segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Entre a vida e a morte

Fala galera! No último fim de semana aconteceu o UFC 177, disputado em Sacramento, Califórnia, nos Estados Unidos. A luta principal do evento seria entre o americano T.J. Dillashaw e o brasileiro Renan Barão, uma revanche valendo o cinturão da categoria Peso Galo, título que o brasileiro perdeu para o americano em maio desse ano.

Porém uma alteração de última hora ameaçou o sucesso do evento, que já vem "cambaleando" com o excesso de lesões dos principais lutadores culminando com o cancelamento de dois eventos nos últimos meses.

Barão precisava eliminar peso para entrar no limite da categoria, e como já falamos aqui em 2012, esse processo de perda de peso rápida, por mais que tenha acompanhamento de médicos e nutricionistas, não pode ser algo saudável, não tem fundamento.

O brasileiro se sentiu mal, desmaiou e teve que ser levado para o hospital no dia da pesagem, véspera da luta, o que fez com que os médicos vetassem sua participação no evento.
Barão "correu" de outra surra


Além de perder a bolsa da luta e a chance de retomar o cinturão, Barão tem seu emprego ameaçado por Dana White, um dos "chefões" do UFC. Dana foi enfático ao comentar o caso:

- Barão não vai ganhar dinheiro algum. Não vou pagar a ele por não aparecer para lutar. (...) Não tem desculpa para o que ele fez. Não tem desculpa para não bater o peso. Mas ele pagou caro. Ele nos prejudicou. Aquele garoto não ganhou o cheque e vai voltar para casa sem dinheiro. Vai voltar sem um centavo. Ele acabou de pagar uma preparação para a luta, e ninguém sabe quando vai lutar de novo.

Uma das situações que mais desagradam os diretores do evento é justamente a necessidade de alterar o card, e um caso como o de Renan é considerado uma indisciplina máxima. Um atleta que sabe que sua categoria tem determinado limite de peso e não está dentro do regulamento, pior, "força a barra" e acaba prejudicando a organização.

O evento sofre uma crise existencial, seus principais nomes nos últimos anos se aposentaram ou se lesionaram, não estão mais entre os tops, e os nomes que poderiam ser considerados a renovação da organização "pisam no maracujá".

Qual será o futuro do UFC ninguém pode afirmar, mas que precisam rever alguns conceitos e regras, e principalmente, fiscalização de atletas, isso eles precisam. Caso contrário vão cada dia mais perder espaço.

Fui!

sábado, 30 de agosto de 2014

Vem aí a Champions 2014/2015!

Fala galera!

Como de costume, chegamos ao nosso tradicional post que antecede o início da Champions League. Assim foi feito em 2012 e assim também foi feito em 2013. Na quarta-feira, tivemos as últimas partidas válidas pelo playoffs da Champions e, já na quinta-feira, aconteceu o tradicional sorteio dos grupos. Neste ano, o sorteio aconteceu em Monaco.

Diferente do que acontece todo ano, nesta próxima edição 2014/2015, não teremos nenhum grupo da morte, quando 3 fortes equipes se encontram. O caminho para as grandes potências estão livres e nenhuma das equipes favoritas deverão encontrar grandes dificuldades para avançar de fase. Para as equipes mais fracas, fica a esperança de uma oportunidade de avançar, caso consigam pregar uma peça em alguma das equipes favoritas. Como já sabemos, todo ano costuma pintar uma zebra ou outro na fase das oitavas. A partir daí, a coisa vai afunilando.

Pois bem, vamos abaixo aos grupos sorteados, para quem ainda não está por dentro:


Como dizemos, é bem provável que os favoritos avancem sem maiores percalços. No grupo Atlético de Madrid e Juventus não terão dificuldades. O grupo B conta com Real Madrid e Liverpool, que não deverão encontrar forças suficientes em seus adversários, Basel e Ludogorets. O grupo C é o mais equilibrado, com quatro equipes com força parecida. Benfica, Zenit, Bayer Leverkusen e Monaco lutarão de igual pra igual e todos têm chances de avançar. É provável que este seja o grupo mais disputado e mais difícil de se fazer qualquer previsão. Já no grupo D, Arsenal e Borussia são favoritos, mas é sempre bom ficar de olho no Galatasaray, que mesmo perdendo Drogba, costuma aprontar na Champions.

No grupo E, os atuais campeões alemães e ingleses, Bayern e Manchester City, devem avançar. Mas é bom que se fique de olho na Roma, que vem com uma equipe regular. O mesmo deve acontecer no grupo F, onde Barcelona e PSG devem avançar, mas devem estar atentos ao Ajax. O grande sortudo do sorteio foi o Chelsea, que se vê extremamente favorito no grupo G, junto com Schalke, Sporting e Maribor. Para completar, temos um outro grupo bem equilibrado e difícil de fazer grandes previsões. É o grupo H, que conta com Porto, Shaktar, Athletic Bilbao e Bate Borisov.

Agora, algumas considerações finais:
  • A primeira rodada será no dia 16 de Setembro, onde o atual campeão Real Madrid recebe o Basel. No mesmo dia, o Liverpool pega o Ludogorets. No dia seguinte, 17, já teremos mais dois embates, entre Ajax x PSG e Chelsea x Schalke.
  • A final já está marcada para quase daqui 1 ano, no dia 6 de Junho de 2015, no Estádio Olímpico de Berlim, na Alemanha.
  • Desde as temporadas 88/89 e 89/90, onde o Milan sagrou-se campeão em ambas, não temos um repeteco de campeões. Ficará a cargo do Real Madrid - e sua terceira geração galáctica - tentar quebrar este tabu.
  • Nesta edição, após 19 anos, não teremos a presença do Manchester United. Após uma pífia temporada em 2013, sob o comando de David Moyes, os diabos vermelhos terão que lutar este ano, agora sob o comando do holandês Van Gaal, para retornarem em 2015/2016.

Foi dada a largada.
Que venha a Champions e sua marcante vinheta!

Até a próxima!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A 3ª geração Galáctica

Fala galera! Jornais do mundo inteiro anunciam a provável contratação do colombiano Falcão Garcia, que pertence ao Monaco, pelo Real Madrid. O clube merengue que se notabiliza por contratações milionárias desde o ano 2000, quando Florentino Pérez assumiu a presidência do clube pela primeira vez e formou a primeira geração dos "Galácticos", com Figo, Zidane, Ronaldo e Beckham, gastando mais de 200 milhões de Euros em 3 anos.

Essa geração não rendeu muitos frutos, pois com um time totalmente desequilibrado, onde o ataque era muito forte e a defesa falhava rotineiramente, o saldo dos seis anos de mandato com a conquista de duas Ligas, uma Champions e um Mundial pode ser considerado ruim, diante do investimento apresentado na ocasião.

Pérez saiu em 2006 mas retornou logo depois, em 2009, e já chegou fazendo alarde.

Com quase 250 milhões de Euros ele apresentou Cristiano Ronaldo e Kaká, dois dos melhores jogadores do mundo na época, além de Xabi Alonso e Benzema. No ano seguinte vieram Di Maria, Ozil, Khedira e Ricardo Carvalho, além do treinador José Mourinho. A base estava formada, não tinha muito mais do que fazer.

Mas a sequencia de insucessos na Liga dos Campeões fizeram Florentino pensar em rever a fórmula depois da saída de Mourinho, no final da temporada 2012/2013.

Como colocar todo mundo pra jogar?
Com a chegada de Carlo Ancelotti a segunda geração dos Galácticos começava a se desfazer com as saídas de Kaká e Ozil. Mas pouco depois o presidente resolver abrir os cofres de novo e com uma contratação recorde, a maior da história, chegava Gareth Bale. Isco, Carvajal e Illarramendi também iam para o Santiago Bernabéu com a intenção de compor o elenco.

E só então, com um elenco mais equilibrado e com boas peças de reposição é que o Real conquistava La Décima.

Pra temporada que se inicia agora a base é praticamente a mesma. Entre os principais jogadores apenas a saída de Di Maria, que foi para o Manchester United, mas em contrapartida chegaram James Rodriguez, Keylor Navas e Toni Kroos, destaques da Copa do Mundo, e existe a expectativa pela chegada de Falcão, como falamos.


A 3ª geração de Galácticos está praticamente formada, resta saber como Ancelotti vai controlar o ego desses caras que chegam ao clube com capacidade para a titularidade. Como transformar esse ótimo elenco em uma equipe? O treinador italiano já mostrou que isso é possível, e se mais uma vez conseguir podemos ter outra equipe elevada ao patamar de imbatível, como foi o Barcelona de Guardiola há alguns anos.

É aguardar pra ver como ele colocaria Ronaldo, Bale, Modric, Kroos, Khedira, Rodriguez, Benzema, Isco, e quem sabe, Falcão Garcia, pra jogar...

Fui!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Números favoráveis

Cruzeiro: o líder a ser batido!
As pesquisas costumam dar uma mexida no andamento dos embates entre os concorrentes em um pleito. Se, por um lado, quem ficou pra trás quer mudar a estratégia, por outro, quem está na frente precisa tomar cuidado para não tropeçar nas próprias pernas ou em alguma armadilha montada pelos adversários.

Em qualquer lugar é assim: o primeiro colocado é quem tem que ser batido, é a meta mínima de quem quer chegar na frente e lograr êxito ao final da empreitada. Afinal de contas, os louros da vitória só serão dados àquele que no final de tudo estiver com os números mais favoráveis.

Com o passar do tempo, os últimos colocados vão se vendo cada vez mais distantes da possibilidade de glória, e se restringem a conseguir os melhores números possíveis. Afinal de contas, desistir não é uma palavra que esteja no dicionário de quem entra na disputa. Mesmo com chances reduzidas, sem muita gente dar voto de confiança, a honra é a tônica de quem briga na parte de baixo.

Por cima, vamos observando os favoritos despontarem. São tidos como os melhores, que serão referência ao longo de todo o processo, e que dominarão o cenário nacional a partir daquele momento. Se continuam na frente com o passar do tempo, viram o paradigma de todos, se tornando o grande fantasma que assombra os demais concorrentes.

E já temos um vencedor de primeiro turno! Uma onda azul domina há tempos o cenário do Brasileirão e a cada dia escreve novas páginas heroicas imortais. Cruzeiro, Cruzeiro querido, é o time a ser batido!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Campeonato Brasileiro de Masters

Fala galera! Em pleno ano de 2014, ano da 20ª edição da Copa do Mundo de Futebol, ano em que se questiona o futebol brasileiro como nunca antes já se viu. E justamente em 2014 podemos perceber que a longevidade de alguns atletas extrapola qualquer limite do óbvio. Seria isso uma falta de qualidade dos novos jogadores ou uma dificuldade do veterano largar o osso?

Hoje são jogadores em final de carreira, mas há 10, ou até mesmo 15 anos atrás, poderiam ser a base da nossa seleção.

Vejam algum dos nomes que são da época em que o Brasileirão ainda não era de pontos corridos.

Goleiros
Dida - 40 anos - Inter
Rogério Ceni e seus cabelos no início da carreira
Rogério Ceni - 41 anos - São Paulo
Magrão - 37 anos - Sport

Laterais
Léo Moura - 35 anos - Flamengo
Ceará - 34 anos - Cruzeiro
Juan - 32 anos - Vitória
Julio César - 32 anos - Botafogo

Zagueiros
Lúcio - 36 anos - Palmeiras
Juan - 35 anos - Inter
Índio - 39 anos - Inter
Leonardo Silva - 35 anos - Atlético Mineiro

Volantes
Josué - 35 anos - Atlético Mineiro
Fahel - 33 anos - Bahia
Tinga - 36 anos - Cruzeiro
Alex e seu capacete pelo Coxa na década de 90

Meias
Alex - 36 anos - Coritiba
Zé Roberto - 40 anos - Grêmio
Paulo Baier - 39 anos - Criciúma
Danilo - 35 anos - Corínthians

Atacantes
Júlio César - 34 anos - Coritiba
Souza - 33 anos - Criciúma
Luis Fabiano - 33 anos - São Paulo
Alecsandro - 33 anos - Flamengo

São 22 jogadores que fazem parte da espinha dorsal de seu time, ou pelo menos ajudam com sua experiência, mesmo que entrem pouco em campo. Pode ser que eu tenha esquecido de alguém nessa relação, e aí que o leitor entra na história...

Você se lembra de mais algum jogador que tenha disputado o Campeonato Brasileiro de 2002?

Deixem nos comentários e digam o que acham dessa longevidade dos atletas...

Fui!

terça-feira, 26 de agosto de 2014

100 anos de Palmeiras

Fala galera! O clube recordista de títulos brasileiros, um dos maiores times do país, a Sociedade Esportiva Palmeiras, completa hoje 100 anos de fundação! Criado por imigrantes italianos com o nome de Palestra Itália, foi obrigado a mudar de nome durante a 2ª Guerra Mundial já que o Brasil lutava contra o chamado "Eixo", do qual a Itália fazia parte.

De lá pra cá foram:
* 8 Campeonatos Brasileiros (60, 67, 67, 69, 72, 73, 93 e 94)
* 1 Libertadores (1999)
* 1 Mercosul (1998)
* 2 Copas do Brasil (98 e 2012)
* 1 Copa dos Campeões (2000)
* 5 Torneios Rio-São Paulo (33, 51, 65, 93 e 2000)
* 2 Séries B (2003 e 2013)
* 22 Campeonatos Paulistas (20, 26, 27, 32, 33, 34, 36, 40, 42, 44, 47, 50, 59, 63, 66, 72, 74, 76, 93, 94, 96 e 2008)
E ainda tem o título da Copa Rio de 1951, que a Fifa acaba de igualar ao Mundial de Clubes, fazendo do Verdão o primeiro clube brasileiro campeão do mundo.

Por lá passaram Oberdan Catani, Ademir da Guia, Luis Pereira, Julinho Botelho, Leão, Marcos, Djalma Dias, Arce, Cafu, Roberto Carlos, Rivaldo, Edmundo, Evair, Edilson, Djalminha e muitos outros craques.

Se eu tivesse que montar a minha seleção de todos os tempos do Palestra Itália só com jogadores que eu vi jogar essa seleção seria: Marcos, Arce, Antonio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; César Sampaio, Zinho, Alex e Rivaldo; Edmundo e Evair; com Luxemburgo no banco. E olha que deixei muita gente boa de fora...

Seja no Derby Paulista (clássico contra o Corínthians), seja no Choque Rei (clássico contra o São Paulo) ou até mesmo no Clássico da Saudade (contra o Santos), a verdade é que o Palmeiras merece respeito por sua história, por mais abalada que ela esteja nos últimos 10 ou 12 anos.

Dois rebaixamentos para a Segunda Divisão e uma campanha ruim nesse ano não podem jogar fora toda a história do alviverde mais vitorioso do país.

Que os dirigentes e torcedores tenham paciência e inteligência para resgatar seus bons resultados. Que o novo e belo Parque Antártica (agora Allianz Parque) traga bons fluídos para os jogadores e treinadores que por lá passarão.

Fica aqui a nossa homenagem à Sociedade Esportiva Palmeiras, mais um clube centenário e vitorioso no cenário nacional!


Fui!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Depressão curada

Fala galera! Um pouco depois da Copa escrevi um texto para o jornal Mais Além, da minha terra natal, Além Paraíba, mas por alguns motivos que não convém levar em consideração o texto não chegou a entrar no jornal do mês, foi apenas para o site do jornal.

Então resolvi compartilhar com vocês, só que agora, cerca de um mês depois, eu praticamente não sofro mais de tal doença e alguns bons jogos do Brasileirão, além da volta dos campeonatos europeus, parecem me deixar com a Copa do Mundo apenas na saudade. E ainda temos o nosso grupo do WhatsApp da galera que disputou o Bolão da Copa do Mundo que está sempre em atividade, me deixando cada dia mais com os assuntos do futebol brasileiro na memória.

De qualquer forma... vale o registro... aí vai!
Espanhóis deprimidos... viva a volta de La Liga

"A Copa das Copas terminou e pela qualidade do evento é possível que existam muitos torcedores em estado depressivo, como eu estou. O carrossel de emoções que toma conta dos apaixonados por futebol, principalmente os apaixonados por Copa, teve seu auge durante a decisão do Mundial, disputado no Maracanã.

2014 entra na história como a Copa do Mundo mais perfeita que já existiu.

Klose e seu recorde de gols absolutos, Alemanha e seu belo futebol, o Brasil e seu recorde de gols sofridos, Robben e sua velocidade típica dos 100 metros rasos, Mondragon se tornando o “vovô das Copas”...

Além disso tivemos a menor média de cartões desde 1986, também foi a Copa com maior gols marcados, igualando o Mundial realizado na França, em 1998. Tivemos também a 2ª maior média de público, ficando atrás apenas da Copa de 94, nos Estados Unidos, 98,3% dos lugares foram ocupados.

Mas muitos vão dizer: fique tranquilo, 2018 tem mais, vamos lembrar que o Brasileirão voltou!

Aí é que o negócio piora... partidas com baixa qualidade técnica, dignas de um Nigéria x Irã, gramados em estado de calamidade, distante do “padrão Fifa”. E se for falar do público a situação piora... a média de 54 mil pessoas por jogo cai para 15 mil quando o assunto é Campeonato Brasileiro, a ocupação do estádio cai de 98,3% para 40%, menos da metade.


Aos poucos vamos notando que a realidade é essa, de 4 em 4 anos somos uma criança passeando na Disney, só que logo depois somos obrigados a nos contentar com o parquinho da Festa da Cidade."

Pois é... o texto era esse, e talvez a ironia do destino que o tirou do jornal pode ter ajudado a curar essa ressaca de Copa.

Até a próxima rodada do Brasileirão!

Fui!

sábado, 23 de agosto de 2014

Cadê você, Perdigão?

Fala galera!

Conversando com um amigo durante essa semana sobre jogadores folclóricos que atuaram "recentemente" pelos times brasileiros, lembramos de um onde poderia constar tanto na nossa categoria dos "cadê você", quanto na nossa categoria dos "jogadores folclóricos". Se falarmos de Cleilton Eduardo Vicente é bem provável que ninguém saiba se estamos falando de um esportista, de um cantor, de um compositor, de um pedreiro ou de um anônimo. Mas se falarmos em Perdigão, todos vão lembrar daquele jogador cabeludo que atava no meio de campo (ok, alguns vão lembrar de comida, Sadia, Perdigão...).

Muitos não sabem, mas o apelido dele vem justamente pelo fato de seu pai ter sido um funcionário da empresa produtora de aves, Perdigão. Hoje, com 37 anos, Perdigão está aposentado e vive em Curitiba, sem exercer qualquer outra atividade profissional. Cuida da sua esposa e suas duas filhas. Até pensa em se tornar treinador de futebol ou alguma função na área, mas no momento só quer curtir sua família. Ele confirma: "Estou vivendo do que construí na carreira. Não foi muito, mas estou me virando.".

O que muitos não sabem é que existe uma mágoa de Perdigão com Mano Menezes, por não ter tido uma oportunidade no Corinthians. Ele foi atleta do Mano enquanto jogava pelo Caxias e pelo 15 de Novembro. Acabou indo parar no Internacional, onde teve os melhores momentos de sua carreira. Foi vice-campeão brasileiro em 2015 e participou do grupo campeão da Libertadores  e do Mundial Interclubes, em 2006, além da Recopa Sulamericana, em 2007. Depois, foi parar no Vasco, onde ficou por apenas 6 meses e teve seu contrato rescindido. Finalmente, foi para o Corinthians, onde ficou mais conhecido por sua trapalhada épica, digna dos Trapalhões, do que por qualquer outra coisa. Vejam abaixo:


Perdigão também dá altas declarações de que seu esforço e sua técnica não foram devidamente reconhecidos. Diz que foi o jogador de confiança de um técnico que chegou à Seleção (Mano) e que deixava seus companheiros na cara do gol e muitos ficaram ricos (?) por isso. No entanto, ele lembra que mesmo assim era conhecido como "gordinho, fora de forma e barrigudo". E ele conclui, num auto-elogio: "O Perdigão, além de ser parceiro e gente boa, ganhava títulos, chama taças e joga pra caramba. Modéstia a parte, eu jogava pra caral**...fui um jogador mal compreendido".

Pra completar, Perdigão ficou famoso ao dar uma entrevista em "portuñol" para a Fox Sports, onde misturou o português, com o espanhol e com tudo que tem direito. Vejam no vídeo abaixo:


Hoje em dia ele cursa Ciência do Esporte e pensa também, no futuro, em cursar Direito.
Já não se fazem mais cabeleiras como essa...

Até a próxima!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Resenha In Loco - Sport x Botafogo

Fala galera! Conforme prometemos no último dia 13, acompanhamos a partida do time de vôlei feminino infanto-juvenil do Sport, que luta para conseguir verba que dê condições de disputar o campeonato mineiro da categoria.

O jornalista Thiago Campos nos enviou um material especial sobre a partida que terminou com a vitória da equipe juizforana por 3 sets a 1. Confiram na íntegra:

O Sport Club Juiz de Fora venceu o amistoso de vôlei feminino contra o Botafogo pelo placar de 3 a 1, com parciais de 25x22 / 25x20 / 19x25 / 26x24, sábado, 16, em Juiz de Fora. Cerca de 200 pessoas acompanharam o duelo entre a equipe mineira e a carioca. A equipe de Juiz de Fora contou ainda com o apoio do bicampeão olímpico Giovane Gávio.

A partida

O jogo começou equilibrado, com uma pequena vantagem para as cariocas, que chegaram à primeira parada técnica vencendo por 8 a 6. O set continuou bem disputado e chegou à segunda parada técnica com vitória do Periquito por 16 a 14. No final da parcial, valeu o conjunto das juiz-foranas, que apertaram um pouco o ritmo e fecharam o set por 25 a 22.
Meninas do Sport em ação

O segundo set manteve as características do anterior e começou muito equilibrado com trocas alternadas de pontos sem que nenhuma das duas equipes conseguisse abrir vantagem no placar. Ao chegar à parada obrigatória, o placar era de 8 a 7 para o Sport. As botafoguenses conseguiram uma boa sequência de pontos e abriram vantagem. Na segunda parada técnica, elas conseguiram até então a maior vantagem na partida, 16 a 11. Ao retornarem à quadra, as mineiras foram para cima das adversárias e com uma boa sequência de bloqueios da central Jussara empataram a parcial em 16 a 16. A partida continuou equilibrada e, novamente no final do set, as meninas do alviverde conseguiram uma boa vantagem e fecharam com o placar de 25 a 20.

Com 2 a 0 contra, as meninas do Botafogo precisavam fazer algo diferente para não voltarem para casa com uma derrota de 3 a 0 na bagagem. No entanto, o terceiro set teve indícios de que seria igual aos dois primeiros. Novamente com um início muito equilibrado, as equipes se alternavam na frente do marcador com uma ligeira vantagem para as cariocas, que chegaram à parada técnica vencendo por 8 a 4. No retorno, a expectativa dos torcedores era de que a partida voltasse a ficar equilibrada, mas as cariocas, com medo do fim da partida, aumentaram o ritmo e, contando com uma pane das jogadoras do Sport, chegaram ao placar de 19 a 11. Tentando em vão uma recuperação no set, as meninas de Juiz de Fora perderam o terceiro set pelo placar de 25 a 19.

No início do quarto set, parecia que as cariocas iam manter o ritmo do set anterior, mas as juiz-foranas, dispostas a por um fim na partida, mudaram de atitude e começaram o set de forma avassaladora, chegando ao placar de 9 a 3. As cariocas reagiram e equilibraram o quarto set, chegando a apenas um ponto de diferença na segunda parada técnica, que teve o placar de 16 a 15 para as donas da casa. E o jogo continuou truncado e emocionante, ponto a ponto. Até que, em dois erros das cariocas, as juiz-foranas fecharam a partida por 26 a 24.

Agora, o objetivo das meninas do Sport é continuar a luta por patrocínio, com as vendas de doces e com o apoio de empresários da cidade, a fim de conseguirem financiar suas viagens para a disputa do Campeonato Mineiro de Vôlei e da Taça Paraná. O próximo desafio das meninas já é no último final de semana de agosto, quando elas vão até Bom Jardim de Minas para defender o título dos Jogos da Mantiqueira.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Quando Dunga foi a novidade

Com todo esse furor que cercou a primeira convocação de Dunga desde seu retorno ao comando da Seleção Brasileira, principalmente em relação às novidades, eu pensei em fazer um post relembrando como foi primeira partida em que esteve à frente da equipe. Mas não seria nada de muito especial, já que o empate em 1 a 1 com Noruega em Oslo, apesar de ser um bom resultado, está bastante recente na nossa memória.

Então eu pensei que em algum momento da História nosso atual treinador e capitão do Tetra também foi uma novidade na lista de convocados. Nada mais óbvio que Dunga, tão lembrado por sua bonita trajetória quando jogava com a Amarelinha, teve um começo como qualquer outro.

E o começo não foi em uma partida qualquer. O então postulante a uma vaga no time titular teve a sua primeira oportunidade em 1987, diante de ninguém menos que a Inglaterra, no lendário estádio de Wembley, que contou com um público de 92 mil torcedores. Um cenário místico, diante de um adversário tradicional, que no ano anterior foi parado na Copa pela Argentina de Maradona.

Pois Dunga entrou no segundo tempo no lugar de Silas para povoar o meio de campo e ajudou a segurar aquele empate. Antes mesmo de saber que uma Era levaria seu nome, e menos ainda cogitar que levantaria a Copa do Mundo e seria ovacionado pela História como um dos maiores capitães que a Seleção Brasileira já teve, Dunga foi mais um naquela lista de convocados.




INGLATERRA 1X1 BRASIL
Data: 19/05/1987
Local: Wembley, Londres, Inglaterra
Árbitro: Michel Vautrot (FRA)
Gols: Gary Lineker aos 35 do primeiro tempo e Mirandinha, aos 36 do primeiro tempo

Inglaterra:

Peter Shilton, Gary Stevens, Tony Adams, Terry Butcher, Stuart Pearce, Peter Reid, John Bames, Bryan Robson, Chris Waddle, Peter Beadsley, Gary Lineker (Mark Hateley)
Técnico: Bobby Robson

Brasil:

Carlos, Josimar, Geraldão, Ricardo Rocha, Nelsinho, Douglas, Silas (Dunga), Edu Marangon (Raí), Valdo, Mirandinha, Müller
Técnico: Carlos Alberto Silva

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