sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Numeração Fixa x Numeração Variável

Fala galera!

Numeração fixa ou variável? Qual a sua preferida?
No início dessa semana, o autoritário presidente vascaíno Eurico Miranda definiu: "o Vasco não utilizará numeração fixa neste ano", algo que não fazia desde 2009. Hoje, passando pelas notícias esportivas, acabei de ver que o Botafogo adotará o mesmo esquema, voltando às clássicas numerações de 1 a 11, inspirada em seus anos 60, onde os zagueiros jogam com a 2 e 3 e os laterais com a 4 e 6.

Pois bem, o que implica jogar com uma numeração fixa ou não fixa? Na prática, acho que nada. Obviamente que um número nas costas do jogador não vai fazê-lo jogar melhor ou pior. Mas acho que se formos fazer uma enquete de preferência, o resultado seria equilibrado.

Acho legal a numeração de 1 a 11, acho que define bem o jogador e sua função dentro de campo. Poderíamos voltar àquela tradição do 5 ser o volante "batedor", o 8 ser o segundo volante que sabe sair jogando. O número 10? Esse seria dado pro craque do time, o organizador das jogadas, enquanto o 9 seria do matador, o centro avante que tá ali pra fazer gol. No entanto, é duro ver nos dias de hoje um 10 que não merece a 10, ou um 9 que não merece a 9.

Por outro lado, acho que os clubes perdem em termos de marketing com isso. É interessante vincular uma camisa e seu número a um determinado jogador, durante toda a temporada. Tanto para facilitar na identificação do jogador em campo, por exemplo, quanto em termos de vendas e publicidade. Além disso, cria uma identidade e um vínculo com a torcida e o clube. Imagina só, você tem um Zico no seu time, com a 10. Ele machuca, não pode jogar e entra o Zé das Couves pra assumir a 10. Acho estranho, não condiz com a realidade. É como se  hoje o Cristiano Ronaldo machucasse no Real Madrid e entrasse um Modric da vida com a 7 em campo. Ou então alguém entrasse em campo com a 4 do Fabregas.

Como não há uma regra definida nos campeonatos nacionais, fica a critério dos clubes como será dividida a numeração dos jogadores durante as competições. No final das contas, acho que isso poderia ser uma decisão conjunta, tomada junto com os jogadores, e não como um "ultimato" presidencial. Sempre vai ter aquele jogador que quer jogar com a 82 porque nasceu neste ano, ou então com a 67 porque 6+7 é 13 e 13 é o número da sorte dele...

Particularmente, eu acho legal a numeração de 1 a 11, mas acho que atualmente funciona mais (e bem) pra seleções. Em seleções sim eu sou a favor de jogadores jogando com a 1 a 11, é algo mais místico, mais "importante". No final das contas, acho que de uma forma geral, tanto os jogadores quanto o clube (financeiramente falando), ganham mais com a numeração fixa. Qual a sua preferida?

Até a próxima!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Mensagem subliminar

Fala galera! Vamos entrar no DeLorean e viajar no tempo um pouquinho... Dia 5 de dezembro de 2010, o Resenha Esportiva engatinhava por um lugar ao sol, lugar esse que ainda não apareceu, e muito se falava sobre a Red Bull dominando a Fórmula 1 com o primeiro título mundial de Sebastian Vettel.

Só que nessa época o nome da equipe só aparecia nas gôndolas de supermercado... durante as transmissões eles eram ignorados, os narradores, comentaristas e repórteres usavam, sem ao menos passar o óleo de peroba na cara, a sigla RBR (Red Bull Racing). Tudo isso porque Red Bull também é uma marca.

E a minha revolta com a situação ficou clara quando escrevi o texto "RBB ou SND?", texto esse que teve mais de 300 visitas no período, um número bem expressivo pra época. Naquela ocasião eu questionava como fariam as emissoras quando o Red Bull Brasil e o Sendas estivessem disputando as primeiras divisões estaduais.

Manchete da Globo.com

O Sendas se antecipou ao risco e mudou de nome, virou Audax. Já o Red Bull não tinha motivo para mudar o nome, peitou o risco e subiu pra Série A1 do Paulistão com o nome de batismo.

No último dia 25 o Palmeiras recebeu a equipe campineira no Allianz Parque, sua nova e linda arena, e o Sportv transmitiu o amistoso ao vivo. Minha maior expectativa não era saber a escalação e nem como as equipes se comportariam, era saber como a imprensa trataria o time de Campinas.

De cara uma surpresa! O Allianz Parque virou Arena do Palmeiras... nada de falar o nome da empesa que investiu milhões para melhorar o espetáculo... Aí vem a escalação do RB Brasil... peraí... quem?!?!?!


O original e o que apareceu no Sportv
Isso mesmo... o Red Bull Brasil, o meu RBB de 2010, virou RB Brasil. Ah! Mas você pensa que parou por aí??? Os mais atentos, como eu sou, descobriram que o escudo da equipe foi modificado pela emissora!!! O escudo original tem o nome Red Bull Brasil escrito, nome esse que foi simplesmente apagado na hora que apareceu na TV!!!

Me lembrei de cara desse texto de 2010 e de uma entrevista que fizemos com o coordenador técnico da equipe de vôlei da UFJF, na época treinador da equipe, Maurício Bara. Questionei sobre essa insistência em não dizer o nome dos patrocinadores, mudando inclusive o nome com que os times eram chamados, e o entrevistado se mostrou claramente contrário ao que ocorre.

Muitos alegam que há razão para tal atitude, já que a emissora vive dos patrocínios e tais empresas não não bancam a transmissão. Mas será que esses patrocinadores que investem no esporte suportam a falta de visibilidade por muito tempo? Será que sem eles teríamos tais eventos para a TV transmitir? Dessa forma, o único jeito do patrocinar retomar seu investimento é com mensagens subliminares, e olhe lá.

Fica para reflexão...

Fui!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Guerra declarada

Fala galera! Demorou mas a hora chegou... depois do texto que o Léo nos apresentou ontem sobre a "meia entrada" no Campeonato Carioca, chegou a hora de explanar um pouco mais sobre a guerra dos clubes (por enquanto leia-se Fla e Flu) com a Ferj.

Eu já imaginava que algo de podre aconteceria após a eleição de Eurico Miranda no Vasco, e não me venham com essa de que não tem dedo dele, é claro que tem!! Quando Eurico resolveu se candidatar à presidência do Vasco uma de suas metas era ter a Ferj sob seu comando novamente, como outrora foi. Me lembro bem da última eleição na Federação que o mandatário vascaíno, ainda longe do Vasco, fez um discurso "emocionado" sobre seu aconselhado Rubinho.

Só que o problema é mais embaixo...

Com uma receita digna de time de futebol e um "repasse" aos clubes digno de Copa Orkut - uma competição amadora que existia em Juiz de Fora há uns 10 anos - a Ferj parece perpetuar o conceito de incompetência. Uma federação não olha por seus filiados desde que me entendo por gente, desde que acompanho futebol. Essa associação que em seus 37 anos só teve 3 presidentes, essa federação que viu membros nobres como América e Bangu sucumbirem à exigência do mercado do futebol e acompanha, sem apoio algum, o mesmo caminho sendo traçado pelo Botafogo (alguém duvida que pode acontecer o mesmo?).

O Campeonato Carioca 2015 é só mais um passo rumo ao fundo do poço... e os clubes que deveriam se unir racham de vez, e a Ferj, que deveria ser o conciliador, faz o possível para aumentar esse racha. A ânsia pelo poder de Eurico Miranda, e volto a dizer sem culpa alguma no meu coração rubro-negro, vai de novo afundar o já cambaleante futebol fluminense, pois ele não mede esforços para prejudicar quem quer que seja. E não é nada contra o Vasco ou seus torcedores, até porque tenho absoluta certeza que os vascaínos de verdade não apoiam o retorno do "poderoso chefão".

Não nos esqueçamos que tivemos um grande carioca rebaixado nos dois últimos anos do Brasielirão e que por pouco não foram três... também não dá pra ignorar que entre os 101 clubes que disputaram as quatro principais divisões do país, os dois piores públicos, na média, foram do estado do Rio: Boavista e Cabofriense com médias de 125 e 158 espectadores por partida respectivamente. E ainda tivemos o Duque de Caxias com 197, ocupando a 98ª colocação.

E o que a Ferj faz pra melhorar isso? Nada...

Ah... e pra piorar a situação a Ferj ainda criou uma tal "Lei da Mordaça" onde os clubes que criticarem a Federação sofrerão sanções, pagarão multas por isso. Mesmo que o clube publique nota oficial desmentindo tal crítica, a multa permanecerá, sendo ela apenas "aliviada".

Encerro o post deixando o link do ótimo texto que eu gostaria de ter escrito, mas que foi feito pelo jornalista do site ESPN FC e do blog Quatro Linhas, presença constante aqui no Resenha Esportiva, o vascaíno Bruno Guedes.

Fui!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Ferj e a Lei da Meia Entrada

* Por Léo Schettini


Salve salve rapaziada. Na semana passada tivemos o 1º round do ano entre a Federação de Futebol do Rio de Janeiro e alguns clubes, especificamente, Flamengo e Fluminense.

Como sabido, a Federação, no regulamento do Campeonato Carioca do ano 2015, estabeleceu os preços mínimo e máximo a serem praticados pelos clubes. Além disso, estipulou que todos fariam jus ao preço de “meia entrada”. Segundo a FERJ, tudo teria sido discutido e votado na Assembléia própria (conhecida como “arbitral”), em que apenas Flamengo e Fluminense teriam deliberado em sentido contrário. Lembrando que a “meia entrada” é definida pela lei federal 12.933/13 e pela lei estadual 3364/00.

A polêmica se torna maior por conta da rivalidade fomentada por Eurico Miranda, presidente do Vasco e principal defensor da medida (Botafogo apoiou mas ninguém comentou por lá!). Esse post procurará não mergulhará nas águas turvas das paixões clubísticas.

Vamos nos ater apenas aos aspectos legais da medida (em uma vertente unicamente). Em uma primeira análise, ampliar o benefício da meia entrada a todos os torcedores nos parece ilegal. Na medida em que exclui o benefício de quem faria jus (estudantes, idosos, pessoas com deficiência “jovens” de 15 a 29 anos!). Ora, se todo mundo terá o mesmo valor de entrada, então a lei esta sendo desrespeitada. A justificativa utilizada é o parágrafo 1º do art. 1 º da referida lei federal, que dispõe:

§ 1o O benefício previsto no caput não será cumulativo com quaisquer outras promoções e convênios e, também, não se aplica ao valor dos serviços adicionais eventualmente oferecidos em camarotes, áreas e cadeiras especiais.

A única maneira de interpretar o comando legal sem esvaziar a intenção do benefício previsto em lei, é imaginar que um outro benefício estivesse sendo oferecido e aqueles beneficiários da lei também fizesse jus a este. Exemplo: o sócio torcedor do clube terá direito a pagar meia entrada. Se for estudante e sócio torcedor pagará meia entrada (e não meia da meia!), pois não seria cumulativo.

Estender o benefício a todos é dizer que ninguém terá direito a meia entrada. Se a moda pega, ninguém mais gozará do benefício.

Em tempo, sou terminantemente contra o benefício da meia entrada. É o Estado fazendo graça com o chapéu alheio. Mas se ele existe e não é viciado pela inconstitucionalidade, há que ser respeitado.

E vocês, o que acham?

Fui

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Gênio x craque

Fala galera! Um dos debates mais comuns no meio do futebol é pra saber se fulano é craque, se fulano é bom, se fulano não é nada ou se ele superou todos esses rótulo e é um gênio. Também se fala muito que hoje não temos mais craque, gênio então nem se fala. Pensando nisso fiz uma breve análise sobre alguns bons nomes do futebol atual.

Os dois maiores nomes dos últimos 5 anos são Messi e Cristiano Ronaldo, ambos são indiscutíveis, ganharam tudo que puderam, não ganharam Copa, mas isso não faz deles pior. Só que vejo uma diferença gritante no futebol dos dois. Cristiano Ronaldo é craque, é o melhor exemplo de jogador do futebol moderno. Ele marca, corre muito, chuta com as duas, bate falta, cabeceia perfeitamente, enfim... faz tudo! Será eternizado como um dos maiores jogadores da história com certeza, talvez o maior de Portugal ao lado de Eusébio e Figo.

Já Messi não é craque, ele passou desse ponto, como sempre disse, Messi é um ET, ele é gênio, está acima desse patamar, Messi já está eternizado, ganhando Copa ou não ele já fez tudo o que podia, bateu recordes e mais recordes, e é diferente de Cristiano Ronaldo, não é tão decisivo, joga longe da área, mas faz um estrago absurdo. Cria jogadas espetaculares. Talvez analisando de longe você pode até confundir os dois, mas não, Messi é gênio, Cristiano é craque.

E o Neymar? Neymar é craque! Já é! Pode chegar a ser gênio algum dia? Acho que sim... depende do desenrolar dos fatos. Jogar em um time que tem um gênio sempre vai deixá-lo um patamar abaixo. Sempre haverá a comparação de um gênio com um craque. Time nenhum da história teve dois gênios ao mesmo tempo. Maradona, Zico, Platini, Zidane, Cruyff e talvez Beckenbauer, pra mim os gênios da história.

Pelé? Não... esse, como todos falam, é Deus, ele não é gênio, nem craque, nem nada, ele tá acima de tudo.

E os craques de hoje? Temos muitos também, basta analisar. No Brasil - pra dar um ibope e uma polêmica no post - temos Ganso (será que agora vai?) D´Alessandro, na Europa temos o goleirão Neuer, um craque debaixo das traves. Temos o marrento Ibrahimovic, os uruguaios Cavani e Suárez, tem o Bale, Pirlo que já está em final de carreira, mais um monte de alemães como Muller e Schweinsteiger, tem Robben e Van Persie na Holanda e por que não Ribery na França? É muita gente e com certeza me esqueci de muitos nomes.

Enfim... são jogadores espalhados por todo o mundo e que ainda nos fazem se apaixonar pelo futebol. Como dizia o filósofo "sei lá quem": enquanto houver sol ainda haverá.

Concorda com minha "divisão"? Colocaria mais alguém nos gênios? Tiraria alguém? Não vale tirar o Zico, ele é acima do bem e do mal pra mim :P

Fui!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

NBA 2015: saiba quais são os jogadores mais bem pagos do melhor basquete do mundo

Fala galera!

Todos que acompanham o Resenha sabem que eu adoro uma lista esportiva. Seja de esportes atípicos, de estádios diferentes, de jogadores mais altos, de jogadores mais rápidos, de melhores goleiros ou qualquer outra coisa. Lista. Listas são interessantes e colocam algo em ordem, por mais estranho que este algo possa ser. Já falamos bastante de salários aqui no Resenha e agora temos mais novidades a respeito.

A Revista Forbes divulgou por esses dias os maiores salários atuais da NBA. Na verdade, não são apenas salários. São os 10 jogadores mais bem pagos, já que neste valor final, os patrocínios são somados ao salário. Aliás, os patrocínios respondem por uma parte da renda muito maior do que o salário, passando de 2/3 da renda total em alguns casos. Pois bem, vamos à lista:

  1. Lebron James (Cleveland Cavaliers) - US$ 64,6 milhões (US$ 20,6 milhões de salário e US$ 44 milhões de patrocínios)
  2. Kevin Durant (Oklahoma City Thunder) - US$ 54 milhões (US$ 19 milhões de salário e US$ 35 milhões de patrocínios)
  3. Kobe Bryant (Los Angeles Lakers) - US$ 49,5 milhões (US$ 23,5 milhões de salário e US$ 26 milhões de patrocínios)
  4. Derrick Rose (Chicago Bulls) - US$ 38,9 milhões (US$ 18,9 milhões de salário e US$ 20 milhões de patrocínios)
  5. Carmelo Anthony (New York Knicks) - US$ 30,5 milhões (US$ 22,5 milhões de salário e US$ 8 milhões de patrocínios)
  6. Dwayne Wade (Miami Heat) - US$ 27 milhões (US$ 15 milhões de salário e US$ 12 milhões de patrocínios)
  7. Amar'e Stoudemire (New York Knicks) - US$ 26,4 milhões (US$ 23,4 milhões de salário e US$ 3 milhões de patrocínios)
  8. Chris Paul (Los Angeles Clippers) - US$ 26,1 milhões (US$ 20,1 milhões de salário e US$ 6 milhões de patrocínios)
  9. Dwight Howard (Houston Rockets) - US$ 25,9 milhões (US$ 21,4 milhões de salário e US$ 4,5 milhões de patrocínios)
  10. Blake Griffin (Los Angeles Clippers) - US$ 24,7 milhões (US$ 17,7 milhões de salário e US$ 7 milhões de patrocínios)
Como podemos perceber, os patrocínios chegam a valores exorbitantes, como é o caso dos 44 milhões de dólares que James recebe ou dos 35 milhões de Durant. Kobe Bryant, por exemplo, é dono do maior salário (23 milhões de dólares) da NBA, mas é o 3º colocado em receita total. Além disso, temos casos de jogadores que aceitam reduzir seu salário no time para que a franquia contrate outros jogadores sem atingir o teto salarial imposto pela liga, como é o caso de James, Kobe e Wade. Alguns jogadores recebem patrocínio de várias empresas reconhecidas mundialmente. Lebron James, por exemplo, é patrocinado pela Nike, MCDonald's, Coca-Cola, Samsung, Beats by Dre, Upper Deck, Tencent e Audemars Piguet. Derrick Rose é outro exemplo: o astro do Bulls é patrocinado por Adidas, Powerade, Wilson, Skullcandy, 2k Sports, Giodarno's e Panini.

A cada dia podemos ver mais a presença e a importância de grandes marcas e empresas privadas no esporte. Não só nos clubes e franquias em si, mas também em relação aos jogadores.

Até a próxima!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A nova Liga Argentina

Fala galera! Enquanto no Brasil se discute calendário e mecanismos para tornar o futebol mais atrativo, na nossa vizinha e rival, Argentina, o caminho é o inverso. Dona de um bom campeonato, com bons jogos (muitos passam ao vivo para o Brasil), e com janelas de transferências no mesmo período europeu, a partir de 2015 a vaca vai se atolar no brejo novamente.

Até então eram dois campeonatos anuais, um no primeiro e outro no segundo semestre, um total de 19 rodadas em cada, já que 20 clubes disputavam a Primeira Divisão. Os campeões de cada um desses torneios disputava a "Superfinal".

A partir de agora o número de clubes sobe pra 30, e só um torneio será disputado por ano. O regulamento é tosco, já que os clubes se enfrentam em turno único, somando um total de 29 rodadas, porém cada equipe jogará mais uma partida, um clássico local, a ser escolhido pela AFA.

Ao final das 30 rodadas as duas equipes com mais pontos se tornam campeão e vice, e se classificam automaticamente para a Libertadores do ano seguinte. Os clubes classificados do 3º ao 6º disputam um mata-mata para definir os outros dois classificados para a competição.

Do 7º ao 18º acontece mais um mata-mata para definir as quatro vagas na Copa Sulamericana. Ainda se juntam a esses os dois eliminados na primeira rodada do mata-mata de classificação para a Libertadores.

Ah... mas você pensa que acabou? Nada disso... Como o objetivo da AFA era impedir que clubes de expressão com River Plate, Argentino Juniores e Racing permanecessem na Primeira B (a segunda divisão de lá), o critério de rebaixamento permanece como o de hoje, levando-se em conta a média de pontos das equipes nas últimas quatro temporadas - o chamado Promedio. Com a média pronta, as duas piores equipes caem para a divisão de acesso.


Um regulamento maluco de algo que funcionava bem - não gosto do Promedio e com a manutenção dele me dá a impressão de que a única coisa que não funcionava passa a ser a única coisa que se manteve - e que tende a piorar cada dia mais o futebol hermano.

O que acharam do formato? Deixem seus comentários.

Fui!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A fonte alviverde

Fala galera! Início de temporada é sempre igual, ainda mais quando o assunto é futebol brasileiro. Primeiro aparece a "barca" de jogadores indo embora, depois os clubes vão ao mercado buscar peças de reposição. Equipes desentrosadas podem se transformar em favoritas, equipes campeãs podem perder o status. E para 2015 o Palmeiras foi o time que mais se destacou nesse período do ano.

De quase rebaixado no Brasileirão de 2014 a candidato a fazer um bom ano, o Verdão apresentou nada mais nada menos do que 16 jogadores!!! Um time novinho em folha e com bons jogadores que prometem dar ao alviverde do agora Allianz Parque um ano sem preocupações.

Saiu muita gente? Saiu... mas perder os jogadores que quase levaram o time para a Série B não chega ser uma preocupação...

Com Zé Roberto, Leandro (ex-Chapecoense), Lucas, Gabriel, Amaral, Robinho, Rafael Marques e João Paulo, o Palmeiras ganha uma base sólida. Pra completar o disputadíssimo e ainda pouco expressivo Dudu, o jogador do gol do título do Porto em 2014, Kelvin, e o ex-Fiorentina, Ryder Matos, dão força ofensiva ao elenco. Oswaldo de Oliveira comandará o time.

Mas a badalação em cima das contratações me acende um sinal de alerta que talvez não tenha sido muito falado: como o Palmeiras vai pagar essa gente toda?

A conta fecha, podem apostar! Ainda negociando um patrocínio master na casa dos 18 milhões de reais/ano, o Verdão terá uma receita a mais em 2015, as cotas de TV. Com adiantamentos feitos pelas gestões anteriores, 2013 e 2014 foram anos de seca, mas para esse ano o valor virá integralmente. Também pesa o plano de sócio torcedor que vem crescendo de vento em popa, e a inauguração de seu estádio no fim do ano passado, o que deve gerar uma economia importante com aluguel.

Porém existe uma possível dívida do clube com o ótimo presidente, Paulo Nobre, que gira em torno de R$ 100 milhões. Caso ela realmente exista estamos próximos de ter um "novo Marcelo Teixeira" em São Paulo.

De qualquer forma, a impressão que tenho é que o clube vem se reestruturando após o fim da parceria com a Parmalat, que deixou vários órfãos e vários problemas a serem resolvidos. Se o "agora vai" alviverde chegou, só o tempo vai dizer, mas que já é um grande começo, podem apostar que é!

Fui!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Qual o esporte?

Fala galera! Hoje voltamos com a nossa já tradicional Galeria Januário de Oliveira! O escolhido da vez é o site da Tribuna de Minas, jornal de Juiz de Fora, Minas Gerais. Ao citar a façanha da Associação Desportiva Juiz de Fora, a ADJF, no Campeonato Mineiro de Handebol Masculino, o jornal misturou as bolas...

Logo de cara ele cita a participação da equipe na Liga Nacional de Vôlei, competição que nem existe mais, já que hoje temos a Superliga B. Também é relevante lembrar que essa equipe disputa torneios de handebol, e apenas desse esporte.

Januário de Oliveira não teve a oportunidade de ler tal matéria, mas com certeza ele diria que ela escrita de forma "sinistra, muito sinistra", e que nem ao menos teve uma revisão.

Fui!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Um time é do tamanho da paixão de seu torcedor.

Em tempos de criança eu era tricolor. Alguns motivos eu tinha para tanto. O principal deles era a família por parte de mãe, de descendência italiana e de presença marcante desde sempre em minha vida. Porém, entre a italianada toda, havia um que era especialmente tricolor, um entusiasta que, reza a lenda, chegava a ficar vermelho, ou melhor, grená quando o time o decepcionava. E foi justamente esse cara, meu tio avô, que quando viu que eu me desviara completamente das laranjeiras por influência do irmão mais novo de minha mãe e do outro lado da família, me deu minha primeira bandeira do alvinegro carioca, que carregava a marca quase apagada do jornal “O Dia” e me serviu como única recordação palpável dele.

Foi um gesto simbólico. Um fervor imenso pelo flu, mas humilde o suficiente para reconhecer a vontade de uma criança. E por que falar dele por aqui? Ora, por um motivo que muito vem me incomodando nos últimos meses. A iconicidade desse personagem está diretamente atrelada à dimensão do objeto de adoração dele. O “Tremendo Pavilhão”, portador das cores da bandeira da terra natal de seus avós era a menina dos olhos do cara, e me incomoda o fato do tamanho de um clube como o Fluminense ser colocado em questão após a saída de seu forte patrocinador.

É claro e evidente que clube nenhum se sustenta sem dinheiro, que os clubes brasileiros estão num pindaíba geral e que, como diria o colega Rica Perrone “ou alguém ‘compra’ o campeonato no Brasil, ou vamos andar em círculos”. O patrocínio é crucial e hoje tem o poder de definir quem ganha e quem perde. Entretanto, convido a cada um de vocês a olhar na internet o registro dos últimos campeões brasileiros de futebol. Não precisa ir muito longe, basta olhar de 2010 pra cá. Viram? Então vocês são capazes de me responder qual foi o nome que figurava nos registros relativos aos anos de 2010 e 2012. Isso mesmo, meus caros. Lá está escrito Fluminense Football Club. Não está escrito Unimed, muito menos Celso Barros. E, por favor, não caiam na asneira do discurso de que a história do clube resume a essas duas conquistas, ok? Usei as mesmas de exemplo pela proximidade temporal.

O que eu gostaria de dizer com isso? Longe de mim falar que a empresa não foi importante na contratação de grandes jogadores sem os quais essas conquistas seriam um tanto quanto mais trabalhosas. Porém, acredito em duas coisas. A primeira é que elas não seriam impossíveis. O clube tem o histórico de formar grandes jogadores e isso acontece com frequência. Pregar o contrário é menosprezar a história do clube e do futebol brasileiro em geral.

A segunda é que quando alguém perguntar como foi, responderão que foi o ano do Fluminense, que centroavante do Fluminense foi artilheiro, que o armador do Fluminense foi um gênio, que os zagueiros e volantes do Fluminense eram uma barreira intransponível e que havia um muro de concreto exatamente na frente da meta defendida pelo Fluminense, muro esse que os descrentes cismavam em chamar de goleiro.


Outras empresas virão investir seus lucros em clubes de futebol. Espero que, para o bem do futebol, continuem sendo lembrados pelas façanhas os clubes e jogadores. E que um time de futebol seja sempre do tamanho da paixão de seu torcedor.

Pedro Henrique Rezende

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