sexta-feira, 27 de março de 2015

Derruba, Jason Kidd!

Derruba, Jason Kidd!

No início da semana, na segunda-feira, fizemos um post aqui no Resenha homenageando o já aposentado das quadras Jason Kidd, um dos melhores armadores da história da franquia do Nets e um dos mais reconhecidos armadores da história da NBA. Após 19 temporadas, ele "pendurou as chuteiras" em 2012 e logo em seguida, trocou seu uniforme para vestir terno e gravata e ficar à beira da quadra. Hoje estamos aqui pra falar novamente de Jason Kidd, agora no papel de treinador. E o "Derruba, Jason Kidd", onde entra na história? Já já vocês vão entender...

Após apenas 10 dias do anúncio de sua aposentadoria, Kidd já foi contactado e contratado para comandar a equipe na qual atuou por 6 temporadas e meia, o Brooklyn Nets (que chamava New Jersey Nets em sua época como jogador). No entanto, seu início de carreira como treinador aconteceu de forma atribulada. O time havia se reforçado e contratado bastante, mas não se encontrava em quadra. Em uma atitude desesperada, aparece aí o "Derruba, Jason Kidd". No calor (ou desespero) do momento, no final de uma partida contra o Lakers, Kidd ordenou que um de seus jogadores trombasse nele, propositalmente, para que ele derrubasse refrigerante na quadra e atrasasse a partida. O que Kidd não sabia é que as câmeras flagraram tudo. Não tô mentindo, é só dar play no vídeo aí abaixo:


Lambanças e refrigerantes à parte, a campanha do Nets melhorou na temporada. Terminou em 6º lugar na Conferência Leste, com 44 vitórias (após um início muito ruim) e foi para os playoffs. Venceu os Raptors por 4x3, jogando a última partida no Canadá, mas caiu para o Miami Heat por 4x1 nas semifinais de conferência. O ataque era muito bom, mas a defesa deixava a desejar. Logo a defesa, um dos pontos fortes de Jason Kidd como jogador, um dos recordistas em roubos de bola e escolhido por 9 vezes para participar do "All-Defensive NBA Team". Sua defesa foi uma das piores da liga em todos os sentidos (pontos sofridos, fluidez, entrosamento).

E foi aí que Kidd errou novamente. Dizem que ele teria pedido um aumento ao Nets, já que segundo ele teria uma proposta de contrato do Milwaukee Bucks. A direção do Nets não quis pagar pra ver, mas Kidd não estava blefando. Fez a entrevista, passou no crivo dos novos donos do Bucks e virou treinador do Milwaukee pelos próximos anos. Para o Bucks, é uma maneira de revitalizar a franquia. O time demitiu Larry Drew, mas agora tem nos jovens Jabari Parker e no grego Giannis Antetokounmpo, junto com a contratação do armador Michael Carter-Williams, as faces para mudar os rumos de uma franquia que faz muito tempo não consegue uma campanha positiva.

Para Jason Kidd, é a segunda chance na NBA. É um time bom para ser treinado, com muitas peças novas, sem vícios e querendo a mesma coisa que ele, Kidd – desenvolvimento, experiência e muitas vitórias. É um grupo que poderá ser moldado por ele, treinado à exaustão sem problemas físicos dos veteranos e com muita fome para mostrar aos novos donos do Bucks o quão boa poderá ser a nova fase da franquia. Até o momento, tem dado certo e a equipe do Milwaukee está na zona de classificação para os playoffs, mas precisa continuar fazendo sua parte, já que muitas outras equipes ainda continuam próximas e com chances reais de classificação.

Agora resta torcer para que o Bucks tenha a paciência que o Nets não teve. 
E que Jason Kidd entenda o quão importante é esta chance que o Milwaukee está colocando em suas mãos.

Até a próxima!

quinta-feira, 26 de março de 2015

E viva o soccer

Fala galera! O Resenha Esportiva foi inaugurado no dia 15 de julho de 2009, exatamente dois dias depois, no dia 17 de julho, o segundo post da história do blog era sobre a conquista do tetracampeonato mundial de futebol, que naquele dia completava 15 anos.

Quem diria que quase 6 anos depois voltaríamos a falar do futebol, ou melhor, do soccer, sem citar a a conquista brasileira no Rose Bowl?

Pois é.. hoje vamos de MLS, a Major League Soccer, competição de clubes dos Estados Unidos que começa a ganhar proporções nunca antes vistas no país. O soccer passa a ter audiência comparada a grandes eventos esportivos da região, crianças já contam com traves e bolas redondas em suas casas, lugares antes ocupados apenas por cestas de basquete e bolas ovais.

Durante a Copa de 2014 a audiência do evento na Terra do Tio Sam superou os números da NBA, por exemplo, e o presidente Barack Obama teve que lidar com a insatisfação dos americanos que fizeram um abaixo-assinado solicitando feriado em dia de jogo da Seleção dos Estados Unidos na competição.

A maior liga de futebol dos Estados Unidos já é maior de idade e chegou à sua 20ª edição em 2015. Logo nas primeiras partidas o sucesso do torneio já era visto nas arquibancadas. Na estreia do Orlando City, time de Kaká, foram mais de 60 mil pessoas nas arquibancadas, por exemplo. Outros jogos tiveram em torno de 40 mil espectadores, fechando com uma média de quase 25 mil torcedores por partida, uma ótima média para o futebol local. Ano passado por exemplo essa média ficou quase na casa dos 20 mil torcedores por partida.

Ao todo 20 equipes se dividem em duas divisões (leste e oeste) e ao final da fase de classificação seis de cada lado se classificam para os playoffs. As duas primeiras de cada divisão avança direto para as semifinais de conferência, as outras quatro disputam uma preliminar. As equipes avançam em critério de mata-mata, a campeã de cada uma das divisões disputam a decisão da temporada, a MLS Cup. Para 2017 já existe a promessa de mais três franquias na liga, uma de Miami, mais uma em Los Angeles e outra de Atlanta.

Além de Kaká, a MLS já tem contrato firmado com Lampard e David Villa, no New York City, Gerrard e Robbie Keane, no Los Angeles Galaxy, Wright-Phillips, no New York Red Bulls,  Silvestre, no Portland Timbers, e Oba Oba Martins, do Seattle Sounders. Com a aposentadoria de Beckham e de Landon Donovan, e com a saída de Henry, a lacuna para o ídolo do ano está aberta e muitos desses nomes citados podem preenchê-la.

Se você quiser acompanhar e apostar em alguém, os jogos passam para o Brasil na ESPN e no Sportv, basta ficar ligado na programação e aproveitar (a qualidade dos jogos está bem legal esse ano).

No mais, fiquem com algumas informações da temporada e da história da liga.

Conferência Oeste: FC Dallas, Los Angeles Galaxy, Seattle Sounders, Houston Dynamo, San Jose Earthquakes, Vancouver Whitecaps, Portland Timbers, Real Salt Lake, Colorado Rapids e Sporting Kansas City.

Conferência Leste: Orlando City, Columbus Crew, DC United, Toronto FC, Philadelphia Union, New York City, New Yord Red Bulls, Montreal Impact, New England Revolution e Chicago Fire.

Campeões
Los Angeles Galaxy - 5 títulos
DC United - 4 títulos
Houston Dynamo, Sporting Kansas City e San Jose Earthquakes - 2 títulos
Chicago Fire, Colorado Rapids, Real Salt Lake e Columbus Crew - 1 título

Curiosidades
Landon Donovan faturou seis títulos, é o recordista até hoje, ele venceu em 2001 e 2003 com o Earthquakes, depois faturou com o Los Angeles Galaxy em 2005, 2011, 2012 e 2014. É dele também o recorde de gols (144) e assistências (136) na história da MLS.

O ex-goleiro Kevin Hartman, que atuou entre 97 e 2003 por LA Galaxy, Kansas City Wizards (hoje Sporting Kansas City), FC Dallas e New York Red Bulls é o recordista de partidas disputadas, com 416.

Valderrama, Tony Meola e Etcheverry já levaram o troféu de MVP da temporada nos primeiros anos de liga. Além deles estiveram na seleçao do ano o búlgaro Stoichkov, o colombiano Angel, o argentino Guillermo Schelotto, o mexicano Blanco, o sueco Ljunberg e italiano Di Vaio, entre outros grandes nomes.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Perto da perfeição

Fala galera! Na última segunda o Osmar mostrou pra vocês um pouco da carreira de um dos maiores armadores da história da NBA, o californiano Jason Kidd. O hoje treinador (aguardem, vai ter mais da história dele em breve) pode ser considerado um dos jogadores mais completos da história da liga por sua coleção de triple-doubles. Mas será que isso é o mais próximo da perfeição que um atleta profissional já conseguiu chegar?

A resposta é curta e grossa: NÃO!

Durante os quase 70 anos de NBA, já tivemos casos de jogadores que conseguiram alcançar quádruplo-duplos em um mesmo jogo, poucos casos, é verdade, mas eles não são como dente de galinha, eles existem.

Tudo começou em 1974, quando a NBA oficialmente passou a computar os roubos de bola e os tocos. Nesse ano Nate Thurmond, pivô do Chicago Bulls, teve uma atuação arrasadora na estreia da temporada, diante do Atlanta Hawks. A partida também era a primeira do camisa 42 pela equipe que anos mais tarde revelaria Michael Jordan. O jogo terminou 120x115 para os Bulls após uma prorrogação e pela primeira vez na história pudemos registrar um quádruplo-duplo, foram 22 pontos, 14 rebotes, 13 assistências e 12 tocos em 45 minutos em quadra.

Anos mais tarde o ala do San Antonio Spurs, Alvin Robertson, colocaria seu nome na história durante vitória de sua equipe contra o Phoenix Suns. O jogo aconteceu em fevereiro de 1986 e valia pela temporada 85/86 da liga, vencida pelo Boston Celtics. Nesse ano também a NBA premiou pela primeira vez o jogador que mais evoluiu de uma temporada pra outra, e adivinhem quem foi o pioneiro nesse prêmio? Ele mesmo... o camisa 21 dos Spurs. Robertson marcou 20 pontos, pegou 11 rebotes, fez 10 assistências e roubou 10 bolas, sendo até hoje o único da história a completar o quádruplo-duplo com roubadas ao invés de tocos.

Em 1990 outro pivô voltava a passar perto da perfeição. O nigeriano naturalizado norte-americano Hakeem Olajuwon terminou a partida em que seu Houston Rockets venceu o Milwaukee Bucks por 120 x 94. Vestindo a camisa 34 do time vermelho, Hakeem anotou 18 pontos, pegou 16 rebotes, deu 10 assistências e ainda bloqueou seus adversários em 11 ocasiões.

Encerrando a lista temos o “almirante” David Robinson, que em 17 de fevereiro de 1994 marcou 34 pontos, fez 10 assistências, deu 10 tocos e também 10 rebotes na vitória do seu San Antonio Spurs por 115x96 contra o Detroit Pistons. Os Spurs também se tornou o primeiro e único time a ter dois jogadores nessa lista.

De lá pra cá já são mais de 21 anos e muitos nomes flertaram com o feito, o mais recente é Anthony Davis, do New Orleans Pelicans. Em jogo realizado no último dia 15 de março contra o Denver Nuggets, o “monocelha” marcou 36 pontos, pegou 14 rebotes, deu 7 assistências e deu 9 tocos, muito perto de entrar para a difícil lista.

Muitos grandes jogadores tentaram, poucos conseguiram, mas a história está aí para ser recontada. Em quem vocês apostam para ser o 5º desse restrito hall? Deixem nos comentários!

Fui!

terça-feira, 24 de março de 2015

Circo maluco

Fala galera! Voltamos hoje com a nossa já conhecida Galeria Januário de Oliveira. Durante o fim de semana de estreia da Fórmula 1, eu que curto muito as corridas e faço um bolão com os amigos, sempre procuro me informar sobre o que está rolando com os pilotos e equipes.

E tal qual muitos dos nossos leitores, alguns sites servem como referência para o assunto. Podemos citar o Grande Prêmio, o Uol, o Terra e também a Globo.na quinta-feira, durante o primeiro treino livre da temporada, fui ao site da família Marinho, logo na página inicial já dava pra perceber um erro, provavelmente de digitação (quero acreditar nisso), mas de toda forma resolvi "printar", mas tinha dúvidas se usaria no blog, já que era muito pouco pra virar notícia, era só um "Saube".

Só que no domingo, acessando o mesmo site para ler as notícias do "pós-corrida", a sequencia de erros foi tão grande que não me restou outra coisa a não ser um post com todos eles.

Na matéria que comentava sobre o feito de Felipe Nasr, que terminou na 5ª colocação, não só conseguimos perceber vários erros de data, erros como o de Senna correndo em 1974, quando ainda tinha 14 anos e nem havia se mudado pra Europa ainda, ou de Nano da Silva Ramos, franco-brasileiro que disputou as temporadas de 1955 e 1956, sendo oitavo GP da Holanda de 1995, quando já tinha seus 70 anos. Aliás... esse GP não faz parte do calendário desde a temporada de 1985.


Pra encerrar os tempos da prova, talvez uma informação que poucos prestam a atenção, mas se notarem com cuidado vão perceber que de Sebastian Vettel até Jenson Button os números são inconsistentes. É impossível (salvo uma punição qualquer) que o 5º colocado tenha um tempo superior aos 6 pilotos seguintes. também não dá pra imaginar que o 3º faça um tempo maior que o 6º.

No fim a culpa vai recair sobre o estagiário (sempre ele), mas a verdade é que a Globo pisou na bola feio com esses erros.

Só restou a Januário de Oliveira gritar: oooo Globo, para com isso!! Assim fica difícil!! Isso foi sinistro, muito sinistro!!!

Fui!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Chuta, Jason Kidd

"Chuta, Jason Kidd".

Está aí uma frase recém imortalizada na voz do narrador da ESPN, Everaldo Marques, ao narrar os jogos do armador Jason Kidd. Nascido em 1973, hoje com 41 anos, Jason Kidd foi com certeza um dos melhores armadores que já passaram pela liga. Iniciou sua carreira na temporada de 1994, onde foi draftado pelo Dallas Mavericks na 2ª escolha. Inconfundível em quadra, matinha sua careca sempre à mostra.

Em sua carreira como jogador, Kidd passou por 4 franquias da NBA. Após ser draftado, jogou pelo Mavericks de 1994 a 1996. Na sua primeira temporada, fez chover em um time que vinha de temporadas terríveis. Na segunda temporada, nem tanto. Conflitos internos ainda contribuíram para que ele fosse trocado, e acabou sendo negociado com o Phoenix Suns. De 1996 a 2001, o armador carequinha liderou a equipe do Suns e teve a chance de jogar o primeiro playoff de sua carreira, e, 1997.

Em 2001 foi para o New Jersey Nets, atual Brooklyn Nets. Foi lá, com certeza, que Kidd viveu os melhores anos de sua carreira. Já na sua temporada de estreia, em 2001, foi eleito o segundo jogador mais valioso (MVP) da temporada, ficando atrás do lendário Tim Duncan. Transformou a equipe do Nets de um mero coadjuvante para um dos candidatos ao título. Passou pelo Pacers de Reggie Miller, pelo Hornets e também pelo tradicional Celtics de Paul Pierce, na final da conferência Leste. Foi a primeira final de Jason Kidd, e também a primeira do Nets. Na final da NBA, perdeu para o Lakers, que contava com a dupla dinâmica Kobe Bryant e Shaquille O'Neal. Em 2003, o Nets repetiu a dose e chegou até a final novamente, sendo derrotado desta vez pelo Spurs.

De volta ao Mavericks, Jason Kidd já estava se preparando para se despedir da NBA sem o (merecido) anel do título. Mas sua redenção veio na temporada 2010/2011. Kidd levou o Mavs até a 3ª posição na temporada regular. Nos playoffs, deixaram pra trás Portland Trailblazers, Los Angeles Lakers (sim, do mesmo Kobe Bryant, em uma lava por 4-0) e Oklahoma City Thunder da dupla Kevin Durant e Westbrook. Chegou, novamente, à grande final, contra o badalado time do Miami Heat, que contava com um Big 3 de respeito: Dwayne Wade + Lebron James + Chris Bosh. Com um resultado final de 4 a 2 - com destaque para a distribuição de jogo de Jason Kidd e para a pontaria estupenda do alemão Dirk Nowitzki - os Mavs ganharam seu único título da NBA. Foi também o único título de Kidd, jogador mais velho a jogar como titular em uma final e ser campeão.


Em 2012, se transferiu para a franquia do New York Knicks, onde fez sua última temporada antes de anunciar aposentadoria, após 19 temporadas. Em 2013, o Nets retirou e imortalizou a camisa nº 5, sempre utilizada por Jason Kidd. Sua passagem pela franquia com certeza foi decisiva para uma incrível reviravolta. Em suas 6 temporadas e meia por lá, além de fazer com que seus companheiros de time jogassem melhor, atingiu incríveis marcas de 14,6 pontos/partida, 9,1 assistência/partida e 7,2 rebotes/partida. Além disso, foi escolhido para participar do All-Star Games por 5 vezes, fez parte do All-NBA Team por 3 vezes e do All-Defensive Team por 6 vezes. É o líder de todos os tempos do Nets em assistências (4.620), roubadas de bola (950) e "triple-doubles" (61). É claro que também teve presença na seleção norte-americana, onde conquistou dois ouros olímpicos (Sydney 2000 e Pequim 2008).

Mas sua carreira não se restringe ao que fez no Nets. Ao longo de seus 19 anos na NBA, Jason Kidd teve médias de 12,6 pontos, 8,7 assistências, 6,3 rebotes e 1,93 roubo por partida.

Veja o cartel e as conquistas do "caçador de triplo duplo":

  • 1 título da NBA pelo Mavericks (2011)
  • 10 participações no All Star Game
  • 6 participações no All-NBA Team
  • 9 participações no All-Defensive Team
  • Melhor calouro em 1995
  • 5 vezes líder de assistências da NBA
  • 1 vez líder de roubos de bola
  • Único da NBA a ter pelo menos 15 mil pontos, 7 mil rebotes e 10 mil assistências na carreira.
  • Único a ter 7 temporadas com mais de 700 assitências e mais de 500 rebotes.
  • 2º jogador com mais assistências da NBA - 12.091
  • 2º jogador com mais roubos de bola da NBA - 2.684
  • 3º jogador com mais triplo-duplos da NBA
  • 3º jogador que mais acertou arremessos de 3 pontos

Abaixo, deixo um vídeo com uma compilação de 10 das grandes jogadas que um dos melhores armadores da história da Liga nos presenteou:



Ficará sempre uma saudade daquela carequinha, vestido com a nº 5 (em quase toda a sua carreira) e com muita agilizade e inteligência para atacar o garrafão.

"Chuta, Jason Kidd".

sábado, 21 de março de 2015

De falta em falta o Flamengo vence o Vasco

Fala galera! Como expliquei ontem, tivemos o texto do Bruno Guedes falando sobre alguns jogos entre Flamengo e Vasco, alguns que o marcaram. Hoje é a vez de um mulambo contar o seu lado da história, se é que o delegado vai me ouvir sem a presença de um advogado...

Vamos lá! Chegou a hora!

"Acho que todo bom flamenguista quando fala de Flamengo e Vasco vai direto ao gol do tri, o gol de Petkovic em 2001. É justo. Mas pra falar desse gol e da importância dele preciso voltar a 1999, na decisão do mesmo Campeonato Carioca.

O Vasco defendia o título e contava com um elenco de dar inveja com Mauro Galvão, Felipe, Ramon, Edmundo, Juninho Pernambucano e Donizete. O Flamengo vivia uma fase em que seu torcedor sentia a falta de um título importante, que não vinha desde 96, e também as conquistas do seu maior rival, que jorravam na torneira. O estadual era um pingo de esperança.

No primeiro jogo tudo igual, 1x1. O empate era do Vasco na segunda partida por ter a melhor campanha do campeonato. Essa foi a primeira vez na minha vida que juntei com amigos para fazer um churrasco e assistir a partida. No segundo tempo, aos 31, quando tudo parecia perdido, Rodrigo Mendes bate uma falta no cantinho e leva o troféu pra Gávea. Gol histórico!

Veio 2000 e novamente o Vasco era favorito, mas logo na primeira partida o Fla definiu pra onde a taça iria. Um 3x0 de respeito que praticamente impediu uma reviravolta no segundo jogo. Depois Tuta e Reinaldo garantiram o 2x1 e o bicampeonato, o grito de "vice de novo" começava a ecoar no Maracanã.

Mas 2001 começou do mesmo jeito que os anos anteriores, dessa vez com o Vasco imbatível e campeão brasileiro. Um time que tinha Euller, Viola, Juninho, Pedrinho e Helton e ainda tinha vencido a primeira partida por 2x1, ou seja, uma derrota pelo mesmo resultado acabaria com a zoação rubro-negra e daria a Eurico Miranda a glória.

Só que Flamengo e Vasco não tem favorito, não tem vencedor de véspera e tudo podia acontecer...

Lembro que resolvi ficar em casa, meus pais foram dormir, a tensão era grande, eu com meus 18 anos e minha irmã com 13 ficamos na sala vendo o jogo. Um copo do Coca-Cola a cada 10 minutos e o tempo passava muito rápido. Edilson fez de pênalti, só faltava um gol! Mas no finalzinho do primeiro tempo o Vasco empatou com Juninho Paulista, um banho de água fria pro segundo tempo. Era um ano jogado em 45 minutos.

A sorte é que logo no início o camisa 10 da Gávea, Petkovic, Pet para os íntimos e Pé de Couve para os rivais, fez linda jogada pela esquerda e deixou na cabeça do seu maior desafeto, o artilheiro daquele campeonato, o "capetinha" Edilson, era gol, era 2x1, mais uma vez bastava um gol.

O Vasco se aproveitava do contra-ataque com muita qualidade, as chances mais perigosas eram deles, dificilmente o Flamengo levaria esse título, mas flamenguista é bicho safado, é mulambo, não desiste nunca, e eu fiz o mesmo. Depois de receber uma ligação do meu amigo vascaíno Paulo Rogério, que já estava em êxtase comemorando o título do cruz-maltino, resolvi que dali em diante jogaria todas as energias possíveis para o Maracanã, dali em diante não tomaria mais Coca, água, nada, era só torcer.

Peguei a mesinha de centro da sala, coloquei na frente da televisão, peguei o telefone e puxei para o meu lado, sentei na mesa, e os últimos 20 minutos era ali que eu ficaria. Nesse meio tempo Beto, o cachaça, saiu do time, ele era uma das principais peças da engrenagem rubro-negra, além de jogador com bom potencial de chutes de longa distância.

O final se aproximava, mas a minha esperança não estava nem perto de acabar (quem viu Flamengo x Santo André comigo em 2004 sabe do que eu estou falando). 42 minutos, uma joga despretensiosa termina em falta para o Flamengo do lado direito do campo, uma distância significativamente grande para os jogadores que estavam em campo. Como falei, Beto tinha saído, não restavam muitas alternativas. O óbvio era que Petkovic colocasse a bola na área pra ver o que ia dar, mas não... o sérvio ajeitou, azeitou, amaciou, a torcida se inflamou, braços e mãos vibrando na arquibancada, a cena de Alessandro, que havia sido substituído por Maurinho, sentado no banco apreensivo é exatamente a melhor imagem desse momento, seja para flamenguistas, seja para vascaínos.

O juiz apita, o camisa 10 corre pra bola e chuta, a bola ruma pra fora, mesmo assim Helton salta em sua direção, mas o efeito que a pelota pega é impressionante e ela vai em direção ao ângulo, o único lugar impossível para o ótimo goleiro de São Januário. A bola entra, é gol, é tri...


Daí pra frente tudo acabou, telefone foi pra um canto, mesa pro outro, eu corria e pulava na sala (soquei a parede dezenas de vezes), de repente tive que procurar o telefone que já não sabia mais onde estava, afinal, agora era minha vez de ligar para o Paulo, e lembro perfeitamente da conversa (não, ele não atendeu o telefone). Liguei e seu irmão, tricolor, atendeu, eu pedi para chamá-lo, mas óbvio o recado era "ele não está em casa). Mas como falei, flamenguista é mulambo, não desiste nunca, com o apito final a primeira coisa que fiz foi correr até sua casa e pra minha surpresa ele realmente não estava... não estava normal... estava deitado escondido embaixo da cama, ali Petkovic entrava pra história, naquele exato momento eu consegui entender o que significava esse título para o lado rubro-negro do clássico, e dali pra frente eu nunca mais recebi uma ligação do Paulo antes do jogo terminar.

Dele não, mas recebi de outros em 2014, mas isso fica pra um próximo dia."

Por hoje é só! Bom clássico para todos, que vença o melhor e que a alegria e a zoação prevaleça após a partida, sem violência, tudo na base da amizade e do companheirismo, e é essa a mensagem final do Resenha Esportiva.

Mais uma vez agradeço ao Bruno pela ótima história de ontem. Valeu galera!

Fui!

sexta-feira, 20 de março de 2015

Reizinho explode Maraca e cala bar petropolitano

Fala galera! Nessa semana de clássicos pelo mundo um deles tem um destaque especial na minha agenda. No domingo, com início marcado para 18:30, no Maracanã, teremos mais o Flamengo e Vasco de número 387. Ao todo foram 144 vitórias rubro-negras, 131 vascaínas, e temos 111 empates. O Fla marcou 508 gols, o Vasco fez 491, o próximo gol que sair será o milésimo da história do Clássico dos Milhões.

Para comemorar esse possível feito convidei o jornalista da Agência Efe, autor do blog Quatro Linhas e colaborador dos sites ESPN FC e Esporte Fino, o vascaíno Bruno Guedes, para contar um pouco da sua história nesse clássico, seus momentos marcantes. Mas como tudo que acontece no Resenha Esportiva, o outro lado também terá sua vez, e dessa forma eu estarei representando o Mengão.

Hoje é a vez do vice, quer dizer, do Vasco, e amanhã tem o meu texto para o lado rubro-negro da história! Aproveitem, comentem, e se divirtam, ah... e nada de revolta com as piadas ou histórias, futebol é alegria, é diversão, é zoação, menos seriedade nas arquibancadas e nos bares, e mais cobranças com os nossos dirigentes!

Vai daí Bruno!!!


"Edmundo recebeu, chamou a zaga para dançar e bateu cruzado, decretando placar de 4 a 1, pela fase semifinal do Brasileirão de 1997. Só vi pela TV aquele gol, pois antes estava em quadra pelo Petropolitano de futsal infantil, ganhando do Palmeira com a camisa do Coronel Veiga. Passados 14 anos, veio a primeira ida ao clássico, no empate que em que a torcida aplaudiu o time de pé, na rodada final do BR-11. Espetaculares Vasco x Flamengo, mas nenhum o meu maior.

Estávamos em 3 de outubro de 1999, em um Brasileirão com 22 equipes se enfrentando em turno único, com os oito melhores avançando rumo as fases mata-mata. O time da Gávea era vice-líder com 25 pontos, atrás apenas do Corinthians, que acabaria levantando a taça. O Gigante da Colina, tendo disputado um jogo a menos - velhos tempos de rodadas bagunçadas, você lembra? -, estava três pontos e duas posições abaixo.

O dia era chuvoso no Rio e em Petrópolis, onde vivia. Ainda assim, não faltavam atrativos para grudar o olho na TV e acompanhar o clássico. No campo, Edmundo estava no lado cruz-maltino e Romário no rubro-negro. Ex-amigos, então desafetos, mas acima de tudo dois cracaços. Talvez a grande maioria das 82.069 pessoas que estiveram naquela tarde no Maracanã, o fizeram pela presença dos dois craques em campo.

Eu não estava no Velho Maior do Mundo, e nem tinha na minha casa a emissora que transmitia a partida. Parti para um bar, no bairro de Cascatinha, bem longe de onde morava - nem lembro o motivo da escolha. Estava com alguns amigos habituais de torcida cruz-maltina. O número exato eu não me lembro, mas éramos um cinco, inicialmente no estabelecimento vazio.

Poucos minutos antes de a bola rolar, tínhamos companhia no espaçoso ambiente. Só que ao nosso redor, só se via vermelho e preto. Éramos os únicos vascaínos ali. Se no gramado o jogo era pegado, truncado e equilibrado, ali perdíamos de goleada. Sem qualquer tipo de agressão, diga-se de passagem, só as boas e velhas provocações.

Já no segundo tempo, Athirson fez o passe e Romário balançou as redes de Carlos Germano. Explosão no Maraca, explosão no bar petropolitano. A euforia foi tanta que ninguém percebeu a arbitragem comandada por Cláudio Vinícius Cerdeira anular o lance. No jogo, placar em branco, na cabeça dos flamenguistas ali presentes, 1 a 0, até porque, à distância, ninguém conseguia ler com clareza os caracteres da transmissão.

Aos 40 minutos da etapa final, Donizete cruzou na área e Juninho Pernambucano fuzilou, marcando o primeiro gol, de fato, da partida. No peito, muita emoção, no semblante, tranquilidade. Não parecia sensato demonstrar alegria pelo lance. Pouco depois, o Reizinho acertou a trave, tirando o fôlego dos muitos flamenguistas e dos poucos vascaínos no local.



Veio o apito final, com imediata aproximação de um rival:

- Valeu vascaíno, foi um bom empate.

- Não, não. Nós ganhamos, o gol de vocês não valeu. O juiz anulou.

Nesse dia, comemorei vitória timidamente e ainda fui responsável por avisar a um bar lotado de flamenguistas que o time deles havia perdido um clássico para o meu. Como diria o famoso narrador: haja coração, amigo!"

Bruno Guedes

quinta-feira, 19 de março de 2015

Compra-se grama

Fala galera! Visando uma melhor segurança e o conforto dos torcedores, de uns anos pra cá algumas regras foram instituídas na hora de fazer a liberação dos estádios para eventos esportivos. Hoje são necessários vários laudos do corpo de bombeiros, polícia, até mesmo de engenheiros responsáveis pela estrutura do estádio. Também precisa de um plano de fuga em caso de problemas assim como um projeto de fluxo de trânsito na região. Sem essa documentação, só jogos sem a presença de torcida.

Tudo isso é válido, as vezes há um excesso, é verdade, mas realmente visa privilegiar o espectador. Porém temos que admitir que mesmo com todos esses laudos ainda temos muitos problemas, com o trânsito então nem se fala, é um caos na maioria dos estádios, e nada disso garante um espetáculo de qualidade.

Prova disso é que um fator preponderante não está nos critérios de avaliação das praças, talvez um que deveria ser o principal, o primeiro da lista, e que é totalmente ignorado: a qualidade do gramado.

De que adianta ter a certeza que o trânsito fluirá com tranquilidade, que a cadeira é acolchoada, que o hot dog vem com catchup, que a cobertura não vai cair, se na hora que o jogo começa a bola não rola?

E assim está sendo em muitos dos campeonatos estaduais pelo país, basta ligar a tv ou abrir os sites, os buracos parece ser uma exigência nos jogos. Com isso, além de uma partida de qualidade duvidosa, o planejamento de toda uma equipe pode ser ir por água abaixo caso um dos seus principais jogadores se machuque.

Não que um gramado de qualidade obrigatoriamente impediria as lesões, mas com certeza diminuiria demasiadamente o risco.

E ainda nos perguntam porque levamos de 7 na Copa... taí uma das explicações...

Fui!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Será que vai?

O centro do mundo da bola ainda é a Europa. Os chineses, indianos e árabes têm a possibilidade do investimento alto, mas falta muito para a qualidade aumentar de fato por lá. A grandeza, a história e o próprio futebol apresentado pelos europeus ainda está separado por um abismo com relação aos emergentes no esporte.

O protagonismo de jogadores brasileiros por lá já foi colocado em xeque nessa mesma coluna, e ao terem ocupado o banco dos réus, alguns brasileiros/europeus se safaram por serem protagonistas dentro de um sistema ou por jogarem em um time sem uma referência absoluta. Pois bem, dentre os citados acima, cinco se enfrentaram pela maior competição de clubes do mundo na última semana, e dois deles começaram a dar sinais de que a carga de confiança a ser depositada em ambos pode ser suportada num futuro próximo.

Londres, Stramford Bridge. O estádio pintado de azul estava prontinho para receber um jogão entre Chelsea-ING e Paris Saint-Germain-FRA. Entretanto, o primeiro tempo de jogo não entregou aos torcedores o principal do “pacote”: futebol. E ainda por cima o juizão holandês estava tão perdido que me lembrou bastante a arbitragem brasileira.

O primeiro jogo havia terminado num empate em 1x1, mas exercia uma vitória de goleada sobre o jogo da volta até então. Os blues tinham a vantagem e os franceses tinham um a menos, pois o “dono” do time, Zlatan Ibrahimovic, entrou firme demais numa divida na intermediária ofensiva (pelo menos na opinião do homem do apito).

No campo – de batalha – os franceses davam a entender que iriam recuar, desistindo mais uma vez do sonho de ser “grande” perante os outros tantos gingantes europeus. E tal prognóstico pareceu ainda mais acertado quando o soldado, ou melhor, quando o zagueiro inglês “fuzilou” a base defendida pelo italiano Sirigu. Um balasso que abria um abismo de vantagem para o Chelsea.

Nessas horas aparecem heróis. Mas nesse caso apareceram vilões, tidos por muito como mercenários, guerreiros incapazes de “engolir o choro”. Dois deles, fracos, perderam uma épica batalha por uma vantagem de sete para um. Eis que um deles, que já defendera as cores do inimigo, foi para a frente ofensiva, voou por sobre as barreiras adversárias e desferiu um golpe que prolongaria aquela batalha.

Já nos momentos finais do embate, o companheiro do primeiro artilheiro, ao tentar defender, abriu espaço para o inimigo. Uma oportunidade clara de ferir os franceses que não foi desperdiçada. O artilheiro de elite belga poderia ter definido tudo ali. Mas o defensor ruim, o “chorão”, estava calejado, ostentava um olho roxo e um desaforo do tamanho do mundo na garganta. Subiu, “voou” e decidiu o confronto.

A história dos fracotes, covardes, jogadores do 7x1 o mundo conhece. O que nós brasileiros esperamos é que uma nova história tenha comaçado a ser escrita em Londres. Dois dos melhores brasileiros nos esporte voltaram a ser decisivos. Que a armadura mais vitoriosa do mundo volte a ser temida.

Pedro Henrique Rezende

terça-feira, 17 de março de 2015

Do Rio a Manaus, não há nada igual

Fala galera! O nosso título não está errado e nem foi feito por um estagiário fã do Tim Maia, foi o próprio autor do post e do blog que escreveu. É que ontem foi anunciado oficialmente que Manaus será uma das sedes do futebol nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016.

Pois é isso mesmo, como o futebol precisa de um tempo maior que as outras modalidades para ser realizado e além disso temos a qualidade da grama que é essencial, é totalmente necessário que os jogos aconteçam em outras cidades.

Em 2016 teremos, além de Manuas, partidas no Maracanã e no Engenhão, que ficam no próprio Rio de Janeiro, no Itaquerão (São Paulo), no Mineirão (Belo Horizonte), no Mané Garrincha (Brasília) e na Fonte Nova (Salvador).

Até aí nada de anormal, são bons estádios e completamente capazes de sediarem uma boa partida para o torcedor. O problema reside no fato de que Manaus fica a mais de 4 mil quilômetros do Rio de Janeiro, a sede principal dos jogos...

Minha crítica não é quanto ao belo estádio que sediou alguns jogos da Copa do Mundo de 2014, muito menos com o povo dessa região, a crítica se dá porque com tantas opções mais próximas, fica evidente (mais) uma decisão política da CBF.

Dou alguns exemplos inclusive de estádios que poderiam estar na rota dos jogos de 2016.

Arena da Baixada (Curitiba - 675 km)
Arena do Grêmio ou Beira Rio (Porto Alegre - 1500 km)
Independência (Belo Horizonte - 340 km)
Allianz Arena, o fantástico estádio do Palmeiras (São Paulo - 350 km).

Pra não dizerem que só peguei exemplos do Sul do país, podemos acrescentar:
Arena Pantanal (Cuiabá - 1600 km)
Serra Dourada (Goiânia - 940 km)
Castelão (Fortaleza - 2200 km)
Arena das Dunas (Natal - 2100 km).

A covardia com os elencos das seleções extrapolou os limites dessa vez, e volto na pergunta (que farei outras vezes durante a semana): por que levamos de 7 na Copa?

Taí uma das explicações...

Fui!

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