terça-feira, 22 de julho de 2014

A Era Dunga - Parte 4

Fala galera! Como já vinha sendo noticiado desde que Gilmar Rinaldi foi anunciado no cargo de coordenador da Seleção Brasileira, Dunga volta a ser o treinador da equipe canarinho. Carlos Caetano Bledorn Verri nasceu em Ijuí, Santa Catarina, e tenta pela quarta vez marcar uma "Era" à frente da seleção, seja positiva ou negativamente.

Convocado por Carlos Aberto Silva em 1987, quando defendia o Vasco da Gama, Dunga se transformou em símbolo da equipe durante a Copa de 1990, quando Sebastião Lazaroni resolveu apostar no futebol de resultados e teve em Dunga seu maior símbolo. Após a derrota para a Argentina nas oitavas de final do Mundial, a chamada "Era Dunga" condenou toda uma geração de bons jogadores.

Vieram as eliminatórias para a Copa de 94 e Dunga mais uma vez começava a despontar como um dos líderes da equipe, mesmo ficando no banco, já que Luis Henrique era o titular de Parreira. Após a derrota para a Bolívia em La Paz, o treinador modificou a equipe titular, e um dos nomes que ganharam espaço foi o do volante de cabelo espetado. Com a vaga na Copa, e a titularidade garantida, era questão de tempo para Raí, o capitão da equipe, sair do time e ceder a braçadeira para que uma segunda Era Dunga, agora vitoriosa, aparecesse.

Depois que encerrou a carreira de jogador, no Internacional de Porto Alegre, mesmo clube em que havia começado a jogar, Dunga ficou um pouco longe dos holofotes. Até que em 2006, após a derrota do Brasil para a França na Copa disputada na Alemanha, a necessidade de um comando técnico linha-dura, o capitão do tetra foi "inventado" como treinador, iniciando assim a 3ª Era Dunga à frente da Seleção.

Em seus 4 anos de comando foram 69 jogos (incluindo a Seleção Olímpica), 50 vitórias, 12 empates e apenas 7 derrotas, um aproveitamento de quase 79% dos pontos disputados. Vencemos de forma convincente seleções do porte de Argentina, Alemanha, Itália, Portugal e Uruguai. Conquistamos a Copa América de 2007, a Copa das Confederações de 2009 e faturamos o bronze olímpico em 2008 (ok, isso não é um grande resultado).

Saímos da Copa africana depois de fazer um ótimo primeiro tempo onde a bola teimou em só entrar uma vez no gol holandês, e no segundo tempo fomos dominados e perdemos a partida, a meu ver, uma injustiça.

Dunga fez o que se esperava dele, resgatou a credibilidade da equipe, acabou com os privilégios, mas ao mesmo tempo criou muita polêmica, principalmente com a imprensa brasileira, e aí é que mora o problema, já que eles são os formadores de opinião.
90, 94, 2010 e 2018?
As 4 Eras Dunga?

A demissão imediata após a Copa mostrou que a Rede Globo tinha total poder sobre as decisões de Ricardo Teixeira, e colocou Dunga com o status de um ex-jogador, já que nem para o cargo de treinador ele era requisitado mais. Veio o ano de 2013, no comando do mesmo Internacional onde encerrou a carreira, ele conquista os dois turnos do Campeonato Gaúcho e evita uma decisão, levando para o Colorado sua 42ª taça.

Com a saída de Luiz Felipe Scolari, muitos nomes eram colocados em pauta como sugestão para o cargo de treinador, mas buscando novamente a linha-dura de 2010, Marín aposta em Dunga. Os brasileiros queriam mudança, queriam uma nova CBF, o que a princípio se torna impossível. Mudar somente o treinador não significaria uma mudança de mentalidade, já que o mesmo continuaria como subordinado.

A entrada de Gilmar na semana passada já deixava claro que Marín e Del Nero não estavam insatisfeitos com a política nem com a administração atual (alguém tinha dúvidas disso?), e a escolha do treinador era questão de preferência e perfil, não havia como inventar muito.

Como gostei do trabalho de Dunga em sua última passagem, continuo apostando que ele é capaz de treinar uma equipe. Como falei acima, "vai do gosto do cliente". A mudança de estrutura na Confederação precisa acontecer, mas isso não passa a princípio pelo cargo de treinador, sua função é apenas colocar o time em campo e fazer jogar, fazer vencer, trazer alegria ao torcedor.

Quem sabe a 4ª Era Dunga não se transforma em uma Era vitoriosa, assim como foi em 94.

Que a essa quarta passagem do capitão do Tetra não seja a Era do Gelo e sim a Era do Hexa!

Fui!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Resenha Entrevista - Bruno Guedes - Parte 2

Fala galera! Gostaram do papo quetivemos com Bruno Guedes na última sexta-feira? Hoje tem a segunda parte da entrevista! Bruno é jornalista da Agência Efe, "toca" o blog Quatro Linhas e ainda é colunista do ESPN FC.

Hoje vamos falar sobre Seleção Brasileira e sobre o Bom Senso FC.

Confiram!

Resenha Entrevista - Você esteve na Granja Comary, acompanhou os treinamentos da seleção. Acredita que com os 23 jogadores que estavam era possível um resultado melhor no Mundial?
Credenciado para a Copa de 2014
Bruno Guedes - Acredito. O problema para mim não foi o grupo. A seleção poderia até terminar na quarta posição, mas sem esses dois resultados finais, tomando 10 gols em dois jogos. Individualmente, o grupo formado era bom, tinha mostrado bom desempenho atuando juntos. Apesar de grande desafio, e da força da seleção alemã, que veio com intuito de tomar de assalto o futebol mundial, poderia ter até ter sido campeã, principalmente por contar com o fator "casa".

RE - Em quais pontos você acredita que a nossa seleção pecou mais? incluíndo fase de preparação e partidas.
BG - É um conjunto extenso de coisas. Dormir nos louros da Copa das Confederações foi grave. A sensação é que terminado o jogo contra a Espanha, Luiz Felipe Scolari decidiu que aquela seria a base da Copa do Mundo, não importasse o que os principais jogadores passassem e nem o que outros jogassem. Fred caiu muito de produção, Paulinho vivia má fase, Bernard passou um ano atuando muito pouco, Julio César - que não comprometeu, diga-se de passagem - foi para a MLS, e nada abalou a fé de Felipão. Antes da convocação final foi realizado um só amistoso, acho que o técnico quis assim para impedir que alguém se destacasse fora do grupo. Aí se perdeu a chance de ver o rendimento de Rafinha, Miranda, Philipe Coutinho, jogadores que estavam em momento melhor do que atletas que fizeram parte da seleção na Copa.
Além disso, o título da Alemanha aumenta a impressão de que a preparação do Brasil foi muito ruim, mas não acho que treinar na Granja Comary, realizar todos os treinos abertos tenha sido o maior problema. Afinal, o ruim foi não treinar em diversos momentos. Claro que há estudos que mostram que o jogador precisa de período de recuperação após os jogos, mas antes do Mundial havia a sensação de que só se fazia atividade física e treino coletivo. Trabalho tático e técnico quase não havia, o que agrava aquilo que vimos dentro de campo. Além disso, é possível que várias interferências externas tenham atrapalhado, como fato de treino ser paralisado para gravação de programa de entretenimento. Enquanto isso, os alemães treinavam todos os dias no horário de temperatura mais alta em Santa Cruz de Cabrália. Muita diferença.

RE - Felipão criricou muito a imprensa nacional, dizia que a pressão era enorme e que os jornalistas deveriam colaborar. Você acha que houve excesso realmente? Como era a relação Felipão-imprensa na Granja?
BG - Jornalista que cobre seleção brasileira não tem que "colaborar", que na concepção das pessoas da comissão técnica e CBF é poupar de críticas. O problema é que há quem se acostume a trabalhar com asseclas batendo palmas. Quem está numa posição pública tem que saber que esse tipo de coisa irá acontecer. O Felipão é experiente, sempre soube lidar com a imprensa. Acho, no entanto, que ele estava muito perdido e não conseguiu lidar com a imprensa também.
Copa de 2014
No dia a dia, não existia relação. Felipão comandava os treinos e os jornalistas acompanhavam de longe, no espaço reservado pela CBF. Eu não cheguei a acompanhar entrevistas coletivas dele em Teresópolis - se eu não me engano, foi só uma. Por duas vezes ele tentou aparecer na sala de imprensa para "resenhar" com jornalistas, mas o assédio foi imenso e não conseguiu. Houve o episódio dos sete jornalistas que ele convidou para conversar, o que, acredito, tenha sido uma forma de substituir essas conversas que ele sempre faz. Acho, no entanto, que a condução foi equivocada e a repercussão foi muito negativa.

RE - Quem você acredita que seria o treinador ideal pra esse momento conturbado da nossa seleção? Acredita que a mudança de treinador resolveria o problema? Quais sugestões você daria ao presidente da CBF caso fosse consultado?
BG - Existem profissionais competentes aqui no país, como Tite, Cuca, Muricy Ramalho, e fora também, como Jorge Sampaoli, José Pekerman, assim como os badalados José Mourinho, Josep Guardiola. Nenhuma mudança, no entanto, surtirá grande efeito sem que a CBF seja transformada. Estamos falando de uma entidade que fatura milhões e milhões, sem investir no futebol do país, estruturalmente falando. Nenhuma derrota decretou a falência do modelo do futebol brasileiro. Isso já estava evidente faz tempo. O que acontecia era a seleção "mascarar" isso, com um ou outro bom resultado. Agora nem isso...

RE - O Bom Senso vai emplacar? O que falta pro movimento se tornar realidade?
BG - O Bom Senso F.C. já é uma realidade. São um grupo de jogadores que se uniram para apontar problemas na estrutura do futebol. Claro que existe quem jogue contra, em primeiro lugar os dirigentes, em segundo algumas pessoas que atendem a interesses, que "jogam para a galera". Aí inventam que o BSFC precisa se manifestar quando o STJD pune a Portuguesa, quando alguém chama jogador de "macaco". Honestamente, acho que essa não é a prioridade deles. O importante é buscar formas de fazer o futebol brasileiro melhor, com mais clubes jogando, mais atletas empregados e espetáculos melhores nos campos do país. Entrar na luta em várias e várias frentes só enfraquece a luta principal. Se a luta deles dará frutos, não sei dizer, contudo, vejo com bons olhos a iniciativa.

É isso aí galera! Terminamos por aqui!

Agradecemos ao Bruno pela oportunidade e desejamos muito sucesso em sua carreira! Afinal... 2018 é logo ali!

Fui

sábado, 19 de julho de 2014

5 anos de história!

Fala galera! Na última terça-feira, dia 15 de julho, completamos 5 anos de Resenha Esportiva. Como no dia não era eu que estava escrevendo, acabou passando batido, mas nada mais justo que façamos hoje uma homenagem ao blog.

Se eu tiver que resumir esses 5 anos, posso dizer tranquilamente que são 5 anos de informação, debate e evolução.


Começamos devagar, como um bebê, com muita porcaria no ar. Passamos por várias metamorfoses até chegar no modelo atual, que já vem sendo utilizado desde o nosso 4º aniversário. Podemos dizer que fizemos a cobertura de duas Copas do Mundo e também dos Jogos Olímpicos de Londres.

E foi justamente nesses eventos pontuais que nos destacamos... sempre com postagens sem rabo preso com ninguém, nossa opinião vai ao ar, doa a quem doer, esteja ela certa ou não, afinal, o espaço está aqui para o debate mesmo.


Nesse último ano focamos muito na informação para o leitor. Muitas curiosidades, estatísticas e números, como falei, o perfil do blog foi se adaptando e se aproximando do que o leitor deseja.


Com uma média de 104 visitas diárias, chegamos ao patamar que desejávamos há 2 anos atrás, quando a meta das 100 visitas foi traçada. Nesse meio tempo evoluímos, ganhamos novas colunas fixas, e na comemoração desse 5º ano vamos tentar emplacar mais uma, que começa agora!


Todo domingo (ou sábado a noite) vamos apostar na informação ao invés da opinião. Iremos destacar alguma curiosidade, alguma estatística, algum fato que marcou o esporte. Além disso passamos para o blog os aniversariantes do dia, que antes ficavam apenas em nossas redes sociais.


Então pra explicar. Todo domingo teremos uma curiosidade e mais um aniversariante para cada dia da semana! Como de curiosidade já basta o nosso aniversário, vamos com a relação dos aniversariantes.


Mais uma vez agradeço a todos que colaboraram com o crescimento do Resenha Esportiva, e não vou citar nome de ninguém, pois posso ser injusto e me esquecer de alguém. Se você um dia leu, escreveu, comentou ou sugeriu algo, se sinta agradecido!


Valeu!


Fiquem com os aniversariantes da semana!


19/07 - Neto - goleiro da Fiorentina - 25 anos - Brasil

Mineiro de Araxá, Neto jogou no Atlético Paranaense antes de se transferir para a Itália. Esteve nas Olimpíadas de Londres defendendo a Seleção Brasileira e é um dos mais cotados para assumir a camisa 1 da seleção principal.
Giovanna na Brabham em 92

20/07 - Giovanna Amati - ex-piloto - 52 anos - Itália

Giovanna é a última mulher a participar de uma temporada de Fórmula 1 como piloto titular. Em 1992 foi contratada pela Brabham e disputou os GPs da África do Sul, México e Brasil, não conseguindo se classificar para a corrida em nenhum dos dois. Hoje é jornalista na Itália.

21/07 - Galvão Bueno - narrador - 64 anos - Brasil

Galvão é o narrador mais conhecido do país, talvez o mais importante entre todos. Odiado por muitos, admirado por outros tantos, é inegável que com sua voz as partidas de futebol e as corridas de Fórmula 1 ganham outro tom.

22/07 - Walter - atacante do Fluminense - 25 anos - Brasil

O gordinho artilheiro passou Inter, Porto (Portugal), Cruzeiro, Goiás e agora defende as cores do tricolor carioca. Foi campeão sulamericano sub 20 pela Seleção em 2009, sendo o artilheiro do torneio, mas não teve oportunidades na equipe principal.

23/07 - Alessio Tachinardi - ex-jogador de futebol - 39 anos - Itália

Tachinardi foi um dos grandes nomes da Juventus de Turim nas últimas 2 décadas. Com quase 300 partidas no currículo, fez parte do time Campeão Mundial de 1996. Jogou 13 partidas pela Seleção Italiana.

24/07 - Karl Malone - ex-jogador de basquete - 51 anos - Estados Unidos

O "Mailman" (Carteiro em português) foi um dos maiores jogadores da história da NBA. MVP em 97 e 99, participou de 13 All-Star Games. Não conseguiu nenhum título, mas foi vice em duas oportunidades enquanto atuava pelo Utah Jazz, perdendo ambas para o Chicago Bulls, e em uma oportunidade pelo Los Angeles Lakers. Foi medalha de ouro nas Olimpíadas de 92 e 96.

25/07 - Hulk - atacante do Zenit - 28 anos - Brasil

Convocado para a Copa de 2014, Hulk saiu do Vitória para jogar no Japão, onde ficou por 3 temporadas e foi artilheiro. Passou pelo Porto, sendo artilheiro do Campeonato Português também, antes de chegar ao Zenit, da Rússia. Defende a seleção brasileira desde 2009, com 10 gols marcados.

Fui!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Resenha Entrevista - Bruno Guedes - Parte 1

Fala galera! O Resenha Esportiva bateu um papo descontraído com o jornalista da Agência Efe, Bruno Guedes.

Bruno nasceu em Petrópolis e cursou comunicação na Universidade Federal de Juiz de Fora. Apaixonado por esporte, hoje divide seu tempo entre a Agência Efe, o blog que administra, Quatro Linhas, e sua coluna no ESPN FC.

O jornalista participou pela primeira vez de uma cobertura de Copa do Mundo, esteve inclusive na Granja Comary cobrindo a Seleção Brasileira, e teve o privilégio de presenciar in loco a final entre Alemanha e Argentina, realizada no Maracanã.

Vamos dividir em duas partes, uma entra no ar agora, e a outra na próxima segunda-feira. Segue a primeira parte da entrevista:

Resenha Entrevista - Conte-nos um pouco sobre o início de sua carreira, qual foi sua inspiração e seus maiores incentivadores. Como surgiu sua paixão pelo jornalismo?
Durante a Copa das Confederações
Bruno Guedes - Na verdade, paixão pelo esporte. Nasci viciado por futebol, acompanhando tudo o que podia, vendo jogos, colecionando figurinhas, lendo revistas. Herdei isso do meu pai, que também me acordava domingo de madrugada ou pela manhã para ver Fórmula 1, assim como Jogos Olímpicos, entre outros eventos esportivos. Carreguei isso por toda a infância e adolescência. Cheguei a tentar ingressar na faculdade de Educação Física, mas não passei - felizmente. Passei no vestibular para a História, mas depois de dois anos cheguei a conclusão de não era aquilo que queria. Vi no jornalismo a possibilidade de me manter perto do esporte.
Me lembro que quando criança, havia um tio, chamado Francisco, que vivia dizendo que eu deveria ser jornalista. Ele faleceu no ano passado, mas essa lembrança sempre estará presente. Meus pais também são fundamentais nessa minha caminhada. Já na faculdade encontrei o professor Márcio Guerra, que foi repórter em Juiz de Fora e no Rio de Janeiro, e é responsável por um trabalho fantástico na formação de profissionais na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora.


RE - Hoje você está na Agência Efe e é colunista do ESPN FC, como foi o caminho até chegar nessas duas gigantes? Lembro do seu antigo blog, o Rivais do Rio.
BG - Me formei em 2009 e logo fui trabalhar no Diário de Petrópolis, outro lugar fundamental na minha formação, por ter estagiado lá durante a faculdade. Assumi a editoria de esportes e a sub-editoria geral da publicação. Fiquei ali só seis meses, mas que pareceram 10 anos, e amadureci muito, por diversos motivos. Fui para o jornal O Terminal - hoje extinto -, onde era repórter de cidade, mas também fazia matéria de esportes, fazia fotos, enfim, tentava ter 1001 utilidades. Fui repórter no sentido amplo da palavra. Em 2011 me mudei para o Rio de Janeiro, passando pelo site Justiça Desportiva, pelo O Dia - atuando no online -, até chegar na Efe, pela indicação do amigo Douglas Rocha, com quem atuo na área de esportes.
No ESPN FC a situação é diferente. Lá, não necessariamente pratico jornalismo, já que se trata de uma plataforma feita por torcedores para torcedores. Ali a paixão vem primeiro, mas claro que tento botar minha formação na área "para jogo". Acho que minha cornetagem nas redes sociais e até o que desenvolvemos no Rivais do Rio, que era um trabalho muito legal voltado aos quatro times grandes, ajudou. Assim como a atuação como blogueiro no Quatro Linhas. Deu para chegar com uma certa bagagem e um pouco entendedor dessa coisa de ser blogueiro.

RE - Você foi credenciado para a Copa do Mundo pela Agência Efe, uma das grandes agências internacionais de notícias. Como é sair da edição dos textos para a cobertura de eventos?
BG - Bom, o nosso trabalho é basicamente de edição, mas quem tem essa paixão por ser repórter não consegue ficar quieto só fazendo isso. De vez em quando arrumo uma entrevista para fazer, uma reportagem para elaborar, com objetivo de acalmar essa necessidade de ir para a rua. Acho que essa mudança de perfil, para poder cobrir um evento, é sentida individualmente, com cada um reagindo à sua maneira. Eu confesso que me sinto muito confortável. Antes da Copa começar, fiquei sete dias em Teresópolis, acompanhando treinos na Granja Comary, o que me permitiu ver a participação da seleção brasileira de maneira diferente. Eu ficava lá observando, analisando, tentando identificar padrões, virtudes, problemas, o que tornam qualquer texto muito mais rico. Depois foi hora de acompanhar os jogos no Maracanã, com a missão, na maioria deles, de partir para a zona mista no fim das partidas. Fazer contato direto com jogadores, ouvir suas avaliações. Além disso, nos dois momentos, há algo muito importante, que é o contato com os companheiros de profissão. O compartilhar ideias, visões, ouvir experiências, impressões, é sempre muito rico.

RE - A Copa de 2014 pode ser considerada a Copa da "Rede Social". As redes sociais tiveram um trabalho bem específico para informar, e porque não, desinformar o torcedor. Como você analisa a importância das redes sociais em um evento de grande porte, como a Copa do Mundo? você acha que o brasileiro está preparado para usá-las da maneira correta?
Entrevistando Diego Tardelli
BG - As redes sociais vieram para revolucionar a forma com que cada um se relaciona com a informação. Nelas, há espaço para a tudo, afinal você acompanha o que quiser. Na sua timeline você pode escolher não acompanhar nenhum veículo de mídia tradicional, pode até escolher não acompanhar nenhum veículo e nenhum jornalista, e ainda assim ficar super bem informado. Não há certo ou errado nelas, há o modo que cada um resolve enxergar as coisas. Claro que nas redes sociais é mais fácil um boato se espalhar, uma mentira ser veiculada, porque a repercussão é muito mais rápida. Isso, no entanto, também acontecia sem elas. E não é privilégio dos brasileiros.
Quanto a Copa do Mundo, sem dúvida, ela foi dominada pelas redes sociais. Tivemos o Lukas Podolski, que mal entrou em campo na competição, mas se tornou protagonista por causa de suas postagens no Instagram e Twitter. Muita gente não conseguiu acompanhar jogos sem estar logado no Twitter ou Facebook. É um fenômeno que se tornou comum em grandes eventos como SuperBowl, final de Liga dos Campeões da Europa, mas talvez tenha sido ainda maior na Copa para nós, afinal, nos nossos olhos é o maior evento esportivo, já que somos o país do futebol.


RE - Sobre sua participação na Copa, pode considerar que foi um sonho realizado? Como foi receber o convite para a cobertura do evento, a emissão da credencial, a chegada à Granja Comary, ao Maracanã... nos conte um pouco sobre esse momentos.
BG - Eu estava falando com minha esposa que é tanto foco no trabalho a ser realizado, que em alguns momentos a gente se torna um pouco frio. A retirada da credencial, a presença na convocação da seleção, o dia do primeiro jogo, a entrada na tribuna de imprensa para uma final de Copa são alguns dos momentos especiais, é claro. Aquela hora que você olha para trás, por tudo já passado e bate uma sensação de vitória. Fiz a crônica da decisão para a Efe com um frio na barriga que, imagino, muitos dos jogadores também sentiram. É questão de desafio profissional, de objetivo de fazer o melhor possível. A Copa do Mundo é um sonho para qualquer pessoa envolvida com futebol, seja jogador, técnico, torcedor ou jornalista. Agora é torcer para que as próximas cheguem logo e eu também possa estar lá.

RE - Depois da Copa do Mundo, quais seriam suas metas como jornalista? Algum projeto em especial?
BG - Engraçado é que nunca trabalhei exatamente com metas. Acabada a Copa, a intenção é retomar o trabalho e pensar nos próximos eventos. Imediatamente, o horizonte traz a realização do NBA Global Games, com o jogo entre Cleveland Cavaliers e Miami Heat. Ou seja, três meses depois de ver, Messi, Schweinsteiger, entre outros, pode ser que tenha a chance de acompanhar LeBron James in loco. Seria sensacional. Além disso, vem aí as Olímpiadas aqui no Rio. Como disse acima, fica também o desejo de estar em outras Copas do Mundo. Para isso, pretendo seguir crescendo como profissional, com muito preparo e dedicação.
 
Hoje paramos por aqui! Segunda-feira tem mais Bruno Guedes falando sobre sua experiência na Granja Comary e sobre o futuro da nossa seleção, além de uma opinião sobre o movimento Bom Senso FC.

Valeu!

Fui!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

As vítimas do banco da seleção

Fala galera! Desde a Copa do Mundo de 2002, quando conquistamos o título, que nossa seleção vem trocando de treinador após terem más campanhas nas copas posteriores, sendo julgados culpados pelas eliminações. Após a perda da Copa de 2014 em casa, não foi diferente, Felipão foi demitido após a eliminação, sendo para muitos, o maior culpado da má fase da seleção.

Depois que Felipão venceu em 2002, Parreira assumiu o comando tendo em mãos Ronaldinho, Ronaldo, Kaká, Robinho e Adriano, todos no auge da carreira, principalmente Ronaldinho que era o melhor jogador do mundo no momento, era a favorita a levar o caneco da Copa de 2006, mas não apresentou um bom futebol e teve um final triste. Parreira teve 56 jogos no comando da seleção no período entre 2003 e 2006, foi um total de 31 vitória, 18 empates e 7 derrotas. Foi crucificado após a derrota por 1x0 para a França, ainda nas quartas de final da Copa do Mundo da Alemanha.


O sucessor de Parreira foi Dunga, contratado por suas características quando capitão na Copa de 94, o treinador foi alvo de muitas criticas durante todo período que estava a frente da seleção, principalmente por causa de suas convocações. O período do ex-jogador como técnico da seleção acabou depois da frustrante eliminação contra Holanda, quando o Brasil perdeu de virada por 2x1, na Copa de 2010, na África do Sul. Foram 60 jogos, 42 vitórias, 12 empates e 6 derrotas.


Para treinar a seleção em uma Copa do Mundo no Brasil, o técnico chamado foi Mano Menezes. Também com muitas críticas durante todo tempo no comando da seleção canarinho, mas Mano não aguentou a pressão até a Copa do Mundo, foi demitido em dezembro de 2012 dando lugar novamente para Felipão.

Chegou dando esperanças ao torcedor brasileiro, foram 29 partidas com 19 vitórias e a conquista da Copa das Confederações. No final mais uma eliminação em Copa do Mundo, dessa vez dentro de casa e perdendo por 7x1. E lá se foi mais um técnico crucificado pela imprensa e pelos torcedores .

Estamos aguardando pra saber quem será o próximo encarregado de tentar levar o Brasil ao Hexa. Será um técnico estrangeiro ou um brasileiro? Seja quem for, que faça júris ao país do futebol e que nos leve ao topo do mundo da bola novamente.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A Copa das Copas


Fala galera!

Infelizmente estamos todos sofrendo com a crise de abstinência pós-copa. Não é fácil, após um mês assistindo grandes duelos, clássicos mundiais, vendo os melhores jogadores do mundo em campo e agora, uma semana depois, voltar a acompanhar os campeonatos nacionais. Todos já devem ter ouvido dizer (ou também partilham desta mesma opinião) de que a Copa 2014 foi a Copa das Copas. Deu tudo certo, como se estivesse seguindo um roteiro: as torcidas deram show, o povo brasileiro foi extremamente hospitaleiro, não tivemos sérios incidentes ou manifestações. E dentro de campo, foi tudo melhor ainda. Abençoado quem pôde ver todos (ou a maioria) dos jogos, realmente é pra ficar pra história.

Pesquisando pelos portais e sites especializados, resolvi fazer um apanhado dos números e estatísticas finais dessa Copa do Mundo. Tem muita coisa interessante.

  • Foram 171 gols em 64 jogos, uma média de 2,67 gols/jogo, empatando com a média da Copa de 1998, na França. Ou seja, foi a melhor média dos últimos 16 anos!
  • 1689 chutes foram disparados para o gol. Uma incrível média de 26,3 chutes por jogo! É claro que nem todos foram no alvo. Dos 1689, 1008 foram no alvo e 681 pra fora.
  • Tivemos 288 impedimentos, uma média de 4,5/jogo.
  • 733 foi o número de defesas feitas pelos goleiros.
  • Na questão disciplinar, foram distribuídos 187 cartões amarelos e 10 vermelhos.
  • E os passes? Alguém sabe chutar quantos passes foram trocados durante toda a competição? Pois foram 50628 durante todo o torneio, quase 800 passes por jogo.
  • Foram dados 1633 carrinhos, 932 bloqueios de chutes e 7780 interceptações e/ou roubadas de bola.
  • Coletivamente falando, tivemos a Alemanha com o maior número de gols marcados (18) e mais assistência (13). A defesa menos vazada foi a da Costa Rica (do goleiro Navas) com apenas 2 gols. Já a mais vazada, infelizmente, foi a nossa, com 14 gols sofridos (um recorde negativo).
  • Nós também fomos o país que mais chutou, com 111 finalizações. O lanterna foi o Irã, com apenas 27.
  • A Holanda foi o país que mais cometeu faltas (127) e também o que mais teve impedimentos (27).
  • Individualmente, tivemos James Rodriguez como artilheiro (6 gols), Juan Cuadrado como mais assistências (4 passes para o gol), Benzema com mais chutes (32) e mais chutes certos (25), Fellaini com mais faltas cometidas (19), Thiago Silva com mais cartões amarelos (3) e Van Persie com mais impedimentos (12).
Esses foram apenas alguns dos mais variados e interessantes números que a Copa nos proporcionou dentro de campo. A saudade já está batendo, cada dia mais forte. Mas não tem problema, cada dia que passa, é um dia a menos para a próxima. 

Como disse Fernando Vanucci sobre a África do Sul, após a final da Copa de 2006, a "Rússia está logo ali"!

terça-feira, 15 de julho de 2014

1950, o fantasminha camarada

O fantasma de 1950: ei-lo
O ano de 2014 vai ficar marcado para as próximas gerações. Se até hoje nós nos ressentíamos pela dura derrota de 1950, agora nos envergonharemos pela surra tomada. Tudo bem, pelo menos perdemos para os campeões, isso pode tentar amenizar um pouco a dor. Mas, definitivamente, não apagará da história o que aconteceu naquele fatídico dia 8 de julho.

Isso tudo me lembrou Anderson Silva, que perdeu a primeira luta, pediu revanche e na segunda chance acabou saindo mais quebrado que na primeira oportunidade. Na primeira vez, perdeu para o próprio ego, na segunda, por clara falha técnica.

Mas se o Maracanazo foi substituído pelo Minerazo, como as gerações futuras denominarão o final dessa Copa da Seleção Brasileira? Se o temível fantasma de 1950 não se mostrou mais tão aterrorizador, como essa nova geração será conhecida? O monstro de 7 cabeças de 2014? O demônio de BH? Ou, seria ainda, o holocausto no Brasil?

Só tempo poderá tirar essa dúvida. O fato é que alguma alcunha será criada pela mídia, e na cabeça dos que ainda não nasceram ou que ainda não entendem ficará a imaginação do que representou a derrota na semi-final de uma Copa do Mundo por um placar tão elástico. Também tentarão entender o que se passava na cabeça dos milhões de brasileiros que, perplexos, viram a gloriosa camisa amarela, de tanta história e de tantos mitos ser massacrada de uma forma como jamais se viu e jamais se verá novamente.

Fomos testemunhas oculares de um fenômeno único, que ficará engasgado eternamente na garganta. Sobrará a nós contar a nossos filhos e netos, que talvez nem acreditem no que estaremos narrando, mas saberão que uma vez o Brasil perdeu de 7 a 1.

domingo, 13 de julho de 2014

É tetra!

Fala galera! O futebol venceu! Pela escala que fizemos no Resenha Esportiva durante a Copa, coube a mim a incumbência de escrever o título para o campeão mundial de 2014. Coube a mim mostrar aos nossos amigos e leitores que sim, o futebol venceu nessa Copa!

A Copa das Copas, dos gols, dos goleiros, e não, isso não é uma incoerência... a Copa dos poucos cartões, a Copa dos torcedores, a Copa do recorde de Klose, a Copa dos belos estádios, enfim... a Copa!

A Copa que fez o Brasil questionar o Brasil, questionamos a organização até o pontapé inicial, questionamos nosso time no pontapé final. Começamos "manifestantes" dos nossos políticos, terminamos "manifestantes" do nosso futebol.

Mas a Copa das Copas, ou melhor, a Copa (sim, essa é a Copa, a melhor de todas), ainda teve o capricho de nos premiar com um campeão que joga futebol, algo que pouco vi em minha vida, um futebol que joga pelo resultado mas não deixa de jogar pra torcida, e isso não é uma incoerência mais uma vez. A Alemanha provou que pode...

Neuer, Hummels, Kroos, Klose e Boateng; Kramer, Lahm, Höwedes, Müller, Schweinsteiger e Özil
Os comandados de Joaquim Löw conquistam o mundo em pleno Maracanã!
A Alemanha do seguro e frio Neuer, do artilheiro Muller, do onipresente Schweinsteiger (sem olhar no Google hein), do eficiente Lahm, do competente Hummels, e a Alemanha de Klose... do maior artilheiro de todas as Copas, Miroslav Klose! A Alemanha do planejamento, da recuperação, a Alemanha que mostrou ao mundo que não é vergonha alguma recomeçar, que após o fracasso é muito importante sentar, analisar os erros e partir com tudo em busca do objetivo.

A Copa das Copas premia o futebol, premia os torcedores, mas premia essa geração que não poderia se aposentar sem um título mundial. Em um país onde ser campeão do mundo vale muito mais do que qualquer carreira, essa geração precisava entrar pra história.

Agora ela fez história!

E a nossa Copa, a Copa de 2014, a Copa do Mundo realizada no Brasil em 2014 entra pra história!

Obrigado futebol! Obrigado Alemanha!

Parabéns!

Até 2018!


Fui!

sábado, 12 de julho de 2014

Curiosidades e misticismo rondam a disputa de 3º lugar

Fala galera!

Chegou a hora da disputa do 3º lugar da Copa do Mundo, entre Brasil e Holanda. Muita polêmica foi gerada nessa semana, quando o técnico holândes Louis van Gaal disse que a disputa pelo 3º lugar em uma Copa do Mundo é desnecessária e deveria ser abolida. Segundo ele, os times que perdem as semi-finais deveriam voltar logo pra casa, pois apenas o caneco de campeão está sendo disputado e não quem será a 3ª melhor seleção do mundo. Particularmente (e historicamente) eu discordo dele e acho sim que deve sempre haver essa disputa "de bronze".

Muita coisa pode acontecer numa partida onde o terceiro lugar está sendo disputado. E muita coisa não teria acontecido se não fosse por esse jogo. É o que trazemos abaixo, como curiosidade:

  • A regulamentação desta partida pela terceira colocação data de 1934, na Copa do Mundo realizada na Itália. A partida foi entre Alemanha e Áustria. Foi nesta partida onde ocorreu o 5º gol mais rápido da história das copas, aos 24 segundos do primeiro tempo, marcado pelo alemão Ernest Lehner. Na ocasião, os alemães venceram por 3 a 2.
  • Esta será a 4ª vez que a Seleção Brasileira disputará a 3ª colocação na história das copas. Em 1938, venceu a Suécia por 4 a 2. Em 1978, foi a vez de vencer a Itália por 2 a 1. O único revés aconteceu em 1974, quando o Brasil perdeu para a Polônia por 1 a 0.
  • Já a Holanda, vai apenas para sua 2ª disputada terceiro lugar. Sua única partida até então foi na copa de 1998, na França. Na ocasião, a Croácia levou a melhor e venceu por 2 a 1. Espero que o 100% de fracasso da Laranja Mecânica nessas disputas continue.
  • Falamos que o 5º gol mais rápido da Copa saiu numa disputa de terceiro lugar. E o gol mais rápido? Também! Foi "recente", em 2002, quando o turco Hakan Sukur marcou aos 11 segundos de jogo, contra os sul-coreanos. O resultado final do jogo foi Turquia 3x2 Coréia do Sul.
  • A maior quantidade de gols em uma partida também saiu em uma partida de 3º lugar. Foi o francês Just Fontaine, que marcou quatro vezes contra a Alemanha, na copa de 1958. Foi nesse copa que Fontaine marcou seus 13 gols, o recorde de gols em uma única edição.
  • A maior quantidade de gols em uma única partida de copa do mundo também aconteceu ao se disputar o 3º lugar, na mesma partida em que Fontaine marcou seus 4 gols. Como falado no item anterior, foi na copa de 1958, com o placar final de França 6x3 Alemanha, um total de 9 tentos.
  • Nunca houve prorrogação numa partida de terceiro lugar.
Como vimos, muita coisa já aconteceu. E nada disso teria acontecido se não houvesse tal partida, tão criticada por Louis van Gaal. Muitos recordes não teriam sido batidos e acontecimentos diferenciados não teriam ocorrido. A partida é sim importante para definir não só quem será a 3ª melhor seleção do mundo, mas também para continuar marcando a história das copas.

Meu histórico de palpites pra essa copa não foi dos melhores, mas hoje eu não erro (pode até ser que eu erre, mas não vou palpitar contrário à minha torcida)!

Vai dar Brasil!
E que o senhor Louis van Gaal aumente sua raiva dessa disputa de terceiro lugar.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O tarô mudou a aposta

O gol do tri alemão: Há 24 anos
Tudo bem, podem preparar as pedras. Eu me equivoquei quando afirmei categoricamente que o Brasil se sagraria campeão mundial esse ano. Mas antes dessas pedras serem atiradas, gostaria de expor alguns pontos que acabaram ficando de fora na minha última postagem.

Em primeiro lugar, o fato da Seleção jogar a Copa do Mundo com o seu camisa 10 de fora, seja por contusão ou mesmo alguma deficiência técnica, não é uma exclusividade das campanhas vitoriosas. Rapidamente, eu me lembro de 1978 (Rivellino) e 1986 (Zico) quando nem sempre entraram em campo como titulares. Sendo assim, analisar única e exclusivamente esse ponto não seria suficiente.

Mathaus: Está no Brasil e espera ver o tetra
Mas a análise estatística/numérica/exotérica tem outros fatore que devem ser levados em consideração. Se, por um lado, o Brasil tinha a seu favor a estatística de Pelé, a Alemanha tem números muito mais fortes para sustentar a esperança de título. Se o Luiz Paulo acredita que a Argentina será campeã, eu aposto as fichas na Alemanha. Vejam bem:

Apenas duas equipes até hoje conseguiram levantar o caneco de tetracampeonato: o Brasil em 1994 e a Itália em 2006. O fato em comum fica justamente na distância temporal que divide seus respectivos tricampeonatos para o tetra. O Brasil levou desde 1970 exatos 24 anos para levantar o 4° caneco, enquanto a Azzurra ficou na fila outros exatos 24 anos desde 1982. A única seleção que hoje pode conquistar a façanha é justamente a germânica. E, vejam bem, há exatos 24 anos eles conquistavam o tri na Itália, contra a mesma Argentina! Fato semelhante ao Brasil, que conquistou o tetra em cima da mesma Itália que presenciou o tri...

Bom, seja pelo bem do futebol, seja para quebrar tabus, Alemanha vai levantar a taça!

#ResenhaNaCopa

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