quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A última Liga

Fala galera! No início dessa semana, Gilvan de Pinho Tavares, presidente do Cruzeiro e da Primeira Liga, disse que a tendência é de que em 2018, a competição sofra um ajuste, diminuindo de tamanho e virando uma “Flórida Cup Brasileira”, ou seja, passará a ser um torneio de pré-temporada.

O que antes era considerado o embrião de uma liga nacional de clubes, já nasceu com problemas graves, clubes que deveriam compor não comparam a ideia, preferiram se aliar às federações estaduais em troca de privilégios. Federações, essas, que boicotaram o torneio, transformando-o em algo praticamente clandestino.

No segundo ano, mais uma penca de problemas. Coxa e Furacão pulam fora por não aceitarem a divisão das cotas de TV – entendam como pirraça – e os times que deveriam investir na competição, começam a poupar os jogadores para que usem força máxima nos estaduais, aqueles mesmos estaduais que segundo eles não valiam nada e deveriam acabar.

Com isso tudo, a única solução é transformá-la mesmo em um torneio de pré-temporada, mas com o advento da “Copa Mickey”, duvido muito que os times optem por jogar no Brasil nessa época do ano, e com isso, a edição 2017 da Primeira Liga, pode ser que seja a última.

Fui!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

NBA de Ouro

Fala galera! Quem aí curtiu o All Star Weekend da NBA? Por lá passaram os maiores astros da liga, muitos deles estiveram no Brasil em 2016 disputando os Jogos Olímpicos, que talvez seja a maior competição do basquete de seleções, acredito que a importância dela para o esporte seja equiparada ao que a Copa do Mundo representa para o futebol...

E quando falamos de Copa, sempre tem aquela zoação de torcedores, um falando que o Brasil foi campeão com o jogador do time dele, o outro falando que o time dele teve mais jogador convocado pra Seleção Canarinho... e quando o assunto é Seleção Norte-Americana de Basquete? Qual time teve mais jogadores faturando o ouro olímpico?

Pra início de conversa, vamos desconsiderar as edições anteriores a 1992, quando não eram permitidos atletas da NBA disputando competições FIBA, já que os mesmos eram considerados profissionais, enquanto que os demais eram “amadores”.

E tudo tem início com o Dream Team formado por Michael Jordan, Larry Bird e Magic Johnson, o melhor time da história do basquete mundial de todos os tempos, sem dúvida alguma. Naquela seleção, os 12 jogadores defendiam 10 equipes diferentes, sendo que Christian Laettner, de apenas 22 anos, foi convocado ainda como jogador universitário, atuando em Duke, que já era treinada por Mike Krzyewski, o Coach K, assistente técnico de Chuck Daly na seleção nacional. Naquele ano apenas Utah Jazz e Chicago Bulls levaram mais de um jogador, as demais equipes contribuíram com apenas um atleta.

Além do ouro indiscutível daquele ano, os Estados Unidos faturaram também em 1996, 2000, 2008, 2012 e 2016, não vencendo apenas em 2004, quando a equipe fez uma péssima campanha, perdendo pra Porto Rico e Lituânia na primeira fase, e caindo diante da Argentina de Manu Ginobili - o único jogador da NBA a faturar o ouro na Grécia, quando já atuava pelo San Antonio Spurs – na semi final, ficando apenas com o bronze.

Nesses seis títulos conquistados foram 72 jogadores convocados – considerando uma convocação para cada ano, independente do jogador ter sido convocado em outra ocasião – de 29 equipes diferentes (incluindo Duke).

Entre os jogadores, Carmelo Anthony é o mais vitorioso, com três ouros (2008, 2012 e 2016), além do bronze de 2004 no peito, somando quatro participações olímpicas. Tim Duncan, um dos grandes nomes recentes da NBA, fica na contramão dessa história, tendo disputado apenas uma edição dos jogos, exatamente a de 2004, e por isso não chegou ao lugar mais alto do pódio.

Outra curiosidade, apenas duas equipes tiveram três jogadores convocados para uma mesma edição olímpica. Em 2012 o Oklahoma City Thunder cedeu Russell Westbrook, Kevin Durant e James Harden para o selecionado, e no ano passado o então campeão, Golden State Warriors, contribuiu com Klay Thompson, Draymond Green e Harrison Barnes.

No computo geral, o Utah Jazz é a equipe com mais jogadores campeões, totalizando seis medalhas de ouro. Logo atrás vem o New York Knicks com cinco, seguido de Miami Heat, Chicago Bulls, Golden State Warriors, Oklahoma City Thunder e Toronto Raptors.

Confiram agora a relação de todas as equipes e todos os jogadores campeões:

6 ouros
Utah Jazz – Karl Malone (1992 e 1996), John Stockton (1992 e 1996), Carlos Boozer (2008) e Deron Williams (2008)

5 ouros
New York Knicks – Patrick Ewing (1992), Allan Houston (2000), Tyson Chandler (2012) e Carmelo Anthony (2012 e 2016)

4 ouros
Chicago Bulls – Michael Jordan (1992), Scott Pipen (1992 e 1996) e Jimmy Butler (2016)
Golden State Warriors – Chris Mullin (1992), Klay Thompson (2016), Draymond Green (2016) e Harrison Barnes (2016)
Miami Heat – Alonzo Mourning (2000), Tim Hardaway (2000), Dwayne Wade (2008) e Lebron James (2012)
Oklahoma City Thunder – Kevin Durant (2012 e 2016), Russell Westbrook (2012) e James Harden (2012)
Toronto Raptors – Vince Carter (2000), Chris Bosh (2008), Kyle Lowry (2016) e DeMar DeRozan (2016)

3 ouros
Los Angeles Lakers – Magic Johnson (1992), Kobe Bryant (2008 e 2012)
Orlando Magic – Shaquille O´Neal (1996), Penny Hardaway (1996) e Dwight Howard (2008)
Phoenix Suns – Charles Barkley (1992 e 1996) e Jason Kidd (2000)
Seattle Supersonics – Gary Payton (1996 e 2000) e Vin Baker (2000)

2 ouros
Cleveland Cavaliers – Lebron James (2008) e Kyrie Irving (2016)
Denver Nuggets – Antonio McDyess (2000) e Carmelo Anthony (2008)
Detroit Pistons – Grant Hill (1996) e Tayshaun Prince (2008)
Indiana Pacers – Reggie Miller (1996) e Paul George (2016)
Los Angeles Clippers – Chris Paul (2012) e DeAndre Jordan (2016)
Milwaukee Bucks – Ray Allen (2000) e Michael Redd (2008)
Minnesota Timberwolves – Kevin Garnett (2000) e Kevin Love (2012)
New Orleans Hornets – Chris Paul (2008) e Anthony Davis (2012)
Portland Trail Blazers – Clyde Drexler (1992) e Steve Smith (2000)
Sacramento Kings – Mitch Richmond (1996) e DeMarcus Cousins (2016)
San Antonio Spurs* – David Robinson (1992 e 1996)
* Manu Ginobili foi medalha de ouro em 2004 pela Argentina

1 ouro
Boston Celtics – Larry Bird (1992)
Brooklyn Nets – Deron Williams (2012)
Dallas Mavericks – Jason Kidd (2008)
Houston Rockets – Hakeem Olajuwon (1996)
Philadelphia 76ers – Andre Iguodala (2012)
Vancouver Grizzlies – Shareef Abdur-Rahim (2000)
Duke Blue Devils – Christian Laettner (1992)

Luiz Paulo Knop

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O melhor sexto homem

Fala galera! Desde que o prêmio de Melhor Sexto Homem da NBA - o melhor reserva do ano - foi criado, na temporada 82-83, 29 jogadores já foram premiados, entre eles jogadores que se tornariam estrelas anos depois.

O alemão Detlef Schrempf, por exemplo, foi bicampeão do prêmio em 91/92, quando atuava pelo Indiana Pacers, e depois fez muito sucesso no Seattle Supersonics, onde foi vice campeão da liga. Dell Curry, pai de Stephen Curry, recebeu a honraria em 94, quando ajudou o Charlotte Hornets a brigar por uma vaga nos playoffs, vaga essa que foi perdida apenas na última rodada, para o Miami Heat.

Toni Kukoc, Manu Ginobili, Antawn Jamison e Lamar Odom também já faturaram o prêmio, assim como o brasileiro Leandrinho, considerado o melhor reserva na temporada 2006-2007, quando o Phoenix Suns chegou nas semi finais de conferência.

Nos últimos anos um tal de James Harden, mais conhecido como Barba, faturou o troféu, ainda defendendo o Oklahoma City Thunder, e todos sabem no que ele se transformou depois disso...


Mas "o cara" desse prêmio mesmo se chama Jamal Crawford, o único na história a conquistá-lo por três vezes.

Em 2010, atuando pelo Atlanta Hawks, ele levou a franquia aos playoffs na 3ª colocação do Leste. Atuou 31 minutos por jogo, mas não começou jogando nenhuma partida. Teve média de 18 pontos por partida.

Em 2014 e 2016 ele voltou a ser eleito melhor sexto homem, em ambas atuando pelo Los Angeles Clippers, equipe que defende até hoje.

Confiram abaixo a relação de todos os vencedores do prêmio:

1982-83 - Bobby Jones - Philadelphia 76ers
1983-84 - Kevin McHale - Boston Celtics
1984-85 - Kevin McHale - Boston Celtics
1985-86 - Bill Walton - Boston Celtics
1986-87 - Ricky Pierce - Milwaukee Bucks
1987-88 - Roy Tarpley - Dallas Mavericks
1988-89 - Eddie Johnson - Phoenix Suns
1989-90 - Ricky Pierce - Milwaukee Bucks
1990-91 - Detlef Schrempf - Indiana Pacers
1991-92 - Detlef Schrempf - Indiana Pacers
1992-93 - Clifford Robinson - Portland Trail Blazers
1993-94 - Dell Curry - Charlotte Hornets
1994-95 - Anthony Mason - New York Knicks
1995-96 - Toni Kukoc - Chicago Bulls
1996-97 - John Starks - New York Knicks
1997-98 - Danny Manning - Phoenix Suns
1998-99 - Darrel Armstrong - Orlando Magic
1999-00 - Rodney Rogers - Phoenix Suns
2000-01 - Aaron McKie - Philadelphia 76ers
2001-02 - Corliss Williamson - Detroir Pistons
2002-03 - Bobby Jackson - Sacramento Kings
2003-04 - Antawn Jamison - Dallas Mavericks
2004-05 - Ben Gordon - Chicago Bulls
2005-06 - Mike Miller - Memphis Grizzlies
2006-07 - Leandrinho - Phoenix Suns (foto)
2007-08 - Manu Ginobili - San Antonio Spurs
2008-09 - Jason Terry - Dallas Mavericks
2009-10 - Jamal Crawford - Atlanta Hawks
2010-11 - Lamar Odom - Los Angeles Lakers
2011-12 - James Harden - Oklahoma City Thunder
2012-13 - J.R. Smith - New York Knicks
2013-14 - Jamal Crawford - Los Angeles Clippers
2014-15 - Lou Williams - Toronto Raptors
2015-16 - Jamal Crawford - Los Angeles Clippers (foto)
2016-17 - ???

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Top 5 - Camisas diferentes na NBA

Fala galera! Outro dia em um grupo de amigos estávamos falando sobre as camisas de manga da NBA, e não soubemos definir se achamos feias porque não estamos acostumados ou porque realmente são feias. Durante o assunto, lembramos de algumas camisas "diferentes" que já passaram pela liga e resolvi fazer um Top 5 das que eu vi em quadra. Os critérios são simples: camisas que foram usadas durante a década de 90, só vale camisa de time que ainda está na ativa e não vale camisa que seja "limpa", sem desenhos que diferenciem das camisas normais.

5. Detroit Pistons - Grant Hill
A camisa aparece após o fim da "Era Bad Boys" e vai até o início dos anos 2000, quando Grant Hill, o maior nome da equipe após a aposentadoria de Isiah Thomas, vai para Orlando Magic. Infelizmente a camisa fica marcada por um período sem títulos da franquia.

4. Phoenix Suns - Charles Barkley
Com direito a disputar uma decisão de NBA contra o Chicago Bulls de Michael Jordan, a camisa faz sucesso na primeira metade dos anos 90. Barkley é o grande nome do time, mas John Paxson acertou uma cesta de 3 faltando 3.9 segundos e finalizou a série em 4-2, dando o tricampeonato ao time de Phil Jackson.

3. Denver Nuggets - Dikembe Mutombo
Com o pivozão congolês no comando do time, a torcida do Colorado esperava mais da equipe. Mas se dentro de quadra os resultados foram ruins, fora dela, a camisa entrou pra história.


2. Utah Jazz - John Stockton
Um trio praticamente imbatível com Malone, Stockton e Hornacek, mas que tem como ponto negativo ter existido na mesma era que Scott Pipen e Michel Jordan foram comandados por Phil Jackson. Azar da franquia de Salt Lake City, que foi vice-campeã em 97 e 98, e nos deixou essa bela camisa.

1. Toronto Raptors - Vince Carter
A única equipe canadense ainda ativa na NBA foi fundada em 1995 e de cara já chamou a atenção nas prateleiras das lojas de material esportivo. A camisa com o dinossauro estampado virou item de colecionador, ainda mais depois que Vince Carter fez história nos torneios de enterrada vestindo a número 15.

Gostaram das cinco escolhas? Tenho certeza que vocês poderiam trocar alguma delas pela camisa do Hawks, do Sonics e até mesmo do Magic. Coloquem aí nos comentários!

Fui!

Luiz Paulo Knop

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Forum Blue and Gold

Fala galera! All Star Weekend da NBA chegou e os fãs da liga norte-americana ficam vidrados. Pensando nisso, o Resenha Esportiva preparou alguns posts com curiosidades sobre a maior liga de basquete do mundo. Começando hoje falando dos uniformes das equipes.

O padrão da NBA é que os times joguem de branco quando estão atuando em casa e com uniforme colorido quando estão atuando fora. Sendo assim, todas as equipes contam com uma camisa branca e outra de cor (azul, verde, preta, vermelha, tanto faz). Além disso, as franquias passaram a adotar recentemente o terceiro uniforme (com cores variadas) e ainda uniformes que remetem à história da equipe, as chamadas camisetas retrô, essa camisas normalmente são usadas em ocasiões especiais.

Acima: o pioneiro time de 1967
Abaixo: Jack Kent Cooke e The Forum
Mas nem todas as franquias da Liga jogam de branco quando estão em casa. Uma das 30 equipes atua há exatos 50 anos com a cor dourada como cor predominante. É o Los Angeles Lakers.

Originalmente Minneapolis Lakers, o time entrava em quadra com camisa branca com detalhes em azul e ouro. Fora de casa a camiseta tinha o azul claro como cor predominante e os detalhes eram em dourado. Após se mudar para Los Angeles, em 1960, as cores continuaram as mesmas, até que em 1965 o Lakers são comprados por Jack Kent Cooke, e em 1967 passa a mandar seus jogos no lendário ginásio The Fórum, em Inglewood, California, e junto com a mudança de casa, vem a mudança das cores do uniforme.

Quando o The Fórum vira o grande palco das dinastias do Lakers, a camisa “home” passa a ser dourada com detalhes em roxo, e o uniforme “road” tem o predomínio do roxo - chamado pelo proprietário da equipe de Forum Blue - com os detalhes em dourado . É com essas cores que os Lakers faturam 11 dos 16 títulos de sua história, é com essa cores que Magic Johnson, Kobe Bryant, Kareem Abdul-Jabbar, James Worthy e Shaquille O´Neal entram pra história da equipe, é com o dourado, diferente de todas as outra franquias, que o histórico Los Angeles Lakers jogam quando estão em sua casa, hoje o Staples Center

Luiz Paulo Knop

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Coração aurinegro: um dia de BVB

Dortmund respira futebol! Pra começar o dia, que tal um pão doce que leva as cores do time do cidade? Minha primeira experiência em um estádio fora do Brasil foi uma imersão na cultura local. Como amantes do esporte e viajando pela Europa, eu e meu esposo, Tiago, fizemos questão de incluir no roteiro da viagem algumas experiências esportivas, como um jogo do Borussia no Signal Iduna Park e a visita a Wimbledon.
Café da manhã no clima do jogo

Ficamos na casa de uma família alemã que já havia recebido o Tiago durante a Copa de 2006 e, desta forma, tivemos a perspectiva de um morador local em dia de jogo. A partida tinha caráter decisivo, já que a equipe aurinegra enfrentaria o RB Leipzig, vice-líder do campeonato. A vitória seria fundamental para manter viva a esperança de disputar a próxima edição da Liga dos Campeões.

O duelo estava marcado para às 18h30. Seguindo as orientações da anfitriã Nicki, saímos de casa às 16h15. Juntos, fomos de carro até a estação de trem mais próxima (Wickede West), deixamos o veículo e pegamos o trem das 16h30 até as proximidades do estádio, para onde caminhamos por mais 15 minutos. Uma revista rápida, leitura eletrônica dos ingressos e finalmente estávamos dentro do Westfalen, às 17h30. Em pouco mais de uma hora fizemos todo o percurso, da casa na periferia ao assento marcado na arquibancada.

Ainda do lado de fora
Em Dortmund, há um grande incentivo para que os torcedores utilizem o transporte público até o estádio. Se você tem ingresso para a partida, não paga o bilhete do metrô/trem. A iniciativa ajuda e reduzir os transtornos com o trânsito antes e depois dos jogos. Neste dia, por exemplo, mais de 81 mil pessoas acompanharam o duelo entre Borussia e RB Leipzig in loco. E olha que a cidade tem apenas cerca de 600 mil habitantes. Ou seja, 10% da população local estava no Signal Iduna Park, tirando os ingressos destinados aos visitantes e os “estrangeiros” que lotam a cidade em dias de jogos.

 Não é à toa que, ao pesquisar hotéis e passagens de avião para Dortmund encontramos preços altos. Antecipamos, então, a chegada para quinta-feira e tivemos a sorte de sermos acolhidos pela Nicki e sua mãe. Caso contrário, pagaríamos as hospedagens mais caras de toda nossa viagem, pelo alto número de “borusses” que vêm de outras cidades e países.

No estádio com a família que
nos recebeu em Dortmund
Os nossos ingressos custaram 45 euros cada, já que os mais baratos se esgotam de maneira muito rápida e são destinados aos sócios do clube. Ficamos no setor família. As crianças são muito bem-vindas. No hall de entrada tem totó e outras dinâmicas para entreter a galerinha, além de frutas e sucos gratuitos para dar aquela energia para a criançada durante a partida.

A Muralha Amarela é realmente quem comanda a festa, puxando os cânticos e agitando as bandeiras. Antes da partida, “You'll Never Walk Alone” cantado a plenos pulmões é de arrepiar, assim como a escalação do time, feita em uma interação entre o narrador do estádio e a torcida.

A Muralha Amarela conduz a festa
O jogo em si não foi dos melhores. Poucas jogadas individuais, muitos lances de lateral de campo e até uma média alta de faltas para a padrão local (32 no total). Este último dado pode se dever à tensão que cercou o confronto, já que o RB é visto como um estranho no ninho, por ser um clube-empresa. Existe uma certa raiva contra eles e a própria Muralha Amarela está fora do próximo duelo em casa por causa das faixas com frases agressivas e a recepção nada amistosa aos visitantes.

video

No final, 1 a 0 para o BVB, com gol de Aubameyang, e uma experiência para lembrar por toda a vida. Saímos do estádio com o coração mais preto e amarelo.

Thamara Gomes (texto, fotos e vídeo)

domingo, 12 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

JF Vôlei erra muito e perde em casa

O Juiz de Fora Vôlei recebeu na noite dessa quarta-feira o vice-lanterna da Superliga Masculina de Vôlei, Maringá, e para o torcedor que já tava como certa uma vitória que somaria mais três pontos na tabela de classificação, sair do ginásio com apenas um ponto na bagagem, foi decepcionante.

Embalado pelas duas vitórias seguidas, o time mineiro partiu pra cima do Maringá logo de cara e abriu oito pontos de vantagem. Por mais que o treinador da equipe paranense tentasse mexer, o time não reagia, e o set terminou com 25 a 17 para os locais.

Já sem Renato Hermely no time, o Maringá fez um bom início de segundo set, mantendo sempre a dianteira e sem sofrer ameaças. Henrique Furtado tentou a inversão do 5/1 quando o placar já apontava quatro pontos de vantagem para os vice-lanternas. Todas em vão... Aranha ataca e confirma o set com o marcador anotando 25 a 21, agora tudo igual na partida, 1 a 1.

O set mais igual, essa foi a tônica da terceira parcial. O time juizforano manteve a dianteira, mas sempre com poucos pontos de frente, até abrir 17 a 14. Após o tempo solicitado por Renato Lúcio (Banana), técnico do Maringá, a equipe visitante melhorou o rendimento e virou, fechando em 25 a 23 e virando a partida.

Outro set que começou como o segundo, com muitos erros por parte do time mineiro, fator preponderante na partida. O Maringá chegou a abrir cinco pontos durante a parcial, teve 10 match points, o primeiro dele com o placar em 24 a 21. Mas o JF mostrou garra, empatou o jogo, salvou várias bolas, e fechou o set com um ponto de bloqueio de Diego. Tudo igual na partida, 2 a 2, e o a decisão seria no tie-break.

Depois de desperdiças várias chances de fechar o jogo e tomar a virada, era natural que o time de Ricardinho começasse o set decisivo abatido. Mas não foi o que vimos em quadra. Voltando a errar muito - foram seis só no tie-break - Juiz de Fora viu a vitória escapar logo na primeira metade da parcial, quando o Maringá abriu 7 a 2. Com uma vantagem sólida, bastou virar a bola e fechar em 15 a 10, aliviando a situação da equipe na tabela, e complicando o time mineiro que briga por uma vaga nos playoffs.

Na próxima rodada o Maringá recebe o Caramuru em casa, enquanto que o Juiz de Fora Vôlei vai até Canoas, enfrentar um adversário direto na briga pela classificação. As duas partidas acontecem sábado à partir das 18 horas, sem transmissão da TV.

Com a palavra...

Renato Lúcio (treinador do Maringá), Juan (líbero do JF Vôlei), Ricardinho (levantador do Maringá) e Henrique Furtado (treinador do JF Vôlei)


Ficha Técnica 

Juiz de Fora Vôlei 2 x 3 Copel Telecom Maringá
Ginásio da Faefid - Juiz de Fora (MG)
Troféu Viva Vôlei: Marcílio (Maringá)

JF Vôlei: Rodrigo, Renan, Ricardo, Rammé, Diego, Bruno e Fábio Paes; Entraram: Juan, Adami, Moreno e Drago.
Técnico: Henrique Furtado

Copel Telecom Maringá: Ricardinho, Aranha, Aureliano, Sérgio Félix, Mudo, Renato e Felipe; Entraram: Pedro, Gentil, Secco, Ualas, Marcílio e Michael
Técnico: Renato Lúcio (Banana)

Luiz Paulo Knop

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

É um ai Jesus

Fala galera! Gabriel Jesus estreou no Manchester City no último dia 21 de janeiro, entrando aos 37 minutos do segundo tempo no lugar de Sterling, em jogo contra o Tottenham válido pela Premier League. Aos 40 marcou um gol, anulado corretamente. A partida terminou 2x2 e o brasileiro saiu ovacionado por torcedores e elogiado pelo treinador, Pep Guardiola.

Uma semana depois o jovem jogador fez sua primeira partida como titular, na vitória por 3x0 contra Crystal Palace, em jogo da Copa da Inglaterra. Nesse dia ele dá a primeira assistência para gol no clube azul de Manchester.


Quatro dias depois o City enfrentaria o West Ham pelo Inglês, e Jesus permanecia como titular, barrando nada mais, nada menos, que o ídolo argentino, Kun Agüero. Ao final dos 4x0 o camisa 33 foi eleito o melhor jogador da partida. Também, pudera... um gol e uma assistência para Sterling, se tornando o primeiro jogador da história do clube a conseguir tais números na primeira partida como titular na Premier League.

No último domingo mais uma partida como titular, mais um show para o torcedor. A partida foi contra o  Swansea e logo aos 11 minutos o brasileiro abriu o placar para o City. Durante os 90 minutos, Guardiola mexeu no time, trocou atacante, meia, mas não tirou Gabriel. Foi presentado. Como o jogo empatado em 1x1, mais uma vez o centroavante da seleção marcou, já nos acréscimos do segundo tempo, decretando a vitória dos Blues que com o resultado subiram para a terceira posição na tabela.

Os números de Jesus em campo impressionam. Foram quatro partidas, três gols marcados, duas assistências, uma música criada pela torcida e elogios do treinador. O camisa 33 supera, logo de cara, a desconfiança que poderia existir por ter apenas 19 anos. O sucesso dele é igual ou até maior do que Neymar quando chegou no Barça, e isso nos faz acreditar que em 2018 o hexa vem.

Fui!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Houston, nós temos uma nova história

Fala galera! Terminou a temporada 2016/2017 da liga norte-americana de futebol americano, a NFL. Para os fãs da bola oval, um espetáculo inigualável, um jogo que começou de uma forma, foi definido ainda no intervalo – que teve uma performance memorável de Lady Gaga – e encerrou de outra, já com muitos fãs dormindo com a certeza de que Matt Ryan levaria seu primeiro anel de campeão.

Atropelo dos Falcons

Depois de um primeiro quarto zerado, com as defesas prevalecendo ante os principais ataques da liga. No segundo os Falcons contou com a força de Devonta Freeman para furar os bloqueios, quebrar tackles e abrir o placar. Não demorou muito e Matt Ryan achou Austin Hooper atrás da defesa, marcando o segundo TD para o Atlanta, para desespero de Tom Brady.

Acha que era muito pra finalizar o primeiro tempo? Está enganado.

Faltando pouco mais de dois minutos para o fim do período, o quarterback dos Patriots tentou um passe pelo meio da defesa do adversário, Robert Alford interceptou na linha de 18 jardas, correu até a end zone e abriu 21x0, um resultado surpreendente. New England ainda teve tempo de fazer um field goal no último lance do primeiro tempo, levando o jogo para o intervalo com uma ingrata diferença de 18 pontos.

Matt Ryan começou o terceiro período com a mesma precisão do anterior, e com quatro minutos de bola rolando deu um passe para Tevin Coleman ampliar o marcador, alcançando a fantástica marca de 25 pontos de frente, diferença que em toda a história do evento, nunca havia sido revertido.

O peso do camisa 12

Mas do outro lado existia um Tom Brady com as bênçãos de James White e Julian Edelman, e quando esses três estão inspirados, o jogo só acaba no apito final. Ainda no terceiro período White correu para marcar, diminuindo a distância, mas a fase era tão complicada que Stephen Gostkowski errou o extra point.

Perdendo de 28x9, o New England foi obrigado a acelerar as jogadas, com Brady abusando de passes curtos atrás da linha de scrimmage, o time foi avançando, e deixou a bola em condição para mais um field goal de Gostkowski, que se redimiu do erro anterior. Na metade do último período o placar mostrava 28x12 pros Falcons e isso fez com que muitos torcedores fossem dormir aqui no Brasil, azar o deles...

Após uma campanha de cinco jogadas, Tom Brady achou Danny Amendola próximo à end zone e a diferença caia para oito pontos apenas, já que James White converteria os dois pontos extras. Restava pouco tempo e os Patriots jogariam a vida por uma posse de bola apenas, mas antes tinham que parar Matt Ryan.

O poderoso ataque dos Falcons não marcava há mais de 15 minutos, um field goal daria a eles o tão sonhado título, e na base dos passes curtos e das corridas, a equipe chegou a uma posição que lhe permitia o chute, só que ainda tinha tempo no relógio e jogadas a serem feitas, é aí que o jogo muda.

Após o snap do Atlanta, Trey Flowers fura o bloqueio e saca o camisa 2 vermelho, o que era uma segunda pra 11 jardas, se transforma em uma terceira para 23. Pra atrapalhar ainda mais, o Atlanta comete uma falta e volta mais 10 jardas, tornando impossível a tentativa do field goal. Esses três pontos farão falta lá na frente, acreditem.

Faltando 3min40 a história começava a ser escrita. Brady começa a campanha na linha de nove jardas do campo defensivo, avança descida por descida, no meio dessa loucura ainda tivemos uma recepção mágica de Julian Edelman em uma jogada que poderia dar fim ao sonho do penta, e após 10 jogadas, somando um total de 91 jardas, James White, sempre ele, faz seu segundo touchdown na partida, mas ainda era preciso a conversão dos dois pontos. O Atlanta se preparou para conter o avanço por terra, mas o camisa 12 optou por Amendola no jogo aéreo, empatando tudo, 28x28, Atlanta ainda teria uma chance, mas sem sucesso.

Uma campanha para a glória

A primeira prorrogação da história do Super Bowl foi rápida, certeira, e ficará gravada nos livros da liga. Com 3 minutos e 58 segundos de campanha, Thomas Edward Patrick Brady Jr, se transforma no maior vencedor da história da modalidade, superando Joe Montana, que conquistara o anel em quatro ocasiões. O desfecho saiu das mãos de James White, que marcou seu terceiro touchdown na partida, e levou o placar para 34x28, a maior virada da história das decisões.

O marido de Giselle Bündchen se torna o primeiro a superar a marca de Montana e mais do que nunca, a história de Tom Brady se mistura com a história da equipe de Massachusetts e de Bill Belichick, o treinador da maior dinastia da NFL, uma das maiores da história do esporte norte-americano.

Dizer que com esse título Brady o transforma no maior jogador da história, pode parecer “chover no molhado”, mas diante das transformações que o esporte sofreu ao longo dos anos, posso afirmar que ele é o melhor dessa era e um dos melhores de toda a história. Colocá-lo à frente ou atrás de Joe Montana, é o mesmo que tentar equiparar Pelé e Messi, impossível. São dois ETs, insuperáveis dentro de suas gerações, e que estarão juntos no Hall da Fama em breve.


E para nós, só resta agradecer por teremos nascido nessa época, pude acompanhar o fim da carreira da Montana e toda a carreira de Brady, e posso dizer que eles foram dois dos grandes nomes que me fizeram apaixonar pela bola oval.

Link com os melhores momentos da partida

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