quarta-feira, 6 de maio de 2015

Pororoca FC

Fala galera! Começa o Brasileirão, começa o Cartola FC, já virou tradição! No game virtual a estratégia é simples, você tem uma grana disponível e monta seu time, de acordo com o desempenho de seus jogadores escolhidos seu "caixa" aumenta ou diminui, é assim também que você marca pontos no game.

E junto com o Cartola é que vou estrear uma nova sessão do Resenha Esportiva, o Eu+10.

A dinâmica é simples, um amigo ou leitor vai escolher a sua seleção de todos os tempos, vale jogador brasileiro, estrangeiro, intergalático, tanto faz... só que um time de futebol conta com 11 jogadores e o do amigo vai ter apenas 10. Por que isso? Porque o 11º jogador é o próprio!

Ah!! Ele também vai ter que escolher o esquema tático, o nome do time e o treinador. Mas ainda não acabou, ele também é obrigado a explicar porque está nessa posição, e também valem alguns comentários sobre os jogadores escolhidos. Então tá lançado o desafio!

E pra inaugurar nosso post vamos com a seleção de mais um ex-atual-antigo blogueiro, quem começa é o "lateral direito" Mário Soares, que entra na vaga de Cafu e coloca a braçadeira de capitão do Pororoca FC, time comandando por Sir Alex Fergunson.

Na defesa a segurança de Dida, Cannavaro, Maldini e os potentes chutes de Roberto Carlos. Um meio de campo extremamente técnico com Pirlo, Figo e Zidane, quem marca nesse time? Não importa... importa é que Ronaldinho Gaúcho, Messi e Ronaldo estão lá na frente pra fazer os gols.

"Nessa seleção procurei escalar os melhores jogadores que eu vi jogar, podem ver que todos boleiros selecionados fizeram muito sucesso na década de 2000. A maior dificuldade na hora de montar a seleção, foi ao selecionar o ataque, a dúvida era: Ronaldo ou Romário? São jogadores que considero, mas minha escolha pelo Ronaldo foi por um fato fundamental, que é a Copa do Mundo de 2002, o único mundial que eu vi o Brasil ganhar e que eu me lembro claramente. Nesse mundial o Fenômeno foi artilheiro da Copa e marcou os dois gols do título.

Entre tantos craques no time do Pororoca tem um que se destaca ainda mais, o camisa 17, Mário Soares. A minha opção de jogar pela lateral direita do time é por gostar do jogo baseado na correria, e nada melhor que jogar na lateral. Quando bem preparado e em forma, consigo dar um bom apoio no ataque e sobra fôlego para voltar e ajudar na marcação pelo lado direito defensivo."

E assim encerramos nosso post de hoje, com a declaração do capitão do Pororoca FC, Mário Soares.

Fui!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Comentários

Oi! Será que ainda tem alguém aqui que se lembra de mim? Bom, estou dando um tempo na minha década sabática pra colocar em pauta novamente o nível dos comentários aos quais estamos expostos na televisão. Diante de uma quantidade tão grande de lixo verbal, não poderia ficar parado sem me expressar e colocar novamente esse assunto em debate.

Há algum tempo, fiz um levantamento daqueles que seriam os 5 piores comentaristas do jornalismo esportivo brasileiro. A repercussão foi positiva, e fiquei satisfeito com vários pontos de vista que surgiram, inclusive com ponderações de nomes adicionais para a lista.

Hoje não vou me prender no nível dos comentários em si, mas sim na forma como são colocados. Sabemos que a linguagem é de suma importância nos meios de comunicação de massa, que possuem o poder de influenciar hábitos e costumes. Sendo assim, um comentarista assume um papel um pouco além de apenas expressar opiniões. Sua função social chega ao ponto de referência, tomando um viés quase acadêmico, se considerarmos que suas posturas e ideias são copiadas por boa parte dos fãs do esporte bretão.

Eu me atinei para isso assistindo a alguns compactos da Seleção Brasileira na Copa de 1970. Acompanhando as narrações memoráreis de gols como o "Olha lá! Olha lá! Olha lá!", eu encontrei comentários de ninguém menos que Leônidas da Silva, o inventor da bicicleta (o chute, naturalmente).

Logo no início do primeiro compacto, o Brasil levara um gol da seleção da Tchecoslováquia (sim, pra quem não sabe, o Brasil começou a Copa de 1970 saindo atrás no placar, mesmo envolvendo no toque de bola). Mas o gol não assustou a Seleção Canarinho, que não mudou a maneira de jogar e continuou a pressionar. O lance seguinte à saída de bola foi um quase-gol, que mostrou como os brasileiros poderiam acreditar no time. O comentário de Leônidas foi o seguinte:

"Nós fomos surpreendidos com um gol belíssimo do atacante Petras, um dos grandes valores da representação tcheca, mas no cômputo geral nós temos pressionado muito mais, haja vista essa oportunidade desperdiçada pelo próprio Tostão."

Na hora, fiz questão de voltar o vídeo para ouvir novamente o comentário, carregado de um sotaque típico de radialistas. Então eu me lembrei da lista dos 5 "mais menos". Pensei na forma como se expressavam e me recordei de outros nomes em evidência da atualidade. O baixíssimo nível de comunicação dos comentaristas atuais chega a assustar quando comparo com um passado não muito distante. Depois disso tudo, só posso concluir que se depender da forma como nossos amigos da TV se dirigem a nós, a lista dos piores deveria ter tido, no mínimo, 23 convocados.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Crônica de uma decisão

Parte 1 - O Homem Invisível

Ele não ostentava um penteado exótico. Pelo contrário, não tinha penteado, tampouco cabelos. É do tipo de jogador "camisa por dentro do calção". Intimida só de olhar, mas não fazia alarde. Mesmo seguindo um certo padrão daqueles cuja função é parar jogadas, e não criá-las, ele resolveu se destacar. Mas, mesmo assim, em segundo plano.

A segunda partida (leia-se batalha final) era completamente diferente da primeira. Os cavaleiros que levavam a cruz no peito, carregavam também a vantagem de uma vitória prévia. Os adversários se lançavam desesperadamente ao ataque. Era preciso pará-los. E o volante levava a liderança do time consigo. Resolveu virar o motor, a engrenagem central, o inquebrável elo entre seus companheiros, na busca dos louros da vitória.

O cenário foi se desenhando de maneira que o espectador já poderia prever ocomo terminaria a primeira batalha do dia. O artilheiro da estrela errou, o time perdia forças e acabou perdendo o estrategista: Arão estava fora de combate. Enquanto isso o "cão de guarda" cruzmaltino seguia com seus mandos e desmandos pelo setor central do campo de jogo (ou de batalha).

Eis que o responsável pelo flanco esquerdo adversário falhou feio, e ele, alerta, aproveita.
Um passe errado na intermediária defensiva do Botafogo decretaria o resultado do primeiro tempo no Maracanã. Rafael Silva foi mais uma vez letal. Mas o passe foi do capitão Guiñazu.


Parte 2 - Reticências

Confesso que esperava chegar a essa altura com um nome do outro lado em mente. Aqui o narrador se revela botafoguense, mesmo não sabendo bem o motivo de tão tortuosa vocação.

No desenrolar dos 45 minutos finais o Inter matihna a escrita no sul e o Grêmio amargava seu quinto vice estadual. Só o Botafogo que não conseguia manter o tabu de vencer sempre o Vasco em decisões. O Galo vibrava com a ressureição de Jô e comemorava mais uma conquista na sua badalada (e recente) rotina de títulos. Só o Botafogo que não ressucitava, só os alvinegros que continuavam na amargura de ver o título escapando por entre os dedos, tendo em mente ainda que o ano seria sofrido na série B. O treinador mexeu mal, o adversário jogando muito bem, o Guiñazu sem erra uma …

Gol! Gol? Foi gol! Ainda dá, agora vai, ainda temos tempo. É só caprichar, vamos para frente, vamos virar, daí vem os pênaltis, e nos pênaltis tem o Renan e … Gol! Gol? Foi mesmo …

Fim de jogo, de tabu e de campeonato. Na bola, o Vasco ganhou. Não faz mal perder dessa maneira, são coisas do futebol. Mesmo que muito tenha se falado em manipulação de resultados, mesmo com a polêmica envolvendo Fla, Flu e a federação, mesmo com a volta do retrógrado presidente, o título é incontestável.
Foram para a final dois times distintos. Um queria a volta do respeito. O outro também. Um andava sendo achincalhado e sofria com uma má gestão de um presidente que parecia não atentar para a realidade. O outro também. Um foi para a final superando as próprias difuculdades. O outro também. Foram para a final dois times distintos?  

Para o Botafogo a diiculdade da segundona, mas o mérito de ter se reconstruído em tão pouco tempo e alguns meses depois já disputar um título. Ao Vasco todas as felicitações. Se recuperou da má gestão de Dinamite, achou em Gilberto sua referência em campo e se sagrou campeão Carioca, título que não vinha desde 2003. Mas cuidado com o chefe: ele pode afundar o clube de novo.

Sem mais, cabe dizer que (não por causa do Eurico) o respeito voltou!

* Pedro Henrique Rezende

sábado, 2 de maio de 2015

Resumão das finais

Fala galera! Chegou a hora da decisão da maioria dos estaduais pelo Brasil. O Resenha Esportiva elaborou um resumão pra vocês não ficarem perdidos quando os comentaristas começarem a falar um monte de baboseira na tv. Vamos estado por estado, mostrando o que cada um precisa pra faturar o título nesse domingo.

Região Norte
Acre - campeonato ainda está na primeira fase
Amapá - sem previsão de início
Amazonas - campeonato ainda está na primeira fase
Pará - Independente x Remo - Quem vencer é campeão, em caso de empate teremos pênaltis.
Rondônia - campeonato ainda está na primeira fase
Roraima - campeonato ainda está na primeira fase
Tocantins - campeonato ainda está na primeira fase

Região Nordeste
Alagoas - primeiro jogo da final entre Coruripe x CRB acontece nesse domingo.
Bahia - Bahia x Vitória da Conquista - O Bahia precisa vencer por 3 gols de diferença para ser campeão, qualquer outro resultado dá o título ao Vitória da Conquista.
Ceará - Ceará x Fortaleza - O empate é do Fortaleza, o Ceará precisa da vitória por qualquer placar.
Maranhão - Imperatriz faturou o caneco nesse sábado.
Paraíba - campeonato ainda está na primeira fase
Pernambuco - Santa Cruz x Salgueiro - Quem vencer é campeão, em caso de empate teremos pênaltis.
Piauí - campeonato ainda está na primeira fase
Rio Grande do Norte - América de Natal conquistou o título nesse sábado.
Sergipe - Confiança e Estanciano se enfrentam no próximo fim de semana, o Confiança joga pelo empate.

Região Centro-Oeste
Distrito Federal - O Gama faturou o título nesse sábado.
Goiás - Goiás x Aparecidense - O time do massagista Esquerdinha precisa vencer por 3 gols de diferença para ser campeão, qualquer outro placar deixa o caneco no Serra Dourada.
Mato Grosso - Cuiabá e Operário fazem a primeira partida da decisão.
Mato Grosso do Sul - Ivinhema x Comercial - O Ivinhema joga pelo empate, quem vencer fatura o título.

Região Sudeste
Espírito Santo - Rio Branco e Desportiva começam a decisão na próxima semana.
Minas Gerais - Caldense x Atlético-MG - Caldense joga por empate pra ser campeã. Atlético precisa vencer por qualquer placar.
Rio de Janeiro - Botaofogo x Vasco - Botafogo precisa vencer por 2 gols pra ser campeão. Vasco joga pelo empate. Se o Botafogo vencer por 1 gol teremos pênaltis.
São Paulo - Santos x Palmeiras - primeiro jogo deu Palmeiras 1x0, Santos precisa vencer por 2 gols pra ser campeão. Se o Santos vencer por 1 gol teremos pênaltis. Qualquer outro resultado dá Palmeiras.

Região Sul
Paraná - Coritiba x Operário - Se o Coxa vencer por 2 gols a partida irá para os pênaltis. Vitória por 3 gols ou mais dá o título para o alviverde, qualquer outro resultado dá o título inédito ao Operário.
Rio Grande do Sul - Inter x Grêmio. Se o jogo for 0x0 teremos prorrogação e depois pênaltis. O Grêmio joga por um empate com gols ou por uma vitória simples. O Inter precisa vencer.
Santa Catarina - Joinville x Figueirense - Esse é simples, se o Figueira vencer será campeão, qualquer outro placar dá Joinville.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Meio espetáculo

Fala galera! E meia entrada é um dos benefícios que mais me incomodam no Brasil, já tive a oportunidade de escrever sobre o assunto em 2013, e no início desse ano tivemos um texto do Léo falando sobre o problema criado pela Ferj ao "dar" meia entrada para todos os ingressos do Cariocão.

A minha opinião pode ser um pouco polêmica, mas acredito que para um país que brada aos quatro cantos que luta pela igualdade social, que está reduzindo a pobreza, dar um benefício que não seja social me parece estranho.

Vigente desde a década de 30, o benefício é previsto em lei federal, também em leis estaduais e municipais. Até 2001 apenas estudantes inscritos na UNE tinham o direito, de lá pra cá qualquer agremiação estudantil tem direito a emitir a carteirinha que dá o benefício.


Mas o que isso tudo tem a ver com o esporte? Simples... a meia entrada faz com que o preço dos ingressos "comuns" suba, e suba muito.

Pesquisa divulgada recentemente pela Revista Super Interessante apontou o que é óbvio para todos: os eventos não podem fechar a conta no vermelho. É importante que exista o lucro, afinal de contas, se isso não acontecer as portas fecham.

A pesquisa mostrou que 80% dos ingressos são comprados como meia entrada (e nessa conta estão inclusos os que não tem direito, mas que em virtude da má fiscalização entram com facilidade aos eventos).

Vamos imaginar que o ingresso custe R$ 20,00 e 80% pague meia entrada, o borderô final deve apontar uma receita de R$ 1.200,00 caso 100 ingressos sejam vendidos. Dos 100, 20 pessoas pagaram 20 reais, outras 80 pessoas pagaram 10 reais, ou seja, 33% do total da receita veio de apenas 20% dos espectadores. E ainda estou ignorando o estado do Rio de Janeiro ontem menores de 12 anos e vários outros setores tem direito a gratuidades nos ingressos.

Agora vamos imaginar que os 100 espectadores não tenham direito a meia entrada, vamos imaginar que o benefício não exista e a receita tenha que ser a mesma ao final do evento. Todos os ingressos custariam R$ 12,00!!! Os beneficiários pagariam 2 reais a mais apenas, e os não-beneficiários teriam um desconto de 40%.

Voltando ao lado social e político, acredito que a meia entrada tenha sido criada visando pessoas de baixa renda, estudantes de baixa renda, quando o benefício passa a englobar todos os estudantes, sejam eles de baixa renda ou de classe mais alta, aquele não-estudante de classe social menor acaba pagando a conta no lugar de quem teria condições de pagar o ingresso.

Mas se formos pensar, isso acontece em todos os setores do nosso país, educação, saúde...

E vocês? Qual a opinião sobre o assunto?

Fui!

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Mais vale um sofá na mão do que uma arquibancada voando

Fala galera! São 21:50 de terça-feira, nesse exato momento está começando a partida entre Tupi x Atlético Paranaense pela segunda fase da Copa do Brasil de 2015, é o jogo de ida. A partida acontece no Estádio Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora, cidade onde moro.


Meu Tupi x Furacão
Mas por que eu, um cara que vive no estádio, não está acompanhando esse jogo in loco lá na arquibancada? Porque hoje é uma terça-feira, são 21:50 e amanhã eu tenho que acordar cedo pra trabalhar.

Pois é... pra atender a demanda televisiva a CBF abre mão de qualquer público no estádio. Ao ceder e colocar a partida nesse horário, ela dá a entender que não está preocupada se o público estará presente ou não, o que importa é a grana que entra pela televisão, e estamos falando de uma terça onde os eventos anteriores ao jogo eram VT, ou seja, espaço na grade eles tinham.

Pior que essa situação me deixa na dúvida sobre a real intenção dos cartolas do futebol brasileiro. Será que melhorar o nosso futebol é relevante?

Hoje vai ser curto e grosso, deixo a resposta com vocês.

Fui!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Das finais

Enfim as finais dos estaduais. Não vou dizer que acabou de começar estes campeonatos, há no máximo duas semanas com as semifinais. Esse jargão já esta batido, repetido inúmeras vezes desde então. Pra falar a verdade, tirando Cruzeiro e Galo, qual semifinal foi assim: “uma semifinal de campeonato”?

Peraí, não sou contra os estaduais, pelo contrario, sou plenamente a favor, acho totalmente necessário no futebol brasileiro. Pra mim isso faz parte da cultura nacional. Começou na verdade faz três meses os cariocões, paulistões, gauchões, mineiros ... Mas qual jogo mesmo, nos faz lembrar disso? (não vale aquele lance que o juiz errou feio, esses são tão absurdos que não nos esquecemos por um bom tempo).

Este ano fui apenas a um jogo do carioca, Fluminense X Macaé e se o Walter (pançudo) não estivesse em campo, juro que até os jogos no campo do Beira Rio (do distrito de Beira Rio em Alem Paraiba-MG) tem mais qualidade. Aliás, mais qualidade e mais emoção. É verdade, o Fred estava suspenso, mas e daí? Estou falando do Fluminense contra um time da segunda divisão nacional, e não teve uma jogada de um jogador qualquer que pudesse animar. O jogo, esse foi 1x0 para o Macaé em gol de falta. Terrível não?

Você deve estar perguntando aonde quero chegar então? Simples, quem de Botafogo e Vasco metem medo no adversário? Palmeiras x Santos então? Grêmio ou Inter? Galo? Talvez este, talvez o atacante argentino, sim argentino. Mas é só. Pra mim a explicação é um pouco simplista para esta mediocridade geral dos estaduais e sem querer iludir ninguém, do brasileirão que virá. Dinheiro, ou a falta dele nos clubes Brasil.

No meio da semana teve um jogo da Champions League e ouvi por alto que um certo clube alemão tem em caixa (dinheiro, cascalho, bufunfa) em torno de 150 milhões de euros (e é pra gastar!!!), ou aproximadamente, R$ 450.000.000,00 de reais. Aí eu pergunto, que clube do Brasil, finalista, tem R$ 0,01 em caixa? Que gestão é superavitária em qualquer clube neste país do futebol? Esse tal clube alemão já tem os principais jogadores do mundo do futebol... Não está com este dinheiro todo porque economizou em jogadores medianos não. Mas aqui parece que temos clubes com muito dinheiro, pois pra pagar R$ 700.000,00 em um “professor”, so tendo muito dinheiro. E olha que os mais bem pagos “letrados” de Rio e São Paulo não estão nas finais dos estaduais, mesmo tendo os melhores elencos (que também não são grande coisa assim). Um já ate pediu reforços... que fase!!!

Não me admira que as finais vão ser isso aí, principalmente nestes primeiros jogos, muitos 0x0, 1x0, 0x1, 1x1 e por aí vai (escrevo antes da bola rolar e não sou vidente)... E se alguém no primeiro jogo fizer uma goleada de 3x1, alguém espera que seu time consiga virar para incríveis 6x1 no segundo jogo? Pois é... Terrível.

Enquanto os clubes não mudarem esta situação na sua gestão financeira, seguindo uma premissa básica da economia, conseguindo arrecadar mais que gastar, vai ser isso que ta aí. Tirando raça, não podemos esperar ou pedir mais. É torcer e no mais é vida que segue...

* por Diego Ribas

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Obrigado Fofão!

Fala galera! Em minha infância acompanhei muito o programa do Fofão, aquelas bochechas de buldogue e os cabelos de miojo assustavam, mas encantavam. O nativo da Fofolândia atravessou gerações e educou.

Cerca de 30 anos depois, uma levantadora do voleibol feminino brasileiro, cujo apelido se originou exatamente por causa do personagem do Balão Mágico, encerra a que pode ser considerada a carreira mais vitoriosa da história do nosso vôlei feminino.


Fofão nasceu Hélia Rogério de Souza Pinto, nome que poucos conhecem, mas que tá lá no registro. Adepta do esporte, praticava basquete e handebol, até ser induzida por uma professora a fazer um teste no Centro Olímpico do Ibirapuera aos 12 anos, passou!

João Crisóstomo, o descobridor de Fofão e inventor do apelido, a levou para o Pão de Açucar, e daí em diante a carreira só cresceu. Em seus trinta anos de carreira, contando desde o início, a levantadora defendeu grandes clubes do voleibol nacional e internacional, passou por Minas, Rexona (no Paraná e no Rio de Janeiro), São Caetano, Fenerbahçe, Perugia e Murcia, por exemplo.

Nesse tempo faturou a Superliga seis vezes, venceu o sulamericano de clubes quatro vezes e o Mundial em 2010, quando jogava na Turquia. Também faturou a Champions League em duas ocasiões.


Mas falar de Fofão e não falar de Seleção Brasileira parece algo impossível. Reserva de Fernanda Venturini por muitos anos, ela começa sua trajetória com a amarelinha em 93, quando o treinador da equipe era Bernardinho, o mesmo que a treinou em sua última partida, ontem, na conquista da Superliga Feminina pelo Rexona-Ades.

De 93 até 2008, quando se despediu oficialmente da Seleção, Fofão faturou seis vezes o Grand Prix, foi vice-campeã do mundo duas vezes, e ganhou duas medalhas de bronze olímpicas, em Atlanta e em Sidney, além do seu maior triunfo, o título que solidificou nossas meninas com as melhores do mundo, os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, quando a camisa 7 foi titular e eleita a melhor levantadora da competição.

Fofão fez tudo isso, e melhor, fez tudo isso de maneira discreta, sem marketing pessoal, o que talvez possa ter dificultado pra ela, mas que no final mostra que o sucesso não depende da garganta, depende da capacidade.

Obrigado Fofão! Só podemos te agradecer!

Fui!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Clássico da Amizade

Fala galera! Ontem contamos a história do Clássico da Saudade que decidirá o Campeonato Paulista de 2015 e prometemos que hoje falaríamos sobre Botafogo e Vasco, o Clássico da Amizade, que definirá o campeão carioca desse ano.

Assim como em São Paulo, o clássico não se repete com muita frequência em decisões de campeonato. Em 114 edições do Campeonato Carioca foram apenas quatro decisões entre as duas equipes e em âmbito nacional esse final ainda não aconteceu.

As quatro finais disputadas foram vencidas pelo Botafogo. Em 1948 o time de Nilton Santos despachou o "Expresso da Vitória" dentro de General Severiano com um 3x1 e faturou seu 9º título estadual. Vinte anos depois, em 68, foi a vez de Jairzinho e Paulo Cézar aplicarem um sonoro 4x0, já no Maracanã, e levar o 14º título para o Fogão.

Depois de uma longa seca de títulos que terminou em 1989, o Botafogo, bancado pelo bicheiro Emil Pinheiro, disputou a decisão de 1990 contra o Vasco novamente. Com um regulamento confuso o título acabou decidido nos tribunais. A partida marca a famosa "volta olímpica da caravela" dos jogadores do Vasco. O regulamento previa que a equipe com maior número de pontos somados ao final das Taças Guanabara e Rio estaria na final. Caso essa equipe não tivesse vencido nenhuma das duas taças, ela aguardaria o vencedor de uma "semi-final" disputada entre os dois campeões, e foi o que aconteceu, o Botafogo ficou esperando o vencedor do duelo entre o Vasco, campeão da Taça Guanabara, e o Fluminense, campeão da Taça Rio.

A final de 1997, uma das melhores
Na decisão o Fogão enfrentou o Vasco e venceu por 1x0, gol de Carlos Alberto Dias. O clube de São Januário entendia que era necessária a disputa de uma prorrogação para definir o campeão, porém isso não estava previsto em regulamento. Os jogadores botafoguenses desceram para o vestiário e comemoraram o título. Ao Vasco restou uma volta olímpica com uma caravela que sabe-se lá de onde surgiu, e a tentativa de garantir o título nos bastidores, em vão.

Em 97 uma das finais mais curiosas entre as duas equipes. No primeiro jogo o Vasco venceu por 1x0 e a partida ficou marcada pelo lance em que Edmundo parou próximo à linha lateral, colocou a mão no joelho, deu uma abaixadinha, e remexeu gostoso, balançando a bundinha, na frente do zagueiro Gonçalves, que alega não ter reparado na dança do Animal. Por ter melhor campanha o Botafogo jogava por dois resultados iguais (na época eram dois resultados mesmo) e brilhou a estrela de Dimba. O artilheiro alvinegro marcou o gol do título e pra comemorar comeu um tufo de grama do Maracanã, outra cena histórica!

Ao todo foram 311 partidas com 85 vitórias do Botafogo e 133 do Vasco, além de 93 empates. O Vasco marcou 473 gols, sendo 25 de Roberto Dinamite, o maior artilheiro do clássico, e o Fogão fez 409.

Domingo o tabu começa a ser quebrado ou será que ele se amplia? Façam suas apostas novamente!

Fui!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Clássico da saudade

Fala galera! No final da semana passada tivemos a definição dos finalistas da maioria dos estaduais pelo Brasil, talvez pela pouca distância e pelo acesso aos meios de comunicação que tenho, o Carioca e o Paulista me chamaram a atenção. No Rio deu Botafogo e Vasco, e amanhã falaremos sobre isso, já em São Paulo a decisão ficou entre Palmeiras e Santos, mais conhecido como o Clássico da Saudade.

O nome do clássico se deu porque durante a década de 60, quando Santos e Palmeiras dominavam o cenário nacional, ocorria também o auge do futebol-arte. Com elencos recheados de craque do porte de Pelé e Ademir da Guia, mas o que mais podemos ter desses confrontos é uma eterna saudade mesmo.

Apesar de toda a história dos dois clubes, campeonatos com ambos na decisão não costumam ser frequentes. Para terem uma ideia, de todas as 124 edições do Campeonato Paulista, essa é apenas a 5ª vez que os dois chegam juntos à final.

A primeira foi em março de 1928, valendo o título do Paulistão de 1927. O então Palestra Itália venceu por 3x2 e ficou com o título. Em janeiro de 1960 deu Verdão novamente depois de três partidas. Os jogos que valiam pelo campeonato de 1959 terminaram 1x1, 2x2 e 2x1 pro Palmeiras.

No ano seguinte o Santos se vingou ao bater o Palmeiras por 2x1 na decisão. Oito anos depois, no Paulista de 68, o Santos faturou novamente, 3x1.

Em 1996 o título foi decidido no Clássico da Saudade, mas não era especificamente uma decisão. Naquele ano o Super Palmeiras dos 100 gols venceu o primeiro turno e se garantiu na final (cada um dos vencedores de turno se garantia na final, se um mesmo clube vencesse os dois, era campeão). No segundo turno a única equipe capaz de tirar o título do Palmeiras seria o Santos do artilheiro Giovanni. Com a vitória por 2x0 do time do Palestra Itália, o título antecipado era do Palmeiras e não haveria mais decisão naquele ano.

O clássico também rende algumas curiosidades. Foi exatamente após um Palmeiras x Santos que os palestrinos passaram a usar o "porco" como grito de guerra, até então o grito era usada de forma pejorativa pelos adversários. Isso aconteceu em 1986.

Apesar do empate em decisões, quando o assunto é confrontos eliminatórios o Santos leva vantagem. A equipe praiana despachou o Palmeiras em seis oportunidades (Taças Brasil de 64 e 65, Rio-SP de 97, e Paulistão de 2000, 2009 e 2013) e foi eliminada em duas (Copa do Brasil de 98 e Paulistão de 99).

A maior goleada em favor do Palmeiras aconteceu nos tempos de Palestra Itália, em 1932 um sonoro 8x0 pra cima do Santos. Já do outro lado a goleada foi por 7x0 em 1915, também nos tempos de Palestra.

Confiram agora as estatísticas do clássico (até 22 de abril de 2015):
Partidas: 306
Vitórias do Palmeiras: 129
Vitórias do Santos: 98
Empates: 80
Gols do Palmeiras: 534
Gols do Santos: 450

Quem será o clube que mudará as estatísticas a seu favor na decisão de 2015?

Façam suas apostas!

Fui!

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