quarta-feira, 27 de maio de 2015

Muito além do esporte - parte 1

É muito bom relembrar momentos históricos do esporte mundial. Esses marcos nos levam a formar uma linha temporal que nos remete a uma cronologia de como determinada categoria evoluiu, ou como uma ideia se difundiu para as mais diversas modalidades. Eu lembro das minhas aulas de História, quando passávamos um ano inteiro estudando períodos antigos como as grandes navegações para depois estudarmos a História do Brasil. Em um determinado momento, a professora dizia que existia uma linha que conectava esses fatos. Essa linha se chamava contexto.

Pensando assim, podemos fechar um mapa mental com todos esses fatos históricos do esporte, afinal de contas não foram eventos isolados, estando ligados a um contexto local ou global muito mais abrangente do que simplesmente o que aconteceu no certame propriamente dito.

Dessa forma, comecei a pensar em diversos pontos esportivos marcantes e tentei inseri-los ou compreendê-los à luz dos acontecimentos. Podem ter certeza de que eu consegui me situar de uma forma muito mais firme, chegando ao ponto de imaginar o que uma determinada conquista significou. E isso pôde ser usado como uma forma de extravasar em um momento ruim ou até mesmo criar uma massa de manobra.

Como exemplo rápido, vou citar a Copa do Mundo de 1994. Quem viveu o período, se lembra de que o Brasil estava em uma fase interna complicada. O primeiro presidente eleito de forma direta depois de muitos anos, Fernando Collor, havia sido recentemente deposto, dava-se início a uma série de medidas na luta contra a inflação desenfreada e os níveis alarmantes de poluição apontavam para um futuro obscuro. O poder de compra do brasileiro estava cada vez mais baixo e a única forma de se libertar desse cenário de horror era o esporte, personificado na figura de Ayrton Senna, que era a imagem idealizada de um brasileiro vencedor, que lutava diariamente a sua batalha. Mas a morte do piloto deixou um país órfão, carente de referências.

O que seria de nós? Não havia brasileiros vencedores para quem nós pudéssemos olhar e pensar: “sim, também posso ser um vencedor”. Nosso principal esporte, o futebol, já não lograva êxito havia quase 30 anos e a melhor geração desde lá não conseguiu chegar no topo. Aí veio a conquista do Mundial. Do meio das cinzas, como a fênix, o brasileiro pôde se reerguer, estufar o peito e dizer: “sim, sou um vencedor”. Ganhar aquela Copa foi mais que levantar um troféu, significou o ressurgimento do orgulho.

Assim sendo, vou compartilhar com vocês um pouco da visão que tive com essas análises. Nos próximos posts vou apresentar um evento ou um período de tempo de determinado esporte e colocar o contexto onde estava inserido, tentando compreender ou ampliar a visão de toda essa salada de informações, comprovando que o esporte vai muito além da disputa.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Todo poderoso Ajax

Fala galera! No início de 2015 o Real Madrid ficou muito perto de atingir o recorde mundial de vitórias consecutivas no futebol, na ocasião os "merengues" faturaram 22 partidas em sequencia. Na época a meta era alcançar o Coritiba, que em 2011 venceu 24 partidas seguidas. Mas em março "a brincadeira mudou de novo", o Guinness Book, tradicional livro dos recordes, reconheceu o Ajax como o novo recordista de vitórias consecutivas.

Você pode estranhar esse anúncio em 2015, já que o Ajax não fez um bom campeonato e nem foi muito longe nas copas européis, é que registros históricos mostraram que o time vermelho e branco é o detentor do recorde, e não o Coxa. O recorde foi alcançado entre os anos de 1971 e 1972.

O Ajax que serviu de base para a Laranja Mecânica, o time que tinha Johan Cruyff, Johann Neeskens e Piet Keizer, faturou 26 partidas em sequencia durante a disputa do Campeonato Holandês, da Copa da Holanda e da Copa Européia, hoje Liga dos Campeões.

A sequencia iniciou no dia 3 de outubro de 1971 só cessou no dia 1º de abril de 1972 quando a equipe caiu diante do Go Ahead Eagles por 3x2. Nesse período foram 78 gols marcados, média de 3 por partida, e 18 sofridos. Foram 19 vitórias pelo Campeonato Holandês, quatro na Copa Européia e 3 na Copa da Holanda.

Em 1972 o clube faturou o título holandês, da Copa da Holanda, da Liga dos Campeões, da Supercopa Européia e também do Mundial Interclubes, quando bateu na decisão o Independiente, da Argentina.

A base da equipe ainda contava com Kroll, Rep e Haan, todos integrantes da equipe que encantou o mundo durante a Copa de 1974. Era um timaço!

Por hoje é só! Em breve voltamos com mais recordes e histórias do esporte, aproveitem para seguir o Resenha Esportiva no Facebook e no Twitter.

Fui!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Obrigado Zico

Bom, eu não sei o porquê e nem como eu me tornei um flamenguista apaixonado. Acho que como todo amor ele nasceu sem uma explicação plausível e lógica. Quando percebi já não tinha mais volta, eu estava enfeitiçado pelo vermelho e preto e só de olhar aquelas cores os meus olhos brilhavam e meu coração pulsava em um ritmo diferente.

Com o tempo eu fui pesquisando sobre aquilo que tanto me fascinava e a cada descoberta, a cada história ouvida, mais eu tinha certeza que o Flamengo seria meu companheiro pra vida inteira. Como qualquer rubro-negro, também aprendi a venerar um “Deus”, o Zico, mas infelizmente a matemática da vida não me permitiu acompanhar todos os feitos dessa divindade e por isso todo contanto que tive com os seus milagres tinham sido através de vídeos e relatos de quem o viu em campo.

Com vinte dois anos e a alguns meses de me formar, eu vivia uma fase onde eu não tinha mais tanta certeza se tinha optado pela profissão certa, já não sabia se valia à pena fazer aquilo que eu acreditava amar ou aquilo que eu faria única e exclusivamente por dinheiro. Durante esses quase quatro anos de faculdade minha cabeça sofreu grandes mudanças, sendo assim estava perdido em relação a como vai ser o meu futuro.

No início deste mês ao ficar sabendo que o Zico faria um jogo comemorativo em Juiz de Fora, meu primeiro pensamento foi: “Vou ver o Galinho dentro de um estádio”, um acontecimento que já seria suficiente para me deixar como uma criança ganhando um brinquedo novo. No entanto o jornalismo estava me preparando uma grande surpresa.

No dia dezesseis de maio de dois mil e quinze, data essa que jamais será esquecida por mim, lá estava eu dentro de uma coletiva, com vários outros profissionais esperando para poder fazer uma pergunta para o “meu Deus”, aquele momento era como se tudo que sonhei estivesse ali diante dos meus olhos, eu a menos de três passos de distância do Zico, era algo surreal para mim. Como se não bastasse eu estava credenciado para assistir ao jogo de dentro do campo e não apenas isso, eu também poderia entrevistar alguns dos meus maiores ídolos. Em um determinado momento do jogo, acompanhado de mais quatro amigos, uma câmera, um microfone e um celular eu tive a certeza: Eu só serei feliz fazendo isso, eu só serei feliz sendo um Jornalista.

Obrigado Zico por me fazer flamenguista e por me dar a certeza que escolhi a profissão certa.

* Igor Crispi

sábado, 23 de maio de 2015

Papo10 #4 - Empresários e a imprensa

Empresário planta notícia pra valorizar jogador, imprensa tenta dar o furo de reportagem, e quem fica no meio do tiroteio é o torcedor em busca de reforços para seus times



sexta-feira, 22 de maio de 2015

Adios, Xavi

Fala galera!

Pra quem lê o título do post, a ideia é bem simples: mais um jogador está chegando ao final de sua carreira e está se aposentando. Mas este é um caso especial, não se trata de qualquer jogador, nem de qualquer carreira, e muito menos de aposentadoria. Mas parece com uma. Após 24 anos, Xavi diz "adeus" ao Barcelona, mas não ainda ao futebol.

Ontem foi confirmado oficialmente, em uma coletiva, que a partir da próxima temporada Xavi não jogará mais pelo time espanhol. Após 24 anos de serviço no time em que chegou ainda criança e jogou por toda a vida, o jogador espanhol confirmou a assinatura de contrato pelo próximos dois anos (renováveis por mais um) com o Al Sadd, do Qatar. Foi no Barcelona que Xavi debutou, foi formado e virou um dos astros do futebol mundial.

Tudo começou com a perda de espaço que Xavi teve nesta temporada. O croata Ivan Rakitić chegou e assumiu a posição de titular ali no meio campo, ao lado de Iniesta. O trio de ataque é intocável, com Messi, Neymar e Suarez. Aos poucos, Xavi foi perdendo seu lugar cativo. Dos 57 jogos disputados pelo Barcelona, Xavi participou de 41 deles. Parece muito, mas na realidade, ele só entrou como titular em 20 ocasiões. Seus números também não colaboraram: foram 2 gols e 9 assistências.

Mas o espírito competitivo falou mais alto. Xavi quer continuar jogando, competindo e está aproveitando enquanto ainda tem idade para continuar fazendo o que ama. Sua coletiva foi intensa e emotiva e ele foi firme em sua decisão: "Quero agradecer ao clube, que confiou em mim. Nas últimas semanas, me ofereceram a renovação até 2018, mas a decisão estava tomada. Quero agradecer o apoio da torcida e espero não decepcionar ninguém. Será complicado não vestir a camisa do Barça. Não queria que chegasse este momento, mas entendo que é a hora de ir". O mais engraçado foi que ele revelou que escondeu de sua própria mão a oferta da renovação feita pelo Barça, já que ela é fanática pelo clube e ficaria p. da vida se ele não aceitassa.

Infelizmente, é mais um dos grandes nomes do futebol que perdemos para o futebol distante. Seja árabe, seja chinês ou seja pra liga dos Estados Unidos, um pouco mais perto daqui. É fato que Xavi não foi atrás de dinheiro, ao contrário do que a grande maioria faz, mas sim atrás de continuar fazendo que gosta (e o que sabe, convenhamos). É provável sim que ele vá atrás de títulos no Qatar, mas nada que se compare aos 23 títulos que ele já conquistou com a equipe basca: oito títulos do Campeonato Espanhol, duas Copas do Rei, três Ligas dos Campeões e dois Mundiais de Clubes, entre os principais.

Sua intenção é de retornar ao Barcelona ainda, mas não mais como jogador. Técnico ou diretor seriam as opções mais prováveis. Seu estilo sereno, futebol cadenciado, toque de bola preciso e inteligência notória deixarão saudades...

Adios, Xavi.

Até a próxima!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Não cala a boca nem o Boca

Fala galera! Semana corrida aqui né? Prometo que em breve volto com um montão de textos sobre o jogo que acompanhei in loco no último sábado, o amistoso entre Amigos do Zico e a Seleção de Juiz de Fora, mesmo que vocês não queiram ler.

Hoje vamos de Boca Juniors e a punição que a equipe levou na Libertadores após os incidentes na partida válida pelas oitavas de final contra o River Plate.

No dia eu comentei com amigos que nada seria feito, me enganei, mas não errei. A Conmebol "puniu" o Boca com a eliminação, além disso o clube jogará quatro partidas com portões fechados, não terá carga de ingresso nas próximas quatro partidas fora de casa e ainda pagará uma multa no valor de U$ 200 mil.


Alguns podem achar a pena legal ou até mesmo pesada, pra mim não poderia ter sido mais branda.

Ser eliminado da competição era questão de tempo, mais 45 minutos apenas e isso poderia acontecer, o Boca tinha que marcar ao menos um gol de qualquer maneira e não poderia sofrer nenhum, a chance do River se classificar era enorme. Perder o direito de ter torcida em quatro partidas fora de casa não é lá grandes coisas, não são muitos os torcedores que vão ao Equador, ao Peru ou até mesmo na Venezuela. Jogar quatro partidas sem torcida talvez seja a parte mais significativa, já que a multa não vejo como um problema devido ao baixo valor. A pena foi branda!

Além do tumulto causado, jogadores do time adversário se lesionaram com o gás de pimenta que foi jogado no vestiário, o caso mais grave aconteceu com Sebastián Driussi, atacante do River e da Seleção Argentina sub-20 que se prepara para disputar o Mundial da categoria. O jovem jogador sofreu inflamação no cérebro causada por substâncias tóxicas arremessadas e corre o risco de não atuar na competição de seleções.

Ah, e ainda surgiu uma notícia de que a Conmebol aliviou para o Boca e em troca cedeu a vaga na repescagem da Copa de 2018 para a Fifa, não acredito que uma coisa influenciaria a outra, essa questão da vaga está sendo cogitada faz tempo, acho que só estão usando a falta de punição como "boi de piranha".

E vocês? Acharam o que da sanção aplicada? Votem na nossa enquete.

Fui!


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Sobre saber perder sem dobrar os joelhos

Torcer para o Clube Atlético Mineiro antes de 2012 poderia parecer loucura, daquelas sem sentido algum. Porém essa ingrata vocação mudou de figura nos últimos anos. O ciclo de vitórias se iniciou com um tento extra-campo: na queda de braços com outros tantos gigantes brasileiros pelo craque Ronaldinho Gaúcho o galo mineiro venceu pela primeira vez. E olha que nessa disputa estava o Grêmio, clube que revelou R10. Os novos ares davam pistas ao torcedor atleticano do que estava por vir. Um campeonato brasileiro de 2012 disputado de igual para igual com o Fluminense (ainda na fase ostentação financeira) e perdido com honradez. Jogaram um futebol encantador mas ainda não possuíram a eficiência de Fred e companhia, autores de incontáveis vitórias magras que valeram o título.

Veio 2013, e com ele o maior título da história do clube. A copa Libertadores da América sob a batuta de Ronaldinho, Jô, Bernard e tantos outros foi conquistada na tônica que se faria presente nas próximas conquistas da equipe. Acreditar no Atlético estava ficando fácil.

Vai Ronaldinho, vem Tardelli e o protagonismo do time muda de mãos, mas permanece eficiente. O atual bi-campeão brasileiro e vizinho de cidade mediria forças com o alvinegro na final da Copa do Brasil. Mas a campanha do time da massa era heróica antes mesmo do último capítulo. “Yes, we CAM” gritava sua torcida, a plenos pulmões e com a certeza de mais uma vitória. E assim, o ano de 2014 trouxe mais um título inédito.

Em 2015 tinha mais “liberta”pro galão. Fase de grupos conturbada, classificação sofrida e mais um bravo guerreiro chamava a responsabilidade. Era o argentino Lucas Pratto, centroavante de força, velocidade, qualidade no passe e na finalização e entrega de todo o seu potencial em cada partida. Porém, o início do ano trouxe uma anormalidade na rotina vitoriosa do clube. Logo nas oitavas de final do torneio continental o galo caiu para o ótimo time do Inter de Porto Alegre.

Será que o clube que há pouco tempo se acostumara com os louros da vitória saberia tirar algum aprendizado de suas derrotas? Ou será que o pessimismo voltaria a reinar lá por Belo Horizonte? Quem canta de galo não costuma baixar a crista, e foi isso o que o Atlético fez. Aliás, já tinha feito, pois quando venceu a Libertadores, esperava encarar o campeão europeu na final do Mundial. Ao contrário do planejado, perdeu para o modesto Raja Casablanca na semi, se reergueu e hoje estampa na camisa o escudo destinado ao campeão da Copa do Brasil.

Mas só para ficar bem claro que o galo estava mais vivo que nunca, na primeira partida após a traumática eliminação, justo contra o Fluminense, o estádio Mané Garrincha assistiu à primeira goleada do time mineiro no Brasileirão. Um sonoro 4x1 com direito a gritos de “Olé!” no fim do jogo e a certeza da raça do time de Pratto, um jogador que não cai.

Dessa partida podemos tirar duas grandes lições. A primeira serve para todos os jogadores do futebol brasileiro. Sejam mais como o centroavante do Atlético e NÃO DOBREM OS JOELHOS. O adversário reclamou de lances polêmicos no início da partida, lances esses nos quais o jogador que dominava a bola abdicava completamente de prosseguir da jogada na tentativa de ter alguma infração assinalada a seu favor. É jogo de contato, infrações devem ser marcadas, mas pelo amor de Deus, concentrem-se em jogar futebol!

A outra lição quem nos deu foi o jogador Luan, símbolo maior da perseverança desse time. Ao ser perguntado sobre a vitória de hoje e a derrota de quarta, Luan foi categórico: “Jogamos melhor!”. E jogaram sim, Luan, sem sombra de dúvidas. Se não foi suficiente diante de um Beira Rio lotado numa linda festa entre torcida e jogadores colorados, paciência. Foi mais que suficiente perante o perdido Fluminense e provavelmente será contra a maioria dos times da série A do campeonato Brasileiro. Mais importante que não baixar a cabeça é não dobrar os joelhos.

* Pedro Henrique Rezende

terça-feira, 19 de maio de 2015

You´ll never walk alone

Um ídolo nunca caminhará sozinho, nunca estará sozinho e para onde for sempre será lembrado ali, onde se fez uma lenda. Seja em qualquer lugar do mundo, em qualquer esporte. Um ídolo não caminha sozinho. E este fim de semana Steven Gerrard, meia do Liverpool começa uma nova caminhada. Claro, muito mais que um novo desafio em um time, pois irá jogar nos EUA, é uma caminhada rumo ao final de uma carreira brilhante, de muitas conquistas, mas acima de tudo de uma conduta que conquistou o respeito e admiração dos seus maiores adversários. Para mim, sua despedida foi o melhor do fim de semana inteiro. Sim, teve Barça campeão, Benfica, PSG, segunda rodada do brasileiro, mas as imagens do estádio de Anfield, independente do resultado, são realmente de emocionar. Ainda mais, pelo que acontece no esporte brasileiro em geral.

Sinto falta de um ídolo por aqui, alguém que seja aplaudido independente do time, assim como Gerrard, como Iniesta foi ao ser substituído no jogo do campeonato do Barcelona, em Madrid, pelos torcedores do Atletico. Gerrard, assim como Iniesta, antes de se tornar um ídolo, um líder, um exemplo para o Liverpool, para a Inglaterra e para os times europeus, é um craque. Joga muito, sempre jogou. Podia estar tudo ruim, até ele mesmo podia estar em um dia ruim, mas mesmo mal, era diferente. Um lançamento só bastava. Um “pombo sem asa” salvava a lavoura. Esse era Gerrard, sempre pareceu frio, mas sempre esquentou sua torcida, sempre aqueceu os campos da Premier League, mesmo no frio do inverno inglês. Era um craque, foi lindo, mereceu e merece todas as homenagens que o estão prestando. Sou fã de seu futebol, clássico, sem correria. Suas batalhas, fim de semana após fim de semana contra Lampard era um plus a mais para o celebrado campeonato inglês. Vai fazer falta, muita falta, como faz falta um craque em qualquer lugar. Como faz falta aqui no Brasil.

Esse fim de semana Luiz Paulo foi ao jogo do Zico em Juiz de Fora, um ídolo do tamanho do Flamengo. Não venham me dizer que o Flamengo é maior do todos que lá passaram, porque o Flamengo só tem o tamanho que tem e ate a maior torcida do Brasil porque teve um ídolo altura do seu tamanho. Um ídolo que engrandeceu seu time. O Liverpool, também continuara, mas quando falarem do time falarão deste cara, deste ídolo, que fez o time maior. Não é a instituição que faz a pessoa, são as pessoas que passam pela instituição que a engrandecem, ou a diminuem, tanto faz. Mas um ídolo, um craque não diminui nada, só aumenta, soma, acrescenta. E o Gerrard fez isso pelo Liverpool, como o Zico fez e faz pelo Fla. A torcida nunca deixará ele caminhar sozinho, em Juiz de Fora, quantos estavam lá? Pra ver seu ídolo, seu time. Sinto falta de quando os clubes daqui tinham suas referencias, seus ídolos, seus craques.

Pensem em uma coisa? Quem é seu ídolo no seu time, no seu esporte favorito? Não falo apenas do futebol. Do seu esporte favorito? Me diga um, unanimidade. Está difícil né? Mas não é só difícil, na verdade é deprimente. Tem o surfista Medina que se destaca, entre outros também que lutam, mas ídolo, craque? Ainda não.

Vou dar um exemplo de como um craque (estou falando de craque, não de ídolo), pode fazer a diferença e como pra mim faz falta. Sou vascaíno, nunca torci a favor do Flamengo, muito pelo contrario. Como torcedor do Vasco, queria que o Flamengo perdesse sempre e que seus jogadores não dessem certo. Mas quando o Felipe, ex-lateral do Vasco foi para o Flamengo, não conseguia torcer contra o futebol dele. Posso dizer que pela primeira vez torcia para que o Flamengo de um jeito ou de outro desse certo. Por causa dele, do futebol dele, do craque que foi. Verdade, não foi ídolo, podia ter sido, em qualquer time que passou, pelo futebol que tinha. Isso que o craque faz, ele contagia, ele leva multidões, ele assusta o adversário, mas tem o respeito, tem a admiração. Isso o craque, imagina um ídolo? Como faz falta. Como tem feito falta o GUGA, o SENNA, OSCAR, HORTENCIA, TANDE, PELÉ, AURÉLIO MIGUEL, os GRAEL, entre outros.

Estamos na véspera de uma Olimpíada em nosso país e não temos um atleta que nos dê esperança. Digo esperança, nem certeza estou dizendo. Esperança de sermos bem representados. Tem o vôlei, masculino e feminino, mas é muito pouco pro tamanho e pra historia de nosso esporte. Falta um ídolo do presente, no presente. Para que nós, nós não caminhemos sozinhos.

Valeu Gerrard, você me fez muitas vezes ver o campeonato inglês ao invés de qualquer outro jogo. Porque um craque, um ídolo nunca caminhará sozinho!!!

* Diego Ribas

segunda-feira, 18 de maio de 2015

CES Entrevista

Fala galera! No último dia 27 de abril estive nos estúdios do CES, uma das faculdades aqui de Juiz de Fora, gravando o CES Entrevista com os alunos do 7º período de jornalismo. O convite foi feito pelo Mário Soares, nosso blogueiro, e foi bem legal e descontraída a conversa, falamos de tudo um pouco, inclusive de esporte, por isso publicar por aqui.

Como a minha inspiração para novos textos está nula, aproveito para divulgar o vídeo com a entrevista. Qualquer semelhança com o "Cara a Tapa" do Rica Perrone não é mera coincidência, o formato da entrevista foi inspirado no canal do são paulino no Youtube.

Aí vai! Confiram e se divirtam.



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