sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Jeremy Lin, o nerd da NBA: chegou a hora da verdade

Fala galera!

Se vocês acompanham NBA de uns 2 ou 3 anos pra cá, é bem provável que já tenham ouvido falar no nome de Jeremy Lin. A história do garoto é interessante. Tem nome e cara de chinês, mas nasceu nos EUA, em Los Angeles. Largou a universidade de Harvard para jogar basquete pelo Golden State Warriors (2010/2011). Jogou pouco e foi dispensado. Assinou com o New York Knicks, onde sua carreira, de fato, explodiu. Deu-se início até à LINSANITY (como analogia no futebol, podemos citar, por exemplo, a Jamesmania). Pela equipe de New York, atuou na parte final da temporada 2011/2012 e anotou médias de 14,6 pontos e 6,2 assistências. O Madison Square Garden fervia praticamente todo jogo. Sua camisa era a segunda mais vendida entre todos os atletas da NBA na temporada, só perdendo para Derrick Rose. No auge de suas partidas fora do comum, Lin foi até eleito vencedor no "jogador da semana".

Como o contrato com os Knicks era de apenas 1 ano, ele já virava agente livre. E dos cobiçados. O dinheiro falou mais alto e o nerd do barulho se mandou para o Texas, armar as jogadas no Houston Rockets. O problema é que todos esperavam o Jeremy Lin do New York Knicks. O Lin que pegou um Knicks de Mike D'Antoni desanimado e deu alegria aos torcedores. Com toda a sua expectativa, a crítica caiu em cima após não conseguir ser regular em Houston. Mesmo assim, atuando em todos os jogos da temporada 2012/2013, o armador teve médias razoáveis de 13,4 pontos e 6,2 assistências.

Na última temporada, Lin perdeu espaço no Houston e virou rotina assistir aos jogos do Rockets e vê-lo no banco reserva. Nas 71 partidas que atuou, ele se fez presente no quinteto titular apenas em 33. E nem assim suas médias foram baixas. Lin anotou uma média de 12,5 pontos e 4,1 assistências. Agora ele vai para o Los Angeles Lakers, outra franquia onde o peso da camisa é muito grande.

O que esperar de Lin nos Lakers? Pode-se esperar coisas boas, mas sem sonhar com o Lin da época do LINSANITY. Por mais que fique com dois dígitos na média de pontos, contribua com cestas importantes e faça seu trabalho da melhor maneira, Lin será cobrado por atuações iguais as do tempo de Knicks. O povo quer ver ele virando jogos, quer ver cestas vencedoras e por aí vai. Ele não é craque, no entanto não pode ser descartado neste momento da carreira. 

Agora acreditem se quiserem: comecei a escrever este post e estava pronto pra falar que ele seria reserva do veterano Steve Nash e, se acontecer o que aconteceu em 2013/2014, teria diversas oportunidades para mostrar seu valor, já que, em fim de carreira, Nash seguirá tendo problemas de lesão e cederá minutos à Lin. No entanto, ao mesmo tempo que estou escrevendo o post, estou vendo NFL pela ESPN e acabou de ser dada uma notícia de que Steve Nash perderá toda a temporada da NBA, novamente por lesão. Ou seja, os minutos que seriam cedidos a Lin poderão ser multiplicados agora.

Para finalizar, ele terá a sorte de atuar em uma das franquias que mais atraem o público, independente do momento que esteja. E por mais que a equipe passe por dificuldades, ele não terá toda a pressão e qualquer lampejo vai enlouquecer a torcida.

A sorte pode estar ao lado de Lin, resta saber se ele saberá aproveitar.

Até a próxima!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Copa Bandeirantes 1994

Fala galera! Até 2003, com a criação do Estatuto do Torcedor, era muito comum que a fórmula das competições variassem de um ano para o outro, também era frequente a criação de várias competições paralelas, na maioria das vezes estaduais. Um dessas competições aconteceu no ano de 1994 em São Paulo, foi a Copa Bandeirantes.

Realizada pela Federação Paulista de Futebol, o torneio aconteceu entre o dia 18 de julho e 11 de agosto e contou com a participação das equipes melhores classificadas nas três divisões do Paulistão 94. As equipes foram divididas em 2 grupos de 4 equipes, classificando para a final o melhor de cada chave. Na primeira fase cada time jogou contra as equipes do mesmo grupo em partidas de ida e volta, totalizando 6 confrontos.

Os grupos foram divididos da seguinte forma:

Grupo A
Timão campeão da Copa Bandeirantes

São Paulo - 2º no Paulistão
Corínthians - 3º no Paulistão
Novorizontino - 6º no Paulistão
Araçatuba - 1º na Segunda Divisão

Grupo B
Palmeiras - 1º no Paulistão
Santos - 4º no Paulistão
América de São José do Rio Preto - 5º no Paulistão
Nacional - 1º na Terceira Divisão

Ao final das 6 rodadas a classificação ficou da seguinte forma:
* Lembrando que na época a vitória ainda valia 2 pontos

Grupo A
1º - Corínthians - 10 pontos
2º - Novorizontino - 8 pontos
3º - São Paulo - 3 pontos
4º - Araçatuba - 3 pontos

Grupo B
1º - Santos - 9 pontos
2º - América - 7 pontos
3º - Palmeiras - 5 pontos
4º - Nacional - 3 pontos

Com isso as equipes de Santos e Corínthians se classificaram para as finais, que seriam disputadas em jogos de ida e volta, porém com as duas partidas sendo jogadas no Morumbi.

No primeiro jogo uma chuva de gols! Com gols de Marcelinho Carioca, Wilson Mano, Marques, Zé Elias e dois de Viola, o Corínthians meteu 6 no Santos, que ainda descontou com dois de Cerezo e um de Marcelinho Paraíba. No jogo da volta o empate por 1x1, gols de Demétrius para o Santos e Gralak, de falta, para o Timão, fez com que a única edição da Copa Bandeirantes fosse para o Parque São Jorge.


De quebra o Corínthians faturou uma vaga para a Copa do Brasil de 1995, competição que ele viria a conquistar pela primeira vez.

Iniciativas como essa não contam com mais espaço no calendário, a solução seriam os Torneios de Verão, como já falamos por aqui, mas falta vontade aos dirigentes do nosso futebol...

Qualquer dia voltamos com mais torneios relâmpagos!

Fui!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O São Paulo e a Copa do Brasil

Fala galera! Outro dia brincava com um amigo torcedor do São Paulo sobre a história do clube do Morumbi na Copa do Brasil. Na ocasião ele disse que a falta de títulos do tricolor na competição se devia à excessiva participação do clube na Libertadores, já que por muitos anos os times que disputavam a competição internacional não disputavam a copa local.

Mas será que isso é uma justificativa plausível? Vamos aos fatos e tirem suas conclusões.

Até hoje foram 26 edições da Copa do Brasil, incluíndo 2014, e entre 2001 e 2012 as equipes que jogaram a Libertadores não participavam da competição, ou seja, por 12 anos.

Vamos começar com esses 12 anos então...

Como a fórmula impedia que os times disputassem os dois torneios, o São Paulo ficou de fora de 7 edições da competição, assim como o Santos. Os dois foram os recordistas de participação na Libertadores entre 2001 e 2012. Nesse meio tempo o São Paulo faturou uma Libertadores e foi vice em outra oportunidade. Também chegou duas semifinais. Na Copa do Brasil foi semifinalista em duas edições.

O Santos teve campanha idêntica na Libertadores, mas na Copa do Brasil foi melhor, faturando o título em 2010.

Com os números em dia, vamos ao histórico total da competição. Os clubes que mais edições disputaram até hoje foram Atlético Mineiro e Vitória, que ficaram de fora em apenas uma oportunidade. Nenhum dos dois chegou ao título até então. Na sequencia temos Bahia, Remo e Vasco, e só o time carioca faturou a competição, em 2011.
Bragantino despacha o São Paulo em 2014

Goiás com 22 e Botafogo com 21 seguem a lista, também sem títulos. Junto ao alvinegro vem o Grêmio, com 21 participações e 4 títulos, o recordista ao lado do Cruzeiro. Com 20 participações aparecem Fluminense, Inter, Coritiba, Santa Cruz e Sport. Logo depois vem o Corínthians com 19 e o Cruzeiro com 18.

Mas e o São Paulo?

No início apenas o campeão e vice do Paulistão disputavam a Copa do Brasil, assim como em boa parte dos estados, não existia classificação por ranking nacional. Com algumas campanhas ruins dentro do estado, o Soberano disputou 14 das 26 edições, ficando de fora em 12 oportunidades (já mostramos que 7 delas em virtude da Libertadores).

Nessas 14 oportunidades a equipe foi vice-campeã em 2000, quando foi derrotada pelo Cruzeiro. Nas edições de 2002 e 2012 a equipe foi derrotada nas semifinais. Em 2014 o time do Morumbi não está entre os 4 classificados para as finais, ou seja, mais uma temporada sem títulos.

Será que em 2015 essa história vai mudar? Ou será que os são-paulinos não estão nem aí pra essa seca na Copa do Brasil?

Agora é com vocês!

Fui!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Bagunça à Mineira

Fala galera! No último sábado aconteceu a decisão do Campeonato Mineiro de Vôlei Masculino, vencido pela quinta vez consecutiva pelo Sada/Cruzeiro, um dos principais times do país. Na final o time de Contagem bateu o Minas por 3 sets a 0 em apenas 1h18 de partida.

O Campeonato Mineiro contou com apenas quatro equipes, além dos dois finalistas, UFJF, de Juiz de Fora, e Montes Claros. Na primeira fase as quatro equipes se enfrentaram em turno e returno, classificando as quatro (!!!) para as semifinais.

UFJF x Sada no 1º turno do Mineiro 2014
Pelo regulamento as semifinais e finais aconteceriam no ginásio do melhor classificado na fase inicial, no caso dessa temporada, em Contagem, casa do Cruzeiro. As partidas estavam marcadas para os dias 18 (semifinais) e 19 (final) de outubro, e todos os jogos decisivos teriam a transmissão da TV Alterosa, afiliada mineira do SBT.

Tudo certinho, times se preparando, excursões, amistosos... tudo de acordo... até que na quarta-feira, dia 15, a TV Alterosa entrou em contato com a Federação Mineira de Vôlei informando que não mais transmitiria as partidas, para decepção dos torcedores.

Só que o problema não parava por aí... devido a este fato, a FMV resolveu antecipar as partidas, transferindo as semifinais para sexta, dia 17, e a final para sábado, dia 18. Para o Cruzeiro e o Minas, menos mal, estão perto do Ginásio, mas para os clubes do interior, que teriam que viajar, que transtorno!!!

A UFJF fez uma reclamação formal à FMV, disse que só foi comunicada da mudança na quarta depois das 22 horas. Isso fez com que o time tivesse que alterar completamente e bruscamente o cronograma de treinamentos e viagens.

Rodrigo recebe prêmio de melhor da partida na Argentina
Diante disso me lembrei da conversa que tive com Rodrigo, levantador do time de Juiz de Fora e que na temporada passada defendeu o São Bernardo, de São Paulo. Após o jogo contra a UPCN, tetracampeã argentina, entre outras perguntas - que falaremos e um post futuro - lhe questionei sobre a diferença de competitividade entre o Campeonato Mineiro e o Paulista, se os times paulistas entravam mais preparados na Superliga. A resposta foi bem simples e objetiva:

"O Campeonato Paulista é maior, tem mais equipes, e com isso eles começam a treinar antes. Eles ganham ritmo de jogo mais rápido que a gente, mas acredito que com trabalho como o que estamos fazendo aqui em Juiz de Fora essa diferença não chega a ser grande na Superliga. Compensamos com muito treinamento e vários amistosos, como esses contra os times argentinos."

E aí eu te pergunto... se os times mineiros fazem o possível para recuperar o tempo perdido nessa fase pré-Superliga com treinamentos e amistosos, uma antecipação de partida como essa, ainda mais em cima da hora, pode ou não prejudicar o planejamento?

Na minha visão a alteração é prejudicial, e muito, mesmo que por um dia apenas!


Fui!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Parece basquete, mas é futebol. Veja quem são os jogadores mais altos

Fala galera!

Peter Crouch e seus 2.01m
Nós temos aqui no Resenha uma categoria muito interessante - e que sempre atrai bastante visitas - que chamamos de Lista Esportiva. Como o próprio nome diz, listamos algo interessante, seja lá qual for o esporte. Já listamos os 10 jogadores mais velozes, os 15 jogadores mais bem pagos das Américas, os 10 maiores salários do esporte, os melhores goleiros do mundo e até mesmo 5 esportes bem diferentes.

No futebol, se um jogador tem técnica, velocidade, sabe driblar e é multifuncional, já deu o primeiro passo para ser bem sucedido. Mas isso não é tudo, não podemos ter preconceito com jogadores grandões. Alguns grandões são só bons de corpo e de cabeça, e pronto. Mas alguns, mesmo que poucos, também possuem certa agilidade e técnica. Estava curioso e decidi procurar quais são os maiores jogadores do futebol. Imaginei que fosse encontrar praticamente goleiros nessa lista, mas passei longe.

Uma lista com 10 jogadores altos seria fácil. É só sairmos procurando goleiros e zagueiros. Mas o ponto positivo é que são 10 jogadores altos e bons (ou, pelo menos, razoáveis) e que já tiveram certo sucesso em suas carreiras no futebol.

  • 10º: Peter Crouch - atacante inglês - 2.01m
  • 9º: Stefan Maierhofer - atacante alemão - 2.02m
  • 8º: Jan Koller - atacante tcheco - 2.02m
  • 7º: Nicola Zigic - atacante sérvio - 2.02m
  • 6º: Lacina Traore - atacante marfinense - 2.03m
  • 5º: Tor Hagne Aaroy - atacante norueguês - 2.04m
  • 4º: Vanja Ivesa - goleiro croata - 2.05m
  • 3º: Yang Changpeng - atacante chinês - 2.05m
  • 2º: Kristof Van Hout - goleiro belga - 2.08m
  • 1º: Paul Millar - atacante escocês - 2.08m

Na lista, temos jogadores até bem famosos, como é o caso de Peter Crouch, o 10º da lista, que já foi até centroavante inquestionável da seleção da Inglaterra. É o caso também de Traore, que atua pelo Mônaco e pela seleção da Costa do Marfim. Lembrei bastante do Jan Koller, o gigante tcheco, que eu costumava jogar no video-game. Era bola pra linha de fundo e cruzamento pro careca guardar. Na liderança dos jogadores mais altos, temos um empate entre o goleiro Van Hout e o atacante Paul Millar.

Tenho certeza que, durante a infância (e com certeza depois dela também), todos esses jogadores citados acima ouviram a famosa pergunta de "você tem mais de 2m de altura e joga futebol ao invés de basquete??".

Até a próxima!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Democracia Corinthiana

Fala galera! Estamos em período eleitoral e sempre que as eleições se aproximam escutamos várias vezes o termo democracia. Mas afinal, o que é essa tal de democracia e qual a relação dela com o esporte?

A democracia, em resumo, é uma forma de governo onde todos participam direta ou indiretamente (quando escolhem seus representantes) das decisões e rumos de um país, estado, cidade, clube ou até mesmo condomínio. Ou todos decidem, ou escolhem alguns representantes para decidir por eles, e a decisão sempre levará em conta a vontade da maioria.

Na escolha dos presidentes dos clubes ou das entidades esportivas costuma ser assim, pelo menos deveria ser é o que parece aos olhos do torcedor. E a junção da democracia com o esporte teve seu ápice na década de 80, mais precisamente no Sport Club Corínthians Paulista, o Timão.

Em 1982 a equipe contava com craques do quilate de Sócrates, Zenon, Wladimir e Casagrande, apenas Casão ainda não havia defendido a Seleção Brasileira. Com campanhas ruins em 81 somadas à saída de Vicente Matheus da presidência, o novo presidente instituiu uma nova gestão no clube, a autogestão, onde jogadores, diretores, comissão técnica e funcionários do clube debatiam os rumos que deveriam tomar, seja para contratação de jogadores, seja para definir metas, para planejar concentrações ou regras a serem seguidas.

Nesse período também era forte a luta pelas Diretas Já, movimento que brigava pelo voto direto no Brasil, e Sócrates era um das lideranças do movimento, transformando-se no grande líder dessa geração corintiana também.

No fim das contas o resultado foi positivo, dois paulistas conquistados e todas as dívidas do clube quitadas. Se a democracia ajudou, não podemos afirmar, mas que o período foi o mesmo, isso foi.

Anos depois, até os dias atuais, atletas que participaram daquele grupo costumam questionar a eficácia do movimento, dizem que de democracia não tinha nada, quem decidia por baixo dos panos eram os líderes do movimento, e os outros eram obrigados a bater palma e aceitar calados.

Rafael Cammarota, goleiro da equipe na época e com boas passagens pelos clubes paranaenses, e Leão, contratado em 1983, criticaram veementemente o modelo implantando, segundo eles era um grupo baderneiro, que mudavam o horário do treino da manhã porque tinham bebido a noite toda.

O ex-goleiro do Coxa diz que "De democracia não tinha nada. Era um movimento bom para os que comandavam, mas os outros só batiam palma. A Democracia Corintiana tinha os quatro traíras: Sócrates, Wladimir e Casagrande, que era bocudo, além do Adilson Monteiro Alves".

Leão complementa dizendo que "Era a democracia que 'você pode fazer tudo, desde que eu permita'. E não via a democracia, via a anarquia. Era cara bebendo na sala do treinador, outro dormindo na maca porque ficou na farra na noite anterior. Jogador treinando bêbado. Tinha dia que o treino estava marcado para 8 horas da manhã. Chegava lá e perguntava: ‘Cadê o pessoal do treino?’ E respondiam: ‘Não tem treino agora, foi transferido para o período da tarde’. ‘Por quê?’ ‘Teve uma festa ontem à noite e passaram para tarde’.

Eu fico com a opinião dos dois goleiros, tal qual hoje na política, a democracia só existia "pra boi dormir", ela só funciona para alguns, a democracia atual termina quando você se opõe a uma opinião, não existe respeito.

Mas essa é só minha opinião... Tirem suas próprias conclusões...

Fui!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A maior goleada da história do futebol brasileiro

Fala galera! No último dia 7 de outubro mostramos pra vocês as maiores goleadas da história do futebol. Apresentamos a goleada oficial, em partida pelas Eliminatórias da Copa de 2002, e uma outra que aconteceu no Campeonato de Madagascar, mas que não é reconhecida como tal.

Alguns amigos me perguntaram depois disso: e qual seria a maior goleada da história do futebol brasileiro? E nada mais justo que fazer em forma de comemoração, já que hoje completamos 1500 posts no Resenha Esportiva!

A resposta não é difícil de achar, já li muitas vezes sobre tal partida e ficou fácil de escrever sobre ela. A maior goleada da história do futebol brasileiro aconteceu no dia 30 de maio de 1909, em partida disputada no campo da Rua Voluntários da Pátria, no Rio de Janeiro. Na ocasião o Botafogo venceu o Mangueira por 24x0.

As equipes saíram para o intervalo com o placar parcial marcando 9x0 para o Fogão, sendo assim, mais 15 gols foram marcados na segunda etapa, totalizando os 24.

Nessa partida Gilbert Hime marcou 9 gols, sendo o recordista em uma única partida até 1976, quando Dadá Maravilha marcou 10 gols jogando pelo Sport, em partida que terminou 14x0 contra o Santo Amaro, pelo Campeonato Pernambucano.

Mesmo com a goleada o Botafogo não alcançou o título do Carioca daquele ano, honraria que pertenceu ao Fluminense, campeão invicto com 8 vitórias e 2 empates, marcando 45 gols e sofrendo 8. O Botafogo ficou em segundo lugar com 7 vitórias, 2 empates e 1 derrota. Já o Mangueira foi o lanterna, terminando na 6ª colocação sem vencer nenhuma partida, empatando apenas uma das 10 que disputou. Ao todo a equipe marcou 4 gols e sofreu 45.

Ainda participaram dessa edição do Carioca as equipes do América, do Riachuelo e do Haddock Lobo.


Data: 30/05/1909 Competição: Campeonato Carioca Local: Rua Voluntários da Pátria Árbitro: Antônio Miranda

Botafogo: Coggin, Raul Rodrigues e Dinorah; Rolando de Lamare, Lulu Rocha e Edgard Pullen; Henrique Teixeira, Flávio Ramos, Monk, Gilbert Hime e Emmanuel Sodré.

Mangueira: Luiz Guimarães, José Perez e Carlos Mongey; Victor, Jonas Cunha e Justino Fortes; Alberto Rocha, João Pereira, Menezes e Maranhão.

Gols – Gilbert Hime (9), Flávio Ramos (7), Monk (2), Lulu Rocha (2), Raul Rodrigues, Dinorah, Henrique Teixeira e Emmanuel Sodré.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Marco "El Diablo" Etcheverry: do céu ao inferno

Fala galera!

Como todos sabem, temos uma categoria de post aqui no Resenha que trata de jogadores folclóricos. São jogadores marcantes, seja fisicamente, seja por uma jogada. Ou então são jogadores diferenciados, pro bem ou para o mal. Entre os já citados, estão Perdigão, Marcelo Balboa, Capitão, Mauro Shampoo, Beto Cachaça, Ivanov, Amaral, Lalas e por aí vai. Hoje vamos falar de um boliviano, talvez um dos mais famosos de lá ou um dos responsáveis por uma das maiores alegrias futebolísiticas dos bolivianos.

Marco Antonio Etcheverry Vargas é um ex-futebolista boliviano que atualmente é treinador. É considerado o maior jogador boliviano de todos os tempos. Seu apelido também é marcante: El Diablo. Ficou conhecido assim justamente por causa de seu maior feito, nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 1994, realizada nos EUA.

Etcheverry jogou em vários times durante sua carreira profissional. Começou sua carreira no Destroyers e passou por Bolívar, Albacete, Colo-Colo, América de Cali e D.C United. Esteve até no Barcelona e Emelec, mas por empréstimo. Encerrou sua carreira como jogador em 2006, no Bolívar. Pela seleção boliviana, atuou em 71 partidas entre os anos de 1989 e 2003 e marcou 13 gols. Duas semanas após encerrar sua carreira, foi condecorado como "cidadão meritório" pela Câmara dos Deputados boliviana.

Foi o responsável direto pela primeira derrota da seleção brasileira em jogos das eliminatórias. Em 1993, em La Paz, a Bolívia venceu o Brasil por 2 a 0, com gols de Etcheverry e Peña. Para quem não se lembra do gol do El Diablo, foi exatamente um dos frangos mais famosos (e raros) de Taffarel. Vejam no vídeo abaixo:




No entanto, El Diablo foi do céu ao inferno. Após conseguir uma história classificação do seu país para a Copa do Mundo de 1994, sua vida "desmoronou" durante o campeonato mundial. Começou o primeiro jogo da Bolívia no banco de reservas, contra a Alemanha. Este jogo foi, inclusive, o jogo de abertura. Entrou, jogou 4 minutos, fez falta dura em Lothar Matthäus e foi expulso, acusado de agressão após ao lance. Isso mesmo, sua participação na Copa do Mundo de 1994 durou apenas 4 minutos já que depois ele não atuou mais. Veja o lance no YouTube clicando aqui.

Durou pouco, Etcheverry chegou ao céu. Mas "O Diabo" voltou logo logo para o inferno.

Até a próxima!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Brasil x Argentina: 100 anos, 100 jogos

Fala galera!

Como todos sabem, neste próximo sábado, teremos mais uma partida histórica entre Brasil x Argentina, valendo o troféu do Superclássico das Américas. A Seleção conquistou as últimas duas edições, em 2011 e 2012. A partida está marcada para se iniciar às 9:05 da manhã. O interessante é que este será, segundo as contas dos brasileiros, o centésimo jogo entre as duas principais seleções sul-americanas, um dos maiores clássicos mundiais. E esta 100ª partida será realizada justamente após o clássico virar centenário. Brasil e Argentina se enfrentaram pela primeira vez em 20 de setembro de 1914. Agora, em 11 de outubro de 2014, o clássico já completou "100 anos de idade".

Segundo a conta da CBF, nas 99 partidas já realizadas, o Brasil leva leve vantagem, com 39 vitórias, 36 derrotas e outros 24 empates. Quanto ao número de gols, os hermanos já marcaram 156 vezes, contra 155 da seleção canarinha. Segundo a AFA (a CBF Argentina) as contas não são essas, e eles desconsideram 3 jogos desses 99. É claro que nos 3 jogos os brasileiros se sagraram vencedores.

Os tempos mudaram, os jogadores evoluíram, mas a rivalidade continua a mesma de sempre. Ninguém gosta de perder esse jogo. Embora este jogo em especial valha um troféu, não existe amistoso entre os brasileiros e argentinos, todo jogo é uma luta, uma batalha, uma guerra. Este não será diferente.

Atualmente, os comandantes de ambas as seleções são duas das grandes estrelas do futebol mundial. Neymar e Messi são parceiros no Barcelona, mas serão protagonistas adversários nesse confronto. Serão acompanhados por ajudantes de luxo, como é o caso de Oscar e Di Maria.

A Globo fez uma página interessante sobre os 100 anos do confronto, focando em 10 dos principais jogos. Para cada um dos 10 jogos eles fizeram uma compilação dos gols e dos lances mais marcantes. Tem amistoso, tem Copa das Confederações, tem Copa do Mundo. Tem Bebeto, Romário, Maradona, Caniggia, Rivelino, Messi e muito mais. Pra quem se interessar, basta clicar aqui pra ver os vídeos.

O jogo é "cedo", em pleno sábado, mas é imperdível. Às 9h, pontualmente, estarei sintonizado.

É Brasil x Argentina!

Até a próxima!

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A evolução do basquete brasileiro

Fala galera! De 4 anos pra cá os apaixonados por basquete passaram a ter motivos para vibrar com as conquistas brasileiras nas quadras. Depois de 16 anos sem disputar os Jogos Olímpicos, a classificação para Londres foi considerada um avanço no esporte que acaba somando com a boa participação no Mundial da Espanha, onde chegamos na 6ª colocação, terminando com 6 vitórias e apenas 2 derrotas.

Só que para uma seleção forte é importante que tenhamos uma liga forte e clubes fortes, e também é preciso exportar atletas para as maiores ligas do mundo, e é o que vem acontecendo desde que Nenê saiu do Vasco rumo à NBA, em 2002. O atleta é um dos principais jogadores da Liga até os dias atuais.

De lá pra cá Leandrinho, Alex, Varejão, Splitter, Marquinhos entre tantos outros aportaram no que é considerado o "maior basquete do mundo". Hoje contamos com  a presença de 7 atletas no basquete norte-americano, um recorde para o país, e na temporada passada tivemos o brasileiro brasileiro campeão, com o título do San Antonio Spurs de Tiago Splitter.

Na Europa ainda temos outros tantos nomes como Marcelinho Huertas e Raulzinho, que se destacam em seus times, tornado a nossa seleção uma das potências mundiais.

Mas como falei, é preciso clubes fortes aqui dentro, e a NBB temos nos proporcionado isso com o sucesso recente de Pinheiros, Brasília e principalmente do Flamengo, campeão Mundial e da Liga das Américas em 2014.

A equipe da Gávea além de tudo foi convidada para disputar três partidas da pré-temporada da NBA, contra Phoenix Suns, Orlando Magic e Memphis Grizzlies, uma oportunidade única para atletas, torcedores e apaixonados pelo esporte.

E isso sem contar com a segunda edição do NBA Global Games Rio, que acontece no próximo sábado na Arena HSBC, no duelo que opõe o Miami Heat de Dwyane Wade e Chris Bosh contra o Cleveland Cavaliers e Lebron James e Anderson Varejão. A partida marcará ainda o reencontro entre Lebron e o Miami, seu ex-clube.

Nosso basquete volta a cresce, aparece para o mundo, e com isso nos dá esperanças de medalha nas próximas olimpíadas. Será que estamos fortes o suficiente para isso ou seria apenas uma geração passageira?

Fui!

Seguem os horários dos jogos do Flamengo e do NBA Global Games Rio, todos transmitidos pelo Sportv:
Phoenix Suns x Flamengo - 8/10 - 22h45 - SporTV 2
Miami Heat x Cleveland Cavaliers - 11/10 - 17h30 - SporTV 2
Orlando Magic x Flamengo - 15/10 - 20h - SporTV
Memphis Grizzlies x Flamengo - 17/10 - 21h - SporTV 2

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