estão no hexagonal final, apenas o Boa Esporte tem um calendário para cumprir até dezembro, já que está na Série B do Brasileirão.

Já Betinense, Nacional, Patrocinense, Tupynambás e Uberaba, fecham as portas e retornam às atividades apenas em 2018, para a disputa de um novo estadual. A Taça Minas, que era a opção para essas equipes no segundo semestre, não é disputada desde 2012 (existe uma possibilidade da competição voltar ao calendário em 2018).

Diante do exposto, fica sempre a dúvida sobre o futuro das equipes e dos atletas envolvidos. Como os clubes lidarão com o desmanche e uma nova montagem do elenco para a próxima temporada. Será que os patrocinadores renovarão seus vínculos? As incertezas rondam o dia a dia dessas equipes, e ainda há quem defenda os estaduais como meio de sobrevivência delas...


Fui!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Papo10 #39 - Felipe Melo x Uruguai

A confusão envolvendo os jogadores do Palmeiras e do Peñarol pela Libertadores tem um culpado?



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