segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Milk Shake de Sheik

Fala galera! Na última quarta-feira tivemos a partida em que o Botafogo perdeu para o Bahia por 3x2 em pleno Maracanã. No jogo o atacante Emerson, camisa 7 do Fogão, foi do céu ao inferno em pouco menos de 60 minutos de jogo.

Com 2 gols marcados ainda no primeiro tempo, Sheik se transformava no nome da partida. Veio o segundo tempo e parece que a chavinha da bipolaridade ativou...

Com 10 minutos um cartão amarelo que a meu ver foi exagerado, não tinha necessidade em um jogo morno como estava. Na ocasião o jogador fez sinal para a câmera e pediu falou em alto e bom som: CBF, essa é pra você - em alusão ao cartão recebido.

Poucos minutos depois uma entrada violenta em Uelliton, volante do Bahia, fez com que o árbitro lhe desse o segundo cartão amarelo, culminando com a expulsão.

Revoltado o jogador parou em frente às câmeras novamente e disse: CBF, você é uma vergonha! Vergonha!
Sheik e a câmera: a polêmica tá criada

Pronto... a polêmica estava criada...

A CBF encaminhou denúncia ao STJD, a pena pode chegar a até 12 partidas, sem contar a suspensão automática que ele já carrega pelo cartão vermelho. Emerson foi enquadrado em dois artigos, o 258 e o 243-F. O primeiro fala em atitude que fere a ética ou a disciplina, o segundo fala em ofender a honra.

Acredito que sua pena pode ser exemplar, mas acho um absurdo que ela exista.

Como já falei várias vezes, gostava do tempo que tínhamos Romários, Renatos, Túlios, Vampetas, Netos e cia, jogadores que falavam o que queriam, que não dependiam de um assessor de imprensa ao lado passando as coordenadas (seria Ronaldo e Rodrigo Paiva os percursores de tal frescura?).

Emerson é dessa galera, fala o que pensa, coloca a cara pra bater, polemiza se necessário. Saiu do Flu por divergências internas, não se escondeu hora alguma. No Corinthians também teve confusão com os torcedores. Também esteve sempre na frente da câmera. Agora volta às manchetes e também não se escondeu.

Por que a CBF, ao invés de punir o atleta por falar o que 99% dos jogadores gostariam de falar mas não tem coragem suficiente, não começa a se reestruturar e mostrar que não é a vergonha que todos nós pensamos?

Por que a CBF não muda? Por que não dão estrutura aos clubes? Por que não profissionalizam a arbitragem? Por que só os atletas que precisam fazer o correto? Cadê o Bom Senso FC se manifestando em prol do Sheik?

São muitas perguntas sem respostas, mas sei que depois dessa, o camisa 7 alvinegro faz parte do meu time!

#FechadocomSheik

Fui!

sábado, 20 de setembro de 2014

Seleções que nunca participaram da Copa do Mundo - Parte 2

Fala galera! No início de setembro apresentamos pra vocês uma relação com todos os países da AFC (Ásua), CAF (África) e OFC (Oceania) que nunca chegaram à fase final da Copa do Mundo, ou seja, o que nós brasileiros conhecemos com a Copa do Mundo propriamente dita.

Ficamos devendo as seleções da Europa, América do Sul, do Norte, Central e Caribe, e chegou a vez delas! Aí vai a relação:

América do Sul (CONMEBOL)

12 eliminatórias disputadas
Venezuela *em 2014 bateu na trave, ficou na 6ª colocação, 5 pontos atrás de Equador e Uruguai, classificados

América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF)

15 eliminatórias disputadas
Curaçao *Sucessora das Antilhas Holandesas que em 2010 deixou de existir

14 eliminatórias
Guatemala

13 eliminatórias
Suriname *disputa pela CONCACAF assim como a Guiana

10 eliminatórias
Panamá *vencia os Estados Unidos por 2x1 até os 45 do segundo tempo, levou a virada e ficou fora da Copa de 2014, cedendo a vaga para o México

9 eliminatórias
Panamá bateu na trave em 2013
Antígua e Barbuda
Guiana *a Guiana Francesa não é filiada à Fifa

8 eliminatórias
Porto Rico

7 eliminatórias
Barbados
República Dominicana

6 eliminatórias
Bermuda
Granada
São Vicente e Granadinas
Nicarágua
Santa Lucia

5 eliminatórias
Aruba
Beliza
Ilhas Cayman
Dominica
São Cristóvão e Nevis

4 eliminatórias
Anguilla
Bahamas
Ilhas Virgens Britânicas
Ilhas Virgens Americanas
Montserrat
Ilhas Turks e Caicos

Europa (UEFA)

19 eliminatórias disputadas
Luxemburgo *o recordista de tentativas sem sucesso, só não tentou a qualificação em 1930, quando não tivemos eliminatórias

Seleção de Luxemburgo
18 eliminatórias
Finlândia

14 eliminatórias
Chipre

12 eliminatórias
Islândia

11 eliminatórias
Albânia
Malta

8 eliminatórias
Estônia
Lituânia

7 eliminatórias
Letônia

6 eliminatórias
Ilhas Faroe
San Marino

5 eliminatórias
Armênia
Azerbaijão
Bielorrússia
Geórgia
Cazaquistão
Liechtenstein
Macedônia
Moldavia

4 eliminatórias
Andorra

2 eliminatórias
Montenegro

* Gibraltar foi aceito na UEFA em 2013 e disputará as eliminatórias da Euro 2016, espera autorização da Fifa para disputar as eliminatórias da Copa de 2018.

Além de todas as seleções que apresentamos, ainda tivemos as "participações especiais" das seguintes seleções:

Sarre
Sarre - Eliminatórias para a Copa de 1954 - território alemão que foi anexado à França após a 2ª Guerra, mas que se negou a defender o país, fundando suas próprias organizações. Ficou em 2º no grupo da Alemanha Ocidental (que viria a ser campeã mundial) e Noruega.

Vietnam do Sul - Eliminatórias para a Copa de 1974

Iêmen do Sul - Eliminatórias para a Copa de 1986

Nos dois últimos casos os territórios foram unificados com os vizinhos do norte e seus resultados extintos.

É isso galera! Gostaram da nossa lista?

Semana que vem tem mais curiosidades, fiquem ligados também em nosso Facebook!

Fui!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

James x Di Maria: negócio da China?

Fala galera!

Provavelmente, este tópico já deve ter passado pela cabeça da maioria de vocês. Como todos sabem, a contratação de maior valor na janela de transferências europeia deste ano foi a de James Rodriguez, que deixou o Monaco e ingressou no Real Madrid, pela bagatela de 80 milhões de euros, algo em torno de 240 milhões de reais. Inclusive, listamos essa transferência junto com toda a movimentação do mercado europeu, num post do mês passado. Fizemos um post também sobre a Jamesmania e todas as consequências que a contratação do colombiano estava gerando para o futebol e para o Real Madrid, principalmente.

Pois bem, algumas semanas depois de oficializar a contratação, o Real Madrid selou a venda do meia argentino Angel Di Maria para o clube inglês Manchester United. O Manchester pagou um valor parecido com o de James, 75 milhões de euros, algo em torno de 225 milhões de reais. Esta foi, inclusive, não só a contratação mais cara da história dos Diabos Vermelhos, como do futebol inglês.

Agora eu pergunto pra você, de posse dessas informações, quem saiu ganhando e quem saiu perdendo? Na minha opinião, sem sombra de dúvidas, o Real saiu perdendo. Não estou dizendo que a contratação de James não foi boa, muito menos que ele não é um bom jogador e que não vai brilhar e dar muitas alegrias ao torcedor merengue. Muito pelo contrário, após alguns jogos como titular, ele fez uma de suas melhores partidas pela equipe desde que chegou nessa última terça-feira, pela Liga dos Campeões, na goleada de 5x1 que o Real emplacou sobre o Basel. Mas, pra mim, James ainda é promessa. Pode dar certo, mas também pode dar errado, como já aconteceu com várias contratações galácticas do Real.

Agora, se formos falar em status e marketing, a contratação do colombiano foi perfeita. Foi o grande destaque da Copa do Mundo, era o jogador mais badalado do momento e pode ser considerada uma jogada de marketing perfeita. Só a quantidade de camisas que o Real já vendeu com a 10 de James Rodriguez, por exemplo, já é garantia de sucesso.

Mas e Di Maria? Di Maria falou que estava insatisfeito com a equipe, disse que não queriam aumentar seu salário e pediu pra sair. Depois, o presidente do Real Madrid veio à imprensa e disse que Di Maria queria um salário do patamar de Cristiano Ronaldo, algo que seria inviável. Não sabemos quem está certo e quem está errado, mas a certeza é que Di Maria passa pelo seu melhor momento na carreira. Pra mim, esteve entre os 5 melhores jogadores da Copa e está entre os 5 melhores jogadores do mundo. Junto com Messi, levou a Argentina até a final. Ouso dizer até que a história da final contra a Alemanha poderia ter sido diferente se ele tivesse condições físicas de atuar, mas infelizmente estava lesionado e ficou de fora. No Real Madrid, foi um dos grandes responsáveis pela conquista da Champions League do ano passado.

Vimos recentemente no amistoso da Argentina contra a Alemanha, que ele fez uma atuação intocável (tudo bem que era amistoso), com 3 assistências e 1 gol. No Manchester, já está colocando suas asinhas de fora e fez uma excelente partida no último final de semana, na vitória por 4x0 contra o QPR, liderando com maestria o meio-campo da equipe.

Minha opinião está dada: James é promessa, Di Maria é certeza!

E pra você, foi ou não foi um negócio da China?

Até a próxima!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Diogo Silva: até quando?

Fala galera! Hoje voltamos a falar do Vasco da Gama aqui no Resenha Esportiva. Não nego pra ninguém que sou Flamengo, mas acredito que nesses mais de cinco anos de blog já consegui dividir bem a paixão da razão na hora de escrever, por isso me sinto à vontade para falar um pouco da situação vascaína quando se trata de goleiros.

Com uma campanha ruim, culminando com o rebaixamento no Brasileirão de 2013, um dos pontos mais criticados por torcida e imprensa foi a qualidade de seu camisa 1. Durante o ano defenderam o gol cruzmaltino os atletas Alessandro, Diogo Silva e Michel Alves. Todos foram muito mal, falharam, comprometeram o desempenho do time, sou capaz de dizer que com um goleiro melhor o Vasco não teria sido rebaixado na temporada.

Diogo durante sua apresentação em 2012
entre Rodrigo Caetano e Jorge Moraes, o empresário
Em determinadas partidas a equipe vencia, caso do jogo contra a Ponte Preta, e levou a virada com falhas bisonhas. Foram pelo menos 11 pontos perdidos com falhas grotescas dos goleiros.

Mas entre os três, quem ganhou mais destaque com certeza foi Diogo Silva, que mesmo com todas as falhas continuou defendendo o clube na ausência do uruguaio Martín Silva, contratado para suprir a carência da posição, e que deu conta do recado.

Diogo foi contratado depois de ótima temporada em 2011 pelo Nova Iguaçu, primeiro veio por empréstimo, depois vendido em definitivo. O Vasco deveria pagar 10 parcelas de 100 mil reais para o clube da Baixada. Pra piorar a situação, em abril desse ano a justiça obrigou a penhora de 20% da renda de todos os jogos do Vasco para quitar a compra do goleiro, que foi para São Januário pela bagatela de 1 milhão de reais.

Mas o dinheiro é o que menos importa quando o assunto é Diogo Silva... suas falhas continuaram em 2014, ele continua sendo questionado, entra técnico, sai técnico, e ele continua jogando. Por que?

Jorge Moraes, seu empresário, presidente da ABAF (Associação Brasileira de Agentes de Futebol) chegou a dar entrevistas dizendo que esse seria o ano do goleiro, já que em 2013 ele se tornou um jogador inseguro, devido às falhas.

O empresário agencia também atletas como Gum, Andrezinho, Amaral (Flamengo), Léo Gago, Elias (ex-Botafogo) e William Barbio. Ao que parece, é quase um dono do Nova Iguaçu, já que lá se encontram a maioria dos jovens que tem a carreira gerenciada pelo empresário, de lá também saiu Aírton, hoje no Botafogo e que era empresariado por ele. E ao que tudo indica, é um empresário com livre trânsito nos clubes cariocas e no Bahia (reduto de refugos cariocas).


Treinando em São Januário
Será que o motivo de tantas oportunidades para Diogo está no homem que gerencia sua carreira? Será que os treinadores se submetem a interferência externa na escalação do time ou será que isso é lenda?

A torcida vascaína não aguenta mais, chegamos ao ponto que nem os torcedores rivais aguentam mais (pois é, pra mim já deu, hora de trocar), e Joel Santana, o novo treinador, já deixou claro que Jordi, garoto revelado na base de São Januário assumirá a posição de Diogo, reserva de Martín Silva.

Que fique claro que não tenho nada contra Diogo Silva, o ser humano, e acho que ele merece respeito como tal, mas para o bem de sua carreira e para o bem do Vasco, o ideal é que saia do clube, não há mais clima  para novas trapalhadas. De repente indo pra bem longe, pra China, pra Arábia, pra Coréia, ele possa recomeçar sua carreira, fazer seu pé de meia, e viver feliz para sempre, sendo esquecido de vez pelos vascaínos.

Fui!

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A redenção de Diego Costa

Fala galera! Ano passado Diego Costa se tornou um dos personagens que mais destaque ganhou aqui no Resenha Esportiva, seja por sua performance em campo ou pelo processo de naturalização. No fim das contas ele escolheu pela Fúria e veio ao Brasil disputar a Copa do Mundo.

Durante o Mundial mais polêmica rodeou o sergipano da cidade de Lagarto. Com uma lesão na coxa direita, Diego esteve ameaçado de não ser convocado para a Copa, mas Del Bosque, o treinador espanhol, apostou na recuperação do atleta e o trouxe ao país.

A torcida não o perdoou, como se fosse regra, todas as vezes que o nome de Diego era falado ou que ele tocava na bola, os estádios soltavam uma vaia em uníssono. A eliminação espanhola na primeira fase teve um gostinho especial para os torcedores canarinhos, uma espécie de vingança contra Diego, uma vingança contra um profissional que buscava o sucesso onde haviam lhe dado a oportunidade para isso.

Morando desde 2006 na Europa e desde 2007 atuando na Espanha, não haviam mais fronteiras para sua opção de defender a atual bicampeã européia. A autorização da Fifa é questionável ao ponto de que o atacante já havia atuado, mesmo que por poucos minutos, pela Seleção Brasileira, mas é justa do ponto de vista profissional.

Ajudou a levar o Atlético de Madrid à final da Liga dos Campeões, feito que não acontecia desde 1974, quando os Colchoneros perderam para o Bayern. Foi o terceiro artilheiro do Campeonato Espanhol, ficando apenas três gols atrás de Cristiano Ronaldo, nessa competição o Atlético faturou o título que não vinha desde 96.

Com todas essa credenciais ele chamou a atenção de José Mourinho, ex-rival e hoje treinando o Chelsea, da Inglaterra. Por uma bagatela de cerca de R$ 120 milhões, Diego desembarcou em Londres para defender os Bleus.

Mais uma vez ele era questionado. Será que fora do esquema montado por Simeone ele funcionaria?

Em apenas 4 rodadas parece que não existem mais dúvidas. O brasileiro (ou espanhol, como queiram) já balançou as redes em 7 oportunidades, se tornando o primeiro jogador da história a marcar 7 gols nas primeiras 4 partidas da Premier League. Ele já abre 4 gols de vantagem sobre o segundo colocado do quadro de artilheiros, e se depender da performance do Chelsea, dificilmente ele perderá tal status.

O clube azul é o único com 100% de aproveitamento até agora, além de ter o melhor ataque, com 15 gols marcados, média de 3,75 por jogo.

Hoje o Chelsea recebe o Schalke na primeira partida da Liga dos Campeões, Diego já anotou 12 gols na história das competições europeias, 7 deles na Liga do ano passado. Essa conta pode aumentar. Não se assustem se em alguns meses o nome de Diego comece a ser lembrado para a disputa do prêmio de melhor jogador do mundo, afinal, os gols marcados pesam muito nessa decisão, e da forma como vem jogando, com o time que Mourinho montou, há uma grande possibilidade do Chelsea ser o papão da temporada.

Ou vocês ainda duvidam do potencial de Diego?

Fui!

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Fórmula E

Fala galera! No último dia 13 teve início a primeira temporada da história da Fórmula E, uma nova categoria do automobilismo que foi criada com a chancela da FIA. Entre os pilotos figuram nomes como Nick Heidfeld, Jarno Trulli, Takuma Sato e também os brasileiros Bruno Senna, Nelsinho Piquet e Lucas di Grassi.

A prova inicial foi disputada em Pequim, na China, e conforme manda o regulamento todos treinos, livres e classificatórios, mais a corrida são disputados em um mesmo dia, no sábado.

A pontuação segue a linha da Fórmula 1, com os 10 primeiros marcando pontos, sendo 25 para o primeiro, 18 para o segundo, 15, 12, 10, 8, 6, 4, 2 e 1, para o décimo. A novidade fica por conta de 3 pontos extras para o Pole-Position e mais 2 para o piloto que fizer a melhor volta da prova.

Lucas di Grassi na pista
Todas as provas serão disputadas em circuitos de rua, e ao todo são 10 equipes de 9 países diferentes na disputa das provas que duram em torno de 1 hora. Ao que parece é mais uma categoria como outra qualquer, mas não é. Até agora não falamos qual o diferencial da Fórmula E.

O "E" quer dizer elétrico, ou seja, todos os carros são movidos a eletricidade, ou seja, não há queima de combustível, tornando a categoria "mais limpa", talvez uma visão do futuro.

Um aspecto interessante se dá na hora da parada dos boxes. Como a autonomia do carro ainda não suporta toda uma etapa, os pilotos não conseguem chegar ao fim com um mesmo carro. Como a recarga da bateria é demorada, cerca de 1 hora, todos os pilotos precisam contar com um carro extra, e na hora do pit eles saem de um carro e entram no outro, totalizando um pouco mais de 1 minuto em cada parada.

Os pneus também seguem a linha da sustentabilidade, já que são produzidos para durar bastante, evitando assim o desgaste, que faria com que mais pneus fossem usados em uma etapa. Não há pneu slick.

Também temos o Fan Boost, que é uma votação pela internet que é realizada antes de cada etapa e premia os três pilotos mais votados com 5 segundos de "turbo" durante a prova. Ou seja, eles contam com um ganho extra de 30kw nos motores elétricos, que são limitados a 150kw durante as provas (nos treinos eles vão a 200kw). Nessa primeira etapa os agraciados foram Bruno Senna, Lucas di Grassi e Katherine Legge.

Para quem acompanhou a primeira etapa, a parte que mais chama a atenção é a falta do ronco dos motores. Por se tratar de um motor elétrico, ele não faz muito aquele barulho tradicional, parece que estamos em uma competição de vídeo game com carros do futuro.

A prova teve poucas emoções, e o narrador do Fox Sports (todas as etapas serão transmitidas) ajudou muito nesse ponto, já que não coloca emoção na narração. Me deu saudade do Galvão Bueno, acreditem. De melhor na corrida apenas a lambança de Nicolas Prost na última curva... depois de liderar toda a prova, ele se viu ameaçado por Nick Heidfeld e jogou o carro em cima do adversário, fazendo com que o alemão levantasse voo (segue um link).

Di Grassi comemora a vitória
Aconselho que façam pelo menos um teste na próxima etapa, vejam, sintam a nova categoria, se gostarem, acompanhem, caso contrário, abandonem.

Vamos conferir agora o calendário da temporada e as equipes na disputa:

13/09/2014 - Pequim - China
22/11/2014 - Putrajaya - Malásia
13/12/2014 - Punta del Este - Uruguai
10/01/2015 - Buenos Aires - Argentina
14/02/2015 - local a ser definido
14/03/2015 - Miami - Estados Unidos
04/04/2015 - Long Beach - Estados Unidos
09/05/2015 - Monte Carlo - Mônaco
30/05/2015 - Berlim - Alemanha
27/06/2015 - Londres - Inglaterra

Equipe Amlin Aguri - Pilotos Katherine Legge e Takuma Sato
Equipe Andretti Formula E - Pilotos Franck Montagny e Charles Pic
Equipe Audi Sport ABT - Pilotos Lucas di Grassi e Daniel Abt
Equipe China Racing - Pilotos Nelsinho Piquet e Ho-Pin Tung
Equipe Dragon Racing - Pilotos Jerome d´Ambrosio e Oriol Serviá
Equipe E.Dams Renault - Pilotos Nicolas Prost e Sébastien Buemi
Equipe Mahindra Racing - Pilotos Karun Chandhok e Bruno Senna
Equipe Trulli - Pilotos Jarno Trulli e Michela Cerruti
Equipe Venturi - Pilotos Nick Heidfeld e Stéphane Sarrazin
Equipe Virgin Racing - Pilotos Jaime Alguersuari e Sam Bird

A classificação do Mundial ficou da seguinte maneira após a primeira etapa:
1. Lucas di Grassi - 25
2. Franck Montagny - 18
3. Sam Bird - 15
4. Charles Pic - 12
5. Karun Chandhok - 10

Nelsinho Piquet foi o 8º, marcando 4 pontos, e Bruno Senna saiu logo na primeira volta com a suspensão quebrada.

Gostaram? Deixem nos comentários!

Fui!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Do inferno ao céu

Fala galera! Brasil e Espanha fizeram um confronto pela repescagem do Grupo Mundial da Copa Davis no último fim de semana. Era barbada, não dava pro Brasil. Na quinta-feira cheguei a comentar com os amigos que era duelo pra 4x1, só a dupla formada por Marcelo Melo e Bruno Soares teriam chance contra os espanhóis.

Nos últimos 6 anos a Espanha faturou 3 edições da Copa Davis e foi finalista em outra. O elenco conta com jogadores do porte de Rafael Nadal, David Ferrer e o duplista Marcel Granollers.

Aí os torcedores de modinha vão dizer: ah, mas nenhum dos três veio ao Brasil.

Beleza então... vieram Roberto Bautista Agut, 15º do mundo, Pablo Andujar, 44º do mundo, e a dupla formada por David Marrero e Marc López, números 11 e 13 do mundo respectivamente. Do lado brasileiro tínhamos Thomaz Bellucci, 83º do mundo, Rogério Dutra Silva, o Rogerinho, nº 201, e a nossa ótima dupla formada por Marcelo Melo e Bruno Soares, os números 5 e 6.

Número por número, como falei acima, era 4x1 fácil.

Vibração que pouco se vê na carreira do atleta
A derrota de Rogerinho e os dois primeiros sets de Bellucci contra Andujar pareciam mostrar tal estatística. Mas dois outros jogadores entraram na disputa sem que os espanhóis percebessem: a torcida brasileira e a mente de Thomaz Bellucci.

A torcida inflamou e Thomaz correspondeu.

Como já disse algumas vezes por aqui, Bellucci tem um enorme potencial técnico, mas se perde na parte psicológica e física. Além das lesões constantes, consegue a proeza de perder jogos ganhos para jogadores com péssimo ranking. Parece que o favoritismo o incomoda.

Bellucci virou, fez 3x2 contra Andujar e deixou para Melo e Soares a tarefa de colocar o Brasil na frente, missão que eles cumpriram com louvor.

Precisando de apenas uma vitória para retornar à elite do tênis, o domingo reservava Bellucci x Bautista Agut e Rogerinho x Andujar. Mesmo com o 2x1 no placar ainda pairava a desconfiança no torcedor brasileiro, afinal, o histórico pesava contra.

O choro de Bellucci
Mas Thomaz Bellucci foi supremo, mesmo com um segundo set ruim, ele dominou as ações do jogo, fez jogadas dignas de top 20 do mundo, não deu muitas chances para o espanhol e com um 3x1 (6/4, 3/6, 6/3 e 6/2) mandou a Espanha pra segunda divisão do mundo, deixou o Brasil na elite em 2015, e teve seu nome gritando em coro pelos que no Ibirapuera estavam. Mais que isso, resgatou a confiança dos brasileiros apaixonados por tênis, como eu, que vibraram em cada uma das jogadas letais de Bellucci.

O brasileiro chorou ao final da partida, emoção que nunca antes havia sido demonstrada em sua carreira, talvez um sinal de amadurecimento. Ele que foi vaiado em pleno Brasil Open, no mesmo Ibirapuera, sai como agora como herói, confiante para o final dessa temporada e para o início da próxima.

Nosso único top 100 do ranking de simples é a única esperança de títulos para o Brasil, e esses dois jogos da Copa Davis mostram que sim, nós podemos sonhar.

Vai Bellucci! Vai Brasil!

Fui!


sábado, 13 de setembro de 2014

A outra final

Fala galera! Vocês se lembram qual foi a final da Copa do Mundo de 2002 disputada no Estádio de Yokohama, no Japão, no dia 30 de junho? Lembram né? Ronaldo marcou dois gols e o Brasil despachou a Alemanha pra casa sem o troféu... Fomos penta!

Mas sabiam que nesse mesmo dia, pela manhã, uma outra final estava acontecendo na capital do Butão, Thimphu, cidade de aproximadamente 79 mil habitantes?

Pois é... essa história é verídica e vamos contar pra vocês!

Johan Kramer, um cineasta holandês, ao ver sua seleção eliminada ainda nas eliminatórias da Copa disputada no Japão e a na Coréia - sim, poucos se lembram, mas a Holanda não foi para a Copa de 2002 - decidiu organizar uma partida entre as duas piores seleções do mundo.

A capa, os capitães, o campo e a taça - resumindo: a festa!
De posse do ranking da Fifa descobriu que entre as 203 federações filiadas ao órgão máximo do futebol, as seleções do Butão e de Montserrat ocupavam respectivamente a 202ª e 203ª colocações.

Pronto, os times estavam escolhidos, o local também, a data e a hora idem, faltava uma autorização da Fifa e o posterior convencimento das federações, já que há uma distância geográfica e cultural enorme entre os dois países.

Butão é um país asiático que fica entre a Índia e a China, na costa do himalaia, com a religião budista predominante. Montserrat uma ilha caribenha colonizada por ingleses no século século XVII e famosa por seus vulcões.

Como o país asiático estava à frente no ranking, foi proposta a partida por lá. Os caribenhos levaram "só" 6 dias para chegar ao Reino de Butão - o país é uma monarquia constitucional - e após a viagem alguns jogadores se sentiram mal, já que saíram do nível do mar para uma altitude de mais de 2 mil metros.

A partida terminou 4x0 para a seleção da casa, gols de Dorji (3) e Chhetri, e a saga para a organização do jogo virou um documentário cujo nome é "The Other Final" (A Outra Final, em português).

Hoje Butão ocupa a posição de número 208 no ranking, empatado com San Marino, os lanternas. Já Montserrat evoluiu, já ocupa a 165ª posição e pode ser que avance um pouco mais nas próximas eliminatórias.

Segue a primeira parte do documentário (infelizmente todo em inglês). Caso queiram ver as partes restantes (um total de 8 se não me engano) procurem no YouTube por "The Other Final Documentary".



Valeu!

Fui!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Os 15 jogadores mais bem pagos das Américas

Fala galera!

Há quase 1 ano, em outubro de 2013, falamos dos salários astronômicos nos esportes. Listamos quais eram os atletas mais bem pagos da atualidade. No top 10, apenas 2 jogadores de futebol estavam no meio, eram eles David Beckham e Cristiano Ronaldo. Os outros salários astronômicos pertenciam a outros esportes, como boxe, golfe, basquete (NBA) e futebol americano (NFL).

Já sabemos que alguns jogadores recebem salários absurdamente altos, como é o caso, além de Cristiano Ronaldo que citamos acima, de Messi, Ibrahimovic, Falcao Garcia, Bale, Neymar e cia. No entanto, nesta semana, a conceituada revista Forbes divulgou o ranking dos 15 maiores salários pagos aos jogadores das Américas. No caso, obviamente, estamos falando de América do Sul, América Central e América do Norte. E é aí que reparamos o banho que as ligas norte-americanas e canadenses estão dando nos demais países, em termos de pagamento de salários.

Dos 15 salários, 11 pertencem à América do Norte (8 dos EUA, 2 do Canadá e 1 do México), e apenas 4 pertencem à América do Sul (no caso, todos no Campeonato Brasileiro).

Confira abaixo a lista do top 15, que mostra o salário anual recebido pelos jogadores, em dólares:

  1. Frank Lampard - New York City - US$ 7,8 milhões
  2. Kaká - Orlando City - US$ 6,7 milhões
  3. David Villa - New York City - US$ 6,7 milhões
  4. Clint Dempsey - Seattle Sounders US$ 6,69 milhões
  5. Michael Bradley - Toronto FC - US$ 6,5 milhões
  6. Jermain Defoe - Toronto FC - US$ 6,18 milhões
  7. Alexander Pato - São Paulo - US$ 4,6 milhões
  8. Thierry Henry - NY Red Bull - US$ 4,5 milhões
  9. Robbie Keane - LA Galaxy US$ 4,5 milhões
  10. Landon Donovan - LA Galaxy US$ 4,35 milhões
  11. Fred - Fluminense - US$ 4 milhões
  12. Tim Cahill - NY Red Bull - US$ 3,63 milhões
  13. Andrés d'Alessandro - Inter - US$ 3,2 milhões 
  14. Robinho - Santos - US$ 3,1 milhões
  15. Oribe Peralta - América - US$ 2,7 milhões
Os quatro brasileiros que pertencem à lista são Alexandre Pato (São Paulo), Fred (Fluminense), D'Alessandro (Internacional) e Robinho (Santos). Kaká é o segundo atleta mais bem pago das Américas, mas pertence ao Orlando City, embora esteja atuando pelo São Paulo.

Fica notório o motivo pelo qual muitos jogadores hoje em dia estão migrando para a liga norte-americana e canadense, uma vez que os salários são razoavelmente altos e eles não precisam de se submeterem a longas distâncias e condições "complicadas" em ligas como a do Qatar, China, Russa, Ucrânia e afins. Inclusive alguns medalhões, como Henry, Robbie Keane e Donovan, estão por lá. 

Aos poucos, a liga norte-americana vai ficando mais competitiva, mais técnica e conquistando seu espaço nas notícias e jornais esportivos. Juntando a isso o fato do futebol estar se tornando moda e sendo visto por outros olhos pelos americanos, junta-se o útil ao agradável, a fome com a vontade de comer. 

Até a próxima!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Com que roupa eu vou?

Brasil x Colômbia na Copa
Exemplo da palidez brasileira
Uma das marcas mais fortes de uma Seleção Nacional sem dúvida alguma é o seu uniforme. Historicamente, esse é o ponto que serve como cartão de visitas em qualquer parte do mundo. O Brasil, por exemplo, ostenta a alcunha de Seleção Canarinho devido à lendária camisa amarela, que é complementada pelo calção azul e meias brancas. E nós sabemos que o seu segundo uniforme é composto pela camisa azul, calção branco e meias azuis.

Brasil x Colômbia no amistoso
Cores mais tradicionais
E por aí vai. Da Laranja Mecânica da Holanda até os Bleus da França, passando até pela Seleccion Vino Tinto da Venezuela, são .essas cores que acompanham as equipes e se tornam sinônimo de paixão nacional. São com essas cores que os aficionados se pintam e as crianças se vestem para jogar inspiradas pelos seus craques.

A então tricampeã também sofreu
Mas ao que parece, a Fifa não gostou muito das combinações clássicas no último Mundial. Vimos um Brasil desfigurado não apenas taticamente, mas também visualmente, quando a combinação camisa amarela, short branco e meias brancas fez parecer uma equipe pálida diante dos adversários em 4 dos 7 jogos. Inclusive na partida de Quartas-de-Final diante da Colômbia, que, aliás, também foi refém da combinação fora do padrão histórico. A prova de que a desfiguração não agradou pôde ser vista no amistoso dessa semana, quando essas equipes entraram em campo da forma como o mundo acostumou a ver. Brasil com seu primeiro uniforme e Colômbia com o uniforme número 2, abrindo a exceção apenas nos meiões.

Argentina: Decime que se siente
sin tu colores
Mas essas mudanças não foram exclusivas dessas duas equipes. Os finalistas Alemanha e Argentina, por exemplo, também sofreram ao longo da competição e deixaram vesgos aqueles queriam a oportunidade de ver nos gramados o desfile de uniformes que tanto marcaram o futebol mundial.

Sinceramente, espero que não seja um desvio permanente, eu sempre gostei dos uniformes que estão nos vídeos e fotos de todas as coletâneas de Copas do Mundo, consagradas por Pelé, Beckenbauer, Maradona, Platini, entre outros tantos nomes que ralaram muito para consagrar aquelas cores. E sem crise de identidade!


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