quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Força, Chape!

Dia 29 de novembro de 2016. Essa data ficará marcada para sempre como sendo um dia de luto e comoção nacional. Infelizmente, a trajetória de ascensão meteórica da Chapecoense teve um final trágico. Logo nas primeiras horas da madrugada, o acidente aéreo que ceifou as vidas de atletas, delegação e jornalistas.

Para tristeza geral, a tragédia de 2016 não foi a primeira na história do esporte. Muitas foram as lembranças de outros casos que ficaram na memória dos fãs de esporte:

1949: Tragédia de Superga
Em 1949, um acidente aéreo com a equipe do Torino, que formava a base da Seleção Italiana na época, ficou conhecido como Tragédia de Superga. O time era tetracampeão nacional e teve sua história interrompida por um acidente devido a um forte nevoeiro. O avião se chocou contra a torre da Basílica de Superga em Turim.

1958: Desastre aéreo de Munique
O ano do primeiro título mundial da Seleção Brasileira ficou marcado para os ingleses por um fato negativo. 23 membros da delegação morreram no acidente aéreo após o avião ser abatido por uma forte tempestade de neve. Entre os sobreviventes, Bobby Charlton, que se tornaria herói nacional anos mais tarde.

1993: Acidente com a Seleção da Zâmbia
Durante a disputa das Eliminatórias da Copa de 1994, a equipe da Zâmbia se dirigia ao Senegal, onde disputaria uma partida. Com boas chances de classificação, o sonho do país parou em um acidente enquanto o avião passava pelo Gabão. Um incêndio no motor esquerdo (controlado) associado à parada do motor direito fez com que a aeronave caísse, matando todos os que estavam à bordo.

Pelos números, o acidente de 2016 já é considerado o maior da história do esporte, e comove não só o Brasil, mas o todo o continente e o mundo. Em meio a toda a dor, a equipe do Resenha Esportiva se solidariza e envia as condolências aos amigos e familiares, reforçando o apoio que já acontece ao redor do planeta.

#ForçaChape

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Campeonato Mineiro de Futsal

Aconteceu no último fim de semana a fase final do Campeonato Mineiro de Futsal adulto. A competição foi realizada no ginásio da ADJF/Tupynambás, em Juiz de Fora e contou com a presença de quatro equipes: Minas Tênis Clube (Belo Horizonte), Sociedade Esportiva Amigos (Teófilo Otoni), Tupi (Juiz de Fora) e Cruzeiro (Padre Paraíso). O regulamento era simples, todos contra todos e o que somasse mais pontos seria o campeão mineiro de 2016.

O quadrangular começou na sexta, dia 27, com a vitória do Minas sobre o Cruzeiro por 14x1, que selou a equipe de BH como grande favorita ao título. No jogo de fundo, os Carijós bateram o Amigos, que foram os algozes na final do Campeonato Mineiro do Interior, por 6x2.


Na noite de sábado mais uma vitória do Minas Tênis Clube, dessa vez por 12x2 contra o Amigos. Restava ao Tupi vencer e levar a decisão do título para o domingo. E o time da casa fez a lição, atropelou o Cruzeiro por 9x1 e carimbou uma vaga na Liga Sudeste de 2017, competição de nível regional que dá vaga à Taça Brasil de Futsal.

O domingo começou com a disputa do terceiro lugar entre Sociedade Esportiva Amigos e Cruzeiro de Padre Paraíso. O tricampeão do interior faturou a partida ao vencer por 6x4. Restava ao bom público que compareceu ao ginásio do Tupynambás, assistir à decisão.

O Minas jogava pelo empate para conquistar o título, e mesmo assim dominou a posse de bola durante todo o primeiro tempo, mas teve dificuldades para penetrar no ferrolho Carijó. Apenas na segunda metade da primeira etapa que Ciço, jogador da Seleção Brasileira campeã Mundial em 2008, marcou para o time da capital.

Daí em diante era o Tupi buscando o gol de empate e o Minas tentando ampliar a vantagem para garantir o título. No finalzinho do primeiro tempo o Minas conseguiu o que queria, fez o segundo e ficou muito próximo de comemorar.

No segundo tempo o time juizforano ainda tentou furar o bloqueio do time azul, chegou a usar inclusive o goleiro-linha, mas ao contrário do que precisava, a equipe levou mais dois gols, perdendo a decisão por 4x0. Apesar do resultado, um placar histórico para o Tupi, que disputará a Liga Sudeste de 2017. Já o Minas, confirmou o favoritismo e garantiu vaga na Taça Brasil.

Ao final da partida de sábado conversamos com Rafael Ramos, presidente do Tupi Futsal, sobre o projeto da equipe e a expectativa para o futuro.


domingo, 27 de novembro de 2016

Recorde em Juiz de Fora

Na noite de sábado, 26 de novembro, o JF Vôlei voltou a jogar no Ginásio da Faefid, em Juiz de Fora-MG. Em um jogo recheado de emoção, o time mineiro bateu a equipe do Canoas por 3 sets a 2, com parciais de 25x20, 23x25, 17x25, 27x25 e 15x12.

A equipe do JF Vôlei venceu bem o 1º set da partida, mas assistiu o Canoas crescer e virar para 2 sets a 1. Nesse momento, o time mineiro se viu pressionado no placar e nada parecia superar o grande momento do time Canoense. Nem Renan, o maior pontuador da partida com 26 pontos, conseguia colocar o time local nos trilhos.

No 4º set, surge a figura do técnico. Após bronca de Henrique Furtado, que inclusive levou cartão amarelo da arbitragem, os juizforanos acordaram e venceram por 27x25, um dos sets mais emocionantes da partida. Rômulo foi peça chave nessa caminhada para empatar o jogo em 2 a 2 e levar a decisão para o tie break, com bons ataques de meio.

A torcida, sabendo do grande momento, se levantou e entrou no jogo também. Rômulo com ataques agressivos, mostrou novamente sua importância no time,  que fechou o jogo em 3 sets a 2. A vitória foi muito comemorada, principalmente pelo fato de ser um confronto direto na briga pelos playoffs da Superliga.

Além disso o JF igualou sua maior sequencia de vitórias na história do time, com quatro conquistas seguidas. A única vez que o time juizforano havia conseguido tal feito foi na temporada 2013/2014, nos quatro últimos jogos daquela temporada, quando bateu São Bernardo, Volta Redonda, o próprio Canoas, e encerrou com vitória sobre o Brasil Kirin em jogo emocionante.

Agora o JF Vôlei é o quinto colocado, com 10 pontos. Próximo jogo é contra a equipe do Minas, no sábado, às 17h, em Belo Horizonte. Já o Canoas recebe o Caramuru, lanterna da competição, às 18h.

COM A PALAVRA...

Em vídeo:
... Marcelo Fronckowiak (treinador do Canoas),Rammé (ponteiro do JF) e Henrique Furtado (treinador do JF)



Ficha Técnica 

JF Vôlei 3 x 2 Lebes/Gedore/Canoas
Ginásio da UFJF - Juiz de Fora (MG)
Troféu Viva Vôlei: Raphael (JF Vôlei)

JF Vôlei: Rodrigo, Renan, Raphael, Rammé, Rômulo, Bruno e Fábio Paes; Entrou: Juan, Moreno, Drago e Adami
Técnico: Henrique Furtado

Lebes/Gedore/Canoas: Evandro, Rodrigo, Gabriel, Alisson, Ialisson, Maicon e Thales; Entraram: Felipe, Thomaz e Giovanni
Técnico: Marcelo Fronckowiak

João Marcos Bisca

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Não sei se vou ou se fico

Timon e Teresina: a linha que divide é apenas imaginária
 Pra quem vive em cidades onde os seus limites encerram um Estado e iniciam outro, é fácil entender como as coisas funcionam e como um atravessar de ponte pode fazer várias diferenças. Difícil é muitas vezes explicar para quem é de fora como funciona essa dinâmica toda. Naturalmente, isso reflete na rotina das pessoas de forma que não fica muito difícil, por exemplo, escolher fazer negócios de um lado ou de outro, dependendo das condições oferecidas pelo mercado.

Por causa dessa peculiaridade, casos curiosos acabam por ocorrer. Nosso post de hoje conta a história da cidade de Timon, que tecnicamente se localiza no Maranhão mas que, na prática, vive como se fizesse parte da região metropolitana de Teresina, capital do Piauí.

ECT: Esse é o que disputa o Piauiense
O município possui duas agremiações de futebol, que disputam campeonatos profissionais de forma regular. Ambos disputam a segunda divisão estadual, mas não possuem qualquer possibilidade de se enfrentar em um duelo direto. Um desses clubes é o Timon Esporte Clube (TEC), fundado em 2005 e que atualmente disputa a segunda divisão do Estadual Maranhense.

O outro é o Esporte Clube Timon (ECT), fundado em 2015 e que é filiado à Federação Piauiense, disputando a segunda divisão daquele Estadual. Apesar do clube mais novo disputar o Piauense, não se deixa ofuscar pela capital vizinha, ostentando com orgulho o nome da sua cidade natal maranhense mesmo jogando em outras terras.

E assim a vida vai caminhando em Timon. Uma cidade dividida entre dois estados mas que encontrou na paixão pelo futebol uma saída para ter a sua própria identidade.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Olhando para o focinho

Fala galera! Atlético Paranaense e Coritiba anunciaram essa semana que se desligaram da Primeira Liga. A competição que teve sua primeira edição em 2016 e pretendia se tornar o embrião para uma liga nacional de clubes, fraqueja e tropeça nos interesses dos próprios clubes.

O motivo principal alegado para o fim do vínculo é a velha e polêmica cota de televisão...


Chamou minha atenção nesse caso, é que a Liga foi criada para defender os ideais do conjunto de clubes, acredito eu que as decisões são tomadas em conjunto, em votações, e uma derrota em determinada votação era pra ser encarada como normal, dentro do conceito de democracia.

Mas não é isso que vejo nesse caso.

O que me parece é que os rivais paranaenses "fizeram bico" e foram "contar pra mamãe", pois não atingiram o objetivo deles, que tecnicamente é diferente do objetivo dos demais clubes.

Dessa forma, nunca chegaremos a um ponto perto do ideal. Enquanto os clubes pensarem apenas nos próprios focinhos, o 7x1 continuará sendo eterno, mesmo que Tite resolva o problema dentro de campo.

Fui!

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Passou do ponto

Fala galera! Na última segunda-feira o Corinthians bateu o Internacional no Itaquerão, a partida foi válida pela 36ª rodada do Brasileirão 2016. O resultado deixou o Timão no caminho para a Libertadores e colocou o Colorado em situação complicadíssima para escapar do rebaixamento.

Polêmicas do campo à parte, e foram muitas, o que mais me chamou a atenção aconteceu nas arquibancadas.

Fernandão merecia mais respeito
Que Corinthians e Inter vivem uma forte rivalidade desde 2005, não há de se questionar. Teve o Brasileirão de 2005 e o famoso "pênalti" de Fábio Costa em Tinga. Tem o "troco" Colorado em 2009, quando o time riograndense perdeu para o Goiás na rodada final, rebaixando o Timão. Ainda tem o famoso DVD de 2009, com supostos erros de arbitragem em favor do time paulista.

Todo esse histórico criou um fator de disputa ainda mais entre as duas equipes, mas daí ao canto que os corinthianos entoaram nas arquibancadas do Itaquerão na última segunda, há uma enorme distância entre o bom senso e a ignorância. Sou a favor da zoeira no esporte, todos que me conhecem e acompanham o blog sabem disso, mas assim perdeu o sentido.

A fiel tentou zombar do risco Colorado, mas para isso usou Fernandão, ídolo e capitão do título mundial de 2006. O problema é que o ex-camisa 9 faleceu em um acidente de helicóptero em 2014, e aí que passou do ponto... O canto dizia exatamente assim:

- Não é mole não, você vai cair igual ao Fernandão.

Não preciso dizer mais nada...

Fui!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Next Gen ATP Finals

Fala galera! Na onda do final da temporada do circuito de tênis (faltando apenas a decisão da Copa Davis entre Argentina e Croácia), que consagrou no último domingo Andy Murray como o número um do ano, a ATP anunciou um novo torneio para 2017. Será o Next Gen ATP Finals.


Alexander Zverev é o tenista melhor colocado até 21 anos
A competição será jogada em formato parecido com o World Tour Masters Finals, que aconteceu em Londres, porém ela contará com os sete tenistas de até 21 anos que mais pontuarem na temporada 2017, e mais um tenista que será convidado pela organização.

Na primeira edição, os jogos serão realizados em Milão, Itália, entre os dias 7 e 11 de Novembro, e os tenistas serão divididos em dois grupos de quatro, jogando entre si e classificando dois para as semi finais, assim como acontece no Masters.

Esse ano os sete classificados seriam:
1. Alexander Zverev (Alemanha) - 24º do ranking
2. Borna Coric (Croácia) - 48º do ranking
3. Karen Khachanov (Rússia) - 52º do ranking
4. Taylor Fritz (Estados Unidos) - 77º do ranking
5. Daniil Medvedev (Rússia) - 100º do ranking
6. Hyeon Chung (Coréia do Sul) - 105º do ranking
7. Jared Donaldson (Estados Unidos) - 106º do ranking

Por ora o torneio não valerá pontos no ranking, o que me gera dúvidas quanto à participação de tenistas com pontuação mais alta em caso de classificação, talvez o foco deles não seja essa disputa.

De toda forma, é uma grande oportunidade para vermos a nova geração do tênis mundial se enfrentando, vale a pena aguardar pela próxima temporada.

Fui!

domingo, 20 de novembro de 2016

Juiz de Fora Vôlei vence a segunda e se firma no G8

Na noite de sábado, 19 de novembro, o JF Vôlei recebeu a equipe do Caramuru, de Castro-PR, no Ginásio da Faefid, em Juiz de Fora-MG, e venceu com tranquilidade, placar de 3 a 0 (25x19, 25x15 e 25x18). Um jogo excepcional de uma equipe que tem tudo para crescer nessa temporada. JF Vôlei embala sua segunda vitória consecutiva e vê um futuro animador em relação aos próximos jogos.

Foto: Vitor Bara/JF Vôlei
Logo no primeiro set da partida, a equipe deu sinal que iria com tudo pra cima do time paranaense. Em uma noite inspirada, o oposto Renan ajudou bastante mostrando sua força no ataque. Com a torcida empurrando, JF Vôlei abriu 7 pontos de vantagem e seguiu firme para fechar o set em 25 a 19.

No segundo set, o melhor momento da equipe no jogo, Ricardo foi essencial. Começou bem participativo e ajudou o time mineiro a abrir 6 pontos de vantagem. Quem também apareceu foi Rammé, muito eficiente nos saques, dificultando e muito a recepção dos jogadores da equipe de Castro. Outro fundamento que começou a funcionar foi o bloqueio, principalmente com Rômulo, ajudando a fechar o set em 25 a 15.

O terceiro set começou com as equipes disputando ponto a ponto, porém, não durou muito. A equipe de Juiz de Fora conseguiu abrir vantagem de 11 pontos, novamente com ele, Renan, sendo muito eficiente nos ataques. Quando o jogo estava caminhando para o fim, a equipe do Caramuru esboçou uma reação com bons saques, mas era tarde e o JF Vôlei encerrou a partida com 25 a 18, fazendo 3x0 e garantindo mais 3 pontos na classificação.

Destaque para o oposto Renan, que ganhou o Troféu Viva Vôlei, de melhor jogador em quadra.

COM A PALAVRA...

... Ricardo (ponteiro do JF Vôlei)
"O placar refletiu o quanto a equipe se concentrou no jogo, era um confronto direto, é importante jogar em casa e principalmente fazer os 3 pontos. Acho que o crescimento coletivo da equipe é o principal fator que eu vejo de hoje."

... Henrique Furtado (treinador do JF Vôlei)
"O time se encontra numa crescente, e nessa partida tivemos um nível muito alto, no saque e no ataque, onde estávamos trabalhando muito para evoluir. Hoje conseguimos neutralizar a força do time adversário que é o saque e atacamos bem. Temos muitas coisas para melhorar, mas estamos mostrando que estamos melhorando."

Com fome de mais uma vitória, JF Vôlei viaja para Maringá, onde enfrenta o Maringá Vôlei, equipe do experiente levantador Ricardinho, no dia 23 de novembro, às 19h.

Ficha Técnica 

JF Vôlei 3 x 0 Caramuru Castro
Ginásio da UFJF - Juiz de Fora (MG)
Troféu Viva Vôlei: Renan (JF Vôlei)

JF Vôlei: Rodrigo, Renan, Ricardo, Rammé, Rômulo, Bruno e Fábio Paes; Entrou: Juan
Técnico: Henrique Furtado

Caramuru Castro: 
Edgar, Caio, Robinho, Peron, Thales, Maycon e Matheus; Entraram: Japa, Sibá e Bruno
Técnico: Fábio Sampaio

João Marcos Bisca

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Pequeno grande estádio

Fala galera! Nesse mês completa 20 anos da batalha campal que envolveu as equipes do Fluminense e do Atlético Paranaense. em especial o goleiro Ricardo Pinta, ex-Flu e que atuava pelo Furacão nesse ano. A partida foi disputada nas Laranjeiras e valeu pelo Brasileirão de 1996.


Se pensarmos que de 1996 pra cá pouca coisa melhorou nos estádios brasileiros, salvo os estádios da Copa do Mundo (que mesmo assim geram algumas críticas), me pergunto o motivo de estádios como Laranjeiras e Gávea não sediarem mais partidas de menor porte, principalmente pelo Campeonato Carioca.

Ah... tem alvará de tudo quanto é tipo hoje, mas será que para partidas com 5, 6 mil torcedores, fica inviável consegui-los? Ou seria uma má vontade das federações e clubes, que visam algum lucro misterioso em outros estádios?

Uma coisa é certa, o futebol era mais legal nesses estádios.

E por hoje é só...

Fui!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Papo10 #38 - Carol "invade" o campo

O Grêmio perde o mando de campo na decisão da Copa do Brasil e mais uma vez o STJD mostra sua verdadeira face: artista circense.


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